Washington Luís ou Getúlio?

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Getúlio Vargas

Getúlio Vargas era um nacionalista, uma de suas marcas era sua defesa em pro dos pobres. Criador de leis que davam sustentação e garantia de subsistência, um lutador das causas populares.

A elite paulista insatisfeita com o governo central, iniciou um movimento armado com o objetivo de derrubar o Presidente Getúlio Vargas, que terminou num conflito armado.

As tropas paulista foram derrotas pelo governo central e pelo menos 890 pessoas morreram em combate.

Portanto, em  9 de julho de 1932: as elites paulistas tentaram conter e reverter as transformações que Getúlio começava a implementar no Brasil.

Vargas não se opôs de forma explícita à ideia da constitucionalização. Em 9 de julho, São Paulo levantou-se em armas contra o Governo Provisório, iniciando a chamada Revolução Constitucionalista. Sob o comando do general Isidoro Dias Lopes e do coronel Euclides Figueiredo, tropas da Força Pública e do Exército ocuparam rapidamente os pontos estratégicos da capital, com a ajuda de elementos civis. Pedro de Toledo aderiu à rebelião e foi proclamado governador do estado, assumindo a chefia civil do movimento junto com líderes do PD e do PRP. Quase todas as guarnições federais estacionadas em São Paulo aderiram à revolta. No dia 12, quando o general Bertoldo Klinger chegou a São Paulo para assumir o comando do exército constitucionalista, os rebeldes já controlavam todo o estado e posições fronteiriças em Minas, Paraná e no Estado do Rio.

Responsabilizou pela tragédia a classe dirigente paulista, acusando-a de arrastar a população para um movimento de revanche contra o de 1930 e denunciando também seus propósitos de separatismo.

Força Pública paulista acertou um acordo de paz em separado. A Força ficou incumbida de depor o governo revolucionário paulista, o que ocorreu no dia seguinte.

Em 2 de outubro, foi firmado o armistício que selava a derrota dos paulistas. Com o fim das hostilidades, o general Valdomiro Lima assumiu em 6 de outubro o cargo de governador militar de São Paulo.

Fonte: Carta Maior/Blog-do-Emir

Hoje é o dia que as elites paulistas usam para comemorar a memória

de um dos seus ícones fundamentais – o outro é Borba Gato e os

Bandeirantes. Porque em um dia como hoje as elites paulistas tentaram

Conter,  e reverter as transformações que Getúlio começava a implementar no Brasil.

Washington Luís, político de origem carioca, cooptado pelas elites paulistas – exatamente como o FHC -, se havia notabilizado por, além de dar continuidade ao domínio das elites primário-exportadoras, por duas de suas afirmações: “A questão social é questão de polícia” e “Governar é construir estradas” – para facilitar as exportações.

Nada mais contrastante do que o governo que o Getúlio iniciava, com a reivindicação pelo Estado dos direitos sociais dos trabalhadores e pela interpelação dos brasileiros como “Trabalhadores do Brasil”.

Até hoje a elite paulista – do Estadão aos tucanos -, não digeriu aquela derrota. Continua a fazer a apologia de Washington Luís, colocando seu nome em tudo quanto é lugar público – de estradas a avenidas. Enquanto que o Getúlio, o maior estadista brasileiro do século XX, não tem nenhum lugar público com seu nome em São Paulo. Lula constatou isso, ao inaugurar um auditório no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, com o nome do Getúlio.

O paradoxo não poderia ser maior: FHC, ao instaurar seu programa neoliberal de governo, disse: “Vou virar a pagina do getulismo”.  Ele sabia que a centralidade do mercado que seu governo buscava, só poderia ser feita contra o Estado construído por Getúlio, que afirmava os direitos sociais, fazia do Estado uma alavanca para o crescimento econômico, incentivava a industrialização, reconhecia o direito à sindicalização dos trabalhadores, lançava as bases do nacionalismo e do Estado nacional.

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