O enigma chamado Luiz Inácio Lula da Silva, o tormento da elite brasileira.

Lula O Enigma
Presidente Lula

A sociedade está sendo compelida a ver aquilo que as elites dominantes, passam através de seus meios de comunicações (mídia); aproveitando da fragilidade política e excogitando magníficas teias de aranha de metafísica.

Mas o píncaro da audácia de um enigma chamado de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou como os desprovidos socialmente podiam quebrar esta linha absurda, e unir os disparatados labirintos da miséria, a ascensão social, saindo desta linha tênue da fome e da miséria.

Paciente, metódico de uma modesta eficiência, no manejo com o mundo da política. Ele foi e é um exímio incansável coordenador de fazer análises completas da linha do pensamento da sociedade.

Na política, mostrou o espírito de libertador; flertaram com os aristocráticos, esquerda, direita, ruralistas, sem tetos e sem terra; se entregou com vigor característico, colocando seu plano de governo em evidência no âmbito nacional; ditou a regra do como poderia eliminar a fome da maior parte dos brasileiros que estavam mergulhados na miséria, exclusão social e educação nos três níveis.

Com o espírito aberto e uma mão cautelosa entre os extremos, ele estava certo: toda contradição foi evoluindo em uma unidade reconciliadora. Assim, sem dúvida, onde o atual sistema político da democracia participativa oculta uma contradição na estimulação individualista e econômica, foi construindo o desenvolvimento, tanto no campo da economia, como no social, na política de aproximação com os países da América Latina e do continente Africano.

Superou suposições negativas, na razão das coisas, onde nada de grande na sociedade será realizada sem paixão. Talvez não tivesse consciência da ideia do estava realizando; mas tinha uma percepção quanto às exigências da época.

O Lula é considerado a algo de muitos significados, ou melhor, uma polissemia de diferente variantes de significados. É como o Triangulo das Bermudas, misterioso e que vem sendo promovido em milhares de programas televisivo, radiofônico e de sites. Ao longo de sua trajetória política e mítica.

Só a história dirá o quanto foi, e será importante sua trajetória da superação do neoliberalismo e da implementação de um novo projeto. E a aproximação com outras forças divergentes do seu objetivo estratégico socialista.

Lula não foi passivo, acrítico; mas sim ativo em defesa do programa de governo por ele definido e consagrado nas urnas em 2002. Como também é um ideólogo e comandante que lidera esta revolução socialista, contra poderosos neoliberalistas.

Sua figura desperta grandes paixões, a favor e contra, na opinião pública. Convertendo-se em um símbolo da luta contra a injustiça social e o espirito incorruptível.

Fonte: Site Carta maior e Blog/Blog-do-Emir:

Sem título
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O enigma chamado Lula. Os que não conseguem decifrá-lo são devorados por ele. Foi o que aconteceu com a direita e com a ultra esquerda brasileira.

Por Emir Sader em 07/09/2015 às 07:33

Lula é um enigma, que não é fácil de ser decifrado. Os que não conseguem fazê-lo são devorados por ele. Foi o que aconteceu com a direita e com a ultra esquerda brasileira.
Mais além da sua extraordinária biografia – com que nos acostumamos, mas que associa um caráter épico de sobrevivência das famílias pobres do Brasil, com a combatividade do Lula para se projetar como líder politico incomparável -, ele soube, como ninguém, intuitivamente, decifrar as condições contraditórias que ele herdava da era neoliberal e construir um modelo econômico e político que tornou possível a maior transformação social dos pais que era o mais desigual do continente mais desigual.

Mas que enigma é esse? É o da capacidade de construir alternativa ao neoliberalismo em tempos de absoluta hegemonia neoliberal, em escala mundial, regional e local. Lula soube traduzir a posição histórica do PT – a prioridade do social -, em políticas concretas, para o que teve que construir o esquema político que viabilizasse um governo com essa prioridade, em condições em que não tinha maioria no Congresso e a esquerda não era maioria no país. Soube construir uma aliança com setores do empresariado, para possibilitar a superação da longa e profunda recessão herdada do governo de FHC.

Lula soube localizar, antes de tudo, as dificuldades deixadas pelo neoliberalismo. Não apenas a recessão econômica, a desarticulação do Estado, a abertura da economia, a desindustrialização, o peso do agronegócio, a precarização das relações de trabalho, uma política externa de subordinação absoluta aos EUA. Mas também que haveriam de ser mantidos, como o controle da inflação.
Por isso Lula combinou um ajuste das contas publicas com a promoção das políticas sociais como a centralidade da ação do seu governo. Os que só olharam para o primeiro aspecto ficaram na denúncia da “traição” de Lula – a ultra esquerda – ou de seu fracasso – à direita.

Lula articulou um ajuste com a promoção das politicas sociais – de combate à fome na sua primeira fase. Quando a direita e a ultra esquerda se uniram numa campanha de denuncias na mídia com acusações no Congresso, acreditavam que tinham derrotado o Lula – não se atreveram a tentar o impeachment com medo da reação popular -, mas tentaram sangrar seu governo até derrota-lo nas eleições de 2006 – os efeitos das políticas sociais começavam a se fazer sentir. Lula os derrotou e conseguiu sua reeleição, apoiado na prioridade das políticas sociais.

Combinando a centralidade das politicas sociais, o papel ativo do Estado como indutor do crescimento econômico e a prioridade dos processos de integração regional e dos intercâmbios Sul-Sul, Lula conseguiu reverter o essencial da herança maldita que ele tinha recebido de 10 anos de neoliberalismo no Brasil: superar a recessão econômica e articular o crescimento econômico com a distribuição de renda.

Essa é a chave do enigma Lula – a construção de alternativas de saída do modelo neoliberal, mesmo com a herança recebida, mesmo em um marco internacional com hegemonia neoliberal. Lula agiu pela ação nos elos de menos resistência da hegemonia neoliberal. Por isso a direita foi derrotada sucessivamente em quatro eleições, por isso a ultra esquerda fracassou sem construir uma alternativa própria, a opção contra os governos iniciados por Lula seguem – no Brasil, como nos outros países com governos progressistas – na direita.

Por isso também Lula mencionou recentemente sua disposição de lutar por um novo mandato presidencial em 2018. Mas esta vez não bastará à menção dos inquestionáveis sucessos das políticas dos governos desde 2003, será necessário propor um novo programa ao país, com o Brasil que queremos em todos os planos, e construir as alianças políticas, sociais e econômicas que viabilizem esse novo projeto.

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s