Os golpistas e o imaginário popular -Primeira Delação Premiada do Brasil

sem

É uma alusão ao nosso Excelentíssimo Senhor Senador Cristovan Buarque de Golpe, não sei de que lado o ilustre senador se encontra no momento por que já mudou tantas vezes de siglas partidárias, que chego a pensar que ele vai formar o partido do ‘Silvério dos Reis’, com o apoio do ilustre Senador Aécio das Neves Golpista e seus aliados de ocasião.

Letra de Rita Lee: ‘O Circo‘ – “Era uma vez um palhaço / Que andava sempre chorando / Por causa da bailarina / Que namorava o trapezista / Nem de pierrot nem de arlequim / Ela não via graça nele / Que se trancava no camarim / Até o circo acordar / Dentro do globo da morte / Alguém arrisca a vida / Por um minuto de glória / Pra esquecer toda tristeza / O engolidor de espadas quer / Arrepiar todo cabelo / E a obediência dos animais / Faz a plateia dizer oohh!! / Um dia a mulher barbada / Que era gamada no domador / Chamou o mágico e disse faça: / Abracadabra pra virar amor / Mas nem sempre é possível ter / Um final feliz pra animar / E lá no meio do picadeiro / O show não pode parar”.

Fonte: Estraída da Internet 

Primeira Delação Premiada do Brasil

A “delação premiada” nada mais é do que uma barganha estabelecida entre juiz e réu. Este relata detalhes de um delito, e em reconhecimento pela contribuição na solução do caso, o juiz concede alguma atenuante à pena do delator, um “prêmio” para o réu.

Para saber como começou a “delação premiada” no Brasil, um instrumento muito utilizado nos dias de hoje por pessoas que participam de crimes do “colarinho branco”, se locupletam do dinheiro público, vivem uma vida nababesca e ainda recebem indulto da Justiça sem, na maioria das vezes, devolverem um só Real de tudo aquilo que roubaram do povo, temos que voltar um pouco na história.

Em troca, pois era uma delação premiada, a primeira registrada no território, Silvério dos Reis recebeu a promessa de recompensas, quais seriam, certa quantidade de ouro, o perdão das dívidas fiscais, a nomeação para o cargo de Tesoureiro das províncias de Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, uma mansão para moradia, pensão vitalícia, título de Fidalgo da Casa Real, fardão e hábito da Ordem de Cristo, um encontro em Lisboa com o Príncipe Regente Dom João. Não se sabe se as promessas foram cumpridas.

Silvério dos Reis sofreu atentados no Brasil porque sua fama de traidor correu rápida, com o que fugiu para Lisboa, voltando ao Brasil com a comitiva do Rei Dom João VI em 1815. Foi para o Maranhão, onde sua mulher tinha raízes e lá faleceu em fevereiro de 1819, seu nome ficou para a História como o maior dos traidores,

A delação é um veneno corrosivo que mina a sociedade, destrói a confiança nos negócios, quebra o indispensável clima de boa fé que possibilita empreendimentos, gera custos econômicos, sociais e políticos que se depositam no solo, qual mercúrio em águas de lagoas, é um ato essencialmente mau, do qual nada de bom decorre.

A delação é a base da Operação Lava Jato, cruzada que levará o Brasil à sua maior recessão desde 1929, com desemprego em massa nos estaleiros, nos portos e cidades que atendem à Petrobras, nas demais obras das empreiteiras não relacionadas a petróleo, nos bancos onde as empreiteiras devem 100 bilhões de Reais, faz lembrar das confissões dramáticas que foram extraídas pelo Senador Joseph MacCarthy sob tortura psicológica na Comissão de Atividades Anti-Americanas do Senado, que quase liquidam com a democracia americana, não fosse o Senador desmascarado como um falso moralista, na realidade um carrasco vulgar vingativo e sem escrúpulos.

Se a corrupção é indiscutivelmente um mal a ser combatido com boa governança e  sistemas de controle, a escandalização dessa corrupção destruiu o crédito nacional e internacional da empresa, seu rating, sua imagem, expectativa de futuro, o valor de suas ações e sua capacidade de levantar recursos para investimento.

Os danos que esses venenos trazem ao País superam largamente qualquer suposta vantagem para processar e encarcerar gente,  o malefício do remédio é infinitamente maior que os danos da doença.

Fonte: Revista Fórum – Blog do Rovai / por Renato Rovai

Os golpistas e o imaginário popular

Em algum lugar do futuro a fatura dos dias atuais será acertada. Não na base de uma prestação de contas honesta, onde os que erraram assumirão suas culpas. Mas pelo julgamento frio da história. Quando os desacertos talvez já tenham produzido danos irreversíveis para um projeto de país.

As narrativas da história refletem, é verdade, o balanço das lutas. Mas se também é verdade que quem vence consegue ter mais influência na construção daquilo que pode se consolidar como versão final, é ainda mais verdade que a vitória na história não é dada pelo seu resultado imediato.

No caso do julgamento do impeachment fica cada dia mais claro que o resultado do processo tende a ser da cassação da presidente eleita Dilma Rousseff. Mas isso não significará uma vitória histórica dos algozes de hoje.

Os senadores, deputados, empresários, jornalistas e líderes do movimento já começam a ver refluir o que achavam que seria o lucro da conquista. Mas ainda acham que ao final poderão contabilizar lucros. Enganam-se.

Seus rostos já começam a ficar carimbados como de golpistas e suas biografias perdem verniz. Talvez não a de todos, mas a de vários.

Um caso emblemático é o do senador Cristovam Buarque, que a despeito de a cada dia que passa estar mais à direita do que no dia anterior, ainda preservava certo respeito dos setores progressistas. Preservava…

Cristovam hoje é apenas um golpista a mais. Alguém que fez firula para se posicionar e com isso ampliou seus tentáculos no governo Temer.

Ou seja, que fez o que qualquer político oportunista faria.

O acerto de contas com pessoas com o perfil de Cristovam, que iniciaram sua trajetória na esquerda e no campo popular, será duro.

Porque o governo Temer não é apenas golpista por estar derrotando o voto de 54 milhões de eleitores num processo parlamentar intoxicado e repleto de manipulações. Mas também porque vai tocar uma agenda que não foi aprovada nas urnas e que se fosse discutida pela população não seria vitoriosa. Uma agenda ultra neoliberal.

E por isso quem está com Temer hoje fazendo cálculos de curto prazo só tem a ganhar no futuro se o seu projeto for radicalmente neoliberal. E se o seu eleitor também o for.

Não há como ganhar votos no campo popular com um governo que tem por objetivo aumentar a idade mínima na Previdência Social, fazer uma reforma trabalhista que deve cortar direitos como férias e 13o salário e que já caminha no sentido de vender estatais e dar de bandeja o Pré-Sal.

Um governo desses se consolidará rapidamente como golpista no imaginário popular. E o imaginário popular não perdoa golpista.

Essa história está muito mais escrita do que a vitória opaca que os que votarão no impeachment tendem a conquistar nos próximos dias.

 

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s