Alguém se surpreendeu com a revelação de Mariana Godoy e o seu direito de expressar os fatos.

mariana-godoy

A liberdade de expressão e da liberdade de pensamento possuem uma relação intrínseca. Não há sentido em assegurar-se o direito de liberdade de pensamento se não nos for garantido também o direito de expressar esses pensamentos. Portanto as Organizações Globo viola as leis que regem a liberdade de expressão coagindo seus âncoras por diferentes motivos, pensamento manifestado e submetendo às normas e condutas suas. Onde esse direito de expressar pensamentos são cerceado das maneiras mais violentas imagináveis, tal como, advertência e até a demissão se não seguirem o script determinado pelo redator chefe e, coagindo a falarem o que é de seu interesse, politico, econômico e deixando de informar os fatos.

José Cretella Júnior, em sua obra ¨Elementos do Direito Constitucional¨, define: “Pensamento manifestado é o declarado, o que se projeta para o mundo, tornando-se conhecido e, pois, gerando consequências jurídicas e sociais.” José Cretella Júnior, em sua obra ¨Elementos do Direito Constitucional¨, define: “Pensamento manifestado é o declarado, o que se projeta para o mundo, tornando-se conhecido e, pois, gerando consequências jurídicas e sociais.”

A liberdade de expressão não é um direito absoluto, sendo que nas hipóteses onde o exercício da liberdade de pensamento e expressão fere direito constitucionalmente consagrado de outrem, há de existir a devida limitação e punição. Aplica-se essa lógica também na expressão intelectual, artística e jornalística, de modo que se uma notícia prega o preconceito contra uma minoria. Ela será passível de penalização; deve haver a responsabilização daqueles que praticarem abuso no exercício do seu direito de liberdade de expressão.

Em outubro de 2014 Mariana mais que repentinamente em caráter irrevogável pediu demissão da Rede Globo e foi trabalhar na Rede TV; porque não concordava com o diretor Ali Kamel. porem algum tempos após sua saída da Globo ela deu um entrevista a diversos orgãos dos telejornais escritos e televisivo – ela explicou o motivo de sua conturbada saída da Globo, afirmou que estava tão realizada de ter deixado a Rede Globo para ir trabalhar em outra empresa de menor visibilidade mais, porem com total liberdade e puder ser verdadeira em seu trabalho, no qual exerce com o maior prazer, ela se sente uma nova profissional da mídia; podendo relatar os fatos na forma verdadeira.
Mariana Godoy fez carreira na Rede Globo. Trabalhou na emissora durante 23 anos e, recentemente, pediu demissão. Apesar de estar agora em um veículo de comunicação menor, a jornalista explicou por que está mais feliz. A jornalista Mariana Godoy, ex-Globo, agora está na RedeTV!

Mariana Godoy ficou 23 anos de sua vida trabalhando na Rede Globo, mas em outubro de 2014, repentinamente, pediu demissão. O motivo teria sido uma desavença com o Diretor-Geral Ali Kamel.

Em nota oficial, a Rede Globo afirmou que, após três anos se dividindo na ponte aérea entre Rio e São Paulo, Mariana Godoy pediu para se desligar da emissora para voltar a morar na capital. Ou seja, aparentemente tudo havia sido amigável.

Até poucos dias atrás, porém, Mariana não havia explicado exatamente o que tinha acontecido. E, em uma entrevista recente, acabou soltando uma declaração polêmica sobre os apresentadores dos telejornais globais.

Ao comentar seu novo emprego na RedeTV!, a jornalista afirmou que nunca esteve tão feliz, já que lá o telespectador tem a chance de conhecê-la de verdade; coisa que, segundo Mariana, não ocorre na Rede Globo. “Todas as perguntas que você vê um apresentador fazer, incluindo o William Bonner, é o Ali Kamel [diretor geral de jornalismo] que escreve”, revela.

A apresentadora diz que não há liberdade na emissora carioca e os comunicadores da empresa nada mais são do que pessoas que decoram perguntas e respostas e as pronunciam ao vivo.

Em texto publicado no DCM, o jornalista e ex-diretor da editora Globo, Paulo Nogueira, reforça as declarações de Mariana Godoy. “A emissora [Globo] dá visibilidade, mas não oferece as coisas que realmente tornam atraente uma atividade, a começar por autonomia. Mariana Godoy apenas mostrou, para os iludidos, como é o ambiente dentro das redações: péssimo, como o jornalismo que sai delas”, conta Nogueira, que também já foi diretor da editora Abril.

Leia abaixo os principais trechos do texto de Nogueira:

As pessoas pareceram surpresas, nas redes sociais, com uma declaração da jornalista Mariana Godoy, ex-Globo, sobre os apresentadores da emissora.

Numa entrevista, ela se disse feliz com seu novo emprego na Rede TV porque, finalmente, pode fazer perguntas, e não simplesmente ler as que os outros fazem por ela.

As pessoas achavam que os apresentadores da Globo tinham luz própria para fazer alguma coisa além de declamar.

Você pode miseravelmente pouco quando não é um Marinho na Globo, ou alguém de seu círculo mais próximo.

O que Mariana não disse, por ir além do que ela via, é que as perguntas de Kamel são devidamente aprovadas previamente por João Roberto Marinho, o irmão que cuida do conteúdo da Globo.

Não me refiro, obviamente, às perguntas triviais, mas às que verdadeiramente contam.

Por exemplo, as que foram feitas no Jornal Nacional aos candidatos à presidência.

O que os apresentadores devem saber fazer é lidar com as respostas. Patrícia Poeta, pelo que se noticiou, não foi aprovada na maneira como encaminhou, ou desencaminhou, a entrevista com Marina, e foi tirada do JN.

Mas o mais relevante, no debate, é que o que ocorre na Globo é um lugar comum nas corporações de mídia. Só quem manda são os donos.

Na Veja, o diretor de redação Eurípides Alcântara executa, apenas, as vontades dos Civitas.

Em outros tempos, você tinha um certo equilíbrio no jornalismo brasileiro. Os donos, compreensivelmente, eram de direita. Mas as redações eram, também compreensivelmente, progressistas.

Na Folha, Claudio Abramo puxava o jornal para um lado e Octavio Frias para o outro, e o resultado era um conteúdo frequentemente instigante.

O equilíbrio se perdeu a partir de 2003, com a ascensão de Lula.

Os donos buscaram obsessivamente chefes de redação afinados com eles, ou ao menos completamente submissos, como Eurípides na Veja ou Kamel na Globo.

Para facilitar seu trabalho, estes também se cercaram de replicantes.

Na Globo, ascenderam, por essa lógica, jornalistas como Erick Bretas, diretor de mídias digitais da empresa – e com um viés antipetista tão intenso que, em março, ele convocou seus seguidores no Facebook para uma manifestação contra o governo. Avisou, é claro, que estaria na rua.

Ainda na Globo, outro jornalista que cresceu sob tal ambiente é Diego Escosteguy, que fez da Época uma Veja, como se uma não bastasse.

Semanalmente, sob Escosteguy, a Época, como a Veja, se dedica a semear denúncias “bombásticas” contra Lula e o PT que não dão em nada.

A Época não se detém diante de nada. Na campanha presidencial, publicou uma pesquisa de um certo Instituto Paraná pela qual Aécio hoje estaria na presidência, tamanha a vantagem que lhe davam.

Mais recentemente, o mesmo instituto foi usado pela revista para dizer que, se fossem hoje as eleições, Aécio levaria. O leitor poderia responder: se fosse pelo instituto e pela revista, Aécio já teria sido eleito em outubro.

Esta, enfim, é a mídia brasileira. Se não é a pior do mundo, disputa esse título acirramento.

Fonte – Viomundo

Professor dispensa script da Globo sobre corrupção e dá baile em apresentador

29 de março de 2015 às 17h42

Doutor em Ciência Política fala, ao vivo, na Globo, o que a emissora não queria ouvir

do Pragmatismo Político

Casos de convidados da Rede Globo que fogem do script da emissora para tratar de temas delicados não são comuns – previamente selecionados, os convidados, normalmente, reforçam os posicionamentos da maior rede de TV da América Latina. O mais recente caso de fuga de script aconteceu no Bom Dia ES, programa de afiliada da Globo no Espírito Santo exibido pela manhã [vídeo acima].

O professor Vitor Amorim de Angelo foi confrontado, ao vivo, com temas que envolviam desde a corrupção na Petrobras até as manifestações do último dia 15/03. Abriu mão do simplismo e teve a ousadia de discordar de Míriam Leitão – jornalista referência na emissora – quando questionado sobre a possível participação de eleitores de Dilma nos protestos pró-impeachment.

Corrupção

“A corrupção é um problema complexo e, como tal, merece ser tratada com complexidade […] atinge todas as esferas do poder: Executivo, Legislativo, setor público e setor privado”, disse Vitor, causando algum desconforto em um apresentador que carregava consigo a missão de reforçar maniqueísmos políticos e responsabilizar um único partido por tudo de ruim que há no Brasil.

O acadêmico destacou ainda a importância das manifestações populares, mas mandou um recado para aqueles que nutrem uma sanha golpista: “A democracia é um regime de confiança, não de adesão.

Portanto, não é uma opção aderir ou não ao resultado. Você faz parte desse sistema político no qual ela é presidente. O inverso também é verdadeiro: você venceu, mas não pode deixar de governar para aqueles que não te elegeram”.

Ao dispensar o script da moralidade seletiva e tratar os meandros da política profissional com racionalidade, Vitor Amorim incomodou a Rede Globo.

Vitor Amorim de Angelo é professor de Sociologia, formado em História, com mestrado e doutorado em Ciência Política, membro do Laboratório de Estudos de História Política e das Ideias, com passagem pelo Centre d’Histoire do Institut d’Études Politiques de Paris (SciencesPo) e pesquisador do Institut des Sciences Sociales du Politique da Université de Paris Ouest-Nanterre La Défense.

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