Desculpa Dilma pelo que deixamos que fizessem a você, guerreira, passará para a história como a mais brutal injustiça cometida.

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Não é apena ter deixado de fazer, principalmente na arena do debate que se situou o campo da irracionalidade, ignorância, vaidade e, por vez do ódio ferrenho foi colado pela classe dominante e mídia, se postaram a todo o momento com absoluto intento que era destruir a esquerda. O que vamos fazer para reverter à destruição tanto moral como física que os golpistas estão realizando, chama-los para o debate aberto e postarmos em sítio distante ou obriga-los a entrar na arena, não deixando a sociedade sem resposta para que ninguém passe por sábio do convencimento sobra à vontade da maioria da sociedade. Tal como, ‘Aristóteles tinha como sua lógica, se quiser conversar com as comigo defina seus termos’. Até onde pode estes imbecis chegar não há limite, estes fascistas travestidos de democráticos.

O chamado antipetismo não se estancou com o golpe. Com suas práticas sistemáticas de distorção da realidade, a mídia fortaleceu o clima de ódio como estratégia para justificar a rápida inundação dos interesses das elites dominantes que se espalharam no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Em sintonia com esses interesses, fixaram um cenário de violação de diretos humanos, subordinação aos interesses de mercado, entrega do patrimônio nacional e ataque aos direitos de trabalhadores e trabalhadoras.

No campo ético e dos assuntos morais, do modo de ser e agir de todos os seres humanos, além dos seus comportamentos e caráter; os valores que regem os relacionamentos interpessoais, como estes grupos sociais estão se posicionando. É preciso descobrir o que motiva estes indivíduos de agirem desta forma, diferenciando também o que significado do bom e do mau, e o mal e o bem, destruindo a harmonia entre a sociedade e os interesses coletivos ou simplesmente o individual. Estes fascistas destruíram um governo que foi construído pela maioria da população pelo sufrágio do voto livre e democrático desta nação.

Em 2016, assistimos com perplexidade a uma regressão no campo dos valores e a um verdadeiro desmantelamento das instituições democráticas no Brasil. A Presidenta Dilma Rousseff (PT) foi retirada do cargo por uma artimanha de alegação de crime de responsabilidade, mesmo sem provas, para justificar o impeachment. Foi um golpe! 

Se não bastasse a crise política, o senador Renan Calheiros (PMDB), agora réu, nega-se a cumprir a liminar do juiz da Suprema Corte que determinou sua saída da presidência do Senado. De contraditória, o STF votou por sua permanência no cargo pelo em uma votação histórica que revelou um grande “acordão” – quem não se lembra de Romero Jucá – para dar continuidade às votações de medidas de ajuste econômico, mostrando com nitidez o envolvimento do Poder Judiciário nos meandros do golpe. E nesse jogo de interesses, o STF negocia a retirada da urgência de votação das leis que tratam de crime de abuso do poder do judiciário e dos salários acima do teto.

A ilusão mediática particulariza no PT e na esquerda a falsa ideia de que são responsáveis por uma crise que, na verdade, é do capitalismo mundial e não dá repercussão ao envolvimento de pessoas da direita em casos de corrupção, tampouco lhes atribui à responsabilidade de um sistema de exploração. E quando necessário, essa mesma mídia generaliza, focalizando o Estado, suas instituições, os partidos, todos como ineficientes, para poder aplicar as reformas do neoliberalismo que encolhem as políticas públicas eliminando o Estado de bem estar-social.

No PSDB, expressões dos ideais dominantes, atuantes no Golpe, como Aécio Neves, o candidato derrotado nas eleições de 2014, José Serra, Ministro ilegítimo das Relações Exteriores e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foram delatados à Operação, Lava Jato por esquemas de corrupção.

Fonte: DCM – Por Paulo Nogueira

Reli certas coisas que escrevi na época do impeachment. Uma delas me chamou particularmente a atenção.

Era um pedido de desculpas nacionais a Dilma. Como pudemos deixar uma mulher honesta — e competente — ser derrubada por um bando de corruptos cujo pretexto era exatamente a corrupção?

Os últimos dias me levam a reforçar as desculpas. Desculpas, agora, de joelhos.

Temer, Callero, Geddel — eis o tipo de gente que sabotava Dilma sob apoio massivo da Globo e do restante da mídia, e sob o olhar bovinamente cúmplice dos eminentes ministros do STF.

Convém não esquecer também Eduardo Cunha, um parlamentar mafioso que só foi afastado do Congresso depois de liquidar Dilma.

O PSDB deu também sua contribuição milionária ao golpe. Primeiro de todos, Aécio, já eternizado como “o candidato que não soube perder”.

Depois, os demais chefes tucanos, como FHC e Alckmin, agora conhecido nas planilhas da Odebrecht como o “Santo”. Com uma mão o Santo rezava e com a outra recolhia propinas de Caixa 2.

Era muito homem corrupto contra uma honestidade de ilhada e solitária, como a de Dilma.

Aécio é o melhor caso tucano. Seu crime antidemocracia não compensou. Ele saiu das eleições de 2014 com muitos trunfos, a começar pelos 50 milhões de votos que obteve. Mais quatro anos e seria um forte candidato presidencial.

Hoje ele está reduzido a cinzas. É um dos nomes mais citados por delatores em esquemas de propinas. Nem a mídia amiga conseguiu esconder isso, ela que sempre protegeu Aécio de notícias desagradáveis, sobretudo as ligadas à corrupção.

Aécio agora está em todas.

Se você pegar sua campanha de 2014 verá que toda ela foi baseada no, aspas, “combate à corrupção”.

É até engraçada: um corrupto contumaz, como provam as delações, fazendo sermões sobre os males da corrupção.

À luz do sol, Aécio fazia uma pregação veementemente moralista. Na calada da noite, fechava acordos tenebrosos.

E em meio a tudo isso Dilma, virtualmente sozinha.

Tem um alto poder simbólico vê-la morando numa casa simples em Porto Alegre enquanto um apartamento milionário em Salvador domina o noticiário. (Isso para não falar nos pedalinhos de tantas manchetes,).

E deixamos Dilma sozinha. Não a defendemos, nas ruas, de uma conhecida máfia da roubalheira. Permitimos, mansamente, que a tirassem e, com ela, destruíssem 54 milhões de votos e uma democracia ainda tão jovem.

De novo: devemos desculpas a ela. Contritos. De joelhos no chão.

Ela vai passar para a história como o caso mais brutal de injustiça cometido pela plutocracia.

E quem age como agimos merece Temer, Geddel, Cunha, Aécio etc. etc.

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