Morte e legado, 28 anos sem Chico Mendes, tiros silenciaram sua voz mais não seu ideal?

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Hoje estamos relembrando a morte do maior líder seringueiro que desde a infância, defendeu firmemente que os benefícios derivados da manutenção da floresta são maiores do que o valor que se obtém com a sua derrubada. Em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes foi assassinado nos fundos de sua casa, em Xapuri (AC), por fazendeiros da região. Seringueiro desde a infância, defendeu firmemente uma teoria que mais tarde seria comprovada: a de que os benefícios derivados da manutenção da floresta são maiores do que o valor que se obtém com a sua derrubada.

“Pássaro sem rumo – Uma Amazônia chamada Genésio”, de Genésio Ferreira da Silva, testemunha-chave da morte do seringueiro, foi lançado no Rio de Janeiro 

Peça fundamental para a condenação dos assassinos de Chico Mendes, Genésio Ferreira da Silva. Aos 14 anos de idade, em 1989, Genésio Ferreira da Silva foi testemunha-chave no processo que mandou para a cadeia os assassinos de Chico Mendes. O tempo passou e Genésio se perdeu. Foi resgatado por Zuenir Ventura, em 2004, no interior do Acre. Doente, carregava uma joia debaixo do braço: o manuscrito que deu origem a “Pássaro sem Rumo” e que narra suas esperanças e seus desesperos em uma Amazônia que continua ameaçada pelo poder econômico, como nos tempos de Chico Mendes.

Morte e legado:

“Chico Mendes em sua casa, em Xapuri (AC), com seus dois filhos, Elenira e Sandino Mendes.

Em 22 de dezembro de 1988,[11] exatamente uma semana após completar 44 anos, Chico Mendes foi assassinado com tiros de escopeta no peito na porta dos fundos de sua casa,[12] quando saía para tomar banho. Quatro dias antes da morte do ativista, o Jornal do Brasil se recusou a publicar uma entrevista na qual Chico Mendes denunciava as ameaças de morte que havia recebido. A direção do jornal considerou que o entrevistado era desconhecido do grande público e que politizava demais a questão ambiental, optando por não publicar a matéria.[8] Com a consumação das ameaças, o jornal finalmente publicou a entrevista, que seria a última de Chico Mendes, no 1º caderno da edição de natal daquele ano, seguida de um editorial na primeira página, algo um tanto incomum.[8]

Após o assassinato do líder extrativista mais de trinta entidades — sindicalistas, religiosas, políticas, de direitos humanos e ambientalistas — se reuniram para formar o Comitê Chico Mendes. Elas exigiam, através de articulação nacional e internacional e de pressão aos órgãos estatais, que os autores do crime fossem punidos. Em dezembro de 1990, a justiça condenou os fazendeiros Darly Alves da Silva e seu filho, Darcy Alves Ferreira a 19 anos de prisão pela morte de Chico Mendes.[13] A principal testemunha do caso foi um empregado de 13 anos da fazenda de Darly, Genésio Ferreira da Silva.[14] Em fevereiro de 1992, eles conseguiram um novo julgamento através da acusação de que o caso da promotoria tinha sido enviesado. No entanto, a condenação foi mantida e eles permaneceram na cadeia. Darly e Darcy fugiram da cadeia em fevereiro de 1993.[13] Darly foi capturado em junho de 1996 e Darcy em novembro de 1996.[13] Darly escondeu-se num assentamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no interior do Pará e chegou a obter financiamento público do Banco da Amazônia sob falsa identidade.[13] O crime de falsidade ideológica rendeu-lhe uma segunda condenação de dois anos e 8 meses de prisão.[13] Darly e Darcy cumpriram, ao todo, menos de dez anos da pena de dezenove. Hoje, ano de 2015, Darcy encontra-se na remota cidade de Medicilândia no Estado do Pará.

A morte de Chico Mendes trouxe apoio mundial à causa dos seringueiros. Devido, em parte, à cobertura do assassinato pela mídia internacional, a Reserva Extrativista Chico Mendes foi criada na área onde ele morava. Outras 20 reservas, semelhantes às propostas por Mendes, cobre hoje mais de 32.000 km².

Família

Chico foi líder dos trabalhadores rurais e dos seringueiros da Amazônia e ambientalista de expressão internacional. Recebeu diversos prêmios internacionais por sua atuação, inclusive o Global 500, oferecido pela ONU em 1987. Em 1977, fundou o sindicato de Xapuri e se elegeu vereador pelo MDB. Passou, então, a receber ameaças de morte.

Incomodados por seu ativismo e pela repercussão de suas denúncias, os fazendeiros o chamavam de “inimigo do progresso”.  Por suas atividades sindicais e com movimentos sociais, em 1979 foi acusado de subversão, preso e torturado.  Em 1980, participou da fundação do PT.

No mesmo ano, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional a pedido de fazendeiros que o acusavam de envolvimento no assassinato de um capataz. Em 1981, assumiu a presidência do sindicato de Xapuri, cargo que ocuparia até sua morte. Em 1984, foi absolvido de denúncia de incitar posseiros à violência. Candidatou-se a deputado estadual em 1986, mas não se elegeu.

Em 2007 foi criado, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), encarregado de fiscalizar a conservação ambiental antes a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Foram julgados e condenados por seu assassinato, em 1990, o fazendeiro Darly Alves e seu filho Darcy, que Chico já acusara de ameaças de morte.  Jamais esqueceremos”.

LEMBRAR é RESISTIR.

Chico Mendes, presente!

Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, é assassinado a tiros em Xapuri (AC) na frente de sua casa e da família por fazendeiros da região incomodados por seu ativismo e pela repercussão de suas denúncias. Seringueiro desde a infância, era líder dos trabalhadores rurais e dos seringueiros da Amazônia e ambientalista de expressão internacional.

Chico Mendes tornou-se secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia (AC) em 1975. Compreendendo que seringueiros e extrativistas dependiam da preservação da floresta para sobreviver, passou a liderar os “empates”, manifestações pacíficas em que os seringueiros faziam barreiras humanas contra o desmatamento.

Em 1977, fundou o sindicato de Xapuri e se elegeu vereador pelo MDB. Passou, então, a receber ameaças de morte. Por suas atividades sindicais e com movimentos sociais, em 1979 foi acusado de subversão, preso e torturado.  Em 1980, participou da fundação do PT. No mesmo ano, foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional a pedido de fazendeiros que o acusavam de envolvimento no assassinato de um capataz. Em 1981, assumiu a presidência do sindicato de Xapuri, cargo que ocuparia até sua morte. Em 1984, foi absolvido de denúncia de incitar posseiros à violência. Candidatou-se a deputado estadual em 1986, mas não se elegeu.

Sua projeção internacional teve início em 1985, com a realização do 1° Encontro Nacional de Seringueiros, durante o qual foi criado o conselho nacional da categoria, que passaria a lutar pela demarcação de reservas extrativistas.

Uma delegação da Organização das Nações Unidas (ONU) visitou Xapuri em 1987 e constatou a veracidade de denúncias de devastação florestal, que seriam levadas ao Senado norte-americano e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Como consequência, financiamentos internacionais a projetos de impacto ambiental negativo foram suspensos. Os fazendeiros passaram a chamá-lo de “inimigo do progresso”.  Chico Mendes recebeu diversos prêmios internacionais por sua atuação, inclusive o Global 500, oferecido pela ONU em 1987.

Foram julgados e condenados por seu assassinato, em 1990, o fazendeiro Darly Alves e seu filho Darcy, que Chico já acusara de ameaças de morte.  Em 2007 foi criado, no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), encarregado de fiscalizar a conservação ambiental antes a cargo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Créditos: Ao Instituto Lula, Instituto Vladimir Herzog e Wikipédia

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