Ficou o legado da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva

lula-marisa-leticia

Dona Marisa Letícia Lula da Silva foi uma guerreira, principalmente nos momentos adversos que as esquerdas e principalmente o Partido dos Trabalhadores (PT), está passando; ela demonstrou a força do espirito guerreiro, onde já mais baixou sua guarda.

“Foram anos de bombardeio intenso, tiroteio de deboches, ofensas de todo jeito, ridicularia, referências mordazes, críticas cruéis, calúnias até. E sem o conforto das contrapartidas. Jamais foi chamada de “a Cara” por ninguém, nem teve a imprensa internacional a lhe tecer elogios, muito menos admiradores políticos e partidários fizeram sua defesa. À “companheira” número 1 da República, muito osso, afagos poucos. Ah, dirão os de sempre, e as mordomias? As facilidades? O vidão? E eu rebaterei: E o fim da privacidade? A imprensa sempre de olho, botando lente de aumento pra encontrar defeito? E as hostilidades públicas? E as desfeitas? E a maneira desrespeitosa com que foi constantemente tratada, sem a menor cerimônia, por grande parte da mídia? Arremedando-a, desfeiteando-a, diminuindo-a? E as frequentes provas de desconfiança, daqui e dali? E – pior de tudo – os boatos infundados e maldosos, com o fim exclusivo e único de desagregar o casal, a família? Ah, meus queridos, Marisa Letícia Lula da Silva precisou ter coragem e estômago para suportar esses anos de maledicências e ataques. E ela teve”.

Marisa caminhou suportando o grande fardo e, devido ao clima que a grande mídia golpista e as elites dominantes deste país conseguiram incutir no seio da sociedade, criando um clima instável e inseguro causado pela disputa pelo poder; à direita em consequência da insegurança econômica atacou a honra sua e de seus familiares.

Mas a Marisa não foi derrotada. Por quê? Porque ela estava determinada a trilhar o caminho da liberdade. Que fato admirável! Que atitude bela e nobre! Que só uma grande guerreira poderia aguentar firme e resoluta. Este ato de bravura irá gerar otimismo, confiança e esperança a esta população desprovida do bem maior que é segurança alimentar assegurada pela constituição cidadão. O filosofo suíço Carl Hilly (1833-1909) comentou: “Em vez de reclamar que a rosa tem espinhos, deve alegrar pelo fato de um arbusto espinhoso como a roseira dar flores tão magnificas”. Nossa eterna primeira Dama provou isso com a própria vida.

Nunca alguém ouviu ela reclamar de algo, ao contrário, por sua absoluta capacidade de absorver impacto lhe causava alegria. Por maiores que fossem as tormentas, ela não apagava a chama da mulher guerreira e, que ardia em seu coração. Foi a conquista convicta de não ser influenciada pelos momentos favoráveis à tornando ainda mais forte a medida que era testada.

A extensão de sua jornada que buscava a igualdade social a representava a sua força e, ela sempre estava convicta – os efeitos certamente serão concretizados. A sua confiança era tão determinada que fique como alicerce em benefícios das pessoas comuns. Para preencher essa lacuna deixada pela sua morte, já pode ser sentida, na aproximação de correntes politicas tão antagônica e divergente, dialogando e enfatizando sobre dignidade da vida. Como dizia o poeta americano Walt Whitman (1819 – 1892), com o poema Alves de Arribação Canção do Universal:
 Aves de Arribação – Canção do Universal

1.

Vem, disse a Musa,

Canta para mim uma canção que poeta algum tenha cantado até hoje,

Canta-me o Universal.

Nesta nossa terra vasta,

Em meio à densidade imensurável e à escória,

Guardada e segura dentro do coração central,

Aninha-se a semente da perfeição.

Para cada vida uma porção, ou mais ou menos,

Ninguém nasce sem que ela nasça, recôndita ou exposta, a

semente está à espreita.

2.

Contempla! A elevada ciência de olhos agudos,

Como se de altos cumes, vigiando a modernidade,

Emitisse sucessivas ordens absolutas.

Contudo, mais uma vez contempla! A alma, acima de toda ciência,

Pois ela traz a História fundida como uma casca que envolve o globo;

Para ela, todas as constelações rolam através do espaço.

Em rotas espirais por entre longos desvios,

(Como um navio que segue sempre alinhavando as águas do mar),

Por ela o fluxo que vai de parcial a permanente,

Por ela o real tende ao ideal.

Por ela a mística evolução,

Não apenas a justificação do bem, o que chamamos de mal

também se justifica.

Saindo de trás de suas máscaras, não importando as consequências,

Do enorme caule que se inflama, da arte e da malícia e das lágrimas,

Emerge a saúde e a alegria, a alegria universal.

Saindo do corpo volumoso, o mórbido e o superficial,

Saindo da maioria ruim, as diversificadas, incontáveis

fraudes dos homens e dos Estados,

Elétrico, antisséptico também, clivando e inundando tudo,

Apenas o bom é universal.

3.

Sobre a protuberância das montanhas, doença e tristeza,

Um pássaro livre está sempre pairando, pairando,

Alto no ar mais puro, no ar mais feliz.

Das imperfeições das nuvens mais escuras,

Atira sempre um raio de perfeita luz,

Um brilho da glória celeste.

Para o que pertence à moda, para a discórdia dos figurinos,

Para o doido alarido de Babel, para as orgias ensurdecedoras,

Ao final de cada bonança, uma explosão é ouvida, apenas ouvida,

Vindos de alguma praia longínqua, os sons do coro derradeiro.

Ó os olhos abençoados, os corações felizes,

Que veem, que conhecem o finíssimo fio condutor

Através do labirinto.

4.

E tu, América,

Pela culminação do esquema, pelo pensamento e pela realidade,

Por esses (não por ti mesma) tu vieste.

Tu também envolveste todos,

Abraçando e conduzindo e acolhendo a todos, tu também

caminhas por estradas largas e novas.

Tendendo ao ideal.

As fés conhecidas de outras terras, as grandezas do passado,

Não são para ti, pois são grandezas de ti mesma.

Fés divinas e amplitudes, absorvendo, compreendendo tudo,

Todas apropriadas a todas.

Todas, todas pela imortalidade,

O amor, tal como a luz, silenciosamente envolve a todos,

Os aperfeiçoamentos da natureza abençoando a todos,

Os botões, frutos das eras, pomares divinos e certos;

Formas, objetos, crescimentos, humanidades, amadurecendo para

as imagens espirituais.

Concede-me, ó Deus, que eu cante aquele pensamento,

Dá-me, dá a ele ou a ela a quem amo essa fé insaciável,

Em Tua imagem, tudo quanto guardares, não o negue a nós,

A crença nos Teus planos guardada no Tempo e no Espaço,

Saúde, paz, salvação universal!

Será um sonho?

Não, mas a ausência dele é o sonho,

E se ele falha, o conhecimento e a riqueza da vida são apenas sonho,

E o mundo inteiro é apenas um sonho.

Birds of Passage – Song of the Universal

 

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s