Convergência operacional da ‘Lava Jato, Operação Mula’ foi à perpetuação do golpe?

Tucanos

Não tenho a pretensão de explicar e de responder ao conjunto dessas operações que facultaram a ação em função de um determinado projeto intervencionista de tal magnitude destrutiva produzindo este efeito maléfico e com objetivos político e econômico em pro de uma determinada classe, que não dependem do estado. Mas posso expressar o que penso sobre a Lava-Jato x Operação Mula e o golpe parlamentar de 2016.

Neste curso que abrange estas três situações e com a exposição que a grande mídia golpista quer passar para sociedade; da negatividade que o Partido dos Trabalhadores produziu nestas duas décadas de governos progressista; reproduzindo com fidelidade o modo de pensar e de agir destes grupos dominantes, ou simplesmente destruir o que foi feito de bom para as classes mais baixa do sistema piramidal.

Na construção ideais neoliberalista rentista, ressaltamos sobretudo a análise de momento. No capitalismo selvagem e destruidor de uma classe conservadora como a nossa, tem sido motivo para justificar a quebra da legalidade constitucional, em evidente desacato à soberania popular. Já no Congresso Nacional tornou-se o centro das decisões, capaz de fabricar recurso constitucional para a crise do afastamento com a conclusão, não pelos fatos mais simplesmente pela convicção de deputados e senadores e a complacência do judiciário com o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

A oposição conservadora, insistiu permanentemente em fazer do Partido dos Trabalhadores uma presença perigosa nociva ao Brasil.

Varias instituições empresariais e boa parte da classe média insuflada e manipulada, buscou a ampla campanha política ideológica com organizações de grandes passeatas, tal como, as de 2013 com apoio financeiro e logístico da FIESP e da grande mídia. Apoio este que já esta se comprovando para o afastamento em definitivo da Presidenta Dilma e, com o compromisso firmado entre este governo golpista, burguesia, congresso e judiciário liquidando projetos sociais: ‘educação, saúde, habitação popular e previdência Social.

O ex-presidente Lula tem sido a principal vítima desse tipo de estratégia, segundo seus advogados. O que deixa mais perplexo é com a falta da verdade que o Juiz Federal da 13ª Vara Criminal de Curitiba  Dr. Sérgio Moro está conduzindo esta operação a cada dia, tentando enfurnar as delações que não forem favoráveis seus pares partidários e, seguir na condução da Lava-Jato com sua perseguição ao nosso eterno presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores, inviabilizando a candidatura do Lula para 2018.

Porem está perdendo a sua credibilidade perante as pessoas e a maioria da sociedade, ou melhor, que nunca teve, com as suas atitudes jurídicas e políticas-partidárias. Quando Perguntaram a este magistrado porquê não chamou a esposa do ex-deputado Eduardo Cunha para depor, ele disse não saber o endereço dela! Ora Sr. Juiz, está esperando o aval da impressa golpista (PIG) que te apoia e te vangloria para tomar decisões a respeito do tema? Quando é o Partido do Trabalhador demonstra firme e eficaz nas suas decisões e atitudes?

Aos Juízes é vedado à atividade político-partidária. Então, essa é a vedação. Atividade político-partidária. A Lei Complementar da Magistratura, de n.º 35 de 79, em um de seus dispositivos, art. 26, II, “c”, prevê procedimento administrativo para a perda do cargo no caso de o magistrado exercer atividade político-partidária.

É proibido que o juiz, no exercício das funções jurisdicionais, estabeleça entendimentos com algum partido político, pois ocorrerá, inevitavelmente, a influência desses entendimentos, e por mais que se esforce para evitá-la em suas decisões sofrerá tanto as pressões diretas do partido e de seus dirigentes, como indiretas, decorrentes de sua opção político-partidária.

Moro anda muito fascinado com a performance na condução da lava jato, com a louvação, elogio encómio em torno dele como salvador da pátria e, deveria ser afastado de sua função; a rigor, o tribunal deveria afastá-lo, a qual ele é subordinado. Ele hoje, pelo deslumbramento, aparece na imprensa como uma figura excêntrica, diferente, então o tribunal pode ficar intimidado de puni-lo, mas existe base para punição e o tribunal deveria punir por quebra de dever funcional.

Já na operação mula o advogado José Yunes apontado em delação como destinatário de propina, revela que recebeu ‘pacote’ das mãos de doleiro a pedido do ministro-chefe da Casa Civil e, de acordo com a colaboração dos 77 executivos da Odebrecht recebeu o apelido de “delação do fim do mundo” porque atinge os maiores partidos do país — do PT, DEM, PP ao PSDB, passando pelo atual inquilino do poder, o PMDB. Prestes a ter seu sigilo levantado, essa megadelação também ameaça o mandato do presidente Michel Temer, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, e Claudio Melo Filho, ex-­vice-presidente da empresa, para saber se eles confirmam uma das informações prestadas aos procuradores da Operação Lava-Jato: que em 2014, depois de um pedido pessoal de Temer a Marcelo, a Odebrecht repassou 10 milhões de reais em dinheiro vivo, contabilizados em seu departamento de propina, a pessoas da confiança do então vice-­presidente. Do total, de acordo com a delação, 6 milhões de reais irrigaram a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. O pagamento do restante foi realizado “via Eliseu Padilha”, hoje licenciado chefe da Casa Civil, e um dos endereços de entrega do dinheiro foi o escritório de advocacia de José Yunes, amigo de Temer a meio século e seu ex-assessor especial.

A Lava Jato e seus inimigos íntimos’ – Jornal GGN – Aldo Fornazieri:

A grande frente que se formou para perpetrar o golpe do impeachment está se desfazendo aos poucos. O ponto de convergência desta frente foi a Operação Lava Jato. Ela era o estandarte, a bandeira tremulante, na qual estava estampada a cruz  para liderar o expurgo dos corruptos que haviam se apossado do país. Sérgio Moro parecia ser uma espécie de São Bernardo de Clairvaux, cujos pareceres nos processos e nos mandatos eram verdadeiras chamadas à mobilização de cruzados. Ou, quem sabe, era o bispo Fulk um dos chefes da Cruzada Cátara para combater com violência os hereges porque, entre outras coisas, estes queriam uma maior igualdade.

Nas cruzadas do impeachment todos eram santos: os que foram às ruas, os integrantes do judiciário, os porta-vozes da grande mídia, os políticos contrários ao governo Dilma, os deputados do indescritível espetáculo do 17 de abril, os grupos que pregavam a volta dos militares etc. São Michel, com seu cortejo de anjos e arcanjos, haveria de purificar o Brasil com seu jeitinho manso, com sua habilidade de conversar, com sua capacidade de construir consensos. O Brasil, livre dos demônios vermelhos, seria unificado, num estalar de dedos a economia voltaria a crescer e o manto verde e amarelo da ordem e do progresso haveria de produzir paz, contentamento, empregos e opulência.

Esta grande mentira, que embebedou boa parte da sociedade, hoje não passa de um espelho estilhaçado em mil pedaços, todos eles refletindo a face da maior quadrilha de corruptos que se apossou do poder. Todos eles refletindo as faces de um grupo indigesto de políticos que se acotovelam para participar da suruba do Foro Privilegiado. Todos eles refletindo as faces de antigos comparsas que agora querem queimar o sagrado estandarte no fogo cruzado que objetiva bloquear a marcha da libertação da terra santa. Até os santos, os chefes dos cavaleiros templários, o São Bernardo, são diariamente chamuscados pelas chamas que vêm das barricadas que tentam bloquear a justiça purificadora.

O PMDB, principal beneficiário, se tornou também o principal inimigo da Lava Jato. Já tentou várias manobras no Congresso para detê-la. Agora vêm os ataques públicos. Junto com alguns colunistas e blogueiros de direita, que se valeram de todas as ilegalidades da Lava Jato e do juiz Moro para derrubar o governo Dilma, desferem petardos contra os vazamentos seletivos, contra a criminalização da política, contra as conduções coercitivas, contra a manutenção de acusados na cadeia para que eles façam delações premiadas, contra o “lado obscuro” da operação e assim por diante. Investigar corruptos do PMDB e do PSDB virou sinônimo de “criminalização da política”. Contra o PT se tratava de “limpeza moral”. Mas a partir do governo Temer, a fetidez do ar bloqueou até mesmo a chuva nos céus de Brasília.

O PMDB está na linha de frente no combate à Lava Jato. Age como se fosse uma infantaria, uma espécie de bucha de canhão. Já, o PSDB, age como se fosse um grupo de comando de forças especiais. Usa a inteligência, tem infiltrados poderosos nas trincheiras “inimigas” como Rodrigo Janot, o próprio Moro, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e o ministro plagiador. Entre os infiltrados, nem todos são amigos entre si. O único ponto de convergência consiste em proteger os caciques do tucanato. Uns torpedeiam a Lava Jato, citando, inclusive, ilegalidades contra petistas; outros, querem preservá-la no que lhes interessa.

As direitas que patrocinaram as mobilizações de rua agora estão divididas. De um lado estão aqueles que querem salvar Temer para salvar o PSDB em 2018. Além de atacarem a Lava Jato, acusam seus ex-colegas classificando-os de “direita xucra”, de fazer o jogo da esquerda por querem continuar mobilizando contra a corrupção. Ocorre que as perspectivas de 2018 colocam as direitas em uma encruzilhada, em marchas para caminhos distintos. A “direita xucra” quer a continuidade das mobilizações por duas razões: 1) ficar com Temer poderá significar um naufrágio; 2) não quer uma alternativa tucana, pois está engajada na construção de um projeto mais à direita – talvez Bolsonaro, talvez um outro candidato a la Trump.

 Temer deveria renunciar e Moro se afastar

Não é necessário muito esforço de lógica para perceber o que a “Operação Mula”, que envolve José Yunes, Eliseu Padilha e Michel Temer e a mídia (PIG) quer esconder. O PMDB tinha três chefes que recebiam e distribuíam propinas: Michel Temer, Eduardo Cunha e Eliseu Padilha. Não se tratava atos fortuitos, ocasionais, mas de operações sistemáticas de corrupção tramadas, inclusive, em palácios da República.

A continuidade de Temer na presidência da República foi, é e será uma afronta à dignidade nacional, à moralidade social, aos conceitos fundantes da Constituição Federal. Se ainda restam alguns resquícios de comunidade política nacional, Temer precisa se afastar ou ser afastado. Aqui cabe uma cobrança às sumidas oposições: sem o afastamento de Temer, o futuro da dignidade da política, da sua moralidade, da responsabilidade, estará comprometido por anos seguidos. Sem a saída de Temer a herança que ficará serão os escombros da democracia e a percepção de que golpes valem a pena.

O juiz Moro, por seu turno, não  tem mais condições morais de permanecer à frente da Lava Jato. Em recente palestra proferida nos Estados Unidos ele afirmou que não contribuiu para derrubar Dilma. Ele não só contribuiu de forma decisiva como, agora se sabe, agiu deliberadamente para proteger os mal-feitos de Temer ao cancelar perguntas dirigidas pela defesa de Cunha ao presidente-usurpador. Ao barrar as perguntas de Cunha, o juiz Moro cometeu duas ilegalidades: 1) barrou o direito de defesa, algo que não cabe a nenhum juiz praticar; 2) prevaricou, pois o certo era permitir que se pudesse conhecer aquilo que as perguntas pretendiam revelar.

Vejam-se apenas duas das perguntas barradas por Moro dirigidas a Temer: “Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?” e “O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?”. Moro classificou como “chantagem” e “provocações” as perguntas da defesa de Cunha. Está claro que ele agiu para proteger Temer, protegendo um esquema criminoso.

A cada dia que passa, as provas deixam mais evidente que quem destruiu a Petrobras pela corrupção foi o PMDB. A destruiu para agora entregar os seus ativos ao capital estrangeiro. Este governo foi instituído para liquidar as empresas brasileiras a preço de banana, para entregar os direitos dos trabalhadores ao capitalismo de predação, para vender as aposentadorias de pobres idosos ao capital financeiro, para destruir a educação e a saúde públicas.

Agora a mídia e setores de direita querem vender a seguinte equação: a política vai mal, mas a economia vai bem, pois os indicadores estariam melhorando. Proclamar a queda da inflação e dos juros como grande feito desse governo significa vender fumaça, pois os dois indicadores são consequência do efeito inercial da recesssão. Na verdade, a política está podre e a economia vai mal. Uma economia que tem mais de 12% de desempregados não pode estar bem. Uma economia que produz novos pobres todos os dias não pode estar bem. Uma economia que destrói o pouco de seguridade social do seu povo vai muito mal.

Logo tipo e Vídeos sobre os acontecimentos no campo político:


. Logo tipo “Suruba Federal”:

Miniatura


. A Marchinha em homenagem ao [DEMo]Tucano ‘mor(t)o’!   Tucano preso – marchinha:


. Lula DETONA Joice Hasselmann é o esgoto midiático, quer chamar eu de chefe de quadrilha? Então PROVE:

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