Perseguição política em curso não vai impedir o PT de continuar fazendo história

Dilma e Lula

Com a disfarçastes da grande mídia golpista, com uma linguagem mentirosa vocês já mais irá destruir a imagem de um partido como o Partido dos Trabalhadores que tirou mais de 40 milhões de pessoas da fome e miséria, elevando estes a patamares mais elevado na pirâmide social brasileira. Podem está até influenciando a maior parte da sociedade que não conseguem identificar o que é verdade e o que é boato. E do Quer é falso com suas conspirações; todos já sabem que no passado não muito distante, os grandes veículos de comunicação, nem sempre foram imparcial, com artigos publicados causando impacto negativo que nunca poderá ir de encontro com as classes menos privilegiadas, do que uma parte da sociedade acredita, não importam se é falsa ou não; possa ser munição para guerra suja e que culminou com o afastamento da Presidenta Dilma Rousseff e, com a impunidade dos que podem contar com a certeza da omissão de um judiciário conservador e partidarizado.

Palavras da Presidenta Dilma em seu discurso no senado: “Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes. No passado, com as armas, e hoje, com a retórica jurídica, pretendem novamente atentar contra a democracia e contra o Estado do Direito. Se alguns rasgam o seu passado e negociam as benesses do presente, que respondam perante a sua consciência e perante a história pelos atos que praticam. A mim cabe lamentar pelo que foram e pelo que se tornaram. E resistir. Resistir sempre. Resistir para acordar as consciências ainda adormecidas para que, juntos, finquemos o pé no terreno que está do lado certo da história, mesmo que o chão trema e ameace de novo nos engolir”.

O Partido dos Trabalhadores e os partidos de esquerda não vai acabar mesmo com a perseguição política em curso, não vai impedir de continuar fazendo história. Unido, com Lula e sua militância, ao lado dos movimentos sociais e de outros partidos progressistas.

À esquerda ou centro-esquerda sempre foi motivada por ideias e não vive em rigor mortis como os reacionários e neoliberais brasileiros. Isso causa com que nos dividamos como nunca antes foi visto. Já falaram em lançar candidatos à presidência PT, PC do B, PSOL, PDT, Rede, PSTU, PCO e PCB. E sabe qual resultado obteremos caso continuemos com essa divisão? Um vencedor tucano. A população sabe o que quer, mas, ao se deparar com tantas propostas semelhantes, divide o voto e não faz número para mandar ninguém nem para o segundo turno.

O que deve ser feito então? Facilmente pensamos em uma grande aliança à esquerda. Algo que debata programa, que respeite as diferenças intrínsecas do processo. Mas que se apresente para o eleitor “comum” como algo viável e possível.

Quem seria o ideal para conduzir toda essa aliança? Obviamente, o Partido dos Trabalhadores. Apesar dos outros partidos com certeza discordarem. Isso tudo passa por uma questão de legitimidade e confiança. O eleitor conhece Lula, conhece seus projetos e sabe como sua vida melhorou depois do governo do melhor presidente da história. Nomes bons em outros partidos existem, mas nenhum nacionalmente conhecido e com projetos tão bem implementados como Luiz Inácio Lula da Silva.

Foi exatamente aí, no debate de ideias, na divulgação de nossos valores, da nossa cultura, das políticas compensatórias que conseguimos com os governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores, do objetivo de uma sociedade com justiça social, democracia e liberdade que vacilamos.

Erramos ao não fazermos as reformas políticas, da comunicação e tributária principalmente. Ao não tocarmos nas feridas do capital.  Tentamos a conciliação e foi eles (a burguesia) que romperam com o pacto, não a classe trabalhadora.

O que mostra que a não agressão aos interesses dos capitalistas, não garante que a classe trabalhadora possa garantir os seus direitos. O rentismo, o lucro, o capitalismo financeiro dependem das condições de exploração da mão de obra dos trabalhadores e trabalhadoras, na diminuição de direitos.

A burguesia brasileira não aceita nem mesmo uma revolução burguesa ao modo do Estado de bem-estar social. Faz-se necessário radicalizar a luta, acumular força, trazer a classe trabalhadora e os setores médios para a causa do Partido dos Trabalhadores e todos os movimentos e partidos de esquerda como foi iniciado com a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo.

É preciso reforçar no Partido dos Trabalhadores o socialismo democrático, a internacionalização da luta de classes, pois precisamos defendê-la por razões estratégicas e programáticas.

O programa socialista das esquerda e do partido PT,  precisa levar em consideração as vitórias da classe trabalhadora e das esquerdas pela superação da ordem capitalista globalizada. Somos fundamentais na formação de um bloco de resistência, a exemplo do Foro de São Paulo e dosBrics.

Mas o que o Partido dos Trabalhadores precisa fazer neste momento?  Investir em formação e na criação de um poder paralelo tal como foi o sindicalismo que deu origem ao partido.

O movimento da classe trabalhadora havia ficado tão forte que foi impossível não reconhecer como força política que precisava ser ouvida e levada em consideração.

Já que em 2017 celebramos os 100 anos da Revolução Russa liderada pelos sovietes e bolcheviques, lembramo-nos do que diz Trotsky sobre as condições pré-revolucionárias no seu livro “A História da Revolução Russa” quando aponta que o mecanismo político da revolução consiste na passagem de poder de uma classe a outra e que “ a classe destinada a realizar o novo sistema social, sem ainda se tornar mestre do país, concentra nas suas mãos uma parte importante do poder do Estado.” Como disse o companheiro Lula, não basta ficarmos gritando FORA TEMER somente.

Precisamos sim, retomar o trabalho de base das esquerdas e do Partido dos Trabalhadores, a formação para luta de ideias, rearticular as forças progressistas e fazer dos sindicatos, dos movimentos sociais, do nosso partido um espaço de resistência ao golpe. Um “soviete” ao nosso modo, do nosso jeito brasileiro.

Pós golpe, pós-retirada de direitos, pós-guinada conservadora, a melhor resposta para aqueles que não sabem respeitar o voto popular e nem entendem de democracia é eleger uma frente ampla, nacional e progressista para comandar o Brasil por mais quatro anos.

Além de obviamente, colocar pessoas da base para ocupar todas as Assembleias Legislativase fazer maiores bancada no Congresso Nacional. A população sabe o que quer, basta à esquerda retomar força política. E isso, necessariamente, passa pelo Partido dos Trabalhadores.

Emociona ouvir históricos e combativos militantes petistas falarem sobre as origens e a fundação do Partido dos Trabalhadores. Orgulha ouvir que Mário Pedrosa, intelectual e crítico de arte, e Apolônio de Carvalho, herói comunista internacionalista, foram os primeiros militantes a assinar o manifesto de fundação do Partido dos Trabalhadores.

Encoraja ouvir que o Partido dos Trabalhadores foi formado por militantes da esquerda forjados na clandestinidade, na luta armada, nas comunidades de base das igrejas e no novo e combativo movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras do país que tem no operariado do ABC paulista o seu berço e a sua vanguarda mais destacada.

Desde a sua fundação, o Partido dos Trabalhadores se proclama socialista e democrático, de forma não antagônica, mas diferenciada da organização centralizada dos partidos comunistas e crítico ao socialismo que se tornou burocrático na União Soviética e no Leste Europeu.

Participou intensamente das lutas políticas, sociais e sindicais, da formação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do apoio ao movimento sindical e aos movimentos sociais das cidades e do campo. Combateu a ditadura militar e lutaram pela anistia política, as Diretas Já, a redemocratização do país e a participação popular na Assembleia Nacional Constituinte.

Seus militantes foram perseguidos e Lula e outros dirigentes sindicais foram presos e processados pelo regime de arbítrio.·.

Em 1985, por firmar posição contra a legitimidade do colégio eleitoral, decidiu expulsar seus deputados que contrariaram a posição partidária. Na sua trajetória, resistia em fazer alianças eleitorais mais amplas com outros partidos. Essa foi, de um lado, a infância esquerdista do Partido dos Trabalhadores, mas, por outro lado, a sua afirmação como partido de massas, ideológico, diferenciado e de oposição ao sistema político tradicional.

Com o estreitamento de alianças e uma proposta de programa de governo bem mais à esquerda, Lula, apesar da grande liderança nacional que já representava, foi derrotado em três eleições presidenciais seguidas.

Em 1999, no II Congresso, o Partido dos Trabalhadores começa a definir um campo democrático mais amplo de alianças programáticas. Lideranças expressivas não foram perseguidas por seus erros, mas pelo que simbolizavam.

Na campanha eleitoral de 2002, Lula e o Partido dos Trabalhadores se apresentam ao povo brasileiro com um discurso e um programa que garantiria respeito institucional a direitos e contratos, dentro e fora do país, sem abdicar, entretanto, de promover as mudanças sociais e econômicas necessárias e defender os interesses nacionais e a soberania do Brasil.

Ainda assim, Lula e o Partido dos Trabalhadores enfrentaram campanha sórdida de mentiras e ameaças da direita que tentava incutir medo à população caso Lula vencesse. Mas a esperança venceu o medo, e Lula se tornou o primeiro trabalhador presidente da República, que liderou uma nova história de conquistas do povo brasileiro, dos pobres e excluídos.

A partir do chamado “mensalão”, explorado e distorcido pela mídia monopolista, o Partidos dos Trabalhadores foi atingido em sua imagem junto à sociedade, inclusive junto a filiados, ao se confundir com partidos tradicionais em seus métodos de financiamento de campanhas eleitorais.

Mas querer atribuir a uma só tendência interna os erros políticos do partido é uma narrativa equivocada que a direita e os adversários do Partido dos Trabalhadores fazem em relação ao partido. Os problemas do Partido dos Trabalhadores e os seus desafios só serão enfrentados e superados a partir da unidade política interna e do respeito à diversidade de ideias, opiniões e posições.

O Partido dos Trabalhadores não errou em fazer alianças que possibilitaram a governabilidade para concretizar as realizações dos governos Lula e Dilma em promover o desenvolvimento com inclusão e equidade, gerando emprego e renda, abolindo a fome, garantindo a proteção social, reduzindo a pobreza e as desigualdades, priorizando as políticas de gênero e igualdade racial, ampliando o acesso a universidades e escolas técnicas e adotando uma política externa soberana e de proximidade com os países da América Latina e África.

Mas partido e governo erraram ao não priorizar o protagonismo dos movimentos sociais e não enfrentar o desafio de democratizar os meios de comunicação que manipulam a opinião pública se fazendo de partidos políticos contra interesses populares e nacionais.

É preciso combater o golpe que rasgou a Constituição e viola o Estado Democrático de Direito. A desordem institucional explode no colo do povo, com entrega de nossas riquezas, retrocesso de direitos, desemprego, miséria, caos social e barbárie. É preciso resgatar a esperança e definir um programa de reformas estruturais que volte a encantar os trabalhadores – incluídos e excluídos – e sensibilize segmentos médios e produtivos.

perseguição política em curso não vai impedir o Partido dos Trabalhadores de continuar fazendo história. Unido, com Lula e sua militância, ao lado dos movimentos sociais e de outros partidos progressistas e de esquerda, o Partido dos Trabalhadores vai continuar sonhando e lutando para mudar o Brasil.

Fonte: Partido dos Trabalhadores

 Musica: Dos Paralamas do Sucesso – “Luís Inácio 300 (Picaretas)”

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