O coronavírus irá fazer mudar mentalidade da sociedade neoliberalista?

O coronavírus (Covid-19) irá promover conscientização deste sistema excludente e individualista, mostrando a gravidade das pessoas e da situação econômica das nações independente de ser desenvolvida ou não, do viés ideológico. Escancarando o desmoronamento do neoliberalismo, com o empobrecimento da sociedade neste isolamento social. O coronavírus esta deixando os papas deste sistema sem saída e imbuído de boçalidade, agonizando com seu total despreparo com o bem esta social das pessoas diante dessa pandemia. Com argumento acompanhado de justificativa, logicamente incoerente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega. Mostra claramente o dilema impotente das nações face à tragédia Covid-19 e, à crise financeira que já bate à porta com uma enorme violência e uma perspectiva de tragédia global sócio-econômica?

O rentismo e sua lógica incoerente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega com falácias neoliberais de que o mercado por si é capaz de regular a economia de modo preciso, e sua defesa intransigente para o estado mínimo, simplesmente desmorona diante dos fatos. Países como o Estado Unido da América que não tem um sistema público de saúde, lá prevalece o privado. Afinal, nesse momento de desespero e angústia as pessoas sabem que dependem mais de suas economias para este momento crucial emergencial contra esta pandemia que está se alastrando sobre seu povo. Este sistema privado, com as raras exceções de praxe, tem no paciente apenas e tão somente um objeto de lucro, alguém visto como gerador de lucro, e possíveis intervenções satisfatórias sobre sua saúde individual visam apenas e tão somente à competição de mercado.

Com abrangência desta pandemia que atinge mundialmente a todos, possíveis intervenções terapêuticas, e mesmo a vacina que irá imunizar e proteger dessa calamidade, certamente virá dos cofres dos governos mundo afora; para o enfrentamento de mais essa mazela que se abate impiedosamente sobre a sociedade. O comprometimento social com os brasileiros que vivem em uma realidade marcada por imensa desigualdade social, onde as elites dominantes deste sistema neoliberal corruptos, que não se sentem comprometidos com bem estar social, provavelmente fecharam os olhos frente à realidade, optaram por viver dentro de uma bolha até que passe este tsunami.

O governo do senhor Jair Bolsonaro e do Ministro da fazenda Paulo Guedes, indiferente ao sofrimento e desespero de tanta diferente gente, continua com sua cantilena neoliberal dizendo simplesmente que se a economia ceder ao coronavírus a intervenção aos mercados será indevido. E temos então a maneira como um banqueiro vê o desespero das pessoas diante da perspectiva da queda de seus lucros, ou seja, vidas em sofrimento e dor não devem se opor aos lucros almejados pelo mercado, de quem age ou fala como um simplório e embalado sonho neoliberal. As Autoridades da saúde vêm mostrando a gravidade da situação e o banqueiro ministro mostrando resistência diante do desmoronamento do neoliberalismo.

O novo coronavírus (Covid-19) já matou milhares de pessoas em todo o mundo, segundo os últimos dados, já infectou milhões de pessoas em todo o mundo. Os Estados Unidos está entre os países mais afetados pela epidemia que está se espalhando exponencialmente no território americano, que pode se tornar em breve o novo epicentro da doença. O atual presidente francês Emmanuel Macron, um defensor do neoliberalismo veio a público dizer da importância da rede pública de saúde nesse momento de total descontrole da escalada desse novo vírus. Embora a riqueza não possa isolá-lo totalmente do vírus, é evidente que existe uma lacuna impressionante entre ricos que podem manter-se no aconchego de suas casas, apartamentos, os pobres não restará alternativa há não ser fome ou enfrentar a pandemia na busca da sobrevivência sua e de seus familiares.

O Brasil e a América Latina, o continente africano, está há voltas com o coronavírus, com vários casos de contaminação e de orbito confirmado; tendo como a maior preocupação a sua alta transmissibilidade, aliada à falta de estudos sobre o novo vírus. Segundo o especialista Sidney Tojer, médico patologista clínico, esclarece as dúvidas que a sociedade tem sobre o Covid-19. Que o melhor remédio para o coronavírus é ainda cuidarmos da higiene das mãos e da imunidade. Cabe a cada um de nós uma reflexão: será que estamos nos cuidando como deveríamos. Ainda o melhor remédio será por enquanto a higiene pessoal, é muito importante onde há grande circulação de pessoas evitarmos, como também evitar tocar os olhos, o nariz ou a boca enquanto não lavarmos as mãos com agua e sabão.

A mídia é uma fabrica de criar herói do dia para noite. Em uma fria análise sem viés ideológico, qual foi à atitude do Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta em sua aparição diante dos holofotes da grande mídia, devido o tema pandemia quem ele é e com o que de fato está preocupado com a saúde, logo passou a ser o grande herói que capitania esta pandemia do coronavírus ganhando fama de competente e técnico, em uma lâmpada que ascendia em meio à escuridão que a sociedade está sendo levada em debandada como se fosse uma manada em estouro. O que está fazendo nosso herói ministro Mandetta, que logo ao seu primeiro pronunciamento feito para a sociedade via mídia e, posteriormente sobre os holofotes midiáticos desdisse tudo que afirmou deveria pegar seu chapéu e se retirar imediatamente do posto de ministro da saúde.

Uma falta de sensibilidade social que não encontra respaldo nem nas estatísticas oficiais, não representa a realidade dos nossos hospitais, afirma a infectologista Naihma Fontana, que cuida de uma unidade de tratamento intensivo (UTI) em Sorocaba, no interior paulista. Para ela, ao estimular isolamento só de idosos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) despreza a taxa de mortes e ignora as sequelas deixadas em quem sobrevive a casos graves de coronavírus. De forma irresponsável e criminosa ou, simplesmente uma disputa pela glória engando e sendo engando.

O Presidente Bolsonaro vem tentando incutir na população que não precisa fazer o isolamento social adotado por municípios e estados como forma de contenção da pandemia do coronavírus, justificando que apenas os idosos são suscetíveis ao contágio. Já se tem pessoas em estado grave e internado com menos de 60 anos. Entubados, com ventilação mecânica. O Estado tem de parar de tratar o assunto como se fosse apenas um número. Se sua condição não for de quase morte, você será aconselhado a voltar para casa e não constará das estatísticas. Testar toda a população sabe-se ser difícil, mas testar o máximo possível de pessoas é que tem demonstrado imenso sucesso no avanço da epidemia. É o que faz a Coréia do Sul, por exemplo.

Já o Brasil está adotando protocolo que não auxilia o combate na transmissão, já que a imensa maioria volta para casa com um diagnóstico do tipo “acho que sim, mas também pode ser que não”. Se o Ministério da Saúde estabelece essas medidas, que terminam por sugerir números bem inferiores aos da realidade, um ignorante boçal e criminoso como Bolsonaro se vê em condições de minimizar a gravidade da situação e orientar que as pessoas voltem para as ruas. Não faltam exemplos de outros países que menosprezaram a gravidade da pandemia e estão pagando caro por isso. O ministro da Saúde Mandetta está sendo conivente com a irresponsabilidade do Presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro. É bom frisar que o banqueiro e Ministro da Economia Paulo Guedes cortou drasticamente recursos destinados aos órgãos de saúde.

O neoliberalismo aos pouco vem mostrando o outro lado de sua face excludente e, está levado à derrocada por mais que insistam em carrear recursos para o sistema financeiro. O neoliberalismo foi lançado por terra no Brasil e no mundo por um vírus. Um simples vírus desestabilizou o neoliberalismo em escalada mundial. O capitalismo mata impiedosamente com a imposição brutal excluindo os mais veneráveis socialmente. Ceifam milhares de vidas diariamente, e nas situações de pandemia, o que vemos, mais uma vez, é seu manto de destruição se abater sobre os combalidos e desvalidos. O capitalismo em sua versão neoliberal transforma a subjetivação das pessoas fazendo com que todos se vejam como concorrentes e com a idiotia da crença na meritocracia.

A crise da pandemia do coronavírus colocou em circunstância perigosa, neste momento difícil e arriscado; as nações no corne do ringue em quase nocaute. Os dogmas neoliberais da redução do Estado e da austeridade fiscal, pois até mesmo os que se aproveitaram dessas políticas serão obrigados a recuar da defesa explicita do neoliberalismo. Ficaram vulneráveis à pandemia, tivera de admitir que só o Estado possa mobilizar recursos para reduzir o contágio, socorrer os doentes, garantir a economia. O principal será primeiro salvar vidas, não pode seguir pela trilha que a Itália percorreu que fracassaram e recusaram a enxergar a realidade. O Brasil está tentando trilhar o mesmo caminho da Itália, nosso povo está sofrendo com o desemprego, com a informalidade e o corte das políticas públicas.

O Brasil tem que investir pesado no fortalecimento do “SUS” para garantir o controle do contágio. Pagar ao menos um salário mínimo para os mais pobres e trabalhadores informais pelo tempo que for necessário. Garantir a manutenção dos empregados pagando parte dos seus vencimentos das médias e pequenas empresas que estão com dificuldades financeiras. Como parte da resposta de todo o país ao coronavírus, estamos abertos a oportunidades de enfrentar esse desafio da saúde com a participação do setor privado e público em parcerias com o único objetivo salvar vidas.

Ninguém saberá exatamente o que virá após este tsunami, em que a sociedade, governos, saúde, economia, irá reconstruir um novo formato, um novo estilo de vida mais solidário. O capitalismo brutal que está atualmente em evidência globalmente está colocando a humanidade em um campo de concentração. A vida dos pobres é um mero número, não dão sequer o direito à saúde e, ainda existem pessoas aplaudindo um louco que em suas aparições está pedindo ao seu gado que quebrem o isolamento social. Vimos pessoas em seus belos carros a desfilar pelas avenidas de várias capitais brasileira aplaudindo o Bozo/Nero tupiniquim. Vamos salvar o nosso bem estar, os empregos, nossos salários, os ricos. Aos pobres que voltem ao trabalho e lutem pela sua sobrevivência. O confinamento pode ser feito sem que a democracia liberal, o regime da liberdade venha necessariamente sucumbir.

O Filósofo, professor, jornalista e escritor Paulo Ghiraldelli – Doutor e mestre em Filosofia pela USP. Doutor e mestre em Filosofia da Educação pela PUC-SP. Bacharel em Filosofia pelo Mackenzie e Licenciado em Ed. Física pela UFSCar. Pós-doutor em Medicina Social na UERJ. Titular pela Unesp. Autor de mais de 40 livros e referência nacional e internacional em sua área, com colaboração na Folha de S. Paulo e Estadão. Professor no exterior e no Brasil. Jornalista, registro profissional 0087285/SP Youtuber do canal “Filósofo Paulo Ghiraldelli”. Escreve artigo – A classe média serve de Capitão do Mato em carreatas! – A carreata macabra de Curitiba e outras capitais brasileiras, feita na base de BMW.

O capitão-do-mato ficava excitado com a cada fuga de escravos. Era o seu momento de glória. Nessa hora, ele, um negro, se fazia útil ao patrão e, com isso, podia se considerar gente. Ele trazia os negros de volta ao trabalho. Sob ferros ele trazia homens e mulheres a ferros. Todos eles, os capangas, em cima de seus cavalos, vinham com seus prepúcios melados. O gozo estava prestes a jorrar. Cada negro caçado era uma abertura para o êxtase.

Os capitães-do-mato foram substituídos por pequenos e médios empresários que saíram às ruas para ordenar aos trabalhadores: “voltem já ao trabalho, para ficarem doentes, pois eu pago os seus salários”. Foi esse o recado, a ordem, a humilhação estampada em cartazes e faixas nos carros em Curitiba, Porto Alegre e outras capitais, naquilo que chamei em vídeo de Carreta Macabra. Bastou que por um minuto os governos do mundo sentissem que deveriam pagar para os trabalhadores ficarem em casa, que aqui entre nós, o Bozo, acreditando ser presidente legítimo (já não é mais), incentivou a saída dos capitães-do-mato para às ruas. Foram caçar seus escravos. Agora, não só para colocá-los a ferros, mas também para infectá-los. Só que os capitães-do-mato de hoje nem mais podem pensar em êxtase,  uma vez que são eunucos morais, intelectuais e políticos.

Infectá-los? Sim! Pois o coronavírus no Brasil é uma doença do rico para infectar o pobre. O rico a trouxe do exterior. E enquanto ele cumpre as medidas de isolamento, ele obriga o trabalhador a descumpri-las, após ele próprio ter infectado os mais pobres. O próprio Bozo faz isso! É crime. Mas a luta de classes que se faz com esse rosto, agora, é uma luta criminosa. Os ricos estão se portanto como criminosos. O ambiente era politico. Agora, é também jurídico. É a lei que tem que parar Bolsonaro e seu capitães-do-mato. Ou então é a nossa desobediência civil, jogando pregos e tachinhas nas ruas, de modo a impedir as carreatas contra o isolamento e a quarentena – como fizemos, com bolinhas de gude, com os cavalos dos soldados da ditadura militar. E também participando do panelaço, do chamamento de políticos, de reflexões contra os ideólogos neoliberais e coisas do tipo.

A doença do rico pega o pobre e, depois, quando o pobre, uma vez com casas frágeis – na grande espuma que se tornaram as nossas cidades, quando vistas de avião -, infectar a favela ou bairros humildes, as coisas gerarão o preconceito. Os próprios ricos irão inverter a verdade: dirão que os focos de doença estão lá entre os pobres. Farão isso. E vocês verão!

O cuidado com a topologia mais densa da grande espuma (Sloterdijk) é nossa prioridade tanto quanto o isolamento de todos que puderem se isolar. Os trabalhadores dos lugares pobres precisam se salários de modo a ficarem em casa, mas os que possuem casa que se aglomeram precisam mais: necessitam de brigadas de saúde que tirem de lá os infectados o quanto antes. A ação da Coreia foi assim, e por isso lá o problema do coronavírus se apresentou com menos violência.

A luta toda é pela mais-valia social, o dinheiro carreado dos pobres para os impostos. A ideia é que esse dinheiro vá para os bolsos dos patrões, segundo a ótica de um estado dominado pelos ricos. Por isso, o Bozo quer que o dinheiro de ajuda na crise da pandemia vá para os empresários, e não para os trabalhadores. E a classe média, que faz bem o papel de capitão-do-mato para os grandes empresários e banqueiros, sai às ruas na carreata maligna, caçando negros. A luta de classes se faz no contexto da apropriação da mais valia social. Estamos num registro do capitalismo, como ele foi descrito por Marx. É também a hora de ampliarmos a crítica deste, para agora e para quando sairmos da crise. E temos que sair!

A Revista Politico entrevistou mais de 30 pensadores. Politico.com – O coronavírus mudará o mundo permanentemente. Uma crise nessa escala pode reordenar a sociedade de maneiras dramáticas, para melhor ou para pior. Aqui estão 34 previsões de grandes pensadores para o que está por vir. Mas os momentos de crise também apresentam oportunidades: uso mais sofisticado e flexível da tecnologia, menos polarização, uma valorização renovada dos ambientes externos e outros prazeres simples da vida. Ninguém sabe exatamente o que virá, mas aqui está nossa melhor contribuição de um guia para as maneiras desconhecidas em que a sociedade – governo, saúde, economia, nosso estilo de vida e muito mais – mudará.

GGN:  O que os economistas da Unicamp propõem para a “coronacrisePara micro e pequenas empresas, apoio com crédito no curto prazo e adiamento ou o abono no pagamento de impostos e tarifas de serviços. Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia do COVID-19. Ele produz uma combinação de crise sanitária, econômica e social sem precedentes na história recente.

Devido a seu enorme potencial de contágio, o novo coronavírus sobrecarrega os sistemas de saúde e exige medidas restritivas, como o isolamento social e a decretação de quarentenas. Evidentemente, essas medidas sanitárias, fundamentais para conter o espraiamento do vírus, promovem a paralisação da atividade econômica, levam à perda de empregos e renda da população, e provocam a falência de diversas empresas, em particular as de menor porte e sem capital de giro.

A quarentena em diversas localidades rompe a divisão internacional do trabalho interdependente e especializada. Interrupções nas cadeias globais de produção culminam em depressão econômica em nível mundial. Nesse cenário, a atuação conjunta da Comunidade, do Estado e do Mercado torna-se fundamental para impedir a crise tomar proporções catastróficas. No plano da política econômica, em curto prazo, cabe a utilização massiva da política fiscal. Política monetária, isoladamente, será insuficiente. Não se trata apenas de uma medida anticíclica de recuperação dos níveis de investimento e, em consequência, do crescimento da renda e do emprego. Trata-se de manter os fluxos de renda (salários, alugueis, juros e lucros) por um período de duração imprevista em quarentena.

Esses fluxos têm de ser assegurados para quem não tem reservas financeiras. Sua interrupção fraturará as cadeias produtivas, comerciais e financeiras com perverso efeito multiplicador sobre todo o sistema. A crise de liquidez em função de carência do fluxo de entradas nas contas a receber face ao fluxo de saídas nas contas a pagar obriga à política de crédito dar condições bancárias para o refinanciamento dos endividados. E atender à demanda por maior capital de giro.

Leia também:  Em Los Angeles, prefeito ameaça cortar água e luz de lojas que furam quarentena – Tanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) quanto o Banco Mundial recomendam aos países ampliar urgentemente os gastos com saúde pública e buscar medidas de apoio aos mais vulneráveis. Será preciso apoiar, urgentemente, todas as pessoas afetadas durante a pandemia por meio de redes de proteção social com transferência de renda e atendimento de saúde gratuito.

Quanto às micro e pequenas empresas, além de apoio com crédito no curto prazo, será necessário o adiamento ou o abono no pagamento de impostos e tarifas de serviços. A preocupação com a situação fiscal deve ser abandonada no cenário atual. Conter o gasto público para limitar o crescimento inevitável do déficit público deixou de fazer sentido social. O descontrole da pandemia pode prolongar muito a crise, tornando inevitável a queda da arrecadação tributária.

Não é oportuna a insistência em austeridade fiscal na atual conjuntura. Não se trata de apenas fazer algum remanejamento orçamentário, sem injetar recursos novos na economia. No Brasil, criou-se nos últimos anos um conjunto de regras fiscais de modo a impedir a atuação ativa do Estado, inclusive em circunstâncias de crise de saúde pública e crise sistêmica. Reduziu seguidamente os investimentos públicos e os recursos para as áreas sociais. A economia brasileira rasteja com estagnação no fluxo de renda e concentração no estoque de riqueza.

Chegou a hora de abandonar a estratégia neoliberal. Ela se mostra totalmente inadequada e danosa para o enfrentamento da atual crise e suas futuras consequências. As privatizações, a austeridade fiscal, a precarização do mercado de trabalho e o desmonte das políticas públicas aumentam a vulnerabilidade social. São incapazes de fazer frente aos desafios da economia brasileira nem hoje e nem no futuro.

Leia também: Publicado originalmente em Truth Out. A tradução é de César Locatelli, para a Carta Maior. Noam Chomsky é professor laureado de linguística na Faculdade de Ciências Sociais e Comportamentais da Universidade do Arizona. Entre seus livros estão Hegemony ou Survival and Failed States. Seu mais novo livro é Quem governa o mundo? (Metropolitan Books, American Empire Project, 2016), site https://chomsky.info/ “Não podemos deixar a Covid-19 nos levar ao autoritarismo” – Alterar a estratégia e trilhar outro caminho com desenvolvimento e maior equidade social se torna fundamental para mediar os problemas econômicos e sociais decorrentes do COVID-19. Os recursos demandados pela saúde pública a partir do planejamento do SUS. Cabe atender as diferentes necessidades de estados e municípios. O principal papel do estado é permitir todos tenham acesso aos bens comum que a nação produz e, que a sociedade sem distinção de classes sociais possa atravessar este período desta pandemia sem a necessidade de colocar em risco o bem maior a vida. Como é de suma importância a preservação e solvências das empresas em geral enfrentando as consequências sociais que com certeza irá acontecer. É preciso a necessidade de desapego aos dogmas do neoliberalismo, o risco maior é sanitário para a sociedade e cambial para empresas com endividamento, propondo medidas adequadas e urgentes para o enfrentamento da epidemia.

Que mundo será após a passagem desta pandemia global do Codiv-19, de repercussões abismais tanto economicamente como no social. Gerando efeitos negativos nas economias sem exceção de países desenvolvido ou não e, sobretudo, de como as sociedades vierem a ser afetadas. Desde a doença em si, até ao modo como as repercussões na economia se manifestaram nas diferentes dimensões das vidas pessoais, familiar e até social. Tudo vai depender do modo como o alastramento da pandemia e os seus efeitos económicos-sociais vierem a desenvolver nas próximas semanas. Será preciso que a sociedade tenha consciência que estamos atravessando uma situação completamente nova para a maioria. Talvéz sem querermos ignorar os conflitos existentes nos quatros cantos do mundo. Uma nova experiência pelos países que não eram atingidos por conflitos ideológicos, culturais e de falta alimentar. Esta falta de experiência será essencial que já condicionou a transmissão do fenômeno ao mundo e condicionará a eficácia das ações que estão a ser ou vierem a ser empreendidas. Com a batalha contra o Covid-19, acredito que todos ganharemos uma consciência maior na construção de uma comunidade global.

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