A onde vamos parar? Estamos vivendo sob uma nova ordem?

A pergunta que grande parte da sociedade brasileira está a fazer, de como e a aonde vamos parar? Estamos vivendo sob uma nova ordem? No pós-impeachment (golpe) de 2016. Mesmo aqueles que contribuíram por uma atitude nefasta na consumação do golpe. Sabendo que o Estado Democrático de Direito foi abatido, e virou um Estado Policial comandado por uma reacionária elite ultraconservadora de justiceiros.  Atentando contra partidos políticos, pessoas, em última análise, atentando contra a própria democracia que vem sendo construída a duras pena, no, pois regime de força. Exemplos históricos não nos faltam. Quando estes senhores que se acham acima da lei decidem agir contra aqueles por eles chamados de inimigos políticos, eles não poupam esforços ou limites. Utilizam até a Constituição do país para condenarem, sabotar cidadãos que pensa fora da caverna reacionária destes neofascistas.  

Em meio à pandemia, aparece um vice-procurador-eleitoral, emergido do além para a cena política do país para desatar o que pode vir a ser uma ofensiva, no âmbito jurídico, contra o registro eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Podemos afirmar um ataque a principal trincheira política a um desgoverno que, a cada momento está revelando uma profunda letargia e descoordenação frente inimigo chamado de Coronavírus (Covid-19), levando uma imagem do país ao escárnio em âmbito mundial. Quando o que estamos observando é a movimentação dos generais assumindo aos poucos a condução do movimento político dentro do governo, devido à incapacidade administrativa do atual mandatário do país.

Ai que reaparece dos becos escuros, fedorentos da Lava-Jato um procurador com o intuito simplesmente de tumultuar o ambiente já confuso da nação, com posição claramente política de extrema-direita, tentando provocar com uma acusação requentada dos porões da ditadura mediática curitibana com acusação junto ao judiciário da cassação do Partido dos Trabalhadores, apontando como uma organização criminosa denuncia esta que foi rejeitada por um juiz federal, julgando inconsistente e por falta de provas em dezembro de 2019. Parece que aos pouco vamos repetindo a história, como aquela de 1947 que resultou na cassação do registro eleitoral do Partido Comunista. além de injuriosa e despida de fundamento, não configura hipótese de cancelamento e torna a Justiça Eleitoral incompetente, à luz do art. 28, da Lei no. 9.096/95.

Que afinal irá acontecer nesta acusação equivocada deste vice-procurador? Não já bastam os exemplos do impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, que não cometeu as maléficas pedaladas fiscais, crime de responsabilidade, no entanto perdeu seu mandato num julgamento em primeiro lugar a Camará dos Deputados autorizando e, com o aval do Supremo Tribunal Federal, os Senadores arbitrariamente julgaram culpada por algo que não cometeu. Como ficou comprovado em avaliações de juristas nacionais e internacionais. Onde o mundo das ideais é um e, o da realidade é outro, infelizmente, muitas vezes não passa de uma caricatura de mau gosto. Esta estapafúrdia denuncia contra o PT ganha contorno ideológico. Portanto, é essa imagem que passa este senhor prepotente e que demonstra poder de rei absoluto. Fatores tão fortes de tantas relevâncias. Talvéz, por uma questão de perspectiva, ou preconceito, sem sentido. E finalmente a do Presidente Lula que nunca foi proprietário do Tríplex do Guarujá. Que permaneceu encarcerado por 580 dias em Curitiba. Tempo suficiente para afastá-lo da disputa presidencial de 2018.

A primeira lição a ser extraída é que não basta a defesa jurídica, por mais consistente que seja, quando o conflito político destes justiceiros extrapola os limites da formalidade legal e entram em cena forças poderosas na disputa real de poder. Esses fatores demandam, portanto, a reafirmação do tal domínio dos fatos abusivamente usado contra os inimigos políticos. Fato facilmente observável quando em vista desta tentativa de abertura processual contra o PT por parte da procuradoria eleitoral, tem embarreirado constantemente as pretensões autoritária e justiceira, colocando em risco e ao ponto de ter uma volta às praticas do passado pelo governo do Dutra.  Para os cínicos autores, no entanto, essa é uma iniciativa que poderá impedir novamente a acessão dos partidos de esquerdas saiam vitoriosos nas eleições municipais de 2020. Ou estes procuradores estão a interesses das oligarquias rentista neoliberalista nacionais e internacionais. Esta manobra política deste procurador está indo muito além, tentando desarticular os partidos progressistas.

A Constituição Cidadã de 1988 assegura direitos civis e políticos, movimentos populares, movimentos trabalhistas e atividades de direita e de esquerda. Não será adotando medidas de força tentando proibir a existência de partidos que tem cunho ideológico contrário ao que está governando o país atualmente. Não se pode descuidar e desviar os olhares do próximo processo eleitorais de 2020 e 2022 é prudente leva-los a considerar outras dimensões da luta, em diálogo com outras forças políticas e articular com urgência a formação de frentes em defesa da democracia, independentemente de composições. É necessário denunciar o silêncio dos liberais diante dessa ofensiva contra o Partido dos Trabalhadores, a mais numerosa representação parlamentar de oposição ao governo, ancorada numa base social que ninguém pode ignorar é a destruição do Brasil como nação soberana e democrática, em curso, é obra da extrema-direita e não do PT, que ao longo de 40 anos sempre soube respeitar as regras da democracia. Aqueles que hoje a observam com indiferença ou mesmo com algum interesse porque veem o PT como um obstáculo a ser removido para alcançar seus objetivos e amanhã serão colhidos pela completa destruição do sistema político da Carta de 1988, alvo do apetite autoritário dos neofascistas.

Classe média de grande importância representativa, tanto no campo da política como da economia, a mola propulsora do capitalismo rentista como industrial, dos meios de comunicações e de entretenimento. Mais no campo político representa o que temos de mais conservador com baixíssimo nível de instrução política, ética e social. Que compreende a maioria dos eleitores assim como os mais influenciados telespectadores de programas entretenimento tais como novelas, reality shows, etc. São aqueles que têm condições de pagar convênio médico, escola privada para os filhos, contratar TV e internet, ter carros e pagar seguros, financiar casa ou apartamento, viajar duas, três ou quatro vezes por ano por lazer, ter um aparelho celular de última geração, viajar de avião uma duas ou três vezes por ano, ter um computador em casa, notebook, ter acesso às universidades privadas, ou a escolas e cursinho que dê condições para ingressar em uma pública, dentre outras vantagens que o sistema capitalista possa oferecer.

Brasil de Fato > Mercantilização – {Artigo da jornalista Andreia Roseno | “A ignorância do povo é o projeto político da elite brasileira.” A pergunta “como podemos eleger tantos ineptos?” não tem resposta simples como apontam as análises facebuqueanas. Nesses tempos de pandemia em que estamos vivendo, há questionamentos sobre o fato de a população brasileira ignorar as orientações dos órgãos oficiais de saúde, que indicam o isolamento social como forma de conter a propagação do novo coronavírus. Para entender o motivo disso, é preciso reconhecer que, para além de Bolsonaro ser a expressão máxima da necropolítica estabelecida no Brasil na atualidade, quando o Estado escolhe quem deve viver e quem deve morrer, temos contra o povo a negação histórica de acesso a uma política de educação que hoje agrava esse momento social. Essa negação, que é cunhada na estrutura desta sociedade racista, patriarcal e de exploração que perdura via herança escravagista colonial e é potencializada na recrudescência do conservadorismo brasileiro, tem sua expressão máxima nas eleições de 2018.

A ignorância funcional de uma camada do povo brasileiro serve a um projeto genocida da elite branca deste país, que tem na mercantilização da vida humana sua principal fonte de dividendos. O sistema capitalista, ao promover a exacerbação do lucro, aprofunda consideravelmente nas últimas décadas o rompimento da humanidade com a natureza. É a produção e a reprodução da morte. Mata-se o povo, mas garante-se o lucro.

É certo ser intencional todo o comportamento inapropriado do presidente Jair Bolsonaro no comando desta crise, e isso nada tem a ver com adoecimento mental desse senhor. Não podemos relevar o fato de que ele obteve 55,13% dos votos válidos no pleito eleitoral. Eleição oriunda de golpe, mas que assumiu a aparência de democrática. O esquema de fake news produzido na ocasião reverberou em grande parte do eleitorado devido ao solo fértil da ignorância enraizada na sociedade brasileira. Estamos vivendo um período histórico em que as análises tendem a ser individualizadas – repartidas em caixinhas – e se sobrepõem umas às outras. Existe um rebaixamento da política quando não se consegue explanar a profundidade da causa sob a consequência.

Nesse sentindo apontamos o eleitorado bolsonarista como “gado” e outros adjetivos. Essa expressão – “gado” – talvez seja apropriada para o desprezo com o qual a elite brasileira sempre tratou e fez política para o povo que, segundo dados historiográficos, tem cor e sexo. Ainda usamos os termos “voto de cabresto” e “curral eleitoral” para explicar os votos expressivos das bancadas da bíblia, da bala e do boi diante da concentração de renda dessa galera em contraste com a escassez de recursos das regiões do país que essa turma representa. A pergunta “como podemos eleger tantos ineptos?” não tem resposta simples como às vezes as análises facebuqueanas apontam e reproduzimos acriticamente. Assim como as aglomerações nas ruas mesmo com a indicação de quarentena.

Veja só, em 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice de analfabetismo absoluto no Brasil era de 11,3 milhões de pessoas com 15 anos ou mais de idade, e o analfabetismo funcional chegava a 38 milhões de pessoas. Tal cenário mostra o enraizamento da ignorância citada acima e, portanto, é terreno fecundo para as ideias fascistas e obscurantistas da atualidade. Não são dados menores esses demonstrativos da educação, sobretudo quando se aprofunda o olhar sobre quando, como e quem acessa o ensino público brasileiro, assim como sobre qual cartilha essa escola tem seus pilares construídos e as quais interesses ela se submete enquanto projeto de sociedade. Se pensarmos que a educação como um direito social foi instituído na década de 1930, mas foi somente em 1988 que o ensino obrigatório foi assumido pela Constituição, visualiza-se o tamanho da reparação histórica que este país tem que realizar junto ao seu povo.

Ao passo que essa reparação histórica não se realiza, estamos todas e todos submetidos à perversidade da elite brasileira, que não tem nenhum pudor em sustentar um estólido como o atual presidente para garantir seus interesses. O mau-caratismo dessa elite atualmente expõe todo o povo e nos retira a possibilidade de dar um salto enquanto sociedade brasileira no que tange à nossa soberania nacional. O golpe de 2016 freia qualquer avanço para dentro da ordem de avanços educacionais e de superação dessas estatísticas. É fato que os militares já operacionalizam a máquina por dentro e que o projeto educacional de 1964, via escola sem partido e outros mecanismos, está na disputa política institucional. Só falta uma comunicação oficial que nos diga que neste momento são os militares que nos governam, cabendo a Bolsonaro a distração pública. A democracia brasileira segue sendo a simbologia da brincadeira do gato-e-o-rato. Advinha quem é o rato?

Em Cuba se assumiu o compromisso de erradicar o analfabetismo após a revolução de 1959, já que era inviável a tomada de consciência popular e assegurar valores anti-imperialistas com a população em sua grande maioria sem conhecimento formal e com dificuldades de interpretar a vida. O escritor Almícar Cabral – o pedagogo da revolução, segundo Paulo Freire – ao teorizar sobre o enfrentamento ao colonialismo nos ensina que para sonhar a libertação do povo se faz necessário pensar métodos políticos pedagógicos para a realização dessa tarefa.

Portanto, podemos estar nas redes sociais lamentando que o povo não está seguindo as regras impostas para esse período ou usar desse ócio para pensar e criar novos métodos pedagógicos de tomada de consciência e enfrentamento à ignorância imposta por um sentido de projeto de colonização que segue firme e coeso. Cabe, neste momento em que toda a humanidade se volta para dentro, nos questionar se esse momento conjuntural é uma janela histórica e o que faremos a partir dela, inclusive nos métodos coletivos. A meu ver é fundamental seguir a máxima da poesia leminskiana: na luta de classes todas as armas são boas: pedras, noites e poemas. Até a vitória!}

A sociedade vivia um período de ascensão econômica em todas as classes sociais. Tal ascensão econômica da sociedade coexistente a uma época de inúmeras medidas de inclusão social, políticas de cotas em instituições educacionais e empresas, programas assistencialistas que buscavam integrar a população mais pobre no processo de produção e consumo capitalista. Foram beneficiadas pelas políticas econômicas dos mandatos de governo do Partido dos Trabalhadores que, de maneira sintética, promoveu o aumento do poder de consumo da população em geral. Com a promoção dos programas assistencial do governo as pessoas puderam consumir mais.

Com o consumo aquecido exigiu consequentemente um aumento de produção. Aumento de produção que passou a gerar mais empregos e aumentava o nível de qualificações profissionais e, acarretava um aumento do nível salarial. A mobilidade social ocorrida nos anos de 2002 a 2016 beneficiou a todos, especialmente a classe média. Como já citado estes seguimentos foram beneficiados, na sua maioria, profissionais liberais, comerciantes, funcionários públicos dos mais variados cargos, bancários, pequenos empresários, médicos, enfermeiros, professores, engenheiros, gerentes de setores comerciais e administrativos, entre outros. Essa população é o motor de sustentação e manutenção das estruturas políticas do país.

Entretanto, devido à estruturação da pirâmide social brasileira tem como esteio o sistema administrativo em que o poder legislativo é representado por uma elite de latifundiários, empresários, religiosos fundamentalistas e todo tipo de engravatado conservador. Poder diretamente eleito pela classe média que vota de acordo com a capacidade de campanha política e apoio midiático. Poder que apoiou a ditadura militar iniciada em 1964, simbolizado pela ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, isso por que a ditadura protegia-os da violência urbana e conservava seus padrões de moral estabelecidos. Classe média, que clama por justiça, defende o retorno de regime autoritário acabando com as conquista material de quem sempre foi excluído perversamente pelo capitalismo especulativo.

A classe média que mais se beneficiou das ações públicas assistencialistas, que mais aumentou seu conforto e seu poder de consumo, que basta soar o berrante destilam toda sua sordidez, que não passam gado alienados, robotizados. Por isso mesmo a classe mais alienada aos meios de comunicação em massa, ao consumismo exacerbado e à manipulação política. Classe que elege o que há de mais podre em nossa administração, que é o grosso do poder legislativo. Engravatados racistas, latifundiários, neoliberais, especuladores, conservadores, reacionários, homofóbicos, elitistas, capitalistas, individualistas, fascistas, fundamentalistas, meritocratas do sistema judiciário (Juiz/Procurador). Isso se dá, além dos motivos aqui apresentados.

Tal como, alguém que representa a lei tenta desviar com denuncias vazias frente a um estado de anormalidade no qual a sociedade convive atualmente. Nas circunstâncias atuais, é obscuro e até mesmo irracional tomar decisões de cunho exclusivamente político ideológico de agentes públicos. Olvidar os fundamentos do próprio Estado e ao interesse contra a própria lei vigente do estado de direito, deve ser voltada para o melhor atendimento do interesse público e, não a perseguição politica ideológica.

Estes meritocratas do Ministério Público deveriam pensar mais sobre as coisas para que não continuem a mudar as coisas de forma cega. Diante deste fato relatado surge aquela velha frase “aonde vamos”, o que nos últimos tempos temos visto é a falta de responsabilidade destes procuradores mediáticos se acharem acima da Constituição Federal e do Código de Processo Penal – “A classe média é uma espécie de capitão-do-mato a serviço da elite endinheirada”, conforme afirma em seu livro – Jessé José Freire de Souza sociólogo, professor universitário e pesquisador brasileiro que atua nas áreas de Teoria Social, pensamento social brasileiro e estudos teórico/empíricos sobre desigualdade e classes sociais no Brasil contemporâneo, a elite brasileira que antes escravizava é a mesma que agora explora o trabalhador. Porém, para isso dar certo, ele avalia, é preciso haver a participação da chamada classe média, a quem cabe o “trabalho sujo” de reproduzir os ideais da elite.

O sociólogo inclusive adiantou que seu próximo livro será sobre a classe média, uma classe “protofascista”, com “ódio de pobre”, mas ao mesmo tempo fracionada, com setores de pensamento crítico e progressista. Nós temos o dever de dizer que o presente é de destruição, não aceitarmos de bom grado todo este desmando Constitucional e Processual. Não nos calar, ainda que surjam aqueles que digam que somos de esquerda ou comunista. Precisamos ser críticos, criativos; para balançar as estruturas destes neofascistas, para que não sejamos meros ativistas sem responsabilidade social para defender o Estado Democrático de Direito contra qualquer ataque. Não deixemos destruir o que foi para nós construído e o que queremos ter no futuro, cada qual apoiado em algum princípio de nossa multifacetada carta constitucional. Todavia, veremos que já estamos vivendo sob uma nova ordem.

Esta relação conflituosa da classe média brasileira com os valores da esquerda. Não fazia muito tempo, a aprovação de Lula era considerável, e Dilma a herdou durante algum tempo. Agora, a classe média espuma raiva, indignação. Na verdade, antes desse drama, uma de nossas maiores intelectuais, Marilena Chauí, o antecipou, em maio de 2013, quando se expressou que ‘odiava a classe média’, ela simplesmente repercutiu um típico olhar da esquerda, ativista e intelectual, sobre a classe média, pois ela tem o direito de expressar como ativista de esquerda e intelectual de que é uma classe reacionária, conservadora, ignorante, petulante, arrogante, terrorista, estúpida, abominável, fascista. Como a classe média, foi nadando ao encontro desta corrente neofascista. A classe média embalada e manipulada pela grande mídia, através dos holofotes patrocinados pela elite dominante, Chauí se posicionou contra o levante e ainda antecipou o perigo que a sociedade estava acordando o fascismo em terras brasileiras.

Quando passamos da física para o campo da psicologia, encontramos enigmas de resolução incompreensível da grandeza e da pequenez do intelecto humano. Após o surgimento da ultradireita na pessoa do senhor Jair Messias Bolsonaro presidente do Brasil, seus seguidores ultraconservadores estão seriamente Ostracizando as pessoas que tem pensamento diferente insultando publicamente. Eles têm o direito de fazer o que quiser desde que não infrinja a liberdade de qualquer outro.

Nós dias atuais somos aconselhados a não se tocar devido esta pandemia, não é, pois, sensato que a nação que muito perdeu a consciência, a razão. Temos, antes, de entendermos como a classe média passou por uma ideologia de extrema-direita têm desprezo, desdenhando o igualitarismo. Ao ponto de desejarem regime de força como coisa natural, submissos à própria razão. A guardiã e obediência canina ao extremo, asfixiada pela própria ignorância, tão clara e cega a tal respeito.

No futuro serão esmagados por esta avalanche neofascista. Estes apoiadores do presente uma vez ao acha-se no cativeiro, sentira mais mortos do que vivos, lamentando a liberdade perdida, devido a sua servidão. Tudo na vida têm sentidos e sentimentos, sentiram a dor da sujeição e suspiram por liberdade. Portanto, chegaram ao poder pelo voto da maioria da nação, mais pra frente irão tentar manter o poder pela força; tratara os povos como escravos como se fosse um objeto qualquer. “Éramos todos humanos, mas a religião nos separou, a política nos dividiu, o dinheiro nos classificou, até que um vírus nos igualou”. No pós-pandemia o que restará deixando para o futuro, como experiência de tudo o que está acontecendo globalmente, serão coisas vãs e fúteis, a não ser o grau em que estamos sendo afetados. Agiremos de acordo com costumes, como saber que o conhecimento é conhecimento, que sentidos merecem confiança ou, seguir as linhas irregulares da fantasia e, tecermos nossas bases nesse caos mundial.

Conforme estudo do professor adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da UFRJ ‘Eduardo Guerreiro B. Losso’: O atual ódio da classe média pela esquerda vem da doutrinação da grande mídia homogênica, talvez por ignorância seja rotulada de certo distúrbio psicológico de identidade, especialmente no caso das identidades de classe, num país em que seus conflitos sempre foram extremos e num momento em que eles voltaram a se evidenciar a flor da pele, reitera-se uma clara queixa de que ela não se sensibiliza com as classes abaixo dela, desfavorecidas, e se comporta como superior, embora seja subalterna e manipulada. O contrassenso aumenta quando suspeitamos que a maioria dos intelectuais de esquerda seja professores, artistas, mobilizadores culturais.

Na contracultura, a esquerda libertária conseguiu conquistar a classe média e a cultura de massa a ela dirigida. Entretanto, com a cultura hegemônica do neoliberalismo, desmantelou o Estado de bem está; isto é, a classe média passou a pagar o ônus do conflito de classes, enquanto os ricos continuam protegidos e confortáveis em seus bairros nobres. O nosso maior erro como uma sociedade democrática, desde a propaganda mais elementar às teorizações mais sofisticadas de Jessé Souza, é não ouvir a classe média, quando não para de dizer que a sociedade não pensa, não vê, não ouve o pobre, quando mesmo o pobre não quer mais ser visto como pobre, ela mesmo já não saiba direito sequer qual é o seu lugar.

Quando o passado é expulso pela porta, torna a entrar pela janela. O Brasil será apenas mais um quintal do neoliberalismo nacional e internacional. A esquerda está caindo na arapuca armada pela direita. Tal como, em 2016 tinha uma crise apena no campo político, agora por não adotarmos ações do fortalecimento do Estado, vamos acumular uma crise econômica, social e sanitária. Para superarmos esta crise que se avizinha, temos que enterrar os cadáveres do neofascismo, antes que eles nos enterrem na pior crise. Como ter resiliência, compaixão e compreensão por um ser humano que acha que a economia é mais importante que a vida humana?   

Bravos brasileiros aliem-se; esmaguem estes messiânicos fanáticos e desonestos, destruam as insípidas declamações, esta história mentirosas, os absurdos destes fantasiosos, que andam vestidos de verde-amarelo em grandes carreatas luxuosas, não são os patriotas que querem nos demonstrar, estão apena a defender seus privilégios, conforme definiu a Professora historiadora da Universidade Harvard Naomi Oreskes que são postura de “mercador da dúvida”. Um “mercador”, segundo a americana, é aquele sujeito que, em troca de dinheiro ou para favorecer algum interesse econômico, questiona descobertas científicas e o papel do conhecimento.

Não deixem que aqueles que têm senso fiquem submissos àqueles que não têm; é a geração que está nascendo deverá a nós a sua razão e a sua liberdade. Exatamente nesse ponto critico que a sociedade global está sendo tentada a pensar? Estes fanatismos composto de ignorância tem sido a tônica bonsôminia, trumpdianista neoliberalista de ultradireita, ao fazermos uma analogia com “Casa Grande & Senzala“, clássico de Gilberto Freyre, para demonstrar que pede a volta à vida normal: “Só quem está gritando é a Casa Grande, que está vendo o dinheiro do engenho cair”.  Jamais poderá haver tolerância com suas diretrizes de ódio. Palavras do filósofo Voltaire que mais influenciou as revoluções francesa e americana, era contra o messianismo opressivo. Não era de seu feitio, queria fazer o máximo de seu modesto esforço para que os homens tornar-se menos tolos e mais honrados. E afirmava que “é dever de um homem como vós ter preferências, mais não exclusões”.

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