As idiossincrasias dos generais no governo bolsonarista

O mundo chama a atenção para o momento dramático de uma exacerbação do juízo, tanto da magistratura e da idiossincrasia dos generais de pijamas no governo que tenta confundir a sociedade. Será que os vetustos generais da reserva das Três Forças, no governo ou fora dele, não se dão conta da baderna que estão causando a sociedade brasileira; além de agredir de modo flagrante a Constituição é evidente que se trata de um movimento de cunho político achando-se verdadeiro herói que rasgam a Carta Magna que nos rege como sociedade civilizada. É preciso ter cuidado com as palavras com um mínimo de responsabilidade e compromisso com a Pátria; esse tipo de conversa é só uma maneira de intimidar quem não concorda com seus ideais servientes, que com toda certeza resultará em instabilidade e insegurança, tanto no campo social como no político com este acirramento ideológico.

Não fomenta confiança, ao contrário, acirra inda mais a luta ideológica já efervescente. Militares da reserva divulga carta manifesto de apoio ao general Augusto Heleno após o ministro do GSI publicar uma nota na qual previa “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” por ato do STF. Por que ficam calados diante da atitude genocida de um maníaco que convoca a população a ir às ruas se infectar e morrer pelo coronavírus. Período este conturbado diante do crescimento assustador de infectados no Brasil fica silenciosos, calado com a morte de milhares de brasileiros. Agora, diante do conflito em busca de poder o Bolsonaro com o apoio da ultradireita e Moro o falso herói construído nos porões da grande mídia patrocinada pela as elites endinheiradas; os militares da reserva e ativa estão mais do que mudos, estão acovardados, já que sempre foram fãs de um juiz corrupto e ladrão como Moro, além de fazerem parte de um governo corrupto, um déspota prepotente.

Generais da reserva se acham os paladinos da ética e da moral por suas idiossincrasias e atitudes fascistas medíocres afrontados outros poderes da república em suas redes sociais. Retornaram com toda a força, não se pode acreditar ingenuamente que práticas como o golpismo, o neoliberalismo e o fascismo. Ao contrário, ambas se entregam, pois não avançam isoladamente, abre-se um precedente perigoso, um vácuo de sentido político que não pode ser subestimado. Militares da reserva atacam STF, apoiam Helenos e ameaçam com guerra civil. Nota desqualifica ministros do Supremo e chama a mais alta corte do país de “bando de apadrinhados”, com falta de “decência” e “patriotismo”.  Estes generais se rebelam ao seu bel prazer contra um dos pilares da república que é o STF, ameaçando em nota a estabilidade já frágil da nossa democracia em “consequências imprevisíveis” caso o presidente Jair Bolsonaro seja obrigado a entregar seu telefone celular para perícia na investigação que apura se ele interferiu na Polícia Federal. Com estas atitudes conforme ficaram explicita na declaração trazendo a nação mais insegurança e instabilidade que pode entrar em um conflito de desfecho imprevisível, levando a uma crise institucional e a uma convulsão social.

O que pode está faltando os generais, não todos, um pouco de nobreza, decência, dignidade, honra e patriotismo. A nota faz parte de uma escalada verbal por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro desde que o decano do STF, ministro Celso de Mello, autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 abril e despachou para a Procuradoria-Geral da República (PGR) três notícias-crime, em ato de praxe, para Augusto Aras se manifestar sobre os pedidos feitos por deputados da oposição de apreensão dos celulares do presidente e de seu filho Carlos Bolsonaro. A manifestação do general da reserva e atual chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno provocou forte reações de setores democráticos da sociedade que enxergaram na nota ameaça de golpe. Esta nota sita que ministros do STF delinquiram e que, decidiram contra a prisão após condenação em segunda instância, soltando o ex-presidente Lula.  A nota ainda prega a desobediência; “aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas”. Na decisão que retirou o sigilo sobre a reunião do dia 22 de abril, Celso de Mello adverte que a desobediência à ordem judicial é crime e pode levar ao impeachment.

O ministro do GSI reafirmou que não há razão plausível para a apreensão do celular do presidente da República. “Tem que ver os dois lados. Vamos manter o equilíbrio entre os Poderes, limitar as decisões às atribuições dos respectivos Poderes e é isso que está se pleiteando. No momento que há uma manifestação de uma possibilidade de ser apreendido o celular do presidente da República, se nós ficarmos calados, eu principalmente que sou responsável pela segurança institucional, parece que eu estou concordando. Sou absolutamente contra isso, não pode nem ser ventilado”.

Heleno o ameaçou no Twitter, em conversa com um bolsonarista que lhe cobrava uma “resposta à altura” com relação ao juiz. “Tudo tem sua hora”, escreveu, enigmático. Celso de Mello é um velho na melhor acepção da palavra. Do tipo que Bolsonaro quer ver morto, do tipo que ele despreza e quer ver ceifado pelo coronavírus ou por outra força. Vai sair de cena com a distinção de enfrentar essa escumalha se valendo da Constituição — e mostrando que as hienas também usam fardas e comendas. Não vamos julgar o general por aquilo que ele ignora, mas por aquilo que sabe, e pela maneira como se comporta.

A hipocrisia é uma impostura dos fracos; a violência só gera violência, os medíocres julgam e condenam, os sábios sabem perdoar. Será, preciso fazer uma autocritica a si própria e sua carreira de militar na ativa, na reserva e agora fazendo parte deste governo neofascista como responsável pela segurança institucional com o máximo de rigidez. Não sei se vai concordar, a situação dos menos privilegiados está muito difícil, que você não tem o direito de dificultar ainda mais; neste momento que se julga os fatos.  As autoridades constituídas apressam-se em julgar o inimigo, mais rápido possível para que eles não tenham oportunidade de julga-las; quem apena julga pela aparência corre o risco de tropeçar. Ouso acreditar que tenha compreendido, não acha, que era “pegar ou largar”. Sem dúvida quando pensamos sobre o general Augusto Heleno, às vezes sinto nostalgia dos primatas. Estes não tinham segundas intenções. 

Enquanto o país convive com a tragédia da pandemia do coronavírus, que ceifa mais de mil vidas por dia, um, dois ou mais generais da reserva e, atualmente tem voz no governo desastroso como o do Presidente Bolsonaro, se ocupa em radicalizar nas redes sociais seus ataques aos adversários políticos e ao Estado de Direito. Esse é um jeitão típico dos autocratas absolutistas; trocar as evidências, usar a defesa da democracia como falso discurso para golpeá-la. Usa a liberdade de expressão na boca como pura hipocrisia, justamente eles que tem atacado a mídia progressista e ao mesmo tempo conivente com as agressões a quem não concorda com os hábitos desta regência obscurantista. Fazem investidas emparedando ou ao menos bloquear institucionalmente o Superior Tribunal Federal, aos rugidos, que “ordens absurdas” não devem ser cumpridas. Publicamente usa o status para instaurar o caos institucional no país. Terreno que eles julgam ser o propício para empreender a ruptura do regime democrático e instaurar um regime policial, autoritário.

Veio à redemocratização do sistema político no Brasil, porem esqueceram as Forças Armadas para rediscutir o seu papel na democracia e, reformular os currículos dos novos cadetes. Os governantes no pós-redemocratização foram muito lenientes e, civicamente covardes de enfrentar a reformulação dos métodos aplicados em academias militares, tanto das Forças Armadas como das Forças de Seguranças. Para não deixar passar em branco, os cadetes da Academia das Agulhas Negras escolheram como patrono o general Médici, como os futuros oficiais que estão se formandos poderiam ter como patrono o que a ditadura tinha de mais sinistro. Ignoramos o passado mais uma vez com a garantia da “Lei e da Ordem” principio autoritário inscrito na Constituição. Os militares sempre se viram como vetores da República, como os protetores da guarda da República.

O general brasileiro comandou centenas de soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2005 em uma missão em uma favela do Haiti em busca de um criminoso poderoso, liderou uma operação de invasão no bairro de Cité Soleil, em Porto Príncipe. O bairro é tão pobre que é similar às favelas brasileira. Comandando soldados fortemente armados, o general esteve à frente do episódio que vários grupos de direitos humanos classificaram a época como massacre. O relatório oficial sobre a operação relata um saldo de seis mortes no episódio. Juan Gabriel Valdés, chefe civil da Minustah no Haiti à época, disse que as regras de pacificação da ONU permitiam que os soldados de Heleno reagissem a disparos ao serem atacados. A “Minustah como foi batizada a missão da ONU” disse que Cité Soleil continuava tão volátil que era impossível realizar uma investigação completa para determinar o saldo de mortes. A agência Reuters na época após profunda investigação publicou um especial revelando que o massacre é mesmo o termo mais adequado. Foram entrevistados diplomatas, trabalhadores de ONGs, autoridades haitianas, moradores, a agência ainda teve acesso a telegramas diplomáticos do EUA e relatório da ONU.

Em 2008, ainda na ativa, ele criticou publicamente diretrizes brasileiras que garantem a autonomia de tribos indígenas em terras ancestrais por vê-la como uma ameaça à soberania nacional. O general Augusto Heleno ao se aposentar em 2011 defendeu a ditadura militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, dizendo ter sido um bastião contra a “comunização do país”. Entretanto, a associação mitológica os militares conseguiram galgar ao grau de incorruptibilidade que ficou demonstrado perante a sociedade civil, resultou numa imagem brilhantemente polida, que tem sido explorada agora nas apresentações dos nomeados no governo. Aplaudiu no ano passado, uma declaração do colega de farda, Hamilton Mourão hoje ocupa a vice-presidência, que defendia a possibilidade de intervenção militar em razão da crise política no Brasil.

As Forças Armadas já preveem que terão enormes perca e desgaste à imagem da instituição, após 35 anos do fim da ditadura militar, teme perder a credibilidade por causa de seu envolvimento com o governo de Bolsonaro.  O Exército é quem deve ficar com o maior ônus por ter um maior contingente no quadro da máquina pública bolsonarista. Oficiais que fazem parte da administração como ministro – Walter Braga Netto ‘Casa Civil’, Augusto Heleno ‘Gabinete de Segurança Institucional’ e Luiz Eduardo Ramos ‘Secretaria de Governo’, o ministro já havia causado desconforto ao usar farda numa solenidade, ao lado do presidente, em 30 de abril, no Comando Militar do Sul. O incômodo com uma possível cobrança ocorre diante da constatação de que o pessoal da ativa nas Forças Armadas está não apenas em cargos estratégicos, mas em postos comissionados.

O curioso, nesse manifesto do oficialato, é que, quando eles saem das abstrações corriqueiras sobre a democracia, sucumbem na exposição de ideias conservadoras da “lei” e “ordem”; ao se manifestarem em suas redes sociais sobre suas posições ideológicas dominantes. Os signatários deste manifesto não pulsam os sentimentos, as razões, os sacrifícios, as dores, a vida, a morte e a alma do povo. As massas não devem ser manipuladas nem conduzidas, devem ser esclarecidas. Da construção da “ponte do futuro” com o golpista Michel Temer até este desgoverno, o povo só engoliu arame farpado, além do crime lesa pátria, está custando muito caro à sociedade, estas atividades deletérias. Há uma complexa relação entre a ideologia das nossas Forças Armadas aliada aos ideais da direita neoliberal como se fosse um mantra. Os militares apresentam-se como tutores e querem fazer a sociedade de boiada de indivíduos subserviente. Com estes discursos em redes sociais, por mais inofensivos que nos pareça há um fundo por traz, são um perigo para nossa democracia ainda jovem. E se abrimos mão da democracia, então, nada de fato resta de bom para comemorar. Vocês estão sufocando a liberdade, estamos noutro campo dessa caixa.

247 – “Militares da reserva apoiam Heleno e fazem ameaça de guerra civil” Militares da reserva assinaram nota de apoio ao ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que ameaçou o Supremo Tribunal Federal (STF) e falou em “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” caso Jair Bolsonaro seja obrigado a entregar seu telefone celular para perícia na investigação sobre sua possível interferência na Polícia Federal (PF).

Os reservistas são colegas do general Heleno na Academia das Agulhas Negras e alertaram para “guerra civil”, na nota. Para eles, falta “decência” e “patriotismo” nos ministros do STF. “Assim, trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil”, diz o trecho que reforça a nota de Heleno – que foi articulada pelos próprios militares e também apoiada pelo ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva.

A nota é assinada por dezenas de militares da reserva, como o integrante da Comissão de Anistia, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, que falou com o Uol sobre a crise institucional entre o Executivo e o Judiciário. Para ele, “a tomada de posição do general Heleno foi compreensível, uma vez que está havendo um conflito entre Poderes, com o Poder Judiciário interferindo totalmente no Poder Executivo”.

“Isso quebra o equilíbrio entre Poderes. Se há um conflito entre Poderes, isso pode levar a uma crise institucional e a uma convulsão social. Está havendo uma interferência muito forte principalmente pelo ministro Celso de Mello e o Alexandre de Moraes”, reforçou o general.

O governador do Maranhão reagiu à nota e disse que os assinantes deveriam ser processados e presos “para saberem que passou o tempo em que estavam acima da lei e que não podem ameaçar um Poder do Estado”, fazendo alusão à época da Ditadura Militar.

O Ministério Público Federal deveria entrar com ação penal contra todos eles. Um a um. Para saberem que passou o tempo em que estavam acima da lei e que não podem ameaçar um Poder do Estado. https://twitter.com/uolnoticias/status/1264562420531560450

Militares da reserva atacam STF, apoiam Helenos e alertam para guerra civil http://zpr.io/tVkw2

Confira a íntegra da nota:

SOLIDARIEDADE AO GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA

Nós, oficiais da reserva do Exército Brasileiro, integrantes da Turma Marechal Castello Branco, formados pela “SAGRADA CASA” da Academia Militar das Agulhas Negras em 1971, e companheiros dos bancos escolares das escolas militares que, embora tenham seguido outros caminhos, compartilham os mesmos ideais, viemos a público externar a mais completa, total e irrestrita solidariedade ao GENERAL AUGUSTO HELENO RIBEIRO PEREIRA, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, não só em relação à Nota à Nação Brasileira, por ele expedida em 22 de maio de 2020, mas também em relação a sua liderança, a sua irrepreensível conduta como militar, como cidadão e como ministro de Estado.

Alto lá, “ministros” do stf!

Temos acompanhado pelo noticiário das redes sociais (porquanto, com raríssimas exceções, o das redes de TV, jornais e rádios é tendencioso, desonesto, mentiroso e canalha, como bem assevera o Exmº. Sr. presidente da República), as sucessivas arbitrariedades, que beiram a ilegalidade e a desonestidade, praticadas por este bando de apadrinhados que foram alçados à condição de ministros do stf, a maioria sem que tivesse sequer logrado aprovação em concurso de juiz de primeira instância.

Assistimos calados e em respeito à preservação da paz no país, à violenta arbitrariedade de busca e apreensão, por determinação de conluio de dois “ministros”, cometida contra o General Paulo Chagas, colega de turma. Mas o silêncio dos bons vem incentivando a ação descabida dos maus, que confundem respeito e tentativa de não contribuir para conturbar o ambiente nacional com obediência cega a “autoridades” ou conformismo a seus desmandos. Aprendemos, desde cedo, que ordens absurdas e ilegais não devem ser cumpridas.

Desnecessário enumerar as interferências descabidas, ilegais, injustas, arbitrárias, violentas contra o Exmº Sr. Presidente da República, seus ministros e cidadãos de bem, enquanto condenados são soltos, computador e celular do agressor do então candidato Jair Bolsonaro são protegidos em razão de uma canetada, sem fundamentação jurídica, mas apenas pelo bel-prazer de um ministro qualquer.

Chega!

Juiz que um dia delinquiu – e/ou delinque todos os dias com decisões arbitrárias e com sentenças e decisões ao arrepio da lei – facilmente perdoa.

Perdoa, apoia, põe em liberdade e defendem criminosos, mas quer mostrar poder e arrogância à custa de pessoas de bem e autoridades legitimamente constituídas. Vemos, por esta razão, ladrão, corrupto e condenado passeando pela Europa a falar mal do Brasil. Menos mal ao país fizeram os corruptos do mensalão e do petrolão, os corruptos petistas e seus asseclas que os maus juízes que, hoje, fazem ao solapar a justiça do país e se posicionar politicamente, como lacaios de seus nomeadores, sequazes vermelhos e vendilhões impatrióticos.

O cunho indelével da nobreza da alma humana é a justiça e o sentimento de justiça. Faltam a ministros, não todos, do stf, nobreza, decência, dignidade, honra, patriotismo e senso de justiça. Assim, trazem ao país insegurança e instabilidade, com grave risco de crise institucional com desfecho imprevisível, quiçá, na pior hipótese, guerra civil. Mas os que se julgam deuses do Olimpo se acham incólumes e superiores a tudo e todos, a saborear lagosta e a bebericar vinhos nobres; a vaidade e o poder lhes cegam bom senso e grandeza.

Estamos na reserva das fileiras de nosso Exército. Nem todos os reflexos são os mesmos da juventude. Não mais temos a jovialidade de cadetes de então, mas mantemos, na maturidade e na consciência, incólumes o patriotismo, o sentimento do dever, o entusiasmo e o compromisso maior, assumido diante da Bandeira, de defender as Instituições, a honra, a lei e a ordem do Brasil com o sacrifício da própria vida. Este compromisso não tem prazo de validade; ad eternum.

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