A autocracia imposta aos países limítrofes pelo imperialismo americano.

Imperialismo norte-americano e seu comportamento autoritário de influência militar, cultural, política, geográfica e econômica sobre os outros países. Tem como prática o controle econômico e a autocracia de concentração do poder nas mãos da classe prestigiada, uma característica do sistema político que rege os norte-americano em que o poder é cedidos a duas corrente política Partidária: “Democrático/Republicano” que se revezam em alternância e, outros países ocidentais que fazem parte do eixo. Valores enraizados na sociedade dos estadunidenses que ultrapassam sua fronteira territorial, ao longo do tempo, produziram fortes implicações para a atuação externa. Não deve ser tida como sinônimo de regime autoritário ou regime totalitário, são formas de exercício de poder e não de origem da legitimidade, que se baseia no domínio de uma corrente ideológica que não deixa espaço de fuga, e não é implantada pela força, mas pelo completo domínio das consciências, não serve de avaliação ou ausência de legitimidade democrática de um governo. Há, com efeito, a possibilidade de um governo autocrático ascender ao poder via eleições democráticas e mesmo realizar eleições periodicamente. Por que os homens são muito parciais com eles próprios, levando a paixão e a vingança para dentro de suas discussões.

A autocracia não passa do poder de alguns com o consentimento e licença da sociedade. Mais que precisa sempre das satisfações da sociedade, pois este elegeu os componentes do Sistema Governamental. Para os autocráticos, é importante o espírito do comércio, da economia, da moderação, do trabalho e da ordem. O objetivo dos autocráticos não são, concretamente o “poder do povo, pelo povo e para o povo”, por que os homens nascem iguais, mais não permanece iguais. A história sempre nos presenteia com heróis militares, religiosos, personas carismáticas que a sociedade elege, através de suas elites, criam para representar as vitórias. Isto simplesmente se dá para que a massa populacional, real heroína, não perceba que pode tomar para si o poder.

Este poder constituído com o disfarce de liberdade serve de conceito e, será apena um pano de fundo para serem aplicados em outras nações, destruírem populações inteiras como fizeram nossos colonizadores europeus aos ingênuos nativos do Continente Americano, os EUA com suas guerras de cunho político ideológico e econômico. Têm como regra a sistemática libertária de atacar outras nações. Exercem forte influência na redefinição das “regras do jogo” no plano internacional no campo político e econômico, avaliam e examina as bases institucionais e culturais em que se fundamenta a sua política externa de domínio impositivo de mão única. Que defende há qualquer custo a lealdade canina de seus vassalos e, o que as nações não podem fazer, abrirá o direito para todos fazerem o mesmo e todos perderão suas liberdades e a auto determinação passando ser um simples quintal. Concentram o poder político e econômico em classe social prestigiada, mas que sigam os seus ditames. Normalmente ao longo da história intervencionista em países periféricos com o poder de vetos a qualquer desviou de seus vassalos tentem fazer.

Os EUA considerados por muitos analistas, o primeiro Estado democrata do mundo, são um país historicamente beligerante. Os EUA já se envolveram em diversas guerras contra países não democratas, como de seus envolvimentos em golpes contra países que os governos eram democráticos mais que tinham uma política externa independente da sua cartilha autocrática. Conflitos, às vezes, alheios, tal como, as ameaças e boicote contra o governo da Venezuela, o boicote total ao governo de Cuba e interferências nos países sul americanos. Não reconhece o respeito da autodeterminação dos povos que tenham Governos independentes. É bem mais aceitável por um grupo de indivíduos inseridos em um Estado, viver sob o domínio de um ordenamento jurídico, político e econômico cuja Constituição de seus países são alteradas para dar um ar de legitimidade para suas interferências nos poderes destas nações , leis e demais institutos do Direito, são feitos baseados na vontade do império estadunidense, mesmo que seja resultante de uma minoria.

É difícil conjugar este domínio, às vezes bem antagônicos, no caminho da construção da liberdade de escolha. Contudo, sabedores das diferenças os homens devem buscar formas de atender boa parte dos anseios do grupo dominantes destas nações, concentrado em uma classe social prestigiada e submissa ao seu comando, e a concentração do poder nas suas mãos, desde que prestem conta do que estão sendo executado. As ações públicas são sempre tomadas, indiretamente, pela burguesia do país sobre o domínio e influência do imperialismo americano para favorecer ao neocapitalismo. As políticas do governo se confundem com ações e interesses pessoais da própria sociedade. Fica demonstrados de imediato a intolerância com opiniões contrárias e oposições. Passam a partir de meios legais, como a eleição, onde, posteriormente o líder eleito impõe uma autocracia, utilizando-se dos mecanismos republicanos e adequando as leis ao sistema imposto.

Os pesquisadores dizem que os países ao redor do globo estão vivendo um aumento de autocracias, com declínios de ideais e práticas democráticas. É quando uma grande potência exerce total poder para impor há um outro país como devem governar seu povo. A sociedade democrática tem a habilidade de votar e escolher seus governantes em eleições, que devem ser livres e justas. Mídia independente, liberdade de expressão e exercício do Estado de direito figuram na maioria das percepções contemporâneas de democracias. Portanto, quando passamos a pesquisar, logo se nota um declínio democráticos em regiões com maior concentração de liberdade, tal como, na Europa, América do Norte e América Latina. Já nos meados de 2018 os EUA foram reclassificados como uma democracia autocrática cheia de falhas, foram rebaixadas em uma pesquisa entre 167 países e territórios caíram de 21º para 25º.

Embora se mantenha com controle quase que total de impor sua cartilha autocrática que sempre fizeram parte do seu viés político e econômico. Sua atuação na política externa deixa evidente suas tendências autoritárias e, que não estão apenas interessados impor sua cultura, mais em usar a força bruta para se chegar aos objetivos traçados, que são a subserviência dos povos aos seus domínios. Suas espertezas resilientes em adaptar seus métodos em outras sociedades. Período sombrio para os direitos humanos, causado pela ascensão de governantes ao poder, pela via democrática que podemos afirmar que são disfarçadamente de autocráticos, populistas que vem espalhando ódio e ao terrorismo de Estado.   

Diferentemente dos tradicionais ditadores, os supostos autocratas nos dias de hoje tipicamente emergem de ambientes democráticos”, afirma o diretor-executivo da Human Rights Watch (HRW) uma organização internacional de direitos humanos, não-governamental, sem fins lucrativos, Kenneth Roth, que mais adiante alerta para a vulnerabilidade até mesmo de democracias consolidadas. Persegue uma estratégia de minar a democracia dos países vassalos, demoniza minorias, utiliza do boicote econômico como bodes expiatórios para conquistar o apoio popular; e, então, enfraquece os pesos e contrapesos do poder público, não preserva os direitos humanos e o Estado de Direito, um Judiciário independente, uma imprensa livre. A devastação econômica da Venezuela, país rico em petróleo. A onda de execuções extrajudiciais nas Filipinas, sob o argumento da guerra contra as drogas, nos EUA, a política de tolerância zero com a imigração adotada pelo governo de Donald Trump é citada como outro exemplo de medida punitiva a minorias vulneráveis.

Os norte-americanos sempre pressionaram em países que não existe risco a segurança internacional. Exemplo: a guerra ao Vietnã nas décadas de 60 e 70, que tinha como principal objetivo a não unificação do sul e do norte em uma única nação, guerrearam contra a Coréia que inversamente almejava separar suas regiões do sul e do norte. Confrontos bélicos particulares que os EUA puseram em ação para atingir alvos militares, massacrando civis. Quis a história que a República americana perdesse os dois embates. Contudo, os políticos e influenciadores daquele momento escolheram a República baseada nas oligarquias do antigo povo romano a República democrática dos gregos de Atenas. Como é até hoje nos EUA as eleições são indiretas para Presidente e Senadores.

As Democracias no mundo ocidental não são idênticas. Acredita-se numa flutuação entre a direita e a esquerda das formas de governar um país democrata. Já nos anos 80 as forças à direita triunfaram no cenário político ocidental. Ronald Reagan, Presidente dos Estados Unidos por dois mandatos consecutivos e Margaret Thatcher, no Reino Unido, como Premier. Estes dois Governos puseram em prática uma linha forte de um regime democrático predominantemente liberal. Para eles, o combate a uma desigualdade política e econômica se resolve com a força invisível, a força do comportamento do indivíduo em face da resistência.

O governo norte-americano busca projetar valores no contexto internacional, visando construir um ambiente mais favorável à concretização de seus objetivos. Com a construção da “Doutrina Bush” e seus princípios relacionados com a política externa do ex-presidente dos EUA George H. W. Bush. De como deveria ser tratado no pós-atentado de 11 de setembro de 2001, que tinha o direito de tratar como terroristas os países que abrigam e dão apoio a revolucionários. Entretanto, aos poucos se incluiu elementos adicionais como a tal “guerra preventiva”, que nada mais era do que a interversão há regimes de governos de outros países que representassem uma suposta a ameaça aos EUA.  

Foram para justificação perante a opinião pública americana e internacional, criando uma narrativa falsa de que o Então Presidente do Iraque Saddam Hussein estava criando um arsenal nuclear, utilizou-se do seu poderio militar para destruir uma nação quase que unilateralmente com milhões de vidas ceifadas. Causando o enfraquecimento de organismos supranacionais, principalmente a ONU. Sob esse processo se delinearam as novas formas de expansão dos Estados Unidos no contexto mundial, passou a ser o grande xerife mundial impondo sua própria lei. Com a dominação ideológica, política e econômica ao longo destes anos, endureceu cada vez mais a política do intervir para se manter no domínio. O governo dos Estados Unidos fingiu que tinham ido ao Iraque para impor a democracia e construir um país independente mediante a conquista. Destruíram o país, cidade por cidade e casa por casa, e se apoderavam de seus ricos poços de petróleo e de suas reservas cambiais depositadas em bancos ocidentais e no oriente médio, para quitarem os gasto que fizeram com a intervenção militar, cometeram gravíssimos crime de guerra contra a população civil iraquiana, deixaram para traz uma terra arrasada.

Este documento apresenta as estratégias político-militares que passaram a ser adotados pelo país em nome da defesa nacional, frente às ameaças a que poderiam estar sujeitos o território e o povo norte-americano. O documento declara a intenção dos Estados Unidos em agir militarmente, por conta própria e decisão unilateral em nome do direito de autodefesa, de maneira preventiva e antecipada: atacar antes de perguntar. Dessa forma, os Estados Unidos, em nome do antiterrorismo e do combate as drogas e, de países considerados e avaliados como ameaçadores aos seus interesses, justificam as suas ações e procuraram torná-las legítimas diante da opinião pública norte-americana e internacional. Mas a arrogância da declaração norte-americana deixou claro que, em nome da “paz e da segurança internacional”, os Estados Unidos não permitirão a ascensão de qualquer potência, a ponto de rivalizar com o seu poder econômico e a sua liderança militar, alcançada desde o fim da Guerra Fria.

Exportou a crise para as periferias do mundo, apropriou-se dos mercados e meios de produção e serviços que tinham sido criados no pós-guerra, substituindo os que não fossem rentáveis e estabelecendo um neocolonialismo cada vez mais acentuado e repressivo, compartilhou os lucros com as oligarquias locais, civis e militares destes países subservientes. Também serviu para criminalizar, líderes e movimentos populares, sistêmicos e anti-sistêmicos. No campo ideológico os Estados Unidos complementaram sua ideologia de luta. Adjudicaram-se o direito de definir o que seria terrorismo e de incluir na definição todos os opositores de que precisassem se desfazer, bem como de excluir dela com direito a matar e de invadir destruindo governos eleitos democraticamente pelo seu povo. Esta declaração de guerra não está incluída só nos atos de terrorismo, nem o bombardeio e extermínio das populações civis, de povos, cidades e países inteiros. Pelo contrário, os Estados Unidos afirmam empreender uma guerra do Bem contra o Mal, dispondo-se a travá-la em todas as partes do mundo e por um tempo que mais lhe convém.

O EUA e seus complexas redes de associados e subordinados mundo afora continuam a aproveitar da crise que atravessa os movimentos de libertações e que tem um viés socialista. Onde até a esquerda foram mais uma vez destronadas de redutos que tinha como casa própria. Não tinham a mínima compreensão da imensa capacidade de reação e de violência de que o império era capaz de exercerem com arsenal político-econômico-militar. Ou não quiseram vê-la. Não constituiu somente uma mudança profunda da contenção da consolidação socialista democrática que tinha predominado durante algum tempo para que a grande potência imperialista impedisse o desenvolvimento da consciência e a organização das forças alternativas emergentes e, de associações aos governos desenvolvidos e até de potencias intermediárias, assim como as burguesias e oligarquias globais submeteram e aceitaram a apoiar os seus valores e os seus interesse, mediante concessões e repressões que com isto forjaram o complexo imperialista repartindo o butim de sua areia de influência  as prioridade estadunidense. A esquerda mostra-se incapazes de diminuir o ímpeto da política Intervessionista neoliberal que, na paz e na guerra, está levando o mundo a uma catástrofe generalizada.    

 Por todas as partes, e nas mais diversas culturas, desenvolveram-se instintos autodestrutivos, individuais e coletivos, muitos deles vinculados a uma violência do desespero. No campo das lutas políticas e sociais, dos partidos e das organizações da sociedade civil, os modelos de corrupção e repressão, de conformismo e de alienação anularam diversos movimentos que, de início, indicavam uma saída aos povos. Seus líderes foram cooptados ou corrompidos, ou simplesmente se adaptaram a um mundo controlado em que predominam as filosofias individualistas segundo as quais cada um defende o seu.

No momento atual não há uma grande liderança para contra por há esta aliança neoliberal que se formou na sociedade globalizada e se diz livre, equitativa e independente mais que nega a verdadeira democracia, o verdadeiro socialismo e da verdadeira libertação deste domínio imperial, as contradições entre o imperialismo e os países dependentes, neocoloniais e recolonizados; as contradições entre os trabalhadores e o capital, muitas delas mediatizadas e estratificadas; as contradições entre as etnias e as nações-Estado; as contradições entre as potências atômicas e nucleares e entre os próprios integrantes da comunidade imperialista, zelosos de suas zonas de influência e temerosos de perder poder e privilégios.

Só alhar em volta do mundo e logo vamos ver o povo palestino sendo eliminados em campos de concentração da faixa de Gaza no oriente médio. A imoralidade e a criminalidade do império há este povo milenar. Entre os exemplos que demostram a imposição dos norte-americanos, está a anexação do Havaí, em 1898, quando os Estados Unidos passam a controlar todos os portos, o equipamento militar, os prédios e a propriedade pública do governo havaiano. Também anexou parte do território mexicano em 1846 e anexou o Arizona, Califórnia, Colorado, Utah, Nevada e Novo México. O modo de vida norte-americano é vendido para todo o mundo como perfeito. O pensamento do ideal americano exclui a diversidade de outras culturas e especificidades, sem ao menos mascarar o racismo e a crença de superioridade. Os EUA passaram a incentivar a organização de ditaduras militares na América Latina.

A apropriação vai continuar, qualquer que seja o resultado das eleições presidenciais nos EUA, lá existe uma política de Estado e não de pessoas. Enquanto afundam na crise do Covid-19 e o seu povo se insurge nas ruas contra décadas de crescente miséria, violência policial sem limites e discriminação racial, a política externa de Trump procura a todo o custo um conflito de grandes proporções para travar o depauperamento dos EUA. E todos se perguntam como foi que o mundo deu uma cambalhota tão grande, para frente e para trás, em tão pouco tempo? E o que se passará agora no mundo, depois das eleições presidenciais norte-americanas, de novembro de 2020? Com a vitória arrasadora dos Estados Unidos na Guerra do Golfo acabou impondo a vontade americana como princípio ordenador do novo mundo. Por isso se pode dizer que o bombardeio teledirigido do Iraque, em 1991, cumpriu papel análogo ao do bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, em 1945. Este modelo agressivo foi consagrado como uma nova ordem ética e um novo poder soberano, com capacidade de impor e arbitrar o novo sistema de valores em todo o mundo.

Os EUA porem esqueceram que o mundo aos poucos está sendo redesenhado muito diferente do que pensa e aos longos de decas vem mantendo seu ativismo militar e econômico permanente e seus envolvimentos em guerras diretamente ou indiretamente em vários continentes. os Estados Unidos ao longo de anos vêm construindo uma verdadeira infraestrutura de dominação militar global e esqueceu de uma política humanista voltada para eliminação da pobreza globalizada. Criou um vasto complexo de interesses e projetos que podemos chamar de império e que consiste em bases navais permanentes, guarnições, bases aéreas, postos de espionagem e enclaves estratégicos em todos os continentes, numa guerra que não tem limite. Se Donald Trump for derrotado nas eleições presidenciais em novembro deste ano de 2020, e se os democratas elegerem o presidente norte-americano, é muito provável que se proponham a refazer as alianças tradicionais e tente reconstruir a sua imagem da política externa norte-americana, mais o objetivo será o mesmo, independente de quem seja eleito.

O servilismo que há nos países limítrofes submetendo-se aos preceitos da política externa americana, será preciso dá um basta aos seus domínios, tanto no campo militar, político, econômico e cultural. Nessas atuais circunstâncias, vemos até que ponto somos dominados. Esse poder que se abate sobre nós, não permitirá ser uma sociedade desenvolvida, se compreendêssemos no que se referi as causas. Porque aquilo que a brida e o freio são para um cavalo indócil; nada nos protegerá dos conquistadores, quando somos passivos forçosamente acabaremos perdendo nossa soberania. Onde não há texto e só comentários. Dentro dessas limitações a nossa liberdade dependerá do que temos na cabeça e, não do que temos no bolso. A fama transitória é uma burrice dos vassalos para ser autossuficiente, enquanto vivemos fixado em levar vantagem, cairmos num poço da escravidão. Torna-se evidente que a nossa velha dependência, não aprendemos a andar com a nossas próprias pernas, ficamos desanimados com a nossa superficialidade, nosso provincialismo.

Não há justiça e liberdade em nação democrática, onde as instituições são guiadas pela preferência partidária imperial. 50% dos americanos acredita que o sistema político é manipulável. Muitos afirmam que na verdade a democracia está batendo em retirada, perto de ser destruída pela crescente desigualdade econômica e pela capacidade dos ricos de comprarem influência política. Bernes Sanders faz severas críticas aos insurrecionistas que conseguiram barrar sua candidatura a pré-candidato democrata. O que o Século XXI acrescentou a essa história, como agora é mais do que óbvio, foi a democracia mediática, de maneira verdadeiramente revolucionária. Se o estágio final da democracia política levou Séculos para amadurecer, o equivalente na midiática levou menos de duas décadas. A blogosfera independente, com seu surgimento, corrige fatos publicados na imprensa tradicional, expõem a parcialidade da grande mídia conservadora, perante a sociedade com menos interferências das elites. Os algoritmos da web, não há mais árbitros da elite para definir quais desses argumentos são realmente verdadeiros, ou válidos, ou relevantes.             

Noam Chomsky – é um dos pensadores mais importantes da América, mentes críticas e de voz dissidente. A crescente desigualdade no Estado Americano e o que isso significa para estabilidade democrática e muito mais. Chomsky revela os princípios que está levando à uma encruzilhada da desigualdade historicamente sem precedentes. Seguindo meio século de políticas projetadas para favorecer os mais ricos às custas da maioria. Chomsky revela os detritos caros que restam em seu caminho: a evisceração do trabalhador americano, o desaparecimento do salário digno, o colapso do sonho de lar propriedade, disparos nos custos do ensino superior, colocando a melhoria além do alcance ou acorrentando os alunos a dívidas sufocantes e uma perda de solidariedade que deixam divididos contra e contra tudo e todos.

Ele chama atenção para o fato de James Madison, durante debate sobre a constituição dos Estados Unidos, afirmar que a nova república deveria criar mecanismos para proteger os ricos do ‘excesso de democracia’. Os EUA desde sua formação como nação mantem há século um sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Esta concentração de poder nas mãos da elite. A democracia norte-americana é uma criação da elite intelectual de sua época. Todos os pais fundadores dos Estados Unidos eram homens ricos e bem educados, a maioria advogados ou diplomatas. Faltavam-lhes apenas o sobrenome nobre e o título aristocrático. O objetivo da república fundada por John Adams, Benjamin Franklin, Alexander Hamilton, John Jay, Thomas Jefferson, James Madison e George Washington era acabar com os privilégios dos reis e da aristocracia e entregar o poder para os burgueses. O bem estar do povo pobre e trabalhador nunca esteve em questão.

Por isso a democracia norte-americana se encontra hoje restrita a apenas dois partidos, “republicano e democrata”, onde o povo tem pouca margem de escolha e qualquer mudança no sistema é pontual, nunca estrutural, o povo precisa ser passivo e despolitizado. Deve saber o seu lugar na sociedade e não fazer nada para mudar isto. Nos anos de 1960 e 1970, os Estados Unidos vivenciaram uma explosão de movimentos sociais, com os negros, as feministas, os gays e os ambientalistas, exigindo voz ativa na política e lutando por seus direitos. Conforme o pensamento e ponto de vista da ‘plutocracia’, a solidariedade entre os povos é muito perigosa. Você deve se preocupar somente consigo mesmo.

Noam Chomsky – “Requiem for the American Dream” (Réquiem para o sonho americano):

Um dos motivos que levaram os Estados Unidos a obterem um extraordinário crescimento econômico e humano foi a ‘G. I. Bill’ (conhecida como Lei de Reajuste dos Militares, ou Servicemen’s Readjustment Act, em inglês), projeto de lei sancionado pelo presidente Frankin D. Roosevelt em 1944, que oferecia ensino superior gratuito aos ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial. Isto possibilitou aos norte-americanos tornarem-se uma nação próspera e desenvolvida, com uma classe média rica e bem qualificada.  Noam Chomsky vem ao longo destes anos alertando para a sociedade norte-americana. Mas muito do que ele diz serve também para nós brasileiros, visto que a elite tupiniquim replica exatamente as mesmas estratégias da plutocracia norte-americana. Princípio estes fizeram com que uma parcela da classe média brasileira fosse contra o Bolsa Família e programas sociais assistencial, e nos Estados Unidos fez a classe média se opor a previdência social. A “Lei de Proteção e Cuidado Acessível ao Paciente” (PPACA, na sigla sem inglês), conhecida como “Obamacare”, que tinha como objetivo de ampliar o acesso de cidadãos dos EUA à cobertura de saúde. A ideia era de diminuir as barreiras de acesso aos planos de saúde para pessoas de baixas rendas.

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