Porque a Globo está pedindo desculpa ao PT e ao Lula?

As Organizações Globo com estes pedidos de desculpa, aos poucos estão confessando e fazendo uma autocrítica velhaca e patifa. Só voltar ao tempo, das Diretas-Já, eles tentaram boicotar a intensa movimentação da sociedade brasileira, em rede nacional noticiou uma fake News que teve como capa da cobertura do comício de 25 de janeiro de 1984, “como um dia de festa na praça da Sé marco zero de São Paulo”. Essa matéria da Globo embora relatassem do comício pelas Diretas, nas entrelinhas omitia-se no engajamento pelo movimento. Os     feudatários por muitos e muitos anos nunca fizeram uma autocritica, do porquê apoiou a ditadura civil-militar até os vigentes e últimos dias que durou até 15 de março de 1985, sob comando de sucessivos governos militares. Tentava a todos custos sabotar e vulgarizar as lutas pela redemocratização da nação brasileira. O famoso Jornal Nacional de maior alcance de cobertura do território brasileiro fez um mea-culpa sobre a edição criminosa do debate entre Lula e Collor, o mesmo William Bonner tentou vender a imagem de que a emissora não apoiou o “caçador de marajás”, criado e alavancado pela emissora durante toda a campanha presidencial de 1989. Também havia feito uma autocrítica matreira sobre a sua participação no golpe militar de 1964.

Quando fazemos uma auto reflexão durante a campanha eleitoral de 2018 para Presidência da República, e mesmo após o pleito eleitoral, diversas figuras da elite, políticos e da grande mídia conservadora vêm reiteradamente com essa falácia de que o Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumirem os erros da conjuntura política e econômica dos últimos governos progressistas no Brasil fazendo uma autocrítica. Porem esquecem que após o golpe branco contra a Dilma Rousseff, falaram e até afirmavam que só ela deixar o comando do executivo e tudo passariam às mil maravilhas. Agora vem com esta ficção mediática de que é a hora de perdoar o Partido dos Trabalhadores e, que o ódio que até o momento não se faz mais sentido e precisa mudar o discurso e de que o país precisa ser uma nação soberana, democrática e tolerante ao diferente. No mínimo curioso, vindo da mesma organização midiática que atacou impiedosamente vinte e quatro horas/dias, não somou esforços para atacar dia e noite o Partido dos Trabalhadores. Que concentrou praticamente todo empenho jornalístico para criar a falsa imagem do “partido mais corrupto de todos os tempos”. Agora vem falar em perdão?

Em primeiro lugar as elites e a própria grande mídia precisam primeiro fazer a sua autocritica, reconhecendo que as gestões Lula/Dilma do PT realizaram os maiores avanços educacionais de nossa história, deixaram o país reconhecido globalmente. Foram estes governos que destinou recursos para educação, que beneficiou mais de 2 milhões de estudantes, um programa de ensino técnico de excelência. Foram também os governos petistas que promoveram a maior universalização do ensino, criando acessibilidade por meio das políticas de cota e financiamento. O que vimos em seus editorias as Organizações da família Marinho que fazer realmente uma autocrítica, pelos apoios errados ao governo do pós-golpe de 2016, sem bazófia e pernosticismo, será preciso, antes de tudo, que reconheça a perseguição que fez ao presidente Lula e a perseguição que culminou no afastamento sumário da presidenta Dilma, além disso, reconhecer os feitos dos governos petistas. Lula saiu do Governo com 87% de aprovação, encerrando seu mandato com o PIB crescendo mais de 7% ao ano. Com o Bolsa Família, o Brasil saiu do Mapa da Fome, promovendo uma das maiores políticas de transferência de renda do mundo.

O perdão da Globo e das elites ao PT tem a cara de um habilidoso e conveniente convite ao abandono do projeto da democratização da mídia, é o silenciar do campo popular na política brasileira, o fim do desmonte do Estado e dos direitos dos trabalhadores. Rasgaram a Constituição, uma presidenta legítima foi derrubada, o ex-presidente Lula foi condenando em tempo recorde em 1ª e 2ª instancia para não poder participar do pleito eleitoral de 2018 e preso em julgamentos farsescos e ao arrepio da lei. Aplaudia os abusos da Lava Jato, os militares foram trazidos de novo para o proscênio da política nacional. As Organizações Globo e a elite dominante que articularam o golpe e a prisão do Lula preferiram apoiar um criminoso intelectualmente incapaz a abrir diálogo com um liberal cauteloso como Fernando Haddad. Fica muito difícil acreditar em suas promessas, que este reconhecimento parta desta elite reacionária retrógada que tem o domínio da grande mídia, que sempre trabalhou contra as políticas de diminuição das desigualdades. Pelo contrário, sempre foi a favor das iniciativas liberais e agora apoia o ultraliberalismo de Paulo Guedes, a destruição das políticas públicas sociais.

Torna-se em uma situação um tanto quanto cômoda dizer em desculpa, absolvição, remissão, indulto ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Lula no momento em que a Globo está documentadamente, verazmente, em seu maior isolamento perante a opinião pública.  Psicótica e atacada incessantemente pelo segregacionismo bolsonarista a emissora está perdendo espaço para os meios de comunicações de menor expressão como a Record e CNN, além de não conseguir ascensão fazer frente aos sistemas streaming. Que trabalhou pelo golpe de 2016, que colocou nossa soberania à venda, que criou para a prisão injustificável do ex-presidente Lula, favorecendo a de Bolsonaro agora diz, arrogantemente, em perdão. É preciso antes de tudo que se faça uma verdadeira autocrítica, sem pedantismo e arrogância e que a Globo se reconheça como a criadora do próprio monstro que agora se volta contra ela.

O ex-presidente Lula, Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores cometeram diversos erros na condução de seus mandatos, principalmente acreditar que seria capaz de governar junto com esta elite hostil à democracia; antidemocrática que pensa só nos lucros. Com certeza que o Partido dos Trabalhadores faz uma autocrítica nos seus debates internos. Não há neste país um partido que tentou governar para todos como o Partidos dos Trabalhadores. Como é interessante ouvir estes factoides desta elite cobrarem uma autocrítica de quem está destruindo esta nação. Poderíamos ter tido um desempenho ainda melhor se o consórcio golpista jurídico-político-midiático não tivesse alijado Lula das eleições, para impedir a quinta vitória consecutiva na disputa presidencial? Sem dúvida até o mais ferrenho de nossos adversários sabe disso. Mas não fomos nós os maiores derrotados. Por que não cobram autocrítica dos que destruíram nossa economia e autonomia no pós-golpe? Por que não cobram autocrítica da mídia que depois de anos e anos atacando o PT, espalhando versões como verdades, ilações como provas agora tem que se ver como mera retransmissora de conteúdo das redes sociais do capitalzinho e dos seus meninos? Por que não cobram autocrítica desses dois atores que mais plantaram mentiras e o ódio contra o PT, que foram fundamentais para garantir o golpe dado por Temer e consolidar o golpe jurídico-político.

A factual e verdadeira realidade e atual do momento histórico de consequência desastrosa da atual conjuntura da sociedade cada vez mais dividida, mas que está ao alcance da própria Globo, levantar a censura imposta ao PT. Seria o gesto imprescindível para restabelecer o debate democrático, mais eficaz que a arrogante oferta de perdão a quem sofreu a maior campanha de destruição de imagem já feita contra um partido e seu líder o ex-presidente Lula. Sempre tiraram proveito dos recursos públicos, seja o Brasil governado por conservadores de direita ou pela esquerda progressista. As organizações Globo apoiaram golpes e golpes ao longo de sua trajetória como órgão construtor mental da população brasileira. Coordenaram ao longo destes anos um discurso hegemônico em todo o país do período da ditadura civil-militar ao regime democrático atual.

A interferência política constante sobre o poder judiciário a fim de influenciar. Esse jogo de interesse cruzados, que tinha como objetivo para liquidar o oponente político, instrumentalizando ideologicamente, um dos poderes do Estado que foi cooptar o judiciário e, desiquilibrando os poderes legislativo e executivo da república, em benefício de fins obscuros e econômicos. A transparência das instituições foi destruída. A justiça aos poucos foi ficando submissa aos interesses espúrios da grande mídia. O objetivo principal era acabar com o projeto político do Partido dos Trabalhadores, e sim, submeter a população de forma irreversível ao sistema vicarial controlado pela elite dominante, no campo político, econômico.

Pelo acima exposto, como cidadãos comprometidos com os valores democráticos, não podemos ficar calados, é preciso se manifestar em defesa da legalidade, do debate de ideias, do respeito as normas constitucionais e aos princípios democráticos. Assistimos o uso da mídia, não com a finalidade de exercer a livre expressão da informação, mas como arma ao combate ao que ela acha ser o inimigo, destruindo imagem dos opositores perante a sociedade, produzindo efeitos danosos e satanizando os políticos, impedindo que se defendam. No Brasil a grande mídia desempenha uma função política e, tem lado influenciando através de seus formadores de opinião, direcionando a sociedade par o que ela pensa ser o seu ambiente propicio de linhagem autoritária. Eles entendem e impõem como uma agenda de conquista. A mídia oligarca e corporativa tem que aprender a os direitos do seu inimigo e, não fazer uso para perseguir determinados agentes políticos.

A Globo irá sobreviver na sua prole ou na progênie de outros; mesmo que alguns de seus boqueirões sequem, existe outros córregos que sobrevirá porque são mais largos e profundos. Se agora, este torvelino está vindo átona e que ela proporciona a sua preservação desse atormentado momento que está passando. Porque traidores passa e todo esforço que foi feito para que este atual governo e seu plano de ultradireita fossem eleitos em detrimento de um governo progressista mais voltado ao social, fosse derrotado. Todo seu trabalho baixo e servil, é chamado de efeito de impacto à custa de uma parte da sociedade que dependiam exclusivamente da ajuda de beneficies do Estado. Aqui, como em qualquer parte, a natureza age; porque é assim a lei do retorno. Uma das maiores restrição da mídia conservadora brasileira é crê e julgar que estão certo no que propaga; uma imprensa que tenta justificar os fatos ao modo, e se enreda nas realidades virtuais que vai criando. É o caso dos artigos de Ascânio Seleme, no Globo de 11 de julho, sobre “perdoar” um Partido dos Trabalhadores que a maior parte da mídia criou para ser odiado, em que um outro PT é criado para receber o perdão que nunca pediu. Com criações fictícias como enredos de novela, com a diferença de que estes são mais próximos da vida real.

Foram horas e horas de debate duvidosos, espúrios, ilegítimos, incertos, supostos, inautênticos. e de notícias negativas somadas no Jornal Nacional desde janeiro e de 2016; o julgamento midiático que antecedeu a denúncia do famoso ‘powerpoint’ em setembro do tríplex do Lula no Guarujá SP que nasceu de uma notícia desleal e enganadora e jamais corrigida do Globo, em dezembro de 2010, e transformada na última hora em uma evidente prova de denúncia fútil e inconsistente, onde o Procurador Deltan Dallagnol  agradeceu e falou em até dar um beijo e abraço em quem achou, registro dos arquivos da Vaza-jato, portanto é fatos. Foi pela Globo que Sergio Moro fez a diferença, vazando o grampo ilegal da presidenta Dilma em 16 de março de 2016. Quantas foram as denúncias e pressão que a grande mídia conservadora exerceu sobre o STF.  A grande mídia tem calafrio quando alguém fala em regulamentação dos artigos 220 a 240 da Constituição, que não interessam a estes oligarcas da comunicação, todos nós sabemos que o Partidos dos Trabalhadores já mais defendeu o controle da mídia e sim a regulamentação destes artigos citados acima.

E não seria agora para essa narrativa histórica de que era hora de perdoar o PT, com a hipócrita justificativa de que a sociedade rejeita o PT e seu maior líder ex-presidente Lula, que seria responsável pela ascensão de Bolsonaro. Como se a mídia não fosse acionista fundadora da indústria do antipetismo que a tantos propósitos tem servido, inclusive o de explicar sua responsabilidade no golpe de 2016 e no processo eleitoral de 2018. A grande imprensa mediática daria um grande passo se fizessem uma autocrítica pelo que realmente causaram a sociedade e, não pelo que ela gostaria que fosse. Transformaram um medíocre e vil juiz em um super herói. Tornaram-se prisioneiros da farsa judicial que criaram para condenar Lula excluindo do pleito eleitoral de 2018 e elegeram um troglodita insensível, a maior parte da mídia é refém da burlesca que ela desenhou e não consegue apagar nem mesmo para permitir o inadiável reencontro do país com a normalidade.

O infame artigo n’O Globo sobre “perdoar o PT” é um dos acontecimentos mais significativos da conjuntura política. Publicado por Felipe Miguel em seu perfil de Facebook em 12 de julho.

O sentido do golpe de 2016 foi silenciar de vez o campo popular na política brasileira, a fim de que o desmonte do Estado e dos direitos pudesse avançar com rapidez e sem contratempos.

Mesmo uma política de moderação extrema, ciosa dos estreitos limites da transformação social no Brasil, como a do lulismo, era considerada algo a ser extirpado.

Para alcançar esse objetivo, a Constituição foi rasgada várias vezes. Uma presidente legítima foi derrubada. Os abusos da Lava Jato foram aplaudidos. Lula foi condenado e preso em julgamentos farsescos e ao arrepio da lei. A violência política se agigantou. Os militares foram trazidos de novo para o proscênio da política nacional.

Quando chegaram as eleições de 2018, os mesmos que articularam o golpe preferiram apoiar um criminoso intelectualmente incapaz a abrir diálogo com um liberal cauteloso como Fernando Haddad.

Uma aposta de risco. Se entregou muito do que prometera, com as medidas antipovo e antinação de Guedes, Bolsonaro por outro lado mostrou-se danoso, seja por sua incompetência administrativa e intemperança verbal, seja por privilegiar os interesses paroquiais (ou devo dizer “miliciais”?) aos quais está associado.

Prisioneiro do discurso superficialmente anti-sistêmico que o projetou, de uma dinâmica de conflito e também de sua própria masculinidade frágil, que o faz ver qualquer compromisso como humilhação, em muitas áreas Bolsonaro mostrou-se disfuncional para grupos que o apoiavam.

A Globo é um deles. A rede exige ser chamada a participar da partilha do poder – e, portanto, zela pela manutenção de seus próprios recursos de pressão diante dos governantes. Já Bolsonaro se sente mais confortável com parceiros menos demandantes.

Estranhou-se com a Globo não apenas criticando sua programação, destratando seus jornalistas ou repetindo bravatas sobre não renovar a concessão. Ele diminuiu sua participação na verba publicitária do governo; agiu no sentido de beneficiar suas concorrentes, recriando sorteios na TV; atingiu uma fonte de receita importantíssima, no caso da transmissão dos jogos de futebol.

E a Globo sente que não é mais – se é que um dia de fato foi – aquele poder supremo que faz e desfaz presidentes no Brasil. Já havia sido derrotada por Temer. E agora não consegue enquadrar Bolsonaro.

Daí o aceno ao PT. O autor é um porta-voz autorizado do império dos Marinho; não é insensato ler o texto como sendo uma posição oficiosa da empresa.

Não vou me estender sobre os absurdos do artigo. Todas as arbitrariedades cometidas nos últimos anos (o golpe contra Dilma, o lawfare contra Lula) são apresentadas como justas punições aos “malfeitos” petistas. O perdão do PT é condicionado ao abandono, pelo partido, de bandeiras abominadas, como democratização da mídia e participação popular.

As respostas dos petistas ao artigo foram, como era de se esperar, de indignação. Mas tendo a crer que não foi para eles que o artigo foi escrito – foi para os outros setores da direita interessada em parar Bolsonaro.

Eles sabem – como Ascânio Seleme escreveu – que não é possível alcançar esse objetivo sem o apoio militante daqueles que estão à esquerda do centro.

Tentaram, em primeiro lugar, obter esse apoio sem abrir qualquer brecha para que o campo popular tivesse voz. Era a estratégia das “frentes amplas”, em que cabia à esquerda nada mais do que abraçar FHC, Temer e Huck e assinar manifestos em defesa de valores inefáveis.

Seduziu muita gente, dentro do próprio PT e também do PSOL. Mas a oposição enérgica de Lula freou o entusiasmo. Essa oposição, aliada ao fato de que muitos à direita deixaram transparecer que seu objetivo na “frente ampla” era negociar em melhores condições uma acomodação com Bolsonaro, desinflou estas iniciativas, que no momento parecem ter caído numa desmoralização sem volta.

Por isso, O Globo propõe dar um passo à frente. Ele propõe que se aceite, hoje, aquilo com que Lula acenou tantas vezes depois do golpe, quando se lançou candidato, e que reiterou ao colocar Haddad como substituto: uma repactuação que readmita a centro-esquerda como participante do jogo político, pagando o preço da aceitação da maior parte dos retrocessos dos últimos anos.

Não acho que seja uma boa saída. Mas o fato é que o principal conglomerado da imprensa burguesa está propondo, para seu campo, essa alternativa que, até há pouco, era alvo de anátema. Essa é uma mudança importante na conjuntura.

A prova da falta de credibilidade da Globo perante a sociedade cada vez mais vem acentuando a desconfiança parcial com relação ao seu conteúdo jornalístico. O Jornal Nacional em 13/08, escondeu denuncia de propina paga pelo doleiro Dario Messer, delatou pagamento de propina ao procurador da Lava Jato Januário Paludo para “lhe proteger das investigações” na PF e no MPF do Paraná. Em um dos anexos da delação entregue ao Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, ele diz que os pagamentos eram feitos ao advogado Antônio Augusto de Figueiredo Basto, um dos principais criminalistas do Paraná, e que fez diversos acordos de colaboração com o então juiz Sergio Moro, conforme noticiou a CNN Brasil. O JN noticiou, apenas, que a Lava Jato fechou o acordo de delação pelo qual Messer abriu mão de R$ 1 bilhão dos seus bens no Brasil e no Paraguai; mas escondeu a parte da delação em que o “doleiro dos doleiros” delatou o procurador da Lava Jato.

Januário Paludo é um subprocurador da República reverenciado pela República de Curitiba e que inspirou o nome de um dos grupos do Deltan Dallagnol no Telegram, o “filhos de Januário”. Quando do adoecimento e morte da Dona Marisa Letícia Lula da Silva, este procurador fez comentários deploráveis, revelados pela Vaza Jato do Intercept: “Estão eliminando as testemunhas. A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem”. Em 3 de fevereiro/2011, Januário – que entre 2003 e 2005 participou das investigações sobre o envolvimento de Messer no esquema das contas CC-5 do Banestado – testemunhou a favor do doleiro na ação penal sobre aquele escândalo de corrupção. Apesar de Messer ser o principal chefe do esquema e ter seu nome mencionado 276 vezes no processo, Januário declarou: “Até a parte onde eu fui, não identificamos, em princípio, nenhuma ligação da família Messer” [sic].

Se existisse o mesmo critério que o ex-juiz parcial Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e a caterva da Lava Jato usaram para perseguir o Partido dos Trabalhadores e prender Lula baseados em factoides da grande mídia golpista, o procurador Januário Paludo teria a reputação destruída pela Rede Globo, seria alvo de uma condução coercitiva espetacular, transmitida ao vivo; e, a essas alturas, estaria preventivamente preso. Mas, ao contrário da Lava Jato, que promoveu a maior de todas as corrupções do Brasil, a corrupção do sistema de justiça e do Estado de Direito para viabilizar o projeto de poder da extrema-direita, a este procurador da Lava Jato deve ser assegurado o devido processo legal, para que comprove sua inocência. O que é inadmissível, entretanto, é o arquivamento sumário da denúncia de pagamento de propina a Januário, como se o ato de corrupção não tivesse ocorrido; assim como é inconcebível o sumiço desta notícia do noticiário da grande mídia golpista (Globo), como se fosse um não-acontecimento, como, aliás, a Globo fez em relação às revelações escabrosas da Vaza Jato, que simplesmente não frequentaram o noticiário do império lavajatista de comunicação.

Matérias publicadas pelo site “Poder360” e revista “Veja” divulgada em 14/08, o doleiro dos doleiros Dario Messes, afirmou ao MP-RJ vários repasses mensais à família Marinho dono das Organizações Globo, em seu depoimento em 24/06 e, em 12/08, fechou um acordo de delação premiada com a Justiça Federal do Estado. Ele é investigado sob acusação e suspeito de participar de esquemas nacionais e transnacionais de lavagem de dinheiro e outros crimes. Segundo seu depoimento ele acusa a família Marinhos de que repassou dinheiros em espécie com um colaborador da Globo identificado como José Aleixo. Os repasses teriam começado no início dos anos 90, por meio de Celso Barizon, apontado por Dario Messer como o gerente da conta dos Marinhos no banco Safra de Nova York. E em contra partida os Marinhos repassava os valores recebidos em espécie para o doleiro no exterior. Entretanto, os donos das Organizações Globo a família Marinho nega as acusações, porém cabe as autoridades responsáveis pelo desviou de dinheiro investigarem doa a quem doer. Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho negaram as acusações. Leia a nota encaminhada à Veja pela assessoria dos irmãos: “A respeito de notícias divulgadas sobre a delação de Dario Messer, viemos esclarecer que Roberto Irineu Marinho e João Roberto Marinho não têm nem nunca tiveram contas não declaradas às autoridades brasileiras no exterior. Da mesma maneira, nunca realizaram operações de câmbio não declaradas às autoridades.”

O que é inadmissível e inconcebível ao jornalismo sério é a omissão dos fatos, como se nada houvesse ocorrido, como aliás, a Globo fez em relação às revelações do The Intercept Brasil “Vaza-Jato”, simplesmente ficaram muda, surda e boicotaram como se nada estivesse ocorrendo. Falta uma autocritica, família Marinhos há um velho clichê que “aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. A história com certeza vai registrar também aqueles que apaga e desconsidera desprezando os fatos, a história atribui glória e atribui desonra e fica para sempre. Por isso é impossível não lembrar que esta Organização em sua grade todos os santos dia no Jornal Nacional com Willians Bonnes e Renata Vasconcellos, portas vozes dos Marinhos é diretamente responsável pelo clima de ódio que se instalou no país. A Constituição da República do nosso país consagra o direito fundamental do cidadão à informação, principalmente quando o assunto tratado, é de relevante interesse público. Por ser um conjunto de normas e procedimentos éticos que regem a atividade do jornalismo em informar os acontecimentos.

Repentinamente a Globo percebe que um denunciante precisa ter indícios. Entretanto, com Lula, não era necessário. Qualquer menção a ele era vazada pela República de Curitiba e divulgada de maneira acrítica. Na sentença em que condenou Lula no caso do triplex, Moro não demonstrou os vínculos entre os contratos para obras e o apartamento no Guarujá, o ex-juiz admitiu o seguinte: “Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram usados para pagamento da vantagem indevida para o ex-Presidente”. Portanto, se chega à conclusão de que o então Juiz Sérgio Moro nunca pareceu imparcial, nunca foi imparcial e saiu parecendo parcial. Pois é assim que concluímos e entendemos o funcionamento da democracia, se um juiz se mostrar parcial, com certeza, ele será afastado do processo. Talvez por isso o Tribunal dos Direitos Humanos da Comunidade Europeia tenha cunhado o enunciado: “Justice must not only be done; it must also be seen to be done”. Isto é, não basta o juiz ser imparcial; ele tem de parecer imparcial.

A Força-Tarefa da Lava Jato, que agiu de forma não isenta o tempo todo, a ponto de o TRF4 assim declarar, em acórdão que, nesta parte, transitou em julgado: “Não é razoável exigir-se isenção dos Procuradores da República”. Assim, se não é razoável que se possa exigir isenção por parte dos agentes do Ministério Público, parece que se normalizou, no âmbito da Operação Lava Jato, que também não fosse razoável exigir que o próprio juiz da causa agisse com isenção/imparcialidade. Já se sabe que o juiz e os Procuradores fizeram e é de conhecimento público que não houve imparcialidade na Lava Jato, especialmente nos processos envolvendo o ex-Presidente Lula na 13ª Vara Federal em Curitiba do Paraná.

Ficou comprovado a parcialidade de uma justiça que tinha como objetivo a condenação à revelia da lei. Logo após da exposição dos diálogos pelo Intercept, parece razoável afirmar que, de fato, juiz e Procuradores não agiram de forma isenta. Onde o responsável da Força-Tarefa “Lava jato-Curitiba”, o então Procurador Carlos Lima, confessou, em rede nacional (Globo News), que eles escolheram um lado na política. Porque que apanha nunca esquece seu agressor, se a mira do Dario Messer estivesse apontada para o ex-presidente Lula, teríamos horas de debate entre os Mervais e Leitões, a Globo News agitava as bandeirolas clamando por justiça. Com certeza o massacre seria brutal, ignorando os princípios jornalísticos e de direito. Portanto, que seja investigado e que se relatem os fatos, a lei é para todos. Inclusive para a família Marinho.

“Somente aqueles que nada fazem é que não cometeu erros”, analise as próprias atitudes e tenha capacidade de avaliar o que fez e está fazendo, não percebe como está destruindo essa nação, corrija os rumos de sua jornada existencial. Use o que há de melhor a sinceridade para com os outros. É necessário tomar cuidado, para não autossabotagem. Lembre-se que o exagero não é bom, o ideal sempre será o equilíbrio. É preciso ver que destruir o outro que lhe são inerentes, bem como julgar seus adversários tanto no campo político como no econômico, esquecendo de voltar para si um exame de suas próprias atitudes. Porque quem se aventura nessa caminhada de destruir por destruir o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, com certeza irá encontrar bloqueios e outras tantas dificuldades. É necessário encontrar o equilíbrio nesses processos. Não reprima seus opositores ideologicamente e não tente controlar boicotando os fatos ocorridos e que venha ocorrer no presente para o futuro. Impactará o país em medidas que serão prejudiciais há dois terços da população e, só irá beneficiar uma minoria desequilibrando o pêndulo da pirâmide social.

Nota: do livro sobre “Suspeições”? O que fazer quando todos sabemos que sabemos que Moro e o MPF foram parciais. E as mensagens reveladas pelo The Intercept sobre a parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro e procuradores e outras instâncias do judiciário. Que sintetiza o que chamamos de constrangimento epistemológico e encerra o papel da doutrina, está na origem da própria ideia de Direito. Sir Edward Coke disse ao rei absolutista, no século XVII, que não podia ser daquele jeito.

É preciso que a sociedade reaja, que algumas instituições privada e pública vem causando a nação brasileira. O que mais dói é a injustiça. O que mais dói é percebermos que estamos sendo vitima de uma farsa com o conluio da grande mídia tentando nos impor regras, fazer como passar a pensar de acordo com suas convicções e visão. Marcada por tanta roubalheira, que a cada momento desvia eticamente e politicamente. Ou ficaremos só no nosso imaginário que haveremos de acreditar na construção de um país mais justo e fraterno, onde a exploração e a miséria não existam, será apenas uma utopia? A necessidade de lutarmos com intransigência, contra todas as formas de opressões, preconceitos e intolerância. Essa é uma luta da qual todos os que acredita nos valores do que é ser livre, ter a liberdade de expressar-se e, não conduzidos como uma manada de gato no corredor do abatedouro. Porque quem anda na contra mão em país de fugitivos é um revolucionário.    

Uma só pessoa é capaz de mudar sistematicamente uma realidade. É preciso reagir aos acontecimentos “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem para você”. O ódio só gera ódio, não se apaga foco com mais fogo. Na obra do filosofo humanista Dr. Daisaku Ikeda ele afirma: “Seja como for, a grandiosa Revolução Humana de uma única pessoa irá um dia impulsionar a mudança total de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade!”. Portanto, vamos contrariar esta lógica irada e odiosa da elite dominante mediática e, até de uma grande parte da classe média, que se acham os justiceiros, que vive a mando de uma elite oligarca associada e aliada ao grande capital rentista nacional/internacional. Vamos ser contra majoritário. Porquê para esta minoria deitada em berço esplendido, não interessa aplicar o bom direto, vamos sim obstar que seja instalado o fascismo judicial, semente do fascismo político. Onde a liberdade do individuo só pode ser restringida e fundamentadas em fatos concretos e não em meras conjecturas. O Ministro do STF Gilmar Mendes em entrevista concedida ao ‘El País’, foi questionado sobre o “lavajatismo militante” da grande mídia brasileira. Ele cita que foi perguntado em entrevista às Organizações Globo, onde lhe perguntaram: “O senhor não acha que causou esses ataques que sofreu na rua?” ele de pronto respondeu, não fui eu que causei, vocês causaram, vocês são os autores.

Redarguiu com uma lição histórica e o escândalo da Vaza Jato: “Vou lembrar um caso ao qual não temos dado muita atenção, o assassinato do Pinheiro Machado, em 1915. Ele tinha sido condestável do Governo Hermes da Fonseca, e foi morto na rua no Hotel dos Estrangeiros, no Rio de Janeiro. Tinha ido lá receber uma delegação de políticos e alguém lhe deu uma facada. Depois de muita investigação e teorias conspiratórias, concluiu-se que os jornais da época tinham ascendido na cabeça de um fanático a ideia de que a solução para os problemas do país estava na eliminação do Pinheiro Machado. Vocês podem produzir isso. A imprensa tem muita responsabilidade. Eu tenho a impressão, usando uma expressão machadiana, de um conúbio espúrio entre a imprensa e a Lava Jato. Haverá motivos nobres, eles estavam imbuídos no sentido de combater a corrupção. E outros não nobres. A mídia recebia essas informações vazadas, de alguma forma era conivente com os vazamentos. Tanto é que esses vazamentos ocorreram sistematicamente, e nós não temos ninguém punido por isso. Eu vejo as pessoas hoje muito críticas em relação ao hackeamento dos celulares dos procuradores da Lava Jato. E quanto a esse episódio eu digo: hackeamento é crime, igual a vazamento.”   O lavajatismo fez surgir o lema de que “a lei é para todos”, ricos ou pobres, poderosos ou humildes. Correto. Só se esquece de que a presunção de inocência também pertence a todos. Prender, sobretudo preventivamente, não é regra; a liberdade, sim. O Ministro Gilmar Mendes, o legalista que em muitas vezes solitário, parece compreende o que é ser justiceiro.

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