Por que as elites odeiam Lula e o PT?

O que há por traz de tanta rejeição das elites dominantes ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partidos dos Trabalhadores, tem um eleitorado fiel e regular de 30%. Mas atualmente falta voltar a sua origem que tinha seu apoio nos movimentos sociais, classe média e até de setores industrial manufaturados e pequenos agricultores. O que precisa avaliar e rever o atual cenário político/econômico do Brasil, avaliar as conjunturas sócio-política neste período, porque o partido perdeu espaço para a direita. Talvez faltou estratégia para enfrentar o momento de turbulência política e econômica. As elites dominantes da sociedade brasileira têm como narrativa de que o Lula e o PT são radicais, entretanto, quando analisamos o presente não temos um governo que quer paz, harmonia e soberania nacional, e sim, um servil aos interesses estadunidenses, europeu, ao capital rentista nacional/internacional. Quando você vê o espectro político, percebe que, dentro da Câmara e do Senado sua maioria representam a burguesia endinheirada, oligarcas conservadoras, eles estão aprovando tudo que se referem a retirada de direitos da população mais carentes. Então, eles têm o Presidente da Câmara Rodrigo Maia fazendo o papel de como se fosse um primeiro ministro aprovando tudo a favor das elites endinheiradas e excluindo direitos dos trabalhadores, já no senado tornou-se uma casa em pôr o selo em tudo que vem do Executivo.    

O que é o novo formador de quadros políticos no país? qual será a discussão política independente do espectro ideológico, quais são os representantes que irá defender as propostas dos trabalhadores. Em nada se avança com passo vagos, para a concretização destes projetos, é preciso expandirmos as nossas perspectivas e fazer acontecer sem falta. Toda a sociedade deve desafiar as questões do relacionamento odioso que estão causando para a paz e harmonia social, seja em comunidades, movimentos sindicais, movimento social. Estamos falando do maior partido de esquerda da América Latina. Mas é preciso conseguir transformar essa narrativa em apelo popular. Não se pode misturar divergências ideológicas com relações pessoais.

Nos últimos anos tivemos a construção de um antipetismo muito forte. Como o PT é muito forte, é normal com quem é mais forte. O PT é muito grande, por isso as pessoas falam contra o PT. Mostrando o que foi feito no Brasil durante o governo federal e o que construiu que tem um partido que ajudou a construir. Perderam o elo em 2016, porque não teve coragem de convocarem os movimentos socias para irem à rua, defender a plataforma progressista, no maior processo de destruição e condenação de um partido político. Não se fez respeitar por culpa do próprio partido. Faltou enfrentar a situação. O PT precisa ouvir novamente o povo, o que não dá é pra ficar quietos. Não dá para a pessoa contar uma mentira a seu respeito e você fingir que não ouviu. Tem que ir para cima. Com respeito, mas ir para cima. Temos que fazer com que o povo se mobilize, vá à luta para conquistar seus direitos.

O Presidente Lula vem em cada conversa que tem com os meios de comunicações e principalmente no seu canal, chamando a atenção para criar uma consciência do que é a soberania nacional. Soberania nacional não é defender empresa, é defender país. É defender nossas riquezas do solo e subsolo da mesma forma como defendemos fronteiras. Defender florestas, água, educação, saúde, investimento em pesquisa. É uma coisa total. Soberania é defender a qualidade de vida do nosso povo. Não tem coisa pior no mundo do que não ser respeitado pelos seus pares, pelos vizinhos. Eu queria ser respeitado pelo Evo Morales, mas antes queria ser respeitado pelo Bush, pelo Obama. Fazia questão, adotava a teoria do Chico Buarque: não grito com Evo Morales e não falo baixo com os Estados Unidos. Falo igual com os dois. O Brasil tem tamanho. Vivi isso graças a Deus, graças ao trabalho do ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim. Vivi um momento em que o Brasil era respeitado pela China, pela Índia, Alemanha, França.

Lula passou vários anos justificando do por que criou o PT? Para dar vez e voz àqueles que nunca tinham tido vez e voz. Bem claro isso. Aqueles que estavam habituados a só bater palmas. Nós queríamos que aqueles que só batiam palmas, subissem no palanque expressassem sua opinião e participar de projetos e como fazer a transformação social, de que é possível fazer na democracia. Eu provei. E queria voltar em 2018 participar da eleição presidencial, porque eu queria radicalizar mais. Radicalizar a democracia, radicalizar os direitos de as pessoas poderem comer três vezes ao dia. Por que tem pessoas com milhões na sua conta pessoal e outros pedindo esmola e comendo resto de comidas do lixo. A minha ambição de voltar era porque acho que eu podia fazer muito mais. Em um dos períodos mais obscuros da história política brasileira, setores dominantes buscam, a todo custo, calar qualquer tipo de voz minimamente dissonante. Não que isso seja novidade em nosso país. Durante o Estado Novo e na ditadura militar, houve forte censura aos opositores do regime. O ufanismo que alguns setores da grande mídia conservadora estão fazendo para tentar mostrar que o Brasil está dando certo é de uma coisa impactante e ludibriadora.

Por que as elites brasileiras odeiam Lula e ao Partidos dos Trabalhadores? De onde vem todo esse ódio? Porque o Lula nunca foi um revolucionário, nem de longe Lula foi um Presidente revolucionário, não importunou o direito de propriedade privava. As elites brasileiras não perderam dinheiro nos governos de Lula. Muito pelo contrário, nunca ganharam tanto. O ódio a Lula é arcaico, deita suas raízes nos velhos valores aristocráticos, pré-modernos, na lógica da Casa Grande, em uma racionalidade de tipo antigo. Não passamos daquele velho Brasil de sempre. O Lula achava que a sociedade nos pós governo do PT iria melhorar mudando aquele ranço que as elites tem de pobres, foi enganado e ingênuos em acreditar que a sociedade brasileira estava mudando. Não como negar o valor deste senhor chamado de Luiz Inácio Lula da Silva ou simplesmente podemos chama-lo de instituição Lula. Ele é a maior instituição política do Brasil. Já mais será destruído o mito chamado de Lula. Todos os brasileiros e brasileiras terão que conviver ele. Não mais se fará política sem passar por este personagem, seja para negá-lo ou para afirmar seus ideais. Ninguém mais faz política no Brasil sem passar por Lula, seja para negá-lo ou para pleitear seu espólio.

Lula é o pobretão que ousou governar. Num país em que a política formal sempre foi assunto a ser tratado entre iguais, entre oligarcas, Lula representa o radicalismo, é o radicalismo em pessoa, não importa o que faça, não importa o que deixe de fazer, não importa o quanto tente conciliar. A aristocracia já mais aceita sentar à mesa com um pobretão. Eles têm abominação e aversão ao Lula, esta elite hipócrita continua sentindo horror a conviverem ao lado deste homem do povo. Porque não querem ver o povão ter seus filhos estudando ao lado dos seus. É o ódio de uma elite perempta que desfruta com a separação. Com a real de facto não deixa de ser surpreendente o elitismo aristocrático das oligarquias brasileiras. Combatem ferozmente o estado social, quando aplicado ao Brasil, o que não deixa de ser sorrelfa, avarenta e mesquinha.

A politização dos procuradores e juízes lavajatistas, tornou-se uma tumefacção que deu o ensejo a reprodução descontrolada de profusas ações supostamente inspiradas pelo mais elevado duende público. Quando não pelo próprio espírito de justiça, como parecem crer alguns membros do MPF e do poder judiciário. A fim de acabar de vez com a corrupção e depurar a nação, como se isto fosse possível. Mas para os prosélitos e partidários do lavajatismo. A realidade fática sempre importou menos do que a cantilena de uma ideia de pureza, pois quem haveria de se opor a causa tão nobre? Portanto, fica justificado o massivo apoio da sociedade que a Lava Jato e seus correlacionados receberam. E quanto mais sustentáculo popular, mais desdobros espetaculosos vierem, nem sempre vem escorado na lei e na Constituição.

Parece não haver leis que possa esta gana irada ser interrompida, em nome de uma cruzada ética. o angariado desta Operação que tinha como objetivo a desvalorização e destruição da política. Em um país que se diz democrático e civilizado pode prescindir da política e dos políticos. Criando um ambiente propício para que cometa a violação da lei vigente e a própria Constituição, em nome do combate da corrupção, sem resguardar os interesses do Estado e do indivíduo prejudicado pela leniência dos órgãos acusador e da justiça. Esse punitivíssimo a qualquer custo e, de que vale tudo em nome da moral da sociedade. A Lava Jato tirou proveito da inquietação da sociedade por justiça e aproveitou-se dessa fragilidade psicológica e, atuou em benefício próprio de seus próceres, sabe-se lá para que finalidade.

O que não se pode ser aceito é usar as instituições que tem como obrigação proteger o cidadão e usá-la em uma agenda política de seus membros, que se acham e pairam por cima das leis e da nossa Carta Magna vigente, com perseguições difundida pelos procuradores da Força-Tarefa para fins exclusivamente políticos. Segundo alguns órgãos de comunicações estão aos poucos ficando receosos de que há por traz da Lava-Jato que tem como lema “a finalidade da operação não é como muito as vezes equivocadamente se disse, renovar a política ou acabar com a corrupção no país”, mas que aos poucos vem demonstrando que suas investigações tem apenas o intuito em atingir determinados sujeitos e partidos político contrário aos seus ideais ideológicos.

A Operação Lava-Jato foi criada com o intuito de combater a corrupção na Petrobrás, ela não é poder fazendo frente ao Congresso, ao Judiciário. A Lava-Jato como força tarefa não tem o direito de enfrentar os pilares da república, como lhe caber-se o papel de opositor a ordem estabelecida. Porem fica a alerta que a grande mídia conservadora esconde da sociedade os fatos produzidos pela Vaza-Jato do The Intercept Brasil que mostrou o conluio entre procuradores, em especial a do responsável Deltan Dallagnol e do então Juiz Sérgio Moro da 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, que vazavam para órgãos da imprensa aliada. 

O que está acontecendo são sentença teratológica, servil a uma perspectiva punitivista e perversa de acusação a política. É público e notório a atuação da Lava-Jato, as relações espúrias de seus membros, referente a prática de lawfare suas táticas, que há muito tempo vem explorando as fissuras no sistema de justiça e do Estado Democrático de Direito. É sabido e notório que aos poucos a sociedade vem tomando conhecimento das atrocidades praticada pela Lava-Jato de Curitiba, em relação aos julgamentos e condenações do ex-presidente Lula. A Lava-Jato é notoriamente vinculada ao sistema nacional/internacional financeiro e aos interesses de grandes corporações. Além do abuso de autoridade com o propósito de destruir a imagem política do ex-presidente Lula perante a opinião pública, com decisões espetaculosas de natureza teatral. O que aos poucos vai ficando claro qual era os objetivos desta organização. Esse abuso de autoridades, não é inédito. A Lava-Jato autorizou intercepção dos advogados do ex-presidente Lula e até a Presidenta Dilma Rousseff, vazou as conversas para os órgãos de imprensa amiga, em grave atentado às prerrogativas ao direito de defesa e segurança do Estado.

Mas uma vez o Estado através do seu braço justiceiro atacou e cooptou o poder do Estado para fins políticos ideológico, em clara prática do lawfare, fato perverso e, que roem o Estado Democrático no Brasil e em outras nações. São ações encalcas, que veda aos excessos de seus membros dentro e fora dela. Agentes que julgam e continua utilizando a mídia para fazer a população condenar o, que eles já consideram culpados e condenados. só faltando o aval da sociedade, como se fosse na época da inquisição também chamada de Santo Ofício, essa instituição era formada pelos tribunais ligados à Igreja Católica que perseguiam, julgavam e puniam pessoas acusadas de se desviar de suas normas de conduta. As punições eram muito pesadas com a morte na fogueira, a prisão perpétua e do confisco de bens, transformando numa atividade altamente rentável. Incentivava a delação, o pânico era generalizado, todos eram suspeitos em potencial. O acusado era convocado a se defender no tribunal.  A sentença do suspeito era interrogada por três inquisidores. Um deles, o inquisidor-mor, dava a sentença final. A defesa era difícil e raramente o réu tinha direito a um julgamento justo. As sentenças do tribunal ocorriam na praça central da cidade e eram grandes acontecimentos público em sua época!

A Lava-Jato criou a fama do “caça corrupto” e a imprensa alimentou a prestidigitação de uma classe média obtusa e sorrelfa. A fecundação politizada do discurso e de uma insipiência abissal, nada mais é do que uma homenagem aos corruptos, em suas delações mentirosas e falseadas tiveram seus roubos legalizados pelos justiceiros. Desde os escândalos do Banestado de bilhões de reais para o exterior através das famosas Cartas CC5. Procuradores e do juiz criaram a narrativa e imagem do herói, que não investigava nada e, ainda pedia para os procuradores não investigarem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para não melindrar a elite política e financeira.

 Inacreditável a demência da sociedade brasileira, que triste a situação, não se pode ser opositor ao regime da toga, porque estamos andando para ser o país da mentira, da mendicância. É triste que a tara destes justiceiros é tão grande, acham normal e dizem que o objetivo é a caça aos saqueadores dos bens públicos. Pior é ver gente aplaudindo um lixo desses. Hipócritas, horror viver num país que as leis tem como objetivos principal, perseguir o inimigo político e, faz de conta que tem um judiciário sério, faz de conta que o país é sério, faz de conta de que estão combatendo a corrupção. O caso de Youssef é um exemplo típico: Sérgio Moro, se considerarmos as graves ilicitudes, os valores envolvidos e as inúmeras reincidências do doleiro foi extremamente indulgente, generoso. Alberto Youssef estaria certamente fadado a morrer na prisão cumprindo as penas a que foi condenado. No entanto, já estará em casa e em março do ano que vem solto. Muito provavelmente preparado e disposto a cometer novos crimes.

Em novembro de 2015, o jornalista Henrique Berangê publicou uma matéria na Revista Carta Capital com o parágrafo – “O Juiz Sergio Moro coordena uma operação que investiga sonegação de impostos, lavagem de dinheiro, evasão de divisas intermediadas por doleiros paranaenses. Foram indiciados 631 suspeitos de terem remetidos para o exterior aproximadamente de 134 bilhões de dólares, cerca de 500 bilhões de reais na cotação do dólar à época”. Que ficou conhecido como o “Escândalo do Banestado” fato este ocorrido no final dos anos 90. Através das Contas ‘CC5” escancarou-se as portas da evasão e extorsão de recursos que transmigraram para alimentar as já vultosas reservas de empresários, políticos, grupos de mídia no exterior.

Foi aberto uma CPI no Congresso, virou uma grande pizza; o Banco Central de acordo com os noticiários boicotou as investigações e a grande impressa silenciou, tal como, como sobre o conluio da Lava-Jato. A Justiça foi convenientemente lenta, os crimes prescreveram, só foram punidos alguns integrantes da ‘arraia miúda’. Ironias da história: o Grupo Globo, o patrono, defensor, padroeiro e protetor do Sr. Sérgio Moro, cometeu os mesmos ilícitos que foram denunciado na Operação Lava-Jato, desta vez não foram arquivadas as diligências policiais e ações judiciais e o herói nacional Sérgio Moro pode posar de “superstar”, na luta contra a corrupção, herói nacional, endeusado pela grande mídia e grande parte da sociedade em diversas camadas sociais. Principalmente em gratidão a não investigação e abertura de processo criminal, do desviou do Banestado. O silencio da mídia se representou na Operação Zelotes por prática de sonegação de impostos.

A sociedade parece estar sofrendo de alguma demência intelectiva, o idílio e porque não um namoro ao Moro-Youssef em 2003. Apesar do protagonismo central do doleiro na prática de ilícitos, ele foi beneficiado pela delação premiada, ficando livre, leve e solto, que foi concebida sob expressa condição de promessa de ilibada conduta futura. Porém após onze anos depois, em março de 2014, na famigerada Operação Lava-Jato, quem foi outra vez e preso sobre acusação de desviou e lavagem de dólares o sr. Youssef pelo mesmo julgador das causas ilícitas do passado. A grossa corrupção que marcou os dois períodos de governo do príncipe da privatária o presidente Fernando Henrique Cardoso mais conhecido por “FHC”, foi varrida para debaixo do tapete. O Ministério Público Federal e o Poder Judiciário taparam o nariz e fecharam os olhos. Dizem por aí que a Lava-Jato apurou pagamentos de propinas de valores acima dos 10 milhões de reais, mas que representa apenas 1,7% dos valores desviados dos cofres públicos do caso Banestado e Zelotes.

O ativismo político do Judiciário ficou evidente após a operação Lava-Jato. Onde seus métodos arbitrários não respeita as leis, da sua parcialidade contra o Partido dos Trabalhadores e principalmente contra o ex-presidente Lula. O grande troféu a ser conquistado pela Lava-Jato de Curitiba. Tirou o Lula da eleição em 2018, mudou a interpretação da lei para prendê-lo e logo após a eleição, mudaram o entendimento da mesma lei para solta-lo. Foram muitos os benefícios de que fizeram suas delações com diversas modificações em depoimentos ao então procurador Deltan Dallagnol e ao então Juiz Sérgio Moro desde que acusassem o ex-presidente Lula em suas delações. Mas foram muitos os beneficiados com a barganha de delatar inimigos políticos de Moro sem apresentar provas. Para tanto, bastava acusar quem Moro queria que o delator já estaria com a taça na mão.   

Segundo o Uol, “Como o Dario Messer doleiro dos doleiros, que pagava mensalão a Januário Palulo, não foi investigado pela Força-tarefa de Curitiba?” Como agiam os filhos de Januário, revelados pelo Intercept. Dallagnol e Januário Paludo, sob o comando supremo de Moro, trabalhavam como generais da guerra de versões na mídia e entre os procuradores para denunciar sem provas petistas. Houve, portanto, método de decisão para desqualificar o voto do povo e, junto, a democracia. Para tanto, ignoram até a Constituição. Transformaram a imagem do PT, mas principalmente a de Lula em detratores. O objetivo principal era devolver o poder a quem atenda aos interesses da elite. Entretanto, é que ninguém afinal sabe onde irá parar esta farsa. A grande mídia oligarca sendo uma das principais interessadas, fará contra o Partidos dos Trabalhadores e seu maior líder a parte suja em 2022, vai buscar outras estratégias mais vis do que essa. Como é jocoso se não fosse sinistro, ver a falcatrua de Curitiba apelando para a constituição, a mesma que eles deram um bico na hora de perseguir petistas, principalmente Lula.

O corporativismo do CNMP protelou o adiantamento do julgamento Dallagnol fugir de punições pelo seu ativismo político. Tal faz de conta ao julgarem Deltan pela apresentação do famoso “Power point” que teve seu processo arquivado depois de conseguir quarenta e duas vezes o adiantamento.  A Lava Jato, que cometeu crimes de monta para atingir seu objetivo de tirar Dilma da presidência com um golpe político retirando do executivo, sem que se provassem algo contra,  condenaram e prender Lula para que o Bolsonaro vencesse a eleição e transformar Moro em ministro, agora fala em respeito às leis sem que nenhum deles purpureasse de ignomínia. Agora pede que se respeite as leis vigente e a Constituição. Reflexões sobre a necessidade de libertar o Brasil do jugo a que está submetido a sociedade em sua grande maioria. Fica a indagação há quem recorremos, há um Ministério Público e a Justiça, que não responde pelos seus erros cometidos durante julgamentos; agem contra o cidadão prendendo. E depois de alguns dias e até ano, se ficar provado que não eram culpados.

Membros do MP/Judiciário participa de atos políticos, defende objetivos meramente de cunho ideológico político, seguem uma longa tradição de ilegalidade e abuso do poder. Revela o caráter autoritário e ilegal que marca a atuação autoritárias, em um sistema injusto do cunho legal. Realizações espetaculosas de busca e apreensão, que posteriormente não prova nada contra o indivíduo, com cobertura midiática, de modo a promover a condenação prévia dos investigados, não prescinde do respeito às formas jurídicas. Onde os fins não justificam os meios, não prevalece o devido processo legal e a presunção da inocência, criminalizam e estigmatizam degradando o Estado de direito. Sem observar os limites legais, não haverá justiça, cuja intenção, declarada, é destruir tudo o que foi construído no passado, semear o ódio, a violência e a ignorância?

Entrevista do Procurador Wilson Rocha, ao site: The Intercept Brasil – “Lava-Jato e o Ministério Público Federal são responsáveis pela fragilidade das instituições”, lavajatismo alçou  extrema direita ao poder e gerou desgaste da imagem do próprio MPF. Os excessos cometidos por operações, colocaram a instituição em xeque perante a opinião pública. Os constituintes brasileiros projetaram o “MP” como um órgão garantidor de direitos, com atenção especial aos direitos difusos e coletivos, aqueles que pertence à toda a sociedade, sem terem um dono específico, porém, o que vem ocorrendo e prevalecendo a sua face policial, principalmente “Para quem tem um martelo na mão, tudo vira prego. O martelo na mão do MPF é a ação penal. E tem coisas que não se arrumam com ação penal”. Entre elas, os crônicos problemas dos sistemas político e eleitoral brasileiros.

Para Rocha, a solução deles “passa por uma sociedade mais autônoma, inclusive em relação às instituições, com capacidade para reivindicar seus direitos de forma mais efetiva, controlar o gasto público de forma mais efetiva. O controle social da probidade administrativa é algo que se discute muito pouco no Brasil. É um caminho mais difícil, mais lento, que não dá protagonismo às instituições, que não transforma nenhum agente estatal em herói”. E a ânsia por protagonismo político personalizada em figuras como Deltan Dallagnol, Robertson Pozzobon, Carlos Fernando dos Santos Lima e Diogo Castor de Mattos, figuras mais vistosas e vaidosas da Lava Jato no MPF, coloca em xeque o próprio desenho institucional do órgão. O mesmo Ministério Público que persegue e expõe acusados em ações midiáticas é o responsável por garantir o acesso a todos os direitos previstos na Constituição. Como, por exemplo, à ampla defesa em processos criminais.

Talvez nada simbolize tão bem o desprezo da geração de procuradores e juízes alçada ao estrelato pela Lava Jato – “Não há Ministério Público no mundo com esse perfil, o de uma instituição que é titular da ação penal e, ao mesmo tempo, tem instrumentos poderosos para a tutela de direitos difusos coletivos”, Rocha observou. “Eu acho que a Lava Jato e esse modelo de combate à corrupção mostram o colapso dessa arquitetura institucional. Eu particularmente hoje defenderia a existência de instituições diferentes, em que essas duas funções estivessem separadas”.

O brilho de Lula faz a estrela do PT brilhar mais e mais, nesta excludente sociedade brasileira e, porque não global. Não se apagará de modo algum da história do Brasil, nem do coração dos pobres. Pode dizer que sua condenação em 1ª e 2ª instância em tempo relampado, foi providencial para que não concorresse ao cargo máximo da nação 2018. Cenário de um país colonizado e cada vez mais neoliberalizado como o nosso, a presença de um personagem como Lula passa de fator de conciliação entre classes a grande perigo para as elites que usurparam o poder com mecanismo jurídico e acusações de lawfare contra este grande líder. Lula continua sendo um fator político fundamental, talvez o mais fundamental no contexto de uma democracia cada vez mais em ruina. País que se tornou terra de ninguém, o desejo do povo manifesto nas urnas só será aceito entre aspas se ele coincidir com o desejo das elites, as mesmas que, servas do grande capital, transformam o Brasil inteiro em um mercado barato, vendendo-o em termos de commodities a preço de banana.

O Brasil nesse contexto depaupera a democracia, se não manter a resistência contra a ditadura corporativa, midiática, judiciária cada vez atuante. É claro que resistir e urgente é necessário, mas também não podemos ser ingênuos diante dos jogos que estão sendo tramados na nossa costa. O Partido dos Trabalhadores e suas lideranças estão no escopo dos neoliberais pelo colonialismo externo do grande capital e no colonialismo interno de políticos, banqueiros e outros donos do Brasil. Conseguiram uma proeza incomum na sustentação deste neoliberalismo de rapina e, ao mesmo tempo desorganizam os movimentos sociais. Estes são alguns dos nossos paradigmas sócio-político que está atormentando a classe trabalhadora, sabemos que a democracia não é para todos, haverá distinção na sua aplicação. Só o que se pode esperar de um governo neofacista, os piores tempos de nossa história. Perdemos a ingenuidade diante dos acontecimentos. A democracia se torna a cada dia um assunto menor?

Fato é que o Brasil não é mais o mesmo depois do golpe, Michel Temer e do atual Presidente Jair Bolsonaro conseguiram uma ante proeza fundamental na política brasileira da união das forças de direita e ultradireita em torno de um projeto ultraconservador que só privilegia as classes dominantes financeiros, fabris e agronegócio do Brasil e principalmente as elites internacionais. Entrará Rodrigo Maia para confirmar a trilha da retirada de direitos socias dos trabalhadores e, privilegia os barões endinheirados nacionais e internacionais, deixando claro que trabalhadores não precisa de colchão social, nem de dignidade, ou quaisquer outros valores que contavam na época anteriormente ao golpe de 2016. Não é possível, não pensar nestas figuras que nos representa no Congresso, não nos representam. Não é possível não se perguntar como deixaram o Brasil se tornar uma terra de ninguém, sem história, sem coragem, sem brilho, sem vergonha. Qualquer pessoa a quem a questão da dignidade ainda fizesse sentido, que ainda tivesse um mínimo de amor próprio. Perderam a subjetividade, aquilo que os antigos, chamavam de alma, esses não sentem nada.

Mas por que gastar tempo falando enquanto os direitos trabalhistas vazam pelo ralo, enquanto vários outros direitos se perdem no meio da desregulamentação da economia, da privatização e dos demais aspectos que fazem parte de um programa neoliberal?

Num país que precisaria de líderes democráticos, de um projeto de país, que se produz a conspurcação do desmantelamento do Estado, da sociedade e assistimos à destruição do país. Nada mais são protótipo do político brasileiro, aquele que chegaram onde chegaram prometendo trabalhar pelo povo e para o povo. podemos citar muitos nomes que acompanham a covardia dos neoliberais. Não pode esquecer dos agentes do Judiciário que hoje, sem provas, sustentados em convicções em nível de delírio, que fazem lembrara época inquisitória, onde as cruzadas ditavam de quem era culpado ou inocente. Tentam encontrar um lugar ao sol enquanto todos percebem que se valem de um ódio, no caso dos mais famosos atualmente, de um ódio contra Lula e o Partido dos Trabalhadores. O ódio destrói, o ódio, é implantado em corações vazios, em mentes despreparadas, por meios da mídia que passa ser o zagal definindo quem é inocente ou culpado. Sistema neoliberal passa ser o sutra a ser seguido e a servidão voluntária ao mercado, ao capitalismo neoliberal.

O que Lula significa para o atual sistema neoliberal? 0 líder que tenta atrapalhar o poder econômico, o dominante, será destruído, descartado, eliminado. Lula é o mais amado venerado por uns e odiado por outros. Altamente expressivo como ser humano, capaz de encantar os mais exigentes estadistas mundiais e as massas populares, continua impressionando os intelectuais com sua maneira simples, os que pensam e até aqueles que não se preocupam muito com política. Ele foi e continua sendo o mais perigoso dos líderes capazes de atrapalhar o cenário político previamente estabelecidos pelos donos do Brasil. Ele é amado pelo povo que nele se reconhece e nele votaria. Me refiro ao povo, às pessoas das classes humilhadas e exploradas que nesse momento, passam a amá-lo mais ainda. Do mesmo modo que, aqueles que ainda não tinham percebido a sua dimensão, diante das injustiças das quais é vítima, passam a adorá-lo.

Não há dúvida, sobre os sabujos do neoliberalismo. Que não respeitam as ideias contrárias, ele não gosta de Lula, não gosta de esquerda, mesmo quando se favorece com as lutas dos direitos e garantias sociais levadas adiante por movimentos, ativistas e até políticos de esquerda os rejeitam. O neoliberalismo não respeita nada que não seja útil ao sistema capitalista rentista financeiro. Aproveita-se da inércia da população. Para essas pessoas, a política vira uma humilhação. A política deve ser rejeitada, pensam aqueles que não sabem o que dizem, nem o que fazem. Típica de uma sociedade incapaz de fazer uma reflexão voga política, movida a desinformação e ódio, impedem a compreensão do significado de Lula para o Brasil. Onde os detentores do poder econômico, os bancos nunca lucraram como nunca, e como também não pode esquecer que uma imensa parcela da população brasileira que era invisível aos olhos do grande capital obteve ganhos.

Tornou-se insuportável justamente para a elite dominante que ganharam como nunca ganharam em outros governos. Porem já mais aceitaram a perca de comando sobre a ralé que eles tinham aos seus pés e faziam de criados. Lula continua em seu papel como sempre representando o povo, com um papel incomparável no trato com os menos visíveis desta pirâmide. Perseguido e aviltado, como é inevitável a um líder de sua pujança, mas altivo e sem dever nada a ninguém, ele nos deixa um recado em suas palavras  “não há solução para nenhum país que não seja uma solução política, a desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”. O presidente Lula foi condenado como já se esperava, sem provas, a partir de puras convicções do imaginário de um juiz parcial e que tinha partido.

O que está ocorrendo no Brasil é abuso da lei contra instituições ou pessoas que tem um viés de esquerda, serem perseguidos pelos poderes da república, onde são denunciados, julgados e condenados. Exemplo: se for de direita, pode ser gestor público corrupto tranquilamente. Um corrupto de direita é algo absolutamente aceito, inclusive pela classe média. O capital privado se apropria do Estado brasileiro desde o Império e continua nos pós mudança de sistema político para o republicano, que não é outra coisa senão é a capitulação do público aos interesses privado, excluindo a população daquilo que deveria ser um bem público.

Reconhecer os abusos da “lava jato” fará bem à Justiça. Supremo deve julgar a suspeição de Moro, isso é para o bem e vai enaltecer a imagem do país fora, de que é um país sério, que sabe corrigir seus erros. Teve uma decisão do “CNMP” insensata que procrastinaram por 42 seções para julgar o procurador Deltan Dallagnol, para depois dizerem estava prescrita, não podemos aplicar sanções. A Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo presidente Lula em 2010, e a Lei da Colaboração Premiada, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 2013, se voltaram contra o próprio PT? A boa-fé dos governos do PT em fortalecer todas as instâncias dos órgãos do Estado ao combate à corrupção, deixaram brecha em sua regulamentação pelo legislativo. A esquerda foi muito ingênua e não esperavam que os órgãos de repressão fossem se valer de lacunas jurisprudências desses novos instrumentos para se fazer política, fosse usada com fins políticos partidários voltados para um projeto de poder.  

O país está vivendo um vácuo dessa política que tem como objetivo excluir a esquerda dos pilares da república do Brasil. O instituto da delação premiada viabilizou a “lava jato”, foi corrompido com finalidades políticas muito claras. E que tinha a finalidade de obter um resultado político específico. Quando a “lava jato” surgiu, muita gente, até bem intencionada, se entusiasmou com a autodenominada força-tarefa. Ela podia ter colocado o país nos eixos. Não escancarou o patrimonialismo brasileiro, não permaneceu republicana. E não tinha como objetivo de desatar os nós do patrimonialismo brasileiro, que é essa apropriação do Estado pelo capital. Onde o projeto capitaneado pelo Moro, orientou a “lava jato” com finalidades político-partidárias. A Lava Jato é pra quem eles querem abaterem. Não fiquem usando a justiça como instrumento para regularem as eleições condenando sem provas.

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