O Brasil está tornando-se um workshop do capitalismo destrutivo?

O que está sendo esfacelado é a consciência do que é a doutrina democrática com seus desfecho e consectário como proventos inerente e intrínseco, no âmago da natureza, do direitos de minorias e, ante de tudo, os direitos dos trabalhadores, que tem como objetivo principal a formação de um novo consenso social e político abertamente conservador, por meio da proliferação da inverdade como artifício de guerra e da insubordinação da ideia pública axiomatizada, baseada em argumentos congruente adulteráveis da manipulação por meio da porfia pública e através das redes sociais. Brasil está tornando-se um workshop do capitalismo destrutivo e, que ficará incapaz de ter controle, com a participação direta da extrema-direita nacional e internacional. Não é particularidade do Brasil, mas aqui esses movimentos vêm ganhando força a cada dia com impactos globais.

A população é escamoteada, sem se dar conta que está sendo saqueada, principalmente pela dívida pública galopante, que só haverá um ganhador nesta corrida o monopólio oligarca financeiro nacional/internacional. Há muito ódio e frustração sem direção sendo canalizados por discursos de ódio. É isso o que está destruindo a nação brasileira. As elites do dinheiro têm como principal objetivo a composição de um capitalismo selvagem, deletério e mudável, com um Estado depauperado e que seja controlado por estes oligarcas do sistema financeiro global como figuras e autoridades central. Esta é a realidade nossa, somos saqueados e responsabilizados por estas ações destrutivas. Onde principalmente o Banco Central do Brasil que é uma autarquia, mais opera nos modems dos bancos centrais privados e conforme as normas do poder econômico global, é um monopólio privado. Nesse ponto concluímos que há indício que apontam que o grau de independência que o Banco Central do Brasil adquiriu guarda relação com pressões auferidas por elites económicas que se beneficiam dos títulos da dívida pública brasileira. 

O Brasil desde o golpe de 2016 com o afastamento da Presidenta Dilma Rousseff, vem destruindo seus programas de ações sociais, levando uma grande parte da sociedade de invisíveis ficarem outra vez a descoberta da proteção alimentar. Precisamente em época de catástrofe como estamos passando neste momento, com a pandemia do Covid-19 em nosso país. A nação passa por uma extrema situação em que seu maior governante nada faz para apaziguar o desastre social. O Presidente Jair Bolsonaro é um dos representantes deste laboratório exclusivo e primitivo do regime rentista, representando a extrema-direita despótica global sem sensibilidade e empatia humana em relação aos seus compatriotas.

Quando fazemos uma avaliação do nosso estado social atualmente, ficamos desanimados e confusos do porquê a maior parte da população de classe baixa e, até média não acordaram ainda para a destruição da sua própria existência neste atual contexto de retiradas de direitos sociais, que está sendo aplicado cada vez mais com obrigações e deveres. Só há espaço a manipulação, através da grande mídia que induz a criar um mundo falso e enviesado. Tal como, o que a religião pentecostal passou a se organizar como partido político, pretende se aproveitar dessa ignorância construída e lenimenta e emoliente para fabricar um consenso reacionário e fundamentalista no País. Com estas táticas abrirá enorme espaço no uso instrumental da pobreza neste novo modelo de poder. A sociedade latina é em sua maioria construída por um pragmatismo de que o mundo da política é feito de corrupção, a final o que importa é o que sobra para ele no final das contas. Enquanto este dinheirinho estiver entrando, haverá apoio a esta forma de administrar as nações. Principalmente a submissão e o enfraquecimento do continente latino as grandes potências econômicas.

 Há algo deste novo século XXI e vem ocorrendo mudanças na forma como se exerce o poder em todo o mundo. Quando remetemos ao passado e, na medida em que associado tanto a discursos ultraconservadores e xenófobos quanto a práticas inquisitoriais e oligárquicas. A principal característica dessa nova forma de exercício do poder é a ausência de limites, o que pode ser observado com a emergência de experiências autoritárias a partir da chegada ao poder político de pessoas como Donald John Trump político americano, atual presidente dos Estados Unidos, Matteo Salvini político italiano midiático, Viktor Mihály Orbán um político húngaro conservador e ultradireita da Hungria, Recep Tayyip Erdoğan político turco e atual presidente da Turquia,  e Jair Messias Bolsonaro capitão reformado, político e atual presidente do Brasil.

O que há nesta nova composição, é sua engenhosidade do modelo de governar com mãos de ferro, é que essa nova forma de governabilidade que surge da crise produzida pelos efeitos do neoliberalismo com o esfacelamento dos laços sociais, demonização da política, construção de inimigos, desestruturação dos serviços públicos. Que não interferem no projeto neoliberal e, portanto, não alcançam a causa da cólera e do ressentimento da população. Burlando as leis vigentes em seus países e criando inimigos imaginários aos “direitos humanos”, a “democracia representativa”, a “degradação moral e das minorias”. Que são apresentados como os responsáveis pelos problemas concretos suportados pela população. Pode-se, então, falar em um novo neoliberalismo, “ultra-autoritário”, que não só se alimenta da crise e gera crises para esse fim, como também fabrica e persegue “culpados” pelos danos causados pela própria lógica neoliberal.

A democracia deve ser entendida como uma corrida do presente rumando ao futuro, apontando como uma sociedade em que seus cidadãos não precisem apostar no autoritarismo por medo de exercer a liberdade, como caminho a ser seguindo. Onde o coletivo seja prevalecido com a efetiva participação popular na tomada das decisões políticas e econômica-socias, voltada à concretização dos direitos e garantias fundamentais, o que só é possível com limites rígidos ao exercício do poder, não é possível afastar a hipótese de que essa deriva autoritária é o resultado da estratégia de culpar a democracia pelos efeitos das políticas neoliberais iniciadas no Chile após o golpe de Estado que derrubou Salvador Allende, dos regimes autoritário implantado nos países sul americano com apoio do grande império estadunidenses. O neoliberalismo é vendido ao cidadão como uma resposta à atual crise. Da mesma forma no passado o fascismo foi apresentado nos anos de 1930 na Europa, que levaram a tomarem por opções autoritárias. Esse autoritarismo que hoje prevalece em várias continentes. Que com certeza foram arquitetados pela ultradireita na manipulação de sentimentos compreensíveis de retorno a um passado tenebroso.

Se, por um lado, o novo neoliberalismo no Brasil, com Bolsonaro; nos EUA, com Trump, surge como um “feedback” populista, que manipula afetos produzidos no limítrofe entre aqueles causadores da insatisfação popular com um devido governantes que estão danos ao neoliberalismo, por outro, continua a servir aos mesmos objetivos, mais precisamente: a busca de lucros ilimitados, a financeirização do mundo, a destruição dos obstáculos ao poder econômico e o controle dos indesejáveis pobres e inimigos políticos do neoliberalismo selvagem. Em resumo, com ou sem verniz democrático, o neoliberalismo, que se revela adaptável a qualquer ideologia, inclusive à regimes de autoritário disfarçados de democracias, o que sustenta e atende à lógica do capitalismo global. No campo econômico se privatiza tudo irrestritamente em prol do capitalismo global. Reforça o discurso nacionalista para atender aos interesses do poder econômico. 

Entretanto, existe sempre que necessário para facilitar o lucro astronômicos em prol dos detentores do poder econômico. Compreender o que é o neoliberalismo hoje, seu caráter plástico e plural, é importante para não cair na ilusão da falsa oposição entre o neoliberalismo clássico e o neoliberalismo ultra autoritário, isso porque um só existe em razão do outro, certo que os dois miram os mesmos objetivos e atendem aos mesmos interesses o acúmulo de capital . Portanto, o importante neste conjunto de teoria e modelos econômicos e reconhecer hoje se há valores condicionado na forma de ver e atuar os donos do poder econômico globalmente. Na América do Sul os países são obrigados a submeterem a este modelo econômico neoliberal e autoritário, como workshop para as experiências do neoliberalismo impostos pelas grandes potências econômicas. Este continente com certeza é o local ideal para essa nova experiência que une mercado rentista, eliminação da democracia e práticas autoritárias.

Será que já não estamos mais em um Estado Democrático de Direito, que ainda prevaleça o bem estar social. A Constituição que nos amparava em direitos, como nos dar deveres a seres compridos como cidadãos em uma sociedade livre aos poucos está sendo destruída, aos caprichos do neoliberalismo que vem se apoderando de tudo com os exorbitantes acumulo de bens, em prol de uma minoria e excluído a maioria? Já não se consegue citar a Constituição para fazer valer um direito. O que isso se chama Estado de Exceção que tem como a mascará neoliberal tomando de assalto as nações que são governadas por governos com víeis progressistas/sociais. Quem pode mais faz o que quiser, como assim podemos citar todo acabaço do judiciário que trabalha a serviço dos poderoso, aos olhos da população perplexa sem saída. Então, essa turma toda está trabalhando muito pelo que lhe interessa, mais e mais poder.

A ausência de rupturas históricas com um passado de arbítrio, violência, entre pessoas fez com que a sociedade brasileira permaneça lançada em uma tradição autoritária que leva à crença no uso da força, ao medo da liberdade, ao ante intelectualismo, ódio e a inveja do conhecimento, ao convencionalismo aderência rígida aos valores da classe média mesmo que contrários às conquistas civilizatórias, à tendência à simplificação da realidade a contentar-se com explicações simplistas e refrão como “Caça aos marajás”, “Lava-Jato a procura de corruptos” e ausência de reflexão, à submissão autoritária, atitude submissa e acrítica diante de autoridades idealizadas, o anti-intracepção e seus cruzamentos, oposição à mentalidade imaginativa e sensível, à eficiência, eficácia, disposição para crer em ameaças no mundo que se originam de fortes impulsos inconscientes, dentre outras distorções típicas do pensamento autoritário. Em um país com essas características, que nunca conseguiu romper com o imaginário perverso gerado por fenômenos como a escravidão e a ditadura militar, a desigualdade social para citar apenas alguns exemplos, não é difícil entender como tanta gente ainda aposta em medidas autoritárias e racistas.

A liberdade, por sua vez, deixou de ser um valor inegociável e passou a ser vista como uma ameaça e, ao mesmo tempo, como um obstáculo aos fins repressivos do Estado neoliberal como um sintoma de impunidade. Não há outra forma que não seja de uma tradição autoritária inserida no consciente humano que lhe condiciona estes desvios interpretativo naturalizando estas barbaras distorções autoritárias que a sociedade Contemporânea anda encarando. Tal como, mortes desnecessárias e prisões ilegais, já não a chocam mais, passa a ser tudo natural essa prática autoritária. As negativas do judiciário explicam a que estamos sendo encaminhado a serviço de projeto neoliberal ou, conforme o que se querem interpretar, de que já não se reconhece os limites éticos, legais ou mesmo constitucionais produzindo igualmente mudanças na subjetividade.

Portanto, passa ser reconhecido à imunização do mercado e dos detentores do poder econômico contra qualquer ameaça intervencionista por parte de governos progressistas. A que se propõe a eliminação de tudo aquilo que possa representar um risco ao neoliberalismo e a propriedade privada mercadológica, com à livre circulação do capital, ao lucro, enfim, aos interesses dos detentores do poder econômico. E isso pode se dar tanto no que diz respeito à proteção do mercado contra práticas sociais ou políticas democráticas de redistribuição de renda ou regulatórias, quanto na eliminação, inclusive pelo sistema de justiça, dos inimigos do projeto neoliberal através de medidas autoritárias.

Pode-se afirmar de que há um workshop global onde se configura um novo neoliberalismo autoritário com oficinas regionalizadas em cada continente, no qual as democracias liberais/progressistas serão de uma aparência trivial a serviço do neoliberalismo. Onde quem vai pagar a conta para se manter esta máquina destruidora de direitos socias. Dando lugar novamente aos Chicago Boys com mais experiencia no trato com a economia gerido pelo mercado. O momento neofascista no Brasil teve seu auge no início de 2016, onde os movimentos de direitas assumiram o protagonismo político, tirando o Partido dos Trabalhadores do poder na qual a sociedade em sua maioria lhes ortigou o direito de administrar a nação por mais de 13 anos como gestores dos bens sociais, naturais e econômicos. No caso brasileiro, tirar o Partido dos Trabalhadores do poder exigiu um duplo golpe: primeiro um golpe parlamentar, com o impeachment de Dilma em 2016, e depois um golpe judicial, proibindo Lula, o favorito da pesquisa, de concorrer às eleições presidenciais de 2018. Aí entrou os atores coadjuvantes que foram os togados que concluíram o golpe final no Estado democrático tudo foi dentro do jogo.

Economistas, políticos e até os mortais comuns já tem uma percepção de que o neoliberalismo, uma teoria capitalista construída na fé do livre mercado, desregulamentação e governos mínimos, e que dominou as sociedades pelas últimas 04 décadas chegou ao limite. Essa ideologia que foi colocada em foco longo após o colapso financeiro global nos anos de 2007/08, deixou de beneficiar o bem-estar da maioria dos indivíduos, o que significa que não possuem os meios para manter um padrão de vida acima do nível da pobreza. A desigualdade de renda cresceu mais que em qualquer outro tempo do século passado. O neoliberalismo está levando o máximo a concentração de riquezas, levando cada vez mais o aumento da desigualdade até nos país desenvolvidos e principalmente em países subdesenvolvidos, a concentração massiva de riqueza e a desigualdade é impressionante e continuam a moldar a economia global. Significa um ódio à política democrática que tem como prioridade o social.

Atualmente estamos vivendo tempos de acúmulos de riquezas e aceleramentos da pobreza em escala global independente se o país é desenvolvido ou não. Neste impasse em que o sistema financeiro mundial se encontra. A importância e a atualidade do pensamento de Karl Marx diante das transformações da sociedade capitalista e do mundo do trabalho, passa ter uma importância em vista as transformações pelas quais está passando o capitalismo e, se faz urgente uma análise sobretudo nas relações sociais que integram a transformação socioeconômicas que leva do mundo feudal e escravista à sociedade capitalista rentista. Marx em suas teorias deixada para a prosperidade critica as bases da economia política, fundamentada na ciência que tenta não apenas explicar o capitalismo, mas justificá-lo, ao mesmo tempo em que põe para fora as vísceras do funcionamento das sociedades capitalistas e as relações sociais no qual foi fundamentado o capitalismo financeiro rentista de que eles não precisava mais do trabalho. Desse ponto de vista Marx é cada dia mais urgente de ser lido. E de ser lido de verdade, no sentido de acompanhar com ele as dificuldades que ele   examina, e aprender com ele a pensar. Porque eu acho que isso é o mais genial do Marx: ele é um analista do mundo concreto. Ele chega às relações concretas sociais, mas para chegar aí, é preciso enfrentar todas as formas de pensamento que tentam ocultar esse mundo real.

O que Karl Marx tinha como opinião sobre a formação do capital era de um viés ditatorial, de opressão sobre o comando de uma elite formada por uma minoria que comandava a mão de ferro a grande maioria que era de proletariado. De acordo com Marx, capital e trabalho apresentam um movimento constituído de três momentos fundamentais: 1º – “a unidade imediata e mediata de ambos”; significa que num primeiro momento estão unidos, separam-se depois e tornam-se estranhos um ao outro, mas sustentando-se reciprocamente e promovendo-se um ao outro como condições positivas; 2º – “a oposição de ambos”, já que se excluem reciprocamente e o operário conhece o capitalista como a negação da sua existência e vice-versa; 3º – “a oposição de cada um contra si mesmo”, já que o capital é simultaneamente ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo trabalho acumulado; e o trabalho, por sua vez, é ele próprio e o seu oposto contraditório, sendo mercadoria, isto é, capital. Portanto não há outra forma que não seja a tomada de consciência de classe e a revolução são as únicas formas para a transformação social.

O que precisamos hoje, no Brasil e no mundo, é da democracia das grandes massas. Mas também para isso teremos de pensar o contexto internacional. Capital por ser uma relação social. E que relação social é essa? Extração de mais-valor de trabalhadores desprovidos das condições de assegurarem sua subsistência e precisando vender força de trabalho para sobreviverem. Se capital é esta relação, enquanto tiver capital, tem trabalho. Se a gente não sabe onde está o trabalho, é preciso olhar para o mundo. É verdade que o trabalho caracterizado como uma relação contratual de emprego com direitos a longo prazo está em profunda modificação. Estamos assistindo, exatamente pela expansão dessa massa de trabalhadores necessitados e disponíveis para vender força de trabalho, a redução de todos os direitos associados ao contrato de trabalho, e a própria eliminação do contrato de trabalho. Portanto, a subordinação quase que direta do trabalhador ao capital. Os desmandos continuam sendo avançados contra as massas populares com êxito. Com o beneplácito da grande mídia e do judiciário. Então, é nesse bojo que a gente assiste ao conjunto de extorsões, de expropriações, de roubos que vem sendo feitos contra as massas trabalhadoras no Brasil e globalmente.

E vemos isso de forma concreta, como no exemplo dos banqueiros da Wall Street o coração financeiro da cidade de Nova Iorque, onde se localiza o Centro financeiro mundial. Colocaram a sociedade na crise financeira de 2007/2008 devido sua ganância pelo acúmulo de capital e mais capital. São pessoas que publicamente declaravam ser a mais inteligentes do mundo, que estavam empregando pessoas e construindo capital para todos, fortalecendo a economia, mais que, na verdade, construíram riquezas gigantescas para eles mesmos e quase nada para os demais. Usa o ressentimento para desencadear batalhas culturais e boicotes econômicos até guerras, aos que se opõem ao neoliberalismo, na verdade, não são as batalhas centrais das vidas das pessoas, a fim de conseguirem o apoio a uma espécie de autoritarismo em que eles vai atravessar todos essa elites e produzir qualquer que sejam os resultados que eles se propôs. A sociedade tem que começar a entender o que a elite endinheirada do porque quer manter esta estrutura que cada vez mais acumula capital e mais capital, usam suas conexões em governos globalmente para obter lucro e mais lucros. Precisa analisar os fatos e conecta-los a causas de tantas crises econômica no sistema neoliberal.

Como e porque o mundo das finanças constitui um universo ultraparasitário (aquele que vive em função do outro, que se beneficia do trabalho do outro sem investir no seu) que goza de proteção inabalável. O sistema financeiro que tem seu apoio principalmente no meio midiático e, em leis que os protegem principalmente nos meios judiciários regionalizados em cada nação deste planeta. Por exemplo quando há uma queda acentuada das bolsas de valores as manchetes quase que automaticamente são disparadas pela grande mídia e redes sociais mundo afora. Sabe-se que os Bancos Centrais globalmente prestam apoio imediatos aos investidores financeiros, baixam taxas de juros e anunciam de imediato compras ilimitadas de títulos dos tesouros. Questões políticas ideológicas logo são deixadas de lado e de imediato são socializadas as perdas às custas dos proletariados. As cifras são recordes correrem ao sistema financeiros, direcionando recursos que eram fantasma aos olhos de um simples individuo comum, com taxa negativas. Que mais são em outras palavras, os Bancos Centrais passam até pagar aos seus filiados bancos (banqueiros) em forma de empréstimos negativos com garantias dos governos em seus países de origem.

Graças estas garantias eles possam resistir os prejuízos causados pelas suas próprias incompetências em administrar a anciã descontroladas pelo acumulo de riquezas. Em resumo, trata-se de restabelecer a rentabilidade do sistema financeiro e sua capacidade de pagar dividendos a seus acionários. Ela com certeza será convertida em uma forma de acumular mais capital que em parte do capital acumulado pelos capitalistas rentistas cada vez mais se expande na busca da valorização como capital de empréstimo no período de crise e de recessão. É um pouco lacônico, que a acumulação de capital monetário pode ser um fato conjuntural tornou-se um processo sistêmico no caso do capitalismo contemporâneo, nascido, primeiro, das relações imperialistas “Norte-Sul”, depois, dos mecanismos institucionais de transformação dos salários em capital monetário através dos sistemas de aposentadoria por capitalização e nutridos, em seguida, pela emissão de títulos de dívida privada e, cada vez mais, de dívida pública nos países capitalistas centrais. Estamos diante de direitos de saques virtuais da mais-valia atual e futura, no caso de títulos da dívida pública. Eles representam um capital para aqueles que os detêm e aguardam um retorno.

O jornal francês Le Monde publicou recentemente um artigo do filósofo brasileiro Vladimir Safatle, professor de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP). Para ele, os governos anteriores, paralisados por um sistema de alianças estapafúrdias, suscitaram esperanças que não podiam cumprir, deixando a extrema direita prosperar em meio à frustração social. “Todos os dias o Mundo fica consternado ao ver o Brasil – uma das dez maiores economias mundiais e o ator político mais importante da América Latina – sob o controle de um governo cujo militarismo, a brutalidade, a violência contra segmentos vulneráveis da população, o desprezo pelo meio ambiente, nos remetem a algumas das principais características dos regimes fascistas”, escreve Safatle.

Segundo o professor, todos nós sabemos que o consenso sobre o modelo de democracia liberal no Brasil não existe mais, mas ainda não se sabe até onde seu desaparecimento pode levar o país. “Nesse sentido, é possível que o Brasil seja hoje um laboratório global no qual estejam sendo testadas novas configurações do neoliberalismo autoritário, onde a democracia liberal se veja reduzida a mera aparência”, diz ele. “Uma das consequências mais visíveis desse neoliberalismo autoritário é a submissão de qualquer política ambiental aos interesses imediatos da indústria agroalimentar, um dos setores chave de apoio a Jair Bolsonaro. Nenhum protesto da sociedade tem verdadeiramente peso contra essa lógica baseada no desrespeito colonial secular pelos povos indígenas, no nacionalismo paranoico e na reedição de processos antigos de conquista de terras”, afirma Safatle.

O filósofo explica que muitos se perguntam como o Brasil chegou a esse ponto tão rapidamente. Aparentemente, o país tinha conseguido construir uma democracia consolidada, se aproximando de um lugar cada vez mais certo dentro do novo cenário econômico internacional. “Muitos observadores se lançam em vastas explicações históricas que não levam em conta as contradições imediatas. Porque a questão central é: qual foi, nos últimos quinze anos, a fragilidade do Brasil capaz de levá-lo a tal degradação?”, pergunta o professor.

Frustração é difícil de gerenciar – “Nesse sentido, seria conveniente assumirmos, como ponto de partida, que a experiência brasileira foi uma das tentativas mais óbvias de estabelecer um governo populista de esquerda. É assim que devemos analisar os governos de Luiz Inácio Lula da Silva, depois de Dilma Rousseff, e seus limites. O surgimento de Jair Bolsonaro pode ser interpretado como um sintoma das contradições inerentes a um projeto desse tipo”, analisa Safatle. Ele acredita que se pode falar em “populismo” devido à natureza fragmentada e heterogênea dos setores da sociedade que se uniram para garantir a hegemonia política a esses governos. “De fato, dentro da coalizão governamental de Lula, tanto se expressavam reivindicações de atores das camadas populares, como das oligarquias descontentes, numa configuração que remetia à do peronismo argentino. O ‘povo’ produzido por essa conjunção era um corpo estranho no qual era possível encontrar índios e grandes fazendeiros, negros e banqueiros, trabalhadores e rentistas”, escreve Safatle.

Explosão dos preços nas principais cidades brasileiras – Em seu artigo, o professor lembra que no início, essas expectativas conjuntas levaram a um movimento de transformação social que parecia sem risco e irreversível. “Não só as camadas mais pobres da população viram sua renda aumentar, como também a da elite rentista. No entanto, essa evolução rapidamente chegou a um ponto de bloqueio. Houve uma data de validade”, afirma. “Como não se tratava de uma verdadeira ruptura com o modelo econômico vigente, o processo de concentração da renda praticamente não foi afetado”, acredita Safatle. Desse ponto de vista, tudo o que o Brasil conseguiu fazer durante esses treze anos foi, de fato, retornar ao mesmo nível de concentração de renda do início dos anos 1960. Essa situação, na qual o crescimento econômico foi produzido sem grandes mudanças na distribuição da renda, levou a uma explosão dos preços nas principais cidades brasileiras. “No início de 2010, São Paulo e Rio de Janeiro tornaram-se duas das cidades mais caras no mundo. Isso coibiu a ascensão social dos mais pobres, criando uma frustração muito difícil de gerenciar”, lembra.

Extrema direita conseguiu usar o discurso da ruptura – “Quando essa frustração tomou as ruas, a extrema direita conseguiu usar o discurso da ruptura assumindo o ódio contra as instituições que anima uma parte da população. Enquanto a esquerda era forçada a administrar coalizões que se tornaram a expressão social da inércia, a extrema direita estava livre para promover sua própria concepção da ‘revolução’”, afirma Safatle. “Foi, portanto, com um discurso revolucionário que Bolsonaro venceu as eleições. É com tal discurso que ele reina e que se dá o direito de romper com todos os consensos, até mesmo aquele crucial, sobre o futuro da floresta amazônica”, diz. Vladimir Safatle conclui seu artigo lembrando que “os governos populistas de esquerda, seja no Brasil ou na Grécia, por estarem vinculados a um sistema de coalizões e alianças contraditórias que rapidamente levam à paralisia, despertam esperanças de uma ruptura que não podem realizar”. “A extrema direita sabe como ocupar o espaço vazio gerado pela frustração. Realiza, com sinais invertidos, a revolução que outros prometeram sem poder cumprir. Se a oposição brasileira realmente quer existir, deve saber absorver pelo menos parte do ódio contra as instituições existente, acenando com a possibilidade de uma outra forma de ruptura real”, finaliza.

O poder financeiro exerce um papel de grande relevância neste laboratório de ideais neoliberais, principalmente na construção da influência burguesa na política, aos interesses das oligarquias ruralistas, dos banqueiros, dos militares e da justiça. Cujo o objetivo é certificar, garantir e conservar o ideário neoliberal, introduzindo no imaginário da sociedade de que somente o mercado será capaz de assegurar a liberdade e o bem-estar de cada indivíduo. Proliferou-se, a partir de então, uma rede entregando várias nações de ideais liberais interconectadas, imbuída da ideia de disseminar o conceito hayekiano. Com a crise que eclodiu nos anos 70, criou-se um protótipo de renegociação de dívidas externas/internas dos países latino-americanos, com a manipulação do sistema financeiro internacional apontando caminhos para os países triarem, todos viram o que aconteceu no cenário político-econômico. Automaticamente a crise que era globalizada passaram para o lado dos países periféricos. Em razão de o fardo da crise tomassem o rumo dos países em desenvolvimento em detrimento aos países desenvolvidos. Sem dúvida, é um ataque aos países subdesenvolvidos que tem dependência econômicas devido aos seus baixos índices desenvolvimentos tecnológicos.

Marilena Chauí filósofa e professora emérita da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, em um de seus artigos Publicado no site A Terra é Redonda“Democracia e sociedade autoritária”, ela faz citações de que a sociedade brasileira é oligárquica e está polarizada entre a carência absoluta das camadas populares e o privilégio absoluto das camadas dominantes e dirigentes. Devido as dificuldades impostas pelo capitalismo neoliberal, são imensos os obstáculos à democracia, pois a conflito de interesses, da exploração e dominação de uma classe social por outra. A fragilidade dos direitos políticos e sociais sob a ação do neoliberalismo, que opera pelo encolhimento do espaço público e alargamento do espaço privado ou do mercado, sob a forma da privatização e da chamada “desregulação econômica”.

Mais uma vez estamos a véspera de eleição para vereadores e prefeitos. Que com toda certeza será um momento decisivo para a política brasileira, no qual não cabe vacilações. É preciso derrotar o bolsonarismo neofascista disfarçado de liberal, patrocinado pelo neocapitalismo. Este atual momento que a sociedade precisa está consciente de sua força de mudança em relação à que caminho quer seguir. Precisa fazer uma reflexão sobre o rumo a ser tomado. Porque o atual senário político e econômico é um risco a democracia e, para as forças populares, ao longo da atual conjuntura política podemos observar o descaso com a vida da população diante da pandemia e, a política genocida liderada por oligarquia capitalista neoliberal, em benefício próprio, e que exercem esse domínio no atendimento de seus próprios interesses e em detrimento das necessidades das massas populares; num país pós-golpe em 2016, com alargamento do privado sobre o espaço público como o que vem acontecendo no Brasil.

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