Lula o grande guerreiro já mais será abatido, porque ideias não morrem.

No campo da política, assim como qualquer outro campo, se constituem a partir de processos de disputas, nos possibilita pensar nas hipóteses de fortalecimento, ainda mais, na construção de distribuição de rendas ocorrida há 17 anos, Luís Inácio Lula da Silva foi responsável em tirar e dar dignidade à 20 milhões de brasileiros que se encontrava em extrema pobreza, dando dignidade para estes invisíveis cidadãos e investiu em política educacional. Dentre outros elementos, permitem compreender a constituição das matrizes de percepções e valores, não é tarefa fácil fazer um balanço do governo Lula e Dilma Rousseff, devido ao boicote dos grandes meios de comunicações e de intelectuais contrário à política de ajuda para pessoas que se encontrava-se consequentemente a margem de projetos de ajuda pessoais e profissionais a sua disposição. Lula o grande guerreiro já mais será abatido, porque ideias não morrem, “eu não sou um ser humano, sou uma ideia. E não adianta tentar acabar com as ideias” com a judicialização da política só chegamos à politização da Justiça. Antes de apontarem as flechas contra os governos do PT, reflitam sobre o que está acontecendo nesta nação.

O ex-presidente Lula foi e é o alvo, o desejo a ser destruído pela elite dominante que não aceita sua ascendência e carisma. Vão continuar esta guerra jurídica; fica a cada dia mais escancarando o “lawfare” praticado contra Lula com a tentativa de destruição da sua reputação e liderança política. Tão é verídico estas hipóteses acusatórias confeccionada nos porões do poder judiciário, por não com base em elementos contritos, mas conforme depoimentos de procuradores, ficou demonstrados que só tinham apenas convicção, que há integrantes no sistema jurídico brasileiro que não aceita a sua liderança e carisma que o ex-presidente exerce sobre grande contingente da sociedade. Quando se analisa os fatos ocorridos desde sua condenação no caso “Triplex do Guarujá/SP” em Curitiba pela 13ª Vara sobre o comando do parcial Moro e na 2ª instância o TR4 em Porto Alegre/RS, a toque de caixa, foi julgado sumariamente pela Lava-Jato. Sua condenação tem traços de parcialidade e conluio com o Ministério Público Federal em Curitiba, onde o Lula já estava pré-condenado sem o devido direito a defesa.

As condenações do ex-presidente Lula são desprovidas de materialidade e buscaram apenas resultados políticos. Principalmente afasta-lo da eleição presidencial em 2018; houve uma conjugação de interesse geopolíticos dos EUA, de interesses políticos e pessoais de alguns agentes da justiça, da grande mídia corporativa do Brasil. A Lava-Jato, que tinha o apoio irrestrito da organização Globo com seus vazamentos seletivos diariamente em suas grades de telejornais vinte e quatro horas, induziram psicologicamente à negação da política no coração e mente da sociedade brasileira. Aos poucos a operação Lava-jato foi sendo construída uma imagem positiva na consciência e imaginário da maioria da sociedade como única alternativa moralizadora na caça aos políticos e empresários que eles passaram acusar de corruptos. Porém na verdade aos poucos está sendo desnudado a verdade e os objetivos desta organização que portou-se totalmente a margem da lei vigente do Código Civil brasileiro e da Constituição vigente na nação. Tinha apena como objetivo a tomada do poder com a derrubada de uma Presidenta da República e a ascensão ao puder de uma direita que não tem parcimônia em mais uma vez sujarem as mãos de sangue.        

O Cineasta ao ler a reportagem e conforme suas próprias palavras Oliver Stone disse, que o ex-presidente Lula ao ser entrevistado pelo canal de televisão “RT” russo, tratou do papel que o governo estadunidense exerce na América Latina e acusou o país de nunca ter aceitado o protagonismo internacional do Brasil desde a chegada do PT ao poder, em 2003. Ficou impressionado com a entrevista, foi ousado e corajoso, ele estava focado. Oliver Stone a Lula: “você parece um leão, não conseguiram te destruir”. Eles não conseguiram derrubá-lo. Sua força é fenomenal. Com as questões devidamente enterradas, e premiadas, que levou sua obsessão à política, primeiro, americana, depois, a da América Latina (e bem antes de convidar Lula para filmar em Cuba). Luiz Inácio Lula da Silva Político, ex-sindicalista e ex-metalúrgico brasileiro, principal fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) e o 35º presidente do Brasil, tendo exercido o cargo de 1º de janeiro de 2003 a 1º de janeiro de 2011. De origem pobre, foi metalúrgico e sindicalista, época em que recebeu a alcunha “Lula”. Durante a ditadura militar, liderou grandes greves de operários no ABC Paulista e ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, em 1980, durante o processo de abertura política. Lula foi uma das principais lideranças da Diretas Já, no período da redemocratização, quando iniciou sua carreira política, era apontado como pessoa com espírito de liderança e carisma. Em 1986 elegeu-se deputado federal pelo estado de São Paulo com votação recorde.

O ex-presidente Lula criticou o atual governo de extrema direita do Jair Bolsonaro, fez uma breve analise do papel dos médicos cubanos na luta contra o coronavírus em outros países. Sobre sua perseguição judicial que a vários anos vem sofrendo principalmente pelo Ministério Público Federal e pela 13ª vala federal de Curitiba/PR e do ex-juiz federal Sérgio Moro, que o condenou à prisão e, em seguida, virou ministro de Jair Bolsonaro. Lula tratou ainda do papel do Departamento de Estado dos EUA, da CIA e do Departamento de Justiça dos EUA na deposição de Dilma Rousseff da Presidência da República.

Ele também apontou o papel abusivo e ilegal de Moro e do procurador Deltan Dallagnol, além de relembrar as conquistas de sua administração no combate à fome. as conquistas de seu governo no combate à fome e à pobreza e ao aumento da pobreza e a fome de novo no Brasil, a política externa do Brasil sob ele e a recusa dos EUA em aceitar o Brasil como ator internacional, as tentativas de extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, a estrutura oligárquica da mídia no Brasil e muito mais! Assista:

Lula no exercício das funções de chefe de governo e de chefe de Estado inaugurou um novo ciclo na política brasileira, do ponto de vista sociológico, devido sua origem do presidente de retirante nordestino, vítima da seca e por sua trajetória forjada na luta sindical contra a ditadura civil-militar de 1964 à 1985 e, as injustiças sociais e pela agenda programática com elevada ênfase social. Enfrentou negociando com as elites endinheirada os projetos conservadores e, mobilizou energias transformadora e democráticas, rompendo com as políticas restritivas a proteção social, principalmente as de impacto neoliberal, negociou com o legislativo  apoio para as políticas sociais, pautou ao debate público sobre as propostas de superação da pobreza com ênfase ao combate à fome. Dentre outros elementos que nos possa permitirem compreendermos a constituição e as matrizes de percepções e valores sociais.

As elites não querem pacto com o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. “O PT não pode entrar na lógica da conciliação com as elites”, essa elite pulha não quer pactuar. O PT e o ex-presidente precisam radicalizar e voltar aos seus primórdios rebeldes, caso contrário o partido será mais um no cenário liberal atual do faz de conta. A direita mais uma vez vem construindo narrativas que retira direitos e respeito da nação brasileira e, no arrasto, retira cidadania das classes trabalhadoras.

Como diz o veterano guerreiro José Genoíno fazendo uma análise de qual Brasil saiu das eleições municipais. Para ele “quem ganhou as eleições foram as forças que defendem o “status quo”, as forças que representam um sentimento confuso, do medo da pandemia, do medo da morte. do medo de perder tudo. Uma maioria política tradicional, mas que não é hegemônica”. Ele acha que estamos entrando em um labirinto sem saída, em que “nós vamos aderir à ordem política, autoritária que nasceu no golpe, nasceu no Capitão, que nasceu na prisão do Lula, e vamos modifica-la por dentro? Ou somos um polo de esquerda alternativo, com um programa democrático e popular radical, mudando os métodos de organização, fazendo uma frente de esquerda?”.

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, mais de 400 lideranças políticas do mundo pedem ao STF anule as sentenças contra o ex-presidente Lula. Manifesto este assinado por líderes da África, América Latina e Europa entregue ao ministro Gilmar Mendes, as lideranças deixam claro a “existência de conluio”, e afirmam que o petista teve negado o seu direito a um julgamento imparcial, questiona a conduta do ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que após decretar a prisão de Lula virou ministro do governo de Jair Bolsonaro, que ajudou a eleger, e da Força Tarefa da Lava Jato, formada por membros do Ministério Público do Paraná.

A liberdade do ex-presidente só foi possível depois que o STF decidiu, no dia 7 de novembro de 2019, um ano após as eleições presidenciais, pela inconstitucionalidade da prisão após a condenação em segunda instância. Isso significa que, como determina a Constituição brasileira, um réu só pode cumprir pena depois que a defesa esgotar os recursos na Justiça. Logo após sua liberdade Lula foi ao encontro de seus apoiadores em um acampamento perto da sede da polícia federal em Curitiba, onde fez um discurso agradecendo aos bravos guerreiros e guerreiras que apoiaram em 580 dias que ficou preso. Viajou rumo ao Estado de São Paulo e foi recebido por milhares de pessoas em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. “A única coisa que eu tenho certeza é que eu estou com mais coragem de lutar do que quando eu saí daqui”, disse na ocasião.

Meses antes, mensagens trocadas entre Moro e o procurador Deltan Dallagnol, o chefe da Lava Jato em Curitiba, divulgadas pelo The Intercept Brasil, revelaram que a dupla discutia processos em andamento e comentava pedidos feitos à Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, sobre o caso do tríplex do Guarujá, que não pertence nem nunca pertenceu a Lula, mas acabou sendo o caso usado para mantê-lo em prisão política até acabarem as eleições. Na época, o ministro Gilmar Mendes do STF chegou a firmar que as denúncias do Intercept poderiam “anular a condenação” de Lula, o que não aconteceu até agora.

Em entrevistas, os procuradores chegaram a dizer que não tinham provas de que Lula teria cometido um ilícito, tinham apena convicção; manipularam a opinião popular através da grande mídia e tentaram destruir o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores a qualquer custo. Em época democrática o papel do Judiciário afronta mais direitos do que durante a ditadura iniciada em 1964-1985. Deixou de lado a lei, porque pela lei não podia condená-lo de maneira nenhuma. “Não me lembro de momento algum na história do regime militar que a gente teve tanta dificuldade de conhecer o habeas corpus como temos agora”. A ponto do (TRF4) Tribunal Regional Federal da Quarta Região, sediado em Porto Alegre dizer que a Lava Jato tem direito de agir sem precisar cumprir todos os ritos do processo,” divulgado conversa entre Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff, o TRF 4 decidiu que a Lava Jato tem liberdade de ação, porque seus processos “trazem problemas inéditos e exigem soluções inéditas”.

O então Juiz Sérgio Moro “pode prender, pode investigar, ir a escritório de advogado, pode vazar pra Veja, pra IstoÉ, pra Globo, pode vazar que não tenha nenhum problema, era o senhor da verdade, ninguém tinha coragem de contestar sua versão.” Porém, vivemos em um clima de tensão e medo no país com a criminalização e judicialização da política, principalmente para os opositores do governo de extrema direita, sobretudo quando se sabe que o Jornal Nacional direciona sua grade jornalística em muitas horas de acusações, sem a opinião contrária levando a sociedade ao medo de contestar. O Congresso ficou refém, o poder Judiciário ficou calado e aceitou o jogo de xadrez jogado no campo da operação Lava-Jato.

O Congresso e o Judiciário precisam agir contra o desmando e as arbitrariedades desta Operação. O Congresso e a justiça não podem deixar que estes abusos de autoridade tomem conta da nação, porque ninguém está acima da lei. Lula vem alertando sobre os gigantescos prejuízos causados pela Lava Jato à economia do país e aos trabalhadores brasileiros. É preciso olhava para o desenvolvimento do Estado brasileiro. Voltou uma parte da sociedade a passar fome, estão desempregados. Tem muita gente em estado de miséria e estão perdendo o direito a sonhar. O caso Lula e o fracasso da Justiça brasileira, processo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi acusado, condenado e preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro por supostamente ter favorecido a construtora OAS em contratos com a Petrobras e, em contrapartida, ter sido beneficiado com a propriedade, a reforma e a decoração de um apartamento na cidade do Guarujá (SP).

Fora da Constituição, o que existe é a barbárie, a força bruta, o exercício arbitrário e violento do poder contra os “inimigos” da vez o Partido dos Trabalhadores e o próprio ex-presidente Lula no processo do famoso “triplex do Guarujá/SP”, é fundamental deixar claro que a defesa da Constituição Federal e dos direitos e garantias nela consagrados não traduz nenhuma discussão ideológica entre esquerda e direita. PT e corrupção “Vamos ver se na história do Brasil tem um partido que mais criou instrumento de combater a corrupção do que o PT. Pesquisas desde a era Getúlio Vargas até agora não fizeram o que o PT fez para combater a corrupção. Não apenas nas mudanças de ordens jurídicas, mas também de transparência, o PT aparelhou a Polícia Federal com inteligência e o Ministério Público dando-lhe autonomia.

Antipetismo não consegue destruir o PT e o ex-presidente Lula porque são importantes para a esquerda da América Latina. Para eles poderem ganhar do PT tiveram que colocar na cadeia o ex-presidente Lula, tiveram que rasgar a Constituição, e não permitiram que ele fosse candidato mesmo sob judice. Onde um dos princípios constitucionais, o princípio da “presunção de inocência”, foi o mais desrespeitados no âmbito da operação Lava Jato e continua atualmente, que seguramente nos remete à ideia, de que o acusado só pode ser considerado culpado depois do trânsito e julgado de sentença penal condenatória, só depois de esgotados todos os recursos processuais.

Ora, se todos os agentes do Estado estão submetidos à presunção de inocência, como justificar os espetáculos que o Ministério Público Federal oferece quase todas as semanas por meio de coletivas de imprensa e entrevistas, maculando a reputação e a dignidade de inúmeras pessoas, muitas das quais, tempos depois, são absolvidas? No caso tríplex, ganhou notoriedade o tosco powerpoint apresentado pelo Ministério Público Federal em que o ex-presidente figurava como o grande chefe de uma quadrilha. Não há como justificar nem admitir tal exibicionismo, do qual resultam, simplesmente um grave atentado à presunção de inocência, com a criação de um julgamento sumario pelos meios de comunicação. Em um Estado Democrático de Direito, as acusações devem ser formuladas de modo responsável, com o devido equilíbrio entre o direito à informação e a proteção da honra e a imagem das pessoas.

Por maior que sejam as forças opressoras por mais forte que seja a perseguição, nada poderá dominar este guerreiro, foi condenado sumariamente pela grande mídia golpista sem ao menos o direito de resposta uma única vez, foi demonizado como o inimigo número um da sociedade brasileira. Foi julgado por justiceiros que tinham como missão o condenarem e afastarem o mais rápido possível do pleito para presidente em 2018, prenderam por mais 580 dias na masmorra curitibana, mas não conseguiram destrui-los. Ele sobreviveu tudo e a todos, vai desafiando e vencendo cada um de seus algozes, principalmente no confronto das ideias. Como é lastimoso e até anômalo ver o paladino e destemido ex-juiz, ex-ministro da justiça, tentar ser probo em suas justificativas sobre a condenação do maior Presidente do Brasil. Estamos sendo reféns de um desgoverno que este pundonoroso ajudou a construir no consciente da sociedade brasileira que o fez o super herói e, que iria salvar o Brasil do Caos. Nesse ínterim, tramava apena a destruição da imagem do Partido dos Trabalhadores e, de seu grande líder a mando da corruptela endinheirada.

O judiciário que é uma pocilga, aí vem a narrativa da classe média com seu discurso meritocracio, santa ignorância quantas estupides, o público patrocinando o privado, pior são aqueles que não conhecem os meandros dos corredores da burguesia. querem transformar a esquerda em um camaleão político, que muda de cor conforme a ocasião. Afinal, é o que a direita pretende que todos seja um camaleão que se camufla na narrativa do combate a corrupção e, com essa falácia vai conquistando corações e mentes vermicidas da classe média. Há muitos interesses em jogo e o maior dele certamente é a conquista do Palácio do Planalto, que volta ser disputado nas eleições de 2022.

Não se pode ignorar o poder de fogo da direita, eles têm o tabuleiro do xadrez político e econômico nas mãos, podem usá-los quando bem quiserem, principalmente para continuar adiando o julgamento do habeas corpus do Lula no STF (do latim “que tenhas o corpo”) é uma medida judicial que tem como objetivo a proteção da liberdade de locomoção do indivíduo, quando se encontra ameaçada ou restringida de forma direta ou indireta. Normalmente este amparo pode ser requisitado por qualquer pessoa física que sofrer (ou se achar na iminência de sofrer) violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, em decorrência de ilegalidade ou abuso de poder. Que é a situação do Maior líder de esquerda o ex-presidente Lula na atual conjuntura política sem poder exercer o que mais sabe fazer que é política.

Imparcialidade do ex-juiz da 13ª Vara Federal locada em Curitiba/PR com a parceria entre membros do Ministério Público de Curitiba, de maneira paradigmática, no processo penal em desfavor de Lula e, por óbvio, inconstitucional relação que se estabeleceu, sobretudo na força-tarefa, de modo aberto e declarado, uma parceria entre esses órgãos, o que é um verdadeiro acinte à administração da justiça prevista na Constituição Federal, uma vez que o Ministério Público, quando denuncia alguém criminalmente, apresenta-se como parte no processo, a merecer, portanto, o mesmo tratamento do advogado de defesa. Demonstrações públicas de apreço entre juízes e membros do Ministério Público, conversas reservadas ou almoços conjuntos nos intervalos de julgamento não são meros detalhes ou implicância, mas sim a prova cabal de que há uma profunda falha no sistema de justiça brasileiro e uma evidente disparidade de armas entre acusação e defesa. Em vez de uma relação equidistante, a acusação recebe a deferência do órgão julgador, ao passo que a advocacia é diminuída e, não raras vezes, criminalizada.

O caso tríplex é uma prova eloquente. Tanto em primeira quanto em segunda instância, os órgãos julgadores e os membros do Ministério Público se portaram como aliados, enquanto a defesa foi, em diversas ocasiões, desrespeitada com truculência. Basta mencionar o fato de que, no corpo da sentença que condenou o ex-presidente Lula, um terço dos parágrafos foi dedicado a desqualificar os advogados de defesa. Também não se pode esquecer a ilegal interceptação telefônica de todo o escritório que defende o ex-presidente, da qual resultou a violação do sigilo telefônico de 25 advogados e de, pelo menos, trezentos clientes.

O ex-presidente Lula em suas palestras e contatos políticos com a sociedade fala que a elite endinheirada não aceita pacto que possa favorecer aos pobres: “O povo sabe que a elite brasileira não aceita inclusão social, não aceita. O pobre não pode andar na mesma calçada, o pobre não pode frequentar o mesmo restaurante, o pobre não pode ir no mesmo teatro, o pobre não pode ir no mesmo Shopping, o pobre não pode estar no mesmo aeroporto, o pobre não pode estar na mesma universidade. Ora, que história que é essa? O país é de todos, todos podem tudo. Então eu cometi um crime, eu cometi um grande crime, dizer para uma criança pobre “você vai disputar uma vaga na universidade com o filho do patrão do seu pai”. E se você estudar você vai ser melhor do que ele e você vai passar. Eu consegui fazer com que as Universidades trocassem um pouco dos seus impostos por vaga para 2 milhões de jovens da periferia fazerem universidade. Esse foi o crime que eu cometi.”

Lula/Petrobras – “Eu fiz a Petrobras ser a segunda empresa do mundo na área de energia. Eu fiz a maior capitalização da história do planeta em se tratando de capitalismo, a maior capitalização não foi feita em Nova York, não foi feita em Tóquio, não foi feita em Frankfurt, foi feita na Bolsa de Valores em São Paulo, quando nós fizemos a Petrobras sabe, quando o governo investiu nas ações da Petrobras vendendo 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal a troco de ações. Ora, eu cometi um crime quando recuperei a indústria naval brasileira, que tinha 2.000 trabalhadores e passou a ter 82.000 trabalhadores, porque a elite brasileira queria que a gente importasse de Cingapura, importasse da China navio. Ora, então o meu crime foi ser brasileiro. O meu crime foi defender a soberania Nacional. O meu crime foi acreditar nos vizinhos parceiros do Brasil e criar o fortalecimento do Mercosul e da Unasul e criar o BRICS. O que jogaram contra o PT não foi por conta dos erros, mas por conta dos acertos. Isso nós podemos ficar tranquilos.”

Lula/Corrupção na Petrobras e interesses externos – “Pode ter havido um ou outro caso, a Petrobras é uma empresa muito grande, que passou a movimentar 30 bilhões por ano de investimento. Nós passamos a comprar sonda e a fazer sonda com os estaleiros brasileiros. Então hoje eu não tenho dúvida, e a imprensa estrangeira pode até ajudar, eu depois que li um livro, esqueci até o nome do autor do livro, sobre o petróleo, que conta a história do petróleo desde 1859 quando ele surgiu nos Estados Unidos, eu me convenci que o que aconteceu no Brasil tem a ver com os interesses das petroleiras americanas. Não era possível aceitar que o Brasil tivesse feito a maior descoberta de petróleo do Século 21. Ainda não sabemos se tem 100 bilhões de Barris ou 150 bilhões, 200, o que nós sabemos é que temos uma grande reserva e americanos não podem permitir que isso continue sendo explorado pelo Brasil. A elite brasileira, junto com elite das petroleiras do mundo não admitem a lei da partilha que nós fizemos, dizendo que o petróleo é do povo brasileiro, e 75% dos royalties será destinado à educação, para que o Brasil recupere no século 21 o atraso do século 20, será investido em ciência e tecnologia, será investido em saúde. É por isso que era preciso derrubar a Dilma, é por isso que era preciso fazer o impeachment. E era por isso que que criaram todas as condições ilegais para evitar que o Lula fosse candidato a presidente, porque eles sabiam que mesmo preso eu seria eleito o Presidente da República.”

Lula/Imprensa e ódio – “Meu caro, quando você casa você vai em frente do padre se você é católico e promete que vai amar para o resto da vida, na doença, na saúde e dois anos depois você está separado. Ou seja, eu acho que, em 2013, primeiro vamos trabalhar o seguinte, você sabe que no meu governo, embora eu tive toda essa aprovação, eu nunca tive benefício da imprensa. Você é testemunha disso. A imprensa sempre me tratou mal. Não há matéria favorável a mim na imprensa brasileira. Eu resolvi enfrentar. Uma vez o Mário Soares, ex-presidente de Portugal, veio me visitar e chegou com um monte de jornal debaixo do braço, acho que estava a revista Der Spiegel, tava o Le Monde, tava o jornal de Portugal, jornal da Itália, e ele sentou na minha frente e falou “presidente Lula eu não tô entendendo nada”. Eu falei, “o que presidente?”. “Eu estou lendo a imprensa estrangeira e você é Deus, quando eu pego a imprensa brasileira você é o demônio.”

Lula/Despreparo de Bolsonaro – “Então eu já tinha, por isso que de vez em quando eu agradeço já ter perdido em 89 para poder me preparar melhor para ser presidente. Então ganhou as eleições um cidadão que não está preparado. Porque ele ganhou? Porque a sociedade, eu vou repetir um texto que eu já li para outro jornalista aqui, mas é um texto que eu achei muito interessante do Mia Couto, que é um escritor de Moçambique e que no livro dele tem um texto que eu achei uma frase que eu achei extraordinária “Em tempo de terror, escolhemos monstros para nos proteger.” É isso. A sociedade, horrorizada contra a política, apareceu um cidadão que tinha 27 anos de mandato, nunca fez nada e conseguiu passar a ideia que era novo e se elegeu. Ou seja, não se elegeu porque alguém votou nele, porque achava melhor, se elegeu para negar o PT. E quando a escolha é feita não pelo melhor, mas pelo que se pode, acontece isso. Já tivemos o exemplo do Jânio Quadros que não deu certo, já teve o exemplo do Collor que não deu certo, e agora tem o Bolsonaro. É nítido que ele não sabe o que está fazendo.”

Lula/Previdência – “Agora só fala na reforma da Previdência como solução de tudo. A reforma da Previdência pode resolver o problema dos bancos, mas não resolverá o problema do povo. Então só tem um jeito, é o povo reagir contra isso. O povo não elegeu Bolsonaro para ele destruir o Brasil. Ninguém é eleito para destruir o Brasil. Eu digo sempre nem Nero virou Imperador de Roma prometendo que ia queimar Roma. Então esse cidadão é um perigo para o Brasil.”

Lula/Forças Armadas – “Eu gostaria de saber. Um dia quando sair daqui espero poder ter uma conversa com algumas pessoas nas Forças Armadas que eu quero compreender. Porque olha, eu tô falando olhando na cara de um jornalista alemão, e olha, eles tiveram 23 anos de regime militar e eu tô olhando na sua cara para dizer que duvido que em algum momento da história das Forças Armadas eles foram tratados com dignidade que eu os tratei. Que eles receberam o dinheiro necessário para o seu funcionamento que receberam no meu governo. Duvido. Agora, porque que de repente um general Comandante das Forças Armadas vai na Suprema Corte dizer que eu não posso ser candidato eu não sei. Somente quando sair daqui eu vou poder perguntar. Porque olha, se um General não é capaz de ser nacionalista, se um general não é capaz sabe, de respeitar suas fronteiras, realmente ele não deve nem ser General.”

Lula/Democracia – “Acho que a democracia brasileira corre perigo. Até porque temos pouca democracia. Ele está destruindo tudo. Veja uma coisa fantástica que nós construímos nos nossos governos, os conselhos. Conselho indígenas, conselho de negros, conselho de portadores de deficiência física, ele está destruindo tudo. Destruindo universidade, parando investimento em Ciência e Tecnologia, é uma barbárie de uma ignorância. Eu nem sei se é má fé, mas é pura ignorância. Esse cidadão precisa uma hora parar, sentar e conversar com a sua consciência. Não basta falar não nasci para isso. Se não nasceu, deixe quem nasceu para isso fazer o que tem para fazer. Então até agora o governo Bolsonaro é muito mais uma piada. Quanto tempo você acha que levou para construir um castelo daqueles bonitos que tem na Alemanha? 200 anos, 300 anos às vezes é isso? Para destruir é dois minutos. No Brasil, para você construir uma política de inclusão social leva décadas. Décadas. Esse país tem uma dívida com o povo brasileiro com a educação que é secular. Esse país tem uma dívida com a questão da reforma agrária, que é secular. Só para você ter ideia, só para você ter ideia, no meu governo, nós entre o meu e da Dilma, disponibilizamos para a reforma agrária 52% de toda terra disponibilizada em 500 anos. Ora, por que fizemos isso? Porque não é possível você não trabalhar uma política de ascensão dos mais pobres. Quando todo mundo virar com o poder aquisitivo da classe média baixa, as pessoas tiverem trabalhando, recebendo, pagando seu imposto, consumindo aquilo que quer consumir o país vai virar uma maravilha. Vai virar uma maravilha. E é isso que as pessoas querem, as pessoas não querem discurso, as pessoas querem comida. As pessoas querem cultura, as pessoas querem ir lá ver as pessoas querem liberdade, as pessoas querem estudar, é isso que as pessoas querem e isso que elas precisam.”

Lula/Venezuela – “Os mesmos que dizem isso vão dizer que a crise da humanidade começou com Jesus Cristo. Você tem que medir o seguinte. O Chávez foi uma pessoa extraordinária. Eu sinceramente convivi muito com o Chávez, uma pessoa extraordinária. Ele tinha os defeitos dele. Mas quem deveria julgar era o povo da Venezuela. Eu achava o Chávez muito voluntarista, mas ele realmente fez muita coisa na Venezuela. Muita coisa. Os defeitos dele quem deveria corrigir é o povo da Venezuela. O Maduro ele não tem a mesma dimensão histórico do Chávez. O Chávez, a eloquência, a oratória, a simpatia do Chávez, ele tem outro estilo. Agora ali na Venezuela, quem quiser governar tem que pactuar. É preciso ter gente disposta a sentar na mesa e esse tal de Guaidó não tá afim de sentar na mesa. Ele é um pavão. Sabe o que é pavão? Ele é um pavão sem o rabo. Ele não tem aquele rabo bonito assim aberto. Você olha na cara dele e vai perceber que ele não merece nenhuma credibilidade.”

Lula/Solidariedade – “Todo o dia. Todo o dia tem um bom dia, toda tarde tem uma boa tarde, e toda noite tem um boa noite. Todo o dia. Quando eu sair daqui eu serei eternamente agradecido a esse pessoal. Eu só espero o dia que eu sair daqui, para sair daqui pela porta da frente, ir lá tomar uma bela de uma cachaça com eles e comemorar até outro processo que a gente nunca sabe quando é que vai terminar.”

Lula/Como governar – “Eu quando deixei à presidência eu fui visitar vários países africanos, eu discutia com o presidente, olha se você começa a discutir o orçamento de uma nação pelos militares, pelos diplomatas, sabe, pelos quem tem diploma universitário não vai sobrar dinheiro para os pobres. Então começa a discutir o orçamento pelos pobres, o que vai ser deles, qual é a parte deles. Aí o que sobrar você então vai dividir para os outros, porque os outros não vão ter problema de passar um dia sem comer, os outros não tem problema sabe, se não tiver o dinheiro amanhã, mas o pobre não pode esperar, a fome não dá trégua. Você não tem noção o que que é uma pessoa com fome conversando com você. Aparentemente você pensa que a pessoa tá bem, mas lá dentro uma lombriga tá comendo a outra. A pessoa tá com dor e as pessoas não percebem. Então quem quiser governar tem que levar em conta isso, só vai acabar com a miséria no mundo quando a gente colocar o pobre como prioridade. Não é que eu tô tirando de você. Eu não quero tirar nada de você, eu quero apenas que aquele lá de baixo possa ser igual a você, para isso ele tem que ter oportunidade de estudar.”

Cut – Lula é declarado inocente pela sétima vez. Confira a lista. Sete vezes inocente. Lula foi absolvido ou as investigações foram encerradas sem qualquer identificação da prática de ilícitos pelo ex-presidente. Decisão proferida na segunda-feira (7) pelo juiz Diego Paes Moreira, da 6ª. Vara Federal de São Paulo, que arquivou investigação aberta contra o ex-presidente Lula e seu filho, Luis Claudio Lula da Silva foi a sétima em que o ex-presidente foi inocentado.

A investigação tinha como base delações premiadas de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar, que, baseadas em narrativas mentirosas, tentaram incriminar Lula e Luís Cláudio.

Nas sete vezes listadas abaixo em que Lula foi acusado, a Justiça encerrou a investigação aberta com base em delações falsas ou acusações sem materialidade. No caso da 6ª Vara, o próprio Ministério Público Federal de São Paulo reconheceu que não houve qualquer crime praticado por Lula ou por seu filho, pois na época dos fatos o ex-presidente não exercia qualquer cargo público e, portanto, não poderia cometer crime de corrupção passiva — o que foi aceito pelo magistrado.

O juiz federal ainda concordou com o MPF que “não há indicação dos atos de ofício praticados pela agente pública que seriam objeto de influência do investigado”, afastando também a possibilidade da ocorrência do crime de tráfico de influência.

Apenas na “Lava Jato de Curitiba Lula” foi condenado, porque não teve direito um julgamento justo e imparcial — conforme amplamente demonstrado pela defesa técnica do ex-presidente em recursos sobre o mérito que tramitam nos Tribunais, e também em dois habeas corpus pendentes de análise pelo Supremo Tribunal Federal que tratam da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da “força-tarefa”.

Nas duas condenações impostas a Lula pela “Lava Jato de Curitiba” não há indicação de qualquer ato de ofício praticado pelo ex-presidente, em situação diametralmente oposta à decisão proferida pela Justiça Federal de São Paulo, com claro rigor técnico.

Confira a relação de processos em que Lula foi absolvido ou as investigações foram encerradas sem qualquer identificação da prática de um ato ilícito pelo ex-presidente:

1) Caso “Quadrilhão” 1 – 12ª Vara Federal Criminal de Brasília – Processo n.º 1026137-89.20184.01.3400 – o ex-presidente Lula foi absolvido sumariamente e a decisão se tornou definitiva (trânsito em julgado);

2) Caso “Quadrilhão” 2 – 12ª Vara Federal Criminal de Brasília – Processo n.º 12ª Vara Federal Criminal de Brasília – Processo n.º 1026137-89.2018.4.01.3400 – reafirmou a absolvição de Lula no caso do “quadrilhão”;

3) Caso “Obstrução de justiça” – (Delcídio do Amaral) – 10ª Vara Federal Criminal de Brasília – Processo n.º 0042543-76.2016.4.01.3400 (42543-76.2016.4.01.3400) – o ex-Presidente Lula foi absolvido por sentença que se tornou definitiva (trânsito em julgado);

4) Caso “Frei Chico” – 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo – Inquérito n.º 0008455-20.2017.4.03.6181 – rejeição da denúncia em relação ao ex-presidente Lula confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª. Região;

5) Caso “Invasão do Tríplex” – 6ª Vara Criminal Federal de Santos – Inquérito n.º 50002161-75.2020.4.03.6104 – denúncia sumariamente rejeitada em relação ao ex-presidente Lula;

6) Caso Janus I – 10ª Vara Federal de Brasília – Ação Penal n° 0016093-96.2016.4.01.3400 – processo trancado por inépcia da denúncia e ausência de justa causa por decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 1ª. Região proferida em 1º/09/2020).

7) Caso Touchdown – 6ª Vara Federal de São Paulo – Inquérito n° Processo 0008633-66.2017.4.03.6181– inquérito arquivado por pedido do MPF.

Fonte fornecidas pelo escritório “Teixeira Zanin Martins Advogados”.   

O Brasil tem uma história muito particular, a sociedade brasileira tem por característica a passividade, nunca se mobiliza no campo político e social. Um pequeno grupo da poderosa oligarquia comanda e manda como diz aquele velho ditado “quem tem juízo tem que obedecer”. Precisamos dar um basta nesta mentalidade social de submissão aos poderosos, porque o povo está habituado a ser servil. Em nossa maioria somos temerosos a ser rebeldes, é preciso que as lideranças políticas progressistas trabalhem na educação cívica e ética, rompendo o bloqueio oligárquico; “se o poder emana do povo”. O povo não, o povo é soberano. Porém, o que vimos é que nossos representantes não têm nenhum compromisso social e político com o povo, apenas toma o poder e debocha de todos nós. Somos apenas um espectador do teatro político.

Já a grande mídia corporativista tem apena o compromisso de defender o oligopólio capitalista, esses grandes veículos só querem ganhar dinheiro. Tem como objetivos a manipular a opinião pública e a manutenção das oligarquias que compõem o sistema capitalista. O profético e ponderado frei Vicente do Salvador proferiu há quatro século esta frase: “Nem um homem nesta terra é republico nem zela ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular”. O povão é educado e acostumado desde sempre à pacífica submissão e a exclusão socioeconômicas, ao chamado da elite dominante, de todas as épocas, bem que merecem a reprovação expressa pelo primeiro historiador do Brasil. Possa finalmente reivindicar o que é seu a soberania e o bem estar social.

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