Quais são os critérios jornalísticos que a grande mídia corporativa tenta impor ao ex-presidente Lula?

Os critérios jornalísticos que a grande mídia corporativa tenta impor ao ex-presidente Lula, da invisibilidade impedindo de se comunicar com a sociedade através dos meios de comunicações de massas? Por defender e ter uma visão contrária ao neoliberalismo voltado para entrega do patrimônio público para o setor privado, passam a externar com mensagem da desinformação sumindo e banindo do noticiário. A burguesia nos está impondo a qualquer custo, o que eles querem informar e são conveniente aos seus ideais partidários-políticos? Adquirem uma maior relevância na contemporaneidade, em que a transição na ordem mundial se intensifica e acelera na pandemia do Coronavac-19, no pós-pandemia certamente irá ocorrer uma desigualdade cada vez mais latente no colo dos menos abastados do sistema capitalista. Para melhor compreensão da história e as características dessa classe social é fundamental para o entendimento sobre o campo da economia, da política e de projetos sociais para os mais pobres. Uma vez que a burguesia é responsável pelo surgimento do capitalismo e por importantes marcos históricos, como as Revoluções Francesa e Inglesa. Além disso, este termo também é essencial para a ideia de luta de classes, central no debate político desde o século XIX.

A burguesia tem como desafio, a imposição de projetos neoliberais e a redução do Estado, fragilização na condução de projetos sociais, voltado para os invisíveis socioeconômicos. O Brasil atravessa um período de grande retrocesso das políticas sociais mais voltadas aos pobres, de obscurantismo, boicotes dos grandes conglomerados industriais, do agronegócio e financeiro deste país, mídias corporativas e oligarcas, contra o povo e levando para uma condição de tragédia humanitária sem semelhança de tais acontecimentos na história contemporânea da própria nação. Que critérios jornalísticos esta mídia oligarca e monopolista se sentem impedida de dar visibilidade aos projetos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Resposta: não existem. Os critérios são político-partidários. Eles têm consciência e sabem que ele é um dos mais importantes políticos e estadista de alcance global. Só aqui, a chamada grande mídia corporativa, há silencio, os grandes veículos de comunicação brasileiros seguem à risca o roteiro traçado pelo golpe de 2016, do qual a invisibilidade do ex-presidente Lula é peça-chave para manipularem a opinião pública.

Afinal qual é o objetivo da grande mídia oligarca e corporativa, a hegemonia do silêncio em relação a figura do ex-presidente Lula. Por um estreitamento do foco de como a opinião pública reagem e aceita passivamente a agenda setting, espiral do silêncio, do discurso político unificados entre seus pares, da política-espetáculo. São bem-sucedidas em fazer com que o público pense e fale sobre o que as elites dominantes determinam e, não sobre outros assuntos ou fatos relacionados ao bem estar social dos invisíveis e dos catadores de osso, que vivem à margem do desespero com a fome, persuadindo a todos como verdade absoluta. O propósito é buscar assim como, subsídios para o entendimento e compreensão de cada detalhes da caçada ao ex-presidente Lula por mais de cinco anos. Base essa pela grande mídia e a operação Lava-Jato, que na verdade tinha como finalidade a prisão e exclusão do Lula e do Partido dos Trabalhadores da qual foi um dos fundadores. Para que ambos tivessem suas imagens destruídas perante ao grande público que seguia e voltavam, não dando chance de elegerem para presidente da República mais uma vez.

A mídia oligarca udenista ligados às oligarquias rurais, conservadores de todas as classes sociais, fãs dos militares e dos americanos e da Lava-Jato, eles se inter-relaciona e se completa. Após anos de perseguição midiática-jurídica aos poucos vieram revelando sua verdadeira face, demonstrando os efeitos destrutivos na nação brasileira, produzido por esta união déspota e ditatorial, atingindo a sociedade no âmbito social-econômico, moral e ético. A mídia que tem a formula e a capacidade de influenciar e a justiça de julgar e condenar. Condenação do ex-presidente Lula que veio consagrar a junção mídia-justiça com acusação, a qual, no entanto, não conseguiram provar documentalmente, só tinha convicções, bem como desprezou a prova de inocência, isto é, ignorou mais de 70 testemunhas que negaram a existência de crime.

Já nas primeiras páginas, o então juiz parcial Sérgio Moro dedica seus argumentos para supostamente refutar a tese de que estava sendo parcial. Tese essas defendidas tanto pela defesa, quanto por vários juristas que acompanharam o caso. Ele instrumentalizou seus poderes de juiz e o processo para uma “guerra jurídica” frente ao acusado. Que em outras palavras “lawfare”, para perseguição política. Expondo conversas do ex-presidente Lula e a então Presidente da República Dilma Rousseff em rede nacional, mas que foi o suficiente para inflamar as manifestações pelo impeachment. Lula foi condenado, preso e impedido de concorrer à Presidência da República em 2018, o que é ponto pacífico. Mas à sanha golpista desta burguesia tacanha isso não basta. É preciso torná-lo invisível, destruí-lo e levá-lo ao ostracismo como ocorria na Grécia antiga com os suspeitos de exercerem poderes excessivos. Lula tem que sumir do mapa da política, na visão míope destes oligarcas. Para isso o conluio entre a organização autodenominada Lava Jato e a mídia corporativista foi decisiva.

Mesmo com a desmascararão e farsa do Ministério Público Federal de Curitiba e do então juiz parcial Sérgio Moro na condução dos processos julgados na 13ª vara federal e, com a combinação de resultado sendo levada a velocidade supersônica do TR-4 em Porto Alegre/RS por um colegiado de três desembargadores, condenaram em segunda instância impedindo de concorrer a eleição para presidente em 2018. Entre as evidências apontadas está a revelação de que entre o final de dezembro de 2015 e agosto de 2016, foram ao ar no Jornal Nacional praticamente 13 horas de notícias negativas sobre Lula, apenas quatro horas de noticiário considerado neutro e nem um segundo com notícias positivas. Nem um santo aguentaria tal bombardeio.

Não se pode deixar de relembrar qual foram importantes os veículos estrangeiros e a mídia alternativa e progressista. Que aos poucos foi quebrando o ostracismo que a elite dominante brasileira tentou impor um silêncio quase sepulcral ao maior presidente desta nação. Aqui cabe a pergunta: quais são os critérios jornalísticos que impediram, talvez o conflito de interesses de classes. Fatos quem aos poucos vem sendo afrontado à independência que deve existir entre o poder midiático e o poder político.  

Fatos que não se pode esquecer na vizinha Bolívia o Tribunal Constitucional Pluri-nacional decidiu que o governo de Jeanine Áñez foi golpe de Estado. Em 13 de março de 2021, Áñez foi presa depois que o Ministério Público emitiu um mandado de prisão por acusações relacionadas ao golpe. Áñez junto com cinco ex-ministros e generais foram acusados por “genocídio”, no caso dos massacres de Cochabamba. A grande mídia oligarca e corporativa brasileira que fez campanha pelo golpe na Bolívia, alardeando que houve fraude, hoje guarda silêncio diante da decisão da justiça e das acusações de que os golpistas, outrora apoiadas pela oligarquia brasileira estão sendo acusados de genocídio. Isso comprova, mais uma vez que não há diferenças entre os membros do governo golpista do Michel Temer, do governo negacionista e dos membros da “frente ampla”, a terceira via que a mídia brasileira tenta emplacar como candidato ao cargo de Presidente para 2022.

Pobreza esta da grande mídia brasileira que mistura ideias toscas. Essa pobreza ideológica de direita se espelha, odiosa e criminosa. Essa formação política que semeia o medo. Mostra seu lado obscuro e golpistas, é uma horda de factoides, com vontade de dar golpes. No Brasil, estes oligarcas travestidos de democratas, são marcados por eterna conciliação em torno da mesa da casa grande, todos só com um único objetivo ficarem com um naco do Estado em detrimento da sociedade. Não se importam se é um ditador ou um democrata, um fascista ou um social-democrata. Não estão nem aí, se há comida na mesa dos brasileiros pobres ou se passam fome. O que importa é a garantia do ganho, do acumulo mais e mais de riquezas. A sociedade precisa civilizar-se politicamente, moralmente e culturalmente. Criar barreiras éticas e morais com políticas capazes de impedir que estes oligarcas udenistas se apresentem como os donos da verdade, precisam sentir repressão moral, não há outra solução para estes proselitistas golpistas ficarem na penumbra sem darem a cara. Sempre que se acham repelidos em suas narrativas, em suas catequeses, invocam a ‘liberdade de expressão’.

Episódio digno dos capítulos mais autocratas e de um realismo fantástico latino-americano, essa hímpen-burguesa trazem mais crises é instabilidade social. Manipulações midiáticas tentam demonstrar o contrário, acreditam seu poder de influenciar as massas a aceitarem a regra do jogo do poder e ficarem a margens dos processos decisórios para a próxima eleição para deputados, senadores, governos e presidente. Porém, esquecem que não são mais que instrumentos cegos de um futuro que se adivinhem. O mundo anda aterrado, com o triunfo do neoliberalismo. As elites dominantes estão a cada dia tornando-se mais histéricas, com as experiências progressistas que estava sendo levadas por governantes que tinham políticas de inclusão social, equalitários e democráticos, menos submetidos ao grande xerife estadunidense e seus capitães do mato na periferia do continente latinos.  

A agressividade destas forças oligarcas foram aumentando na medida em que a crise global, dificultava suas operações. Os Estados Unidos, em retrocesso geopolítico global, acentuaram suas pressões sobre a región, tentando sua recolonização. Ao começar o ano de 2016, os progressismos se encontram encurralados, como o Brasil, Venezuela, ou derrubados, como no Paraguai e na Argentina. Os abutres se lançam ao ataque, não são uma nova governabilidade, mas sim o objeto de um processo de decadência social, humanitária e econômica da América Latina. Forma parte do jogo duplo e perigoso, mas bastante rentável principalmente para os banqueiros nacionais e internacionais.

Roberto Setubal, copresidente do conselho de administração do Itaú/Unibanco, vem pregando através dos meios de comunicações brasileiro, buscando junto aos seus pares criarem um bloco chamado 3ª via, que na verdade, por uma candidatura anti-Lula com apoio de fundo das oligarquias, vislumbrando com a possibilidade de derrotar Lula e Bolsonaro, essa hímpen-burguesia na realidade não estão criando nada novo, mas alguém que seja apena um pelego, para cada vez mais surrupiarem e escamotearem a nação, acumulando mais e mais riquezas. Porém que foram essa trupe burguesia que ajudaram a eleger um negacionista, pensavam que iriam controlá-lo em seu jeito tosco de comunicar-se. Entretanto, conseguiram emplacar um Ministro da Economia que faz o serviço sujo que esta caterva queria. Setores majoritário da direita, são categóricos em não quererem um novo governo do Lula/PT. Nunca irão descartar o voto em Bolsonaro, se a 3ª via não emplacar rumo ao comando do Palácio da Alvorada em Brasília em 1º de janeiro de 2022.

O que está em jogo, nada menos, para estes agiotas, é a continuidade da devastação munificente. Querem é mesmo terem condição de saqueio em fundos públicos e concentração de riqueza. Esta oligarquia não se compadece com o morticínio de mais 603 mil brasileiros (as), não se compadecem com mais de vinte milhões de pessoas passando fome e quinze milhões de desempregados e do brasil mais uma vez voltando as estatísticas ao mapa da fome.  Não culpe a pandemia do coronavírus pela fome. A fome voltou. Ela não só está visível nas ruas, como cada vez mais surgem indicadores mostrando que essa chaga, em vias de ser superada anos atrás, retornou à centralidade dos problemas do país. Mais da metade da população brasileira sofre com algum grau de insegurança alimentar e pelo menos 15% convive com a falta diária e constante de ter o que comer. “Quem tem fome tem pressa”, dizia a célebre frase do sociólogo Herbert José de Sousa, o Betinho (1935-1997).

Poderosos estes, que não têm o menor apreço pela democracia, porque apenas almejam lucros. Este banqueiro do Itaú/Unibanco defende, mais uma reforma trabalhista que tenha principalmente foco no aumento da produtividade. O que ele quer, após a famigerada reforma trabalhista promovida pelo golpista Michel Temer e a turma do encima do muro, foi destruir a “CLT”. O que estes oligarcas do sistema financeiro querem é a volta da ‘Casa Grande’, um regime escravocrata! Esta hímpen que golpeou a Dilma Rousseff, que prendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na maior farsa judicial, que elegeram o Jair Bolsonaro, não tem um projeto para alavancar o progresso do Brasil e para o povo. O que eles querem é excluir o maior Presidente do Brasil que acabo de oitos anos deixou o Brasil em sexto lugar no rank das economias global. O que estes senhores do dinheiro querem e sequestrar o presente e o futuro do país. 

O que há por traz de tanto destempero da grande mídia corporativa e oligarca, quando se comenta sobre o ex-presidente Lula, porquê tão destempero. O que estão fazendo é cooptar e influenciar a sociedade a renegar o que o Lula representa para história desta nação. Não se pode trolar a sociedade por uma mídia corporativista, oligarca e odiosa. Sobre este idealismo ocultado com maestria a verdade, não parece jornalismo sério, comprometido com a verdade. Não foi fácil provar de que ouve um conluio para excluí-lo da política. Lula foi alvo de uma perseguição política, midiática e judicial; foi vítima de uma caçada atroz, sem paralelo na história, de destruição de reputação pela grande mídia corporativa e oligarca. A monstruosidade perpetrada demorou pouco tempo para ser desmascarada. A inocência do Lula está provada e comprovada. A grande imprensa adora notícias negativas que possa denigrir o ex-presidente Lula, por uma razão simples; Dar para este monopólio da comunicação um ar solene de bom jornalismo.

Eles optam uma versão do silêncio. Os grandes furos jornalísticos da imprensa é transformar o ex-presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores em vilão pior possível, viraram piadas na mídia alternativa progressista pela imprecisão e pelo eterno alarmismo. O mais ridículo é que esta mídia tenta esconder os fatos. Quando atinge a cúpula da burguesia. Essa cantilena da hímpen-burguesia em defesa de privilégios corporativos, são os mesmos que mancomunou em comum acordo com Ministério Público Federal e alguma parte da justiça para condenarem uma pessoa sem crime, apena pelo desejo político. Como é possível, num Estado Democrático de Direito, que um órgão com um grande poder de influenciar as massas como a grande mídia tem. Capaz de acossar agentes estatais sem qualquer freio, ou modelação institucional. A mídia foi convertida em um poder, que destrói reputação e imagem, constrói até heróis como o então juiz parcial curitibano, se converteu em um poder irresponsável. Portanto, será preciso que a Casa do Povo (Congresso= Deputados/Senadores) tenham coragem de criar e aprovarem um projeto sobre a regulamentação da mídia, tal como já existe em países democráticos mundo afora.

A oligarquia defende seus privilégios contra os interesses do povo e da própria nação brasileira. É um período qual a nação passa grande dificuldade, a fome avança a velocidade de cruzeiro. Nos governos do ex-presidente Lula e no primeiro governo da Dilma Rousseff, houve grandes avanço socioeconômico. Pensávamos que daríamos um arranque pela justiça social, voltada para os mais vulneráveis. Dificilmente, em um país como o nosso, essa força política direcionada para os de baixo e com repercussão positiva no exterior, não iria durar muito tempo e, principalmente em nosso país de absurda desigualdade socioeconômico, com uma dominação oligárquica a cada dia mais destrutiva como a do Brasil. Como sempre em suas entrevistas o ex-presidente sempre questão de dizer “os ricos nunca ganharam tanto dinheiro”. Tenho certeza absoluta de que o objetivo da classe dominante é criarem uma terceira via que possa ser manipulada, o neoliberalismo possa continuar fazendo a festa. Que tormento estar sempre de olho à espreita, de ouvido a escuta, a espiar de onde virar o próximo golpe.

A tibieza da mídia neoliberal, decorrente dos laços que a prendem a ordem burguesa assim como, seu temor ao ex-presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores, a incapacidade do governo Bolsonaro em debelar a atual crise sanitária-econômica que atravessa o país fará com que, na eleição do próximo ano, as elites oligarcas-burguesa, tente impedir a vitória de Lula e descarte a reeleição do Bolsonaro, se lancem em mais uma aventura com a 3ª via. Vão acelerar as privatizações de empresas estratégicas. Voltaram a atacar o ex-presidente e o PT, nova reforma trabalhista com certeza entrará na pauta destes golpistas. Milhões de assalariados, sendo jogados a um mercado de trabalho que não lhes garanta direitos sociais, criminalizando os movimentos sociais e ampliando a miséria e a exclusão dos trabalhadores. Manietando a política externa do Brasil aos interesses norte-americanos. Este será o projeto dessa hímpen-burguesia, “vai vendo Brasil”! O brasileiro hoje tem fome não só de comida, mas de emprego, salário digno, educação, cultura, política social e ambiental. É possível mudar isso? É. Quem é que pode mudar isso? O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nossos eleitores voltando em Deputados/Senadores, que tenham compromisso com a nação e os trabalhadores e trabalhadoras elegendo uma bancada forte no Congresso Nacional.  

***

Matéria publicada original no site Brasil-247 por George Torres Barbosa, Advogado concursado da Petrobrás de 1990 a 2021. Integrou o quadro de advogados da Petrobrás, mediante concurso público. “Petrobrás, a verdade que a mídia esconde” – Quais foram os critérios jornalísticos que a grande mídia corporativa tenta esconder do conhecimento da população, sobre a real situação da maior estatal brasileira “Petrobrás”, na verdade o que a mídia esconde, veja na matéria abaixo:

Fala de fama do engenheiro naval Julio Faerman, que não conheceu pessoalmente, mais era notória entre os mais antigos. Ele foi tirado a peso de ouro da Petrobrás nos idos de 1974 pela maior fabricante mundial de plataformas, a holandesa SBM, e instalado em Londres para articular seus interesses perante a estatal, não só como fabricante, mas inclusive no bilionário ramo do afretamento de barcos.  milhões auferidos na forma de propina, confessou que recebia propina do cartel de empreiteiras desde 1997, em plena era FHC, sem que Dallagnol e os filhos de Januário se interessassem por investigar o aliado que não se pode melindrar, segundo Sergio Moro.

Cerveró falou das estripulias do filho de FHC no abominável Plano Prioritário Termelétricas PPT, no qual El Paso, Eletrobolt, EDF, Enron e congêneres recebiam o gás para suas termelétricas, subsidiado pela Petrobrás que depois era obrigada a comprar a eletricidade superfaturada, mesmo que ela não existisse!!! Nesta farra da rentabilidade garantida também se lambuzou o Gregorio Marin Preciado, aparentado de Serra (que prometeu desfazer o marco regulatório do pré-sal à CHEVRON, no consulado dos EUA, durante a campanha de 2010). Até Eike Batista se locupletou na farra do PPT com a famosa TERMOLUMA.

Tudo isso conduzido com mão de ferro pelo czar do apagão, Pedro Parente, ao ensejo de obviar o apagão que os tucanos arquitetaram, ao sucatear a Eletrobrás e, sobretudo, sabotar o planejamento Brasil 2014, que vinha do regime militar, prevendo a construção de grandes hidrelétricas, as quais, só nos governos petistas, vieram a ser construídas, com todo o cuidado ambiental que os militares não cogitavam. Mas parte delas foi feita nos governos Lula e Dilma, como Santo Antônio, Jirau (aquelas em que se fazia escada para os peixes subirem na piracema, assim disse Lula) e Belo Monte, onde houve mais de 5 bilhões de reais em compensação ambiental.

O czar do apagão, Pedro Parente, presidiu o Conselho de Administração de 1999 a 2003, quando foi vendida a maioria das ações preferenciais (PETR4) da Petrobrás na bolsa de New York por meros 5 bilhões, implicando a submissão da estatal à lei dos EUA daí em diante. A União só não perdeu o controle acionário por causa das ações ordinárias (PETR3) que, apesar de em menor número na estrutura societária, são as únicas que têm direito a voto na Assembleia Geral. Na década seguinte, o aumento de capital conduzido pelo presidente José Sergio Gabrielli elevaria a participação da União no bloco de controle e alcançaria o maior valor de mercado da Petrobras, até hoje registrado: 275 bilhões, naquele que foi o maior aumento de capital da história do capitalismo mundial. Ao fim da era FHC, a Petrobrás valia míseros 15 bilhões, era decadente em reservas provadas e um ícone dos desastres ambientais. Pedro Parente comprou 49% do grupo argentino Perez Companc por U$ 1,2 bilhão, quando a própria Perez Companc havia declarado um rombo de U$ 1,4 bilhão. Segundo depoimentos de Cerveró à Lava Jato, foram pagos 100 milhões de dólares para que essa compra fosse feita. Uma vez mais, escaparam incólumes os tucanos de alta plumagem aos seletivos investigadores da república de Curitiba.

Pedro Parente comandou uma troca de ativos da Petrobrás no valor de U$ 3.052.000.000,00 com a Repsol norte-americana, lá na Argentina, no valor de U$750.000.000,00, exatamente quando Menen e subsequentes governos neoliberais já haviam conseguido quebrar aquele país aplicando à risca o receituário neoliberal e entreguista. Pedro Parente, quando presidiu o Conselho de Administração da Petrobrás, na era FHC, entregou metade da Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas, e do campo gigante de Albacora Leste, na bacia de Campos, além de centenas de postos da BR distribuidora, tendo como contrapartida micos da Repsol na Argentina, que valiam bem menos. Essa troca de ativos foi perpetrada quando lá na Argentina se teve 3 presidentes em uma só semana e todos os empresários e os capitais empreendiam fuga da Argentina desesperadamente. Tal troca de ativos é objeto de uma ação popular impetrada por Cesar Antonio PRZYGODZINSKI e outros filiados ao SINDIPETRO de Canoas e chegou até o STJ, com a Apelação Cível 2001.71.12.002583-5/RS mas tornou ao primeiro grau para realização de perícia. Apesar dessa controvertida vida pregressa, Pedro Parente foi guindado à presidência da Petrobrás por Temer, inaugurando a cruel política de preços de paridade internacional – PPI que é o custo em dólar do derivado lá nos EUA mais frete marítimo, seguro da carga, custos tributários de internação da mercadoria e adicional de frete marítimo. Enquanto nossas refinarias operam a meia carga, abrindo espaço para importadores e, mais grave ainda, tornando interessante a compra dessas refinarias encampadas por João Goulart no célebre discurso da Central do Brasil, quando também se estendeu o monopólio da Petrobrás para o segmento de transporte de óleo e gás. Tornando às agruras do presente, o hediondo PPI eleva o preço dos combustíveis e gás de cozinha à estratosfera compelindo o povo trabalhador à uma escolha de Sofia. Ou compra o gás ou compra a mistura e vai cozinhar com lenha, em pleno século XXI.

Enquanto isso se vende variada gama de ativos, geradores de caixa da Petrobrás, por preço irrisório, como a NTS e TAG, malhas de gasodutos do Sudeste e Nordeste, imediatamente alugados pelos felizardos para a própria Petrobrás, o que permite aos compradores recuperar o preço pago à Petrobras em menos de 4 anos. Esses ativos em mãos privadas, sobremaneira, as refinarias, darão lugar a monopólios privados em cada região do Brasil, agravando enormemente a pauperização dos brasileiros.

Pedro Parente vendeu o campo de Carcará, no pré-sal, cujo preço do barril de petróleo foi mais barato do que uma lata de refrigerante. Vendeu a Petroquímica de Suape, única produtora de poliestireno da América Latina, pelo equivalente ao faturamento de uma semana daquela petroquímica. Vendeu e arrendou, por preços irrisórios, Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados. Já sob a gestão Castello Branco, fechou-se a FAFEN ARAUCÁRIA que produzia fertilizantes a partir de resíduos asfálticos (engenhosa solução ambiental) e que também poderia ser convertida para a produção de oxigênio, crucial para salvar vidas em Manaus.

A Fábrica de Fertilizantes em construção na cidade de 3 Lagoas (MS) foi abandonada com mais de 86% de conclusão. Moro e Dallagnol emitiram ordens para que a Petrobrás não pagasse mais os créditos de todas empreiteiras nacionais sem que elas nem ao menos fossem declaradas inidôneas, mediante o devido processo legal, com o direito ao contraditório e a mais ampla defesa, perante o órgão competente que é a CGU ou o TCU, não a Petrobrás sumariamente.

A cúpula do jurídico da Petrobrás acatou essa sentença de morte contra a engenharia nacional e, pressurosamente, criou a figura do bloqueio cautelar para eximir-se de pagar os serviços já executados e medidos. Em consequência, surgiram cidades fantasmas pelo Brasil afora, como em Rio Grande e Itaboraí com milhares de desempregados da noite para o dia, vagando com suas famílias ao relento. Tudo sob o pretexto de combater a corrupção e reduzir a dívida da Petrobrás que sempre foi compatível com os investimentos necessários para produzir no pré-sal, com gigantesco volume de óleo leve de alto valor. A dívida contraída pela Petrobrás não discrepa dos níveis de endividamento de suas congêneres, as majors do petróleo. É uma dívida maior pela singela razão de que nenhuma outra empresa de petróleo tinha um projeto de tamanha envergadura e tão promissor. A redução da dívida implementada nestes moldes e o cruel PPI permitiram a distribuição de dividendos em escala sideral, como acaba de acontecer neste último trimestre (42 bilhões de reais) mas compromete, irremediavelmente, a geração de caixa a médio e longo prazo. Privar a Petrobrás de suas reservas de óleo e gás é o melhor caminho para que, em dado momento, ela fique só com a dívida e sem condições de honrar a própria dívida contraída para produzir plataformas e navios necessários para explorar o pré-sal a 300 km da costa e 7 mil metros de profundidade.

Tanto é verdade que tal dívida não era ameaça alguma para a Petrobrás, que ela lançou bônus de dívida para resgate em 100 anos, os CENTURY BONDS. Tal emissão de dívida se deu em 1º de junho de 2015, no auge do linchamento midiático, como se lê na página A3 do JORNAL DO COMMERCIO que circulou em 02/06/2015, o que prova sobejamente a confiança dos investidores internacionais na solvência da Petrobrás. A emissão desses bônus de dívida para resgate em 100 anos, no valor de 2,5 bilhões de dólares, teve uma procura 4 vezes maior do que a emissão da Petrobrás.

Portanto, não subsiste o argumento ad terrorem de que a Petrobrás teria que vender seus ativos a toque de caixa, abaixo do valor de mercado, como vem sendo desde Temer e, já agora, sob o curioso regime do fascismo antinacional. A venda da Refinaria Landulfo Alves, na Bahia, se deu abaixo da estimativa feita pela XP Investimentos, entusiasta da Lava Jato e de Paulo Guedes.

Ainda no ano de 2015, a Petrobrás recebeu pela terceira vez o maior prêmio da indústria de óleo e gás, o OTC, em Houston EUA. Também naquele mesmo ano de 2015, a Petrobrás superou a Exxon Mobil em geração de caixa livre, tornando-se a primeira do mundo neste quesito dentre outras petroleiras internacionais de capital aberto. Enquanto isso, a Globo satanizava a Petrobrás, com a divulgação permanente daqueles dutos enferrujados jorrando dinheiro, enquanto glorificava Moro, Dallagnol e os filhos de Januário. 

A Refinaria de Manaus, doada à ATEM, sonegadora de impostos federais, assim como o restante das 37% de ações da BR Distribuidora pelo equivalente ao preço do Copacabana Palace, não fazem sentido por qualquer prisma que se possa examinar. Embora seja comum a prática do farm in e farm out entre as petroleiras, por razões de melhor alocação de capital, o que se vê na Petrobrás desde 2016 é um esquartejamento frenético sem nenhuma responsabilidade com a perenidade da empresa e o interesse nacional.

A própria decisão do Pedro Parente de pagar aos fundos abutres 3 bilhões de dólares em uma class action nos EUA sem que houvesse, ao menos, uma decisão de primeiro grau, que ainda seria passível de recurso, revela que nunca houve problemas de caixa a reclamar a venda do almoço pra comprar a janta, como propalam os arautos do mercado encastelados na Globo, Estadão, Veja e Folha, que são aríetes assestados permanentemente contra a Petrobrás.

Todas as gestões da Petrobrás posteriores ao golpe permanente que se iniciou com as pedaladas imaginárias adotaram a praxe de adiantar pagamento aos bancos internacionais e nacionais, antes mesmo do respectivo vencimento, inclusive 10 bilhões de reais ao BNDES, este último sem, ao menos, haver a justificativa de que se queria trocar por dívida mais barata.

Também foi o caso do pré-pagamento, sem nenhuma necessidade, do empréstimo feito pela China, através da SINOPEC, para ser pago, não em dinheiro, mas apenas em exportações de óleo, o loan for oil. A China fez essa operação no momento em que todos queriam levar a Petrobrás à insolvência, a começar pelo auditor independente, PWC, que nunca detectou nenhuma irregularidade nas décadas anteriores, mas exigiu uma baixa contábil, totalmente artificial, de 88 bilhões, sob pena de não assinar o balanço patrimonial de 2015, o que, aí sim, levaria ao vencimento antecipado de toda a dívida da Petrobrás (covenants).

Apesar de todas as evidências de que a dívida da Petrobrás era adequada aos projetos de exploração do pré-sal, a mídia hegemônica criou o senso comum de que era necessário cortar não só a gordura, mas a própria carne e até no osso (catabolismo total) e, nesse clima de terror, o STF decidiu por 9 a 2 que a Petrobrás podia vender ativos e subsidiárias sem licitação e sem prévia autorização do Congresso Nacional, com as honrosas exceções de Lewandowski e Fachin.

Até mesmo a Assembleia Geral da Petrobrás foi escanteada pois tais alienações a preço de banana são aprovadas pela diretoria executiva, sem o escrutínio do órgão máximo de uma sociedade anônima que é a Assembleia Geral de acionistas. Assim foi com Pedro Parente, foi com Castello Branco, e é agora com o general Luna e Silva. Um fast track do desmanche.

Tudo isso sob o pretexto de reduzir a dívida e, aproveitando a cortina de fumaça propiciada pela campanha insidiosa e implacável desencadeada pela mídia em conúbio espúrio com a lava jato que danificou, profundamente, a imagem da Petrobrás perante a população.

Entoa-se ad nauseam a cantilena de que houve 6 bilhões de reais de superfaturamento nas obras no período de 2004 a 2014, o que, do ponto de vista das regras internacionais de contabilidade, é imaterial se comparado ao faturamento da Petrobrás, de 2 trilhões e 400 bilhões de reais, nesse mesmo período.

O circo dos horrores se abateu sobre o corpo técnico da Petrobrás que passou a ser investigado em verdadeiros tribunais de exceção por escritórios de advocacia norte-americanos, como o Gotlieb (ganhador de fortunas na Petrobrás e no BNDES para a natimorta investigação da caixa preta que custou a cabeça de Levy). Outro escritório de advocacia norte-americano, o Baker & Mackenzie está no epicentro do Pandora Papers, em companhia de Paulo Guedes, do presidente do Banco Central, Globo et caterva. São escritórios indicados pela CIA e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que deram uma gorjeta de 2,5 bilhões para a república de Curitiba criar seu fundo partidário, em boa hora anulado pelo STF.

Tais escritórios foram contratados, mediante honorários exorbitantes, não para defender a Petrobrás em processos nos EUA ou escrever um parecer sobre direito norte-americano. Foram contratados para conduzir o compliance da Petrobrás, que a é indústria da moda a que se dedicam próceres da lava jato, como o Carlos Alberto Lima e Sergio Moro na Alvarez & Marsal (gestora dos escombros da Odebrecht), ambos veteranos do escândalo do BANESTADO, assim como o doleiro Alberto Youssef que, por haver descumprido obrigações anteriores daquele caso, envolvendo as contas CC5, não poderia ser beneficiado pela delação premiada na lava jato.

Os escritórios de advocacia norte-americanos, verdadeiros biombos para a CIA, chegaram a apreender celulares e notebooks de cerca de 2 mil empregados da Petrobrás para as suas investigações ironicamente denominadas CIAS, ao fim das quais nada se apurou de relevante. Tanto que o ex-presidente Roberto Castelo Branco se viu compelido a pedir desculpas públicas aos empregados, na intranet da Petrobrás, após serem espionados ao longo de meses pelas famigeradas CIAS que ainda contaram com o auxílio luxuoso do escritório da respeitável ex-ministra do STF Ellen Gracie Northfleet.  

Há muito mais a dizer, mas deixo para outro momento. Certo é que há muito mais do que meros aviões de carreira no ar. É a tal da guerra híbrida.

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