O principal desafio do próximo presidente é resgatar o convívio grupal da sociedade

Tomando como base a concepção histórica e dialética do desafio do próximo presidente com a eleição gerais do próximo ano de 2022. Será preciso debater o que é melhor para nação brasileira, que volta exclusivamente para sucessão do presidente da República, porém não se pode esquecer do Congresso Nacional, de elegermos os nossos representantes conforme nossas pautas, não daqueles que querem nos postar de joelho diante do capital especulativo e vádio, mais sim de deputados e senadores comprometido com a sociedade e seu bem está, sem descriminação social, privilegiando alguns grupos financeiros e da elite dominantes desta nação. Utilizando como experiencias vividas até o momento, fazer uma profunda reflexão do que aconteceu e que ainda anda acontecendo no presente e a conjectura, presunção vaidosa da classe média, dos militares, dos monarcas do sistema financeiro, dos ruralistas latifundiário, do industrial: manufaturado e agro, do sistema do judiciário: ‘juízes, ministério público e polícia’ e suas características, tal como a sua vivência subjetiva e a realidade objetiva desta parcela da sociedade. 

Nesse sentido, buscar trazer uma reformulação conceitual da convivência socioeconômica, em que a sociedade possa discutir novos caminhos neste processo de aprendizagem democrática e suas implicações teóricas, metodológicas e da prática-política-econômica. Entretanto, não será suficiente em apenas reunir representantes que compartilham os mesmos objetivos comuns. E sim, criar uma relação e vínculos com necessidades individuais e/ou interesses coletivos da nação, que se expressa no cotidiano da prática social e que estanque essa divisão ideológica acrimônica e fundamentalista que vem acontecendo no seio do povo brasileiro, tanto no campo social como no econômico.

Além disso, será preciso alguém que tenha a capacidade de dialogar com as massas recuperando os laços sociais, como a ser um dos maiores desafios que o Congresso Nacional e o Presidente eleito tem pela frente na próxima eleição arrefecendo o ódio presente na sociedade. Pós negacionismo fundamentalista do Presidente Jair Bolsonaro direcionou a nação, juntos com grande parcela de religiosos e de políticos que representa devidas correntes no Congresso Nacional, de um judiciário atento a viés extremistas da sociedade e das instituições que regem o sistema republicano, que se fizer presente. Um conjunto de pessoas que não pode ser reduzido simplesmente aos representantes dos três poderes constituído pela República do Brasil, mais uma soma de toda a sociedade organizada, ou seja, uma relação de independência que possa interagir na relação de poder constituído conforme dita a Constituição brasileira e a prática compartilhada da sociedade e seus anseios, desenvolvendo uma identidade nacional. Portanto, essa dimensão relacionada, será capaz de produzir efeitos real sobre a nação afirmando sua própria identidade como uma nação politicamente e economicamente independente, assumindo as funções e papeis a que a Constituição determina, através da manutenção e harmonia das relações sociais.

Dentro de uma perspectiva histórica nossa que considere a sua inserção na sociedade, com suas determinações econômicas, institucionais e ideológicas. Trazendo para o centro da discussão o histórico da política brasileira como um todo. Não apenas tratar as diferenças, mas uma diferença profunda no fenômeno estudado do radicalismo dos extremos ideológicos. A partir dessa perspectiva, vamos recuperar os laços sociais rompidos pelo extremismo nesses anos. Construí num determinado espaço e tempo, as relações amistosas e harmoniosas que em tempo passado a nação convivia. Mesmo com suas contradições que se expressam mais que não nos leve aos limites da animosidade, ao outro por pensar diferente, por ser diferente na escala piramidal social, com suas contradições presentes e na sociedade contemporânea e civilizada, transformando as relações sociais e reproduzindo a ideologia do bem.

Fábio Konder Comparato jurista, advogado e escritor brasileiro – diz que quando foi instaurado a República em 15 de novembro de 1889, instauramos um regime de descentralização oligárquica. E nunca tivemos a supremacia do bem comum do povo sobre os interesses particulares, é a definição de República. No começo do século XVII, Frei Vicente de Salvador, que é o primeiro historiador do Brasil, dizia, numa frase, emblemática, “nenhum homem nesta terra é rei público, nem zela e trata do bem comum, senão cada um do bem particular”. Com a mudança de regime político em 1889, foi para defender os interesses econômicos do ‘Sudeste’ os interesses locais de dominação.

Em primeiro lugar porquê a Câmara dos Deputados não é um órgão de representação do povo brasileiro e, sim de grupos. Se torna um grande conchavo, e oligárquicos. Espírito este oligárquico que ainda prevalece no tempo presente, dominação das massas, que permeia em qualquer associação de classe (grupo). Somos irredutivelmente oligárquicos. Depois de quatro séculos de escravidão, o Brasil simplesmente virou a página e, não quis saber de nada, queimaram arquivos de escravidão. Já no Regime militar, foi usado os mesmos métodos para apagar vinte e um anos de ditadura, com a promulgação da ‘Lei de Anistia’. Nesse nosso caminhar em direção ao futuro, calcado sobretudo no avanço tecnológico e científico, rompemos com valores do passado e negligenciamos as questões éticas, é imperativo para nossa própria sobrevivência que pensemos num programa de reconstrução ética: quem somos nós, afinal, e o que faremos? Em busca de respostas para essas questões decisivas, tal como da próxima eleição gerais.

Os conflitos ideológicos e institucionais que teve desde o ano de 2013, entre outros, não sem contemplar ainda a trajetória que a sociedade está caminhando para destruição de seus valores ético e morais. Por fim, buscar o caminho para uma reconciliação, fixando os princípios e as instituições que deverão nortear o que se pode ser chamada de “sociedade civilizada” – uma sociedade em que, aliada à técnica, a ética há de nos indicar o caminho da plenitude do desenvolvimento socioeconômico e de uma maior igualdade. Para o jurista Comparato já em 2017 para 2018, afirmava que o Lula jamais seria julgado de forma imparcial. Das intercessões do então juiz Sérgio Moro já era evidente, suas ações demonstravam de que era um agente norte-americano. “A interferência do juiz (Sérgio) Moro foi absolutamente escandalosa. Ele já não tinha mais competência. O processo estava no tribunal, e, no entanto, ele próprio telefonou para a Polícia Federal para que ela não cumprisse as ordens do Favreto”. Sobre a guerra jurídica em torno do ex-presidente Lula, após o habeas corpus em que o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), determinou a soltura de Lula no dia 08/07/18.

A batalha, só terminou com a divulgação de despacho em que o presidente do tribunal, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, determinou a manutenção da prisão do ex-presidente. Na terça dia 10, a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, negou outro habeas corpus a Lula. Ministra que já tinha negado 143 pedidos de habeas corpus. Ecoaram nas redes sociais em críticas à ministra. Para Comparato, a ministra do STJ, assim como os desembargadores do TRF4, foi parciais. “Os desembargadores do TRF4 se excederam, porque o assunto não tinha mais ligação com a ação criminal que deu origem à prisão. Eles já tinham julgado. Quando o juiz julga, não pode voltar atrás”, diz o jurista em entrevista à RBA – Sobretudo, a presidente do Superior Tribunal de Justiça também não mostrou nenhuma isenção. Só atacou o (Rogério) Favreto, e não os outros desembargadores, inclusive o Thompson Flores (presidente do TRF4). Ficou mais de que evidente da falta de isenção da justiça brasileira.

Quando o super juiz passou de herói para ser um inconfidente da pátria. Um deslumbrado e doente, um perturbado com o Lula, só pensa e fala em vencer o ex-presidente. Trata Lula como inimigo, não como adversário político. É exatamente igual a época da Lava Jato. Muitos políticos estão convencidos de que é esse ódio dele pelo Lula que o fará crescer. Só quem não viu suas atitudes de quando ainda juiz, ele é o ‘ódio falando’. Até o momento ele não está conseguindo angariar votos do petista; só do Bolsonaro. Moro se comporta como editores do jornal Folha de S. Paulo, com sua mente ‘fake News’, a velha política está de volta à época dos anos cinquentas. Falta caráter e retidão, tem compostura de inconfidente ludibrioso. O ex-juiz parcial, ex-ministro da Justiça rompe com governo Bolsonaro que o ajudou a se eleger, soltando os cachorros e falando mal do presidente, acusando que queria controlar a Policia Federal.

Grampeou e divulgou para imprensa uma conversa da Presidente Dilma Rousseff (PT) com o ex-presidente Lula. Gravação ilegal, já que aconteceu depois que o próprio juiz da causa havia mandado cessar os grampos, e como ele mesmo reconheceu, em despacho posterior. Divulgando o áudio da conversa entre a então presidenta da República Dilma Rousseff e Lula, telefonema que serviu como base à época para decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, de suspender a nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil. A Lava Jato adotou a narrativa de que o telefonema mostraria que a posse do ex-presidente tinha como objetivo travar as investigações sobre ele, transferindo a responsabilidade pelo seu caso de Curitiba para o STF. A interpretação foi encampada de forma acrítica pela mídia tradicional. A Presidente Dilma Rousseff (PT) estava em conflito com o Congresso Nacional sem conseguir negociar projetos que pudesse alavancar seu governo, necessitava da experiencia política do ex-presidente Lula para emanar o conflito entre os poderes do executivo e do legislativo.

Sérgio Moro fraudou a história brasileira. Foi declarado ‘parcial e incompetente’ pelo plenário do Superior Tribunal Federal. Moro nos reverte aos anos cinquenta. Moro o neófito sobre ordem estadunidense, que alvejou Lula e Dilma. O personagem que ajudou a nos destruir como um projeto de nação independente politicamente e economicamente no contexto global. Nos faz reviver o passado, na memória da figura do ex-jornalista, ex-deputado e ex-governador do Estado da Guanabara, atual Estado do Rio de Janeiro Carlos Lacerda, causando problemas ao Presidente da República, entre os anos cinquenta e sessenta, ajudou a construir a Ditadura Militar no Brasil com o golpe de 1964 e desenvolveu-se por meio de governos militares durante 21 anos. Foi um período marcado pelo autoritarismo e a violação dos direitos humanos, foram motivados pela verve lacerdista. Mas em 1968, calaram aquele que os inimigos chamavam de corvo.

Moro pode ser considerado ao um Lacerda não em suas oratórias, sua inteligência cognitiva, mais seu lado tosco, no oposto deste personagem da nossa história, que após seus fracassos fugia e ficava sob a proteção da família. Não é mera coincidência, quando analisarmos a Operação Lava Jato e seus efeitos destrutivo a nação brasileira. Destruindo a harmonia social e econômica. Fica evidente a participação dos Estados Unidos na condução e implementação de seus métodos nesta operação, orientava o então juiz, procuradores e polícia federal. Com a desmascararão através da ‘Vasa Jato’ pelo site Intercept Brasil e do jornalista Glenn Edward Greenwald revelando seu lado púnico e serviente. Pós condenação pelo (STF) como juiz parcial, foge para a América do Norte e fixa residência neste país. Agora volta ao Brasil e se filia ao Partido da Lava Jato (Podemos) tentando passar a imagem de patriota.           

Bolsonaro e Moro são umas das figuras políticas mais perniciosa da história do Brasil, fica evidente seus vieses autoritários com iniciativas legislativas que tentaram impor a sociedade logo do início do governo. Excludentes de ilicitude, flexibilização do habeas corpus etc. Iniciativas legislativas típicas de mentes fascista. Entre o golpe estamental (militar) de 1964 e o golpe estamental (jurídico) em 2016. Para melhor entendimento do golpe de 2016 iniciado pelo estrato social que se sentia mais incomodado com a nova realidade que se passava a construir no Brasil. A plutocracia empresarial e rentista veio a reboque. Assim como os próprios políticos. O marco fundamental do golpe foi o dia 16 de março de 2016, quando o “herói” estamental, Sérgio Moro, gravou ilegalmente conversas do Ex-Presidente Lula com a então Presidenta Dilma e liberou a gravação para a mídia. Não por acaso, um ato perpetrado por um ilustre representante do estamento.

Esse debate é muito útil para entendermos a dinâmica política brasileira. No livro “A Construção da Ordem”, de José Murilo de Carvalho, traz os fundamentos historiográficos para entendermos a especificidade do caso brasileiro. Esse elemento estamental também nos ajuda a entender porque aqui nunca houve uma “classe média” que se mobilizasse na busca de direitos universais, como o saudoso Milton Almeida dos Santos escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário brasileiro: tão bem denunciou em uma palestra disponível na internet, ao ressaltar que, no nosso país, a “classe média” sempre quis privilégios e não direitos universais. Vale lembrar de que o Partido dos Trabalhadores, por muito tempo, investiu em uma relação política privilegiada com o estamento. O fato mais simbólico disso foi a introdução da lamentável prática de nomear o candidato mais votado para PGR. Espero que se tenha aprendido a lição!

Que país é esse que um juiz é condenado pelo Superior Tribunal Federal de parcial e incompetente, que prende adversários político em troca de cargo. Desde o Fernando Collor patrocinado pelas Organizações Globo, o que mais espanta ver a mesma mídia que criticava, em 2002, a ‘inexperiência de Lula para o cargo, agora tenta nos impor o juiz parcial Sérgio Moro como habilitado a ocupar a presidência do Brasil. Com base em quê? Estofo intelectual não é. O ex-juiz já deu provas de inculto ao se mostrar até incapaz de pronunciar a palavra “cônjuge” que nas redes sociais viralizou virando piada “conje”. Mídia comercial, que desde sempre se arvora e   endossa saber o que é melhor para o Brasil. Volta à tona em suas narrativas impondo seus candidatos a próxima eleição gerais de 2022.

Esquece do desastre de Fernando Collor o” caçador de marajá” alardeado aos quatros pontos cardeais da nação brasileira a época de 1990 até sua renúncia em 1992.Deveria fazer uma autocritica aos brasileiros o que há de tão positivo no parcial e ex-juiz Moro, para que seja considerado apto à presidência da República. Ainda mais de que nunca foi seu forte o combate a corrupção, só voltar ao tempo não muito distante do “Escândalo do Banestado” e “Operação Lava Jato”. Que ficou comprovado qual era sua obsessão, era a exclusão do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula da política.        

Com a aproximação da eleição gerais de 2022, volta-se debater o que é melhor para nação. Volta exclusivamente para a sucessão do presidente, porém esquecer o Congresso Nacional será um grande equívoco da sociedade brasileira em não fazerem um debate mais profundo, destes próximos representante ‘deputados e senadores’. Cobrar que eles defendam um projeto de nação independente. Da recuperação dos laços sociais rompidos da atual administração do executivo e do próprio Congresso. Será o principal desafio dos políticos e da própria sociedade, que modelo de pais queremos? Só com uma mudança profunda na escolha é que vamos arrefecer o ódio presente na sociedade.

O filósofo Renato Janine Ribeiro, em uma entrevista concedida ao site Carta Capital, tem algumas dúvidas de como nortearão e que é categórico: ‘Entre nossas tarefas para o futuro está a de recuperar os nossos laços sociais’. O filósofo destaca a reconstrução dos laços sociais como um dos maiores desafios que o sucessor do Presidente Jair Bolsonaro enfrentará. O escritor cita o desmonte do Estado, a economia em frangalhos e o ódio ainda presente na sociedade como obstáculos para o enfraquecimento da polarização no país. O filósofo critica o que chama de demonização do Partidos dos Trabalhadores (PT), as campanhas contra à política e a insistências no discurso de que todos os males são frutos da corrupção. No Brasil houve uma união de ignorância, arrogância e raiva.  

As pessoas que falam mal da política e que dizem que todos os políticos são ruins têm o talento de escolher o pior dos piores. O que existe é um sentimento de crueldade, falta de empatia em uma parte latente da sociedade que desperta eventualmente. Foi assim, no nazismo, com Trump no EUA, com o Brixit na Inglaterra e com o bolsonarismo aqui no Brasil. Eleitores cheios de ódio e raiva, outra parte, aderiram ao slogan da grande mídia corporativa e oligarca com sua propaganda antipetista e antipolítica que a sociedade viveu e explodiu o ódio latente. Porém, com a perca de poder aquisitivo e sentindo que não há futuro, procurando um culpado, descarregaram suas arrogâncias e raiva no inimigo, que a grande mídia definiu como culpado por todos os mares que a nação estava passando, o Partido dos Trabalhadores e seu maestro Luiz Inácio Lula da Silva.

Trecho da entrevista do filósofo Renato Janine Ribeiro ao Carta Capital:

C.C: O ódio elegeu Bolsonaro?

R.J.R: Sim. O primeiro ponto é que retiraram uma presidente da República com acusações falsas, e a partir daí, se pode tirar qualquer um com qualquer critério. Ficar no poder não é mais prova de honestidade, como se viu com Michel Temer (MDB) e se vê com Jair Bolsonaro (PL). Daí vem uma espécie de atmosfera: se não existe Constituição e legalidade, e o STF não cumpre o seu papel, tudo é permitido e cada um faz o que quer. Tudo isso foi construído porque o PDSB decidiu se subordinar ao extremismo. E não tinha nada de combater a corrupção, era para combater uma fantasia que foi montada por horas e horas de TV Globo e manchetes da imprensa corporativa e oligarca. O demônio tinha virado o Partido dos Trabalhadores (PT) e era preciso exorcizá-lo. Veio o desastre de todos esses anos e continuam demonizando a política. As pessoas que falam mal da política, dizem que todos os políticos são ruins, têm o talento de escolher o pior dos piores. Na hora de votar, quando se diz que todos são iguais, se escolhe o pior possível. Quando se nivela tudo, acaba escolhendo os piores.       

C.C: O senhor acredita que uma derrota do Bolsonaro arrefece o ódio?

R.J.R: Há 20% da população que não só vota no Bolsonaro como afirmar que não houve aumento do preço no supermercado. Votar no Bolsonaro é uma opção, nas negar um fato verdadeiro indica que há pessoas que vão longe na negação da realidade. Se a gente tiver a eleição de um candidato democrático, eu penso sobretudo no ex-presidente Lula, que construa a máquina de estado e desenvolva políticas de inclusão social, parte do ódio vai sumir porque é abastecido por essa falta de futuro.

C.C: Qual o maior desafio?

R.J.R: Tem outros casos de ódio, como o sujeito que odeia a liberdade das mulheres, o branco que diz que perdeu o espaço ou o sudestino que acha que está diminuindo. Há também nos setores progressistas pessoas que vêm com muita sede de ódio e que falam bobagem. Por exemplo: Um ato de solidariedade de um homem hétero a uma mulher ou a um LGBT às vezes é mal visto por não se estar em seu lugar de fala. Isso tem causado mais problema de que êxito. Entre nossas tarefas para o futuro está a de recuperar os nossos laços sociais e isso não será fácil. Temos um estado que foi desmontado, uma economia em fragalho, políticas sociais revertidas e um ódio muito forte por parte da extrema-direita e também da esquerda.        

C.C: O Lula é um bom nome mesmo o antipetismo ainda enraizado?

R.J.R: O líder é capaz de motivar e mobilizar. Ele se cerca de gente mais capaz do que ele. O Lula foi brilhante nisso. Eu penso que nós vamos precisar de alguém que tenha a capacidade que vejo muito no Lula e pouco nos outros. Essa aproximação dele com Geraldo Alckmin é curiosa e interessante porque mostra que ele não guarda ressentimento. Ele tem uma inteligência emocional rara. Ele tem uma dinâmica que poucos têm.

Na medida em que a pandemia amaina, vamos ter um panorama mais próximos da eleição completamente diferente do que tínhamos. Lula fica maior, Bolsonaro menor e os demais postulante ao posto de presidente. E a classe média se apequenam. Há muito em aprendermos. A próxima eleição não está definida, é adequado, que a sociedade tenha consciência qual deverá seguir e, não entrarem em um novo barco que não resista as tormentas da luta política por egos inflados, que não tem projetos para a sociedade. A maioria do povo está mal informado acerca das movimentações políticas sobre slogan do ‘herói, mito’, ‘combate a corrupção’. No país as pessoas dizem não estão interessadas em política. Portanto, chegou o momento população brasileira se interessar por política. Porque sempre há alguém que está interessado e de olho na eleição.

Não se deixe enganar pelas bobagens repetidas pela mídia comercial, eles com certeza e os donos do poder econômico, torce para que todos fiquem a sua própria vontade. Estamos vivendo por transformações ideológicas do herói ao combate a corrupção, mas na realidade as máscaras destes hipócritas combatentes aos poucos vão caindo uma a uma. Sendo desmascarados tal como da Operação Lava Jato e sua trupe; que tinha a dupla Moro-Dallagnol os heróis de Washigton DC, da mídia. Ficar de olho nesses vis mais que nunca. Os heróis na caça aos corruptos em todo o território brasileiro com bastante truculência e com sede de vingança. Os personagens estão agora revestidos do ‘bom político’.            

Moro e Bolsonaro são personagens muito comprometidos com a extrema direita e, no caso do ex-juiz parcial Moro, é um personagem perigoso: quando era juiz se atreveu a mentir em um processo para condenar e levar para a prisão impedindo o ex-presidente Lula de ser eleito presidente em 2018. Segundo Lula, o atual presidente brasileiro e o ex-juiz são extremistas: “O Bolsonaro é um fascista e o Moro é um neofascista”. O ensaio para 2022, só deu o ponta pé inicial, grupos de WhatsApp privados será amplificado por políticos em ritmo frenéticos, declarações do Jair Bolsonaro quem vem sistematicamente fustigando a credibilidade das urnas eletrônicas, sem apresentar provas. Se perder o pleito, irá atacar o ‘TSE’ de fraudes.

O objetivo dos bolsonarista foi plantar uma semente conspiratória para que, caso não seja reeleito, eles possam colher o fruto e dizer que o motivo da derrota foi fraude nas urnas. Será algo contínuo no próximo ano na extrema direita. Essa descrença em relação à urna eletrônica não se resumirá ao instrumento de votação, mas projeta uma descrença no sistema democrático como um todo. Esta antítese, O objetivo dos bolsonarista foi plantar uma semente conspiratória para que, caso não seja reeleito, eles possam colher o fruto e dizer que o motivo da derrota foi fraude nas urnas. Será algo contínuo no próximo ano na extrema direita. Essa descrença em relação à urna eletrônica não se resumirá ao instrumento de votação, mas projeta uma descrença no sistema democrático como um todo. Esta antítese, levam a sociedade a emoções negativas, geram ansiedade e raiva às instituições democráticas, afirma – o professor de história contemporânea da Universidade Federal de Juiz de Fora e coordenador do observatório de extrema direita Odilon Caldeira Neto.

Moro ex-juiz parcial e ex-ministro da Segurança Pública e Justiça do governo de Jair Bolsonaro, não tem problemas éticos, desde que seus interesses estejam contemplados. No livro lançado pelo próprio é uma peça de defesa sua, é de uma pobreza atroz e mal escrito. O ex-aliado de Jair Bolsonaro justifica seus atos que ajudaram levar o bolsonarismo ao poder, do levantamento de sigilo da delação vazia do ‘Antônio Palocci’. O ex-juiz parcial tem um problema sério com a lógica. Quando diz que não interferiu na eleição porque ‘não foi no segundo turno’ e que conversas suas e dos procuradores da Operação Lava Jato publicadas pelo Intercept estavam ‘fora de contexto’, não se dá mesmo bem com a dialeta.

Em seu livro morista – Moro concordou com troca de comando da Polícia Federal (PF) proposta por Bolsonaro, desde que ele indicasse o novo diretor. Alguém já leu alguma manchete por aí? Sérgio Moro confessou em seu livro, essa manchete não foi escrita por nenhum grande meio de comunicação do país. O ex-ministro Moro aceitou a mudança, desde que indicasse um amigo – se a época já era arejada, agora está no livro. Quem conheciam Moro não se surpreenderão com esta podre exposição de motivos, mas é impossível que os demais brasileiros não fiquem chocados com tamanha hipocrisia e falsidade.                       

O Partido dos Trabalhadores (PT) e as esquerdas erraram em não ter construído a ética coletiva no seio da sociedade e não mexeu no individualismo das pessoas, com uma educação pública, não só voltada para o bolso, mais que tivessem um compromisso com a ética coletiva. Apesar da qualidade de vida da população ter melhorado muito com os governos petistas, faltou incutir responsabilidade social na população que se beneficiou das políticas públicas criadas por Lula e Dilma.

A direita, enxergando esse espaço, se utilizou da ética, e de discursos como o da liberdade individual para justificar a manutenção de privilégios de alguns e de redução dos direitos de outros. Mas após o golpe de 2016 fortaleceu valores conservadores da direita no contexto geral da sociedade brasileira de valores neoliberalista. Se construiu uma comunidade marcada pelo ódio. O curioso é pensar o que levou as pessoas a isso. Sem consciência coletiva, as pessoas não se dão conta de que a responsabilidade pelo atual momento que o Brasil está passando. Falta no Brasil é reconstruir o pensamento crítico da população e torná-la mais ética. E não ter gente ignorante e orgulhosa de sua ignorância.

O Estados Unidos, tem o histórico de intervenções no Continente América Latina usando ‘lawfare’, no Brasil essa prática tornou-se relevante após a Operação Lava Jato. Cooptando o sistema de justiça para combater o projeto de independência socioeconômica do Brasil projetado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), com a judicialização da repressão política e econômica, através da Operação Lava Jato que tinha como responsável o ex-juiz parcial moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol a frente das investigações. Os Estados Unidos continuam com suas políticas intervencionistas através de magistrados da justiça do país que está no seu escopo, fazem juízes heróis em cada recanto deste continente.

Exemplo disso é o Patriat Act aprovado após atentado de 11 de setembro de 2001. Uma lei que autorizou o uso da tortura, que suspende, todo o direito à integridade física, para combater um inimigo muito bem localizado numa etnia e numa religião: a muçulmana. O mesmo com as leis antiterroristas. A relação do judiciário brasileiro tem a ver com que vinha acontecendo na Operação Lava Jato de Curitiba; O judiciário sempre exerce uma tutela dos interesses das elites. Como poder moderador, que controla os exageros. Lula já se pode até afirmar de que foi um excluído do sistema eleitoral para não ser eleito em 2018.

Moro foi um dos agentes desse processo, grande maioria do judiciário e do Ministério Público tem essa visão punitivista, acham que o Direito Penal é uma forma de política pública, uma forma de governar a sociedade. O sistema de justiça brasileiro foi usado para perseguir determinados agentes políticos. A corrupção é macrocriminalidade e isso não pode ser combatido, só Direito Penal. Macrocriminalidade é um processo complexo que se combate com política pública e com mudança cultural.

Bolsonaro o negacionista ou Moro o ex-juiz parcial é a continuidade do caos? Esse herói do combate a corrupção, preferiu evitar a fadiga: ‘Ali, não sei, acho questionável pois melindra alguém cujo o apoio é importante’, o juiz não era político, mas já fazia alianças política com o PSDB. Os tucanos apoiavam firmemente os arbítrios da Lava Jato, já que a Operação atropelava o PT, o partido para qual já tinham perdido quatro eleições presidenciais seguidas. O ex-juiz parcial ante de abandonar a Toga tinha uma relação política com os tucanos desde muito tempo. Nunca se constrangeu em aparecer ao lado de políticos do PSDB, mesmo estando à frente de vários processos envolvendo seus adversários políticos. Era para ter sido um escândalo de grandes proporções, mas o lavajatismo que assola a grande imprensa nacional não deixava transparecer para a sociedade. O então juiz parcial, o paladino da moralidade na vida pública, cometeu sucessivas infrações ao Código de Ética da magistratura ao se acochambrar com políticos tucanos. Moro não se constrange em fazer autopromoção e aparecer em encontros de políticos do PSDB.

O juiz participou em evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA em Nova York, onde foi premiado como personalidade do ano. Violou sem constrangimento o Código de Ética da magistratura por diversas vezes. O Artigo 13 do Capítulo 4 diz que o “magistrado deve evitar comportamento que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza”.

João Doria ainda quando era prefeito da capital de São Paulo pelo PSDB anunciou o vencedor do prêmio personalidade do ano, chamou Moro de ‘herói nacional’. É ao lado desses personagens nebulosos da política que Moro aparece à vontade em eventos públicos. Moro sempre fez questão de participar de eventos patrocinados por político do PSDB. Em 2015, ele foi homenageado pela empresa de Doria. Moro costuma cair em contradição quando tenta explicar sua presença ao lado de tucanos. Em uma festa da revista ‘Isto É’, foi fotografado junto ao Aécio Neves, um ultra delatado na Lava Jato, rindo e sussurrando ao ouvido do político tucano. Participou de evento comemorativo do governo de Mato Grosso, convidado pelo governador Pedro Taques (PSDB), em um pronunciamento no evento, fez questão de elogiar o político. Mesmo sabendo da avalanche de denúncias que recaiam sobre os ombros destes políticos do PSDB, não deixava de fazer elogios e participava de eventos patrocinados pelo PSDB.

Que fique registrado para história, Moro cometeu ilegalidades que prejudicaram a maior liderança política do Brasil durante processo que o levou à cadeia. Foi alçado à condição de herói combatente da corrupção na política, nunca fez questão de parecer imparcial, um princípio fundamental para a confiabilidade da justiça. O que nós temos de fato é um juiz que foi julgado parcial pelo Superior Tribunal Federal (STF), por ter perseguido o ex-presidente Lula e, por ter prática diversas ilegalidades. Moro solapou a democracia, atuou ativamente para desmoralizar o Poder Judiciário como instituição republicana, foi agente ativo de todas as anormalidades e assimetrias produzidas nas eleições de 2018.

Aventureiro e abraçado às bandeiras da extrema direita que ajudou a demolir os pilares de convivência social e harmônica da sociedade brasileira. Esse dois, Moro e Bolsonaro, usam o ódio como combustível de suas práticas marginais à política. Refugiou-se nos Estados Unidos, um sujeito antipolítico, sem brilho, de péssima oratória, mal articulado, inculto e de raciocínio lerdo e inteligência pouco vivaz. Não são pouca as semelhanças com Jair Bolsonaro. Eles têm em comum o desprezo pela democracia, a crença de que são superiores à lei, a ausência de senso moral. Por todas essas semelhanças ambos não passam de fantoches e títeres. Tentou se apossar da base do bolsonarismo, mas não tem capacidade. Agora ver suas sentenças após sentenças sendo anuladas por vícios incontornáveis pelo Superior Tribunal Federal (STF), a seus abusos na Lava Jato, que lhe permitiu criar uma barreira de cinismo e desinformação, que o protegia atrás da Toga, agora é vidraça.

O Partido dos Trabalhadores (PT), Luis Inácio Lula da Silva e a Dilma Rousseff são obsessão doentia da ‘elite’ desta camada hierárquica superior da sociedade brasileira, em uma dada estratificação social. O resto, ou seja, os políticos e agentes públicos que receberam milhões de propinas desde a época de Fernando Henrique Cardoso (FHC), não faz parte do escopo midiático. O discurso da corrupção, segundo o pensador italiano Noberto Bobbio, é apenas uma arma do fascista para usurpar o poder: “Ele acusa, insulta, agride como se fosse puro e honesto. Mas o fascista prática a maldade”. Policiais, juízes e procuradores que praticaram arbítrios são incensados por uma imprensa canalha.

A ex-operação Lava Jato foi conduzida com critérios obscurantistas e discricionários, que atentou contra a Constituição e a Lei, com o propósito de atacar e condenar inimigo político. Será preciso abrir a caixa preta da Lava Jato e submeter a operação a uma rigorosa auditória, sob a vigilância de instituições nacionais confiáveis, de organismos jurídicos internacionais. As arbitrariedades e os abusos da Lava Jato não somente violentaram o sistema jurídico nacional, como colocou em risco a democracia e o Estado de Direito no Brasil.

Como diz Marilena Chauí, de que ser liberal e democrata – “regime da lei e da ordem para a garantia das liberdades individuais”. Nos remete a pensamento de liberdade, em primeiro lugar que a liberdade se reduz a competição econômica da chamada ‘livre iniciativa’ e à competição política entre siglas partidárias que disputam eleições; em segundo, que a noção de regime da lei à potência judiciária para limitar o poder político, defendendo a sociedade contra abuso; em terceiro, significa que há uma identificação entre a ordem e a potência dos poderes legislativo, executivo e judiciário para conter os conflitos sociais, impedindo, por meio da lei.

Eleger Lula presidente da República pela terceira vez, significa restaurar, a democracia, a esperança, ao protagonismo a quem a nação deve entregar a missão de se reconciliar consigo. Não pode faltar a dimensão do estadista nem a magnanimidade e o espírito público do ex-presidente Lula. Ele representa o muro de contenção a este fascismo representado pelo Bolsonaro e Sergio Moro, que divide a nação em polos antagônico e incompatível com a democracia. Ele reúne as melhores condições para reconciliar o país, trazer de volta a harmonia social, o crescimento econômico, combater a fome e tornar o Brasil uma nação novamente respeitada globalmente. Temos que analisar o cenário, estudar mais teoria e seguir fazendo propostas, porque não se consegue mobilizar o povo sem um discurso, sem construir uma narrativa em que a população veja como confiável e viável.

Não se pode abrir espaço para discursos fascistas, de culpar o outro. Precisa construir uma nova ordem mundial que ponha freios no campo das finanças, se não vamos entrar num momento de dolarização da economia, com perda de soberania. O Brasil está vivendo uma situação do ódio ao outro, de fome e desmonte do Estado. O caldo de cultura que permitiu a ascensão de Jair Bolsonaro continua existindo com uma extrema-direita que nega a política e usa “os mesmos chavões fascistas de sempre, testados e que funcionam”. O inimigo do povo está representado na figura do presidente Bolsonaro e do ex-juiz parcial Sergio Moro, figuras perigosas para o país. Eles representam os interesses norte-americanos no Brasil, o sistema neoliberal, que exploram a população utilizando-se de políticos que satisfazem os interesses do mercado, da grande imprensa e dos estadunidenses. O Moro é mais perigo para o Brasil do que o tosco presidente Bolsonaro, esses inconfidentes representam a garantia de que a destruição da Petrobrás não será revertida.

A Petrobrás foi um dos maiores atores estratégicos do desenvolvimento econômico do Brasil, uma das maiores petrolíferas do mundo. Durante os governos de Lula e Dilma, a curva de investimento no setor foi extraordinária. Fortaleceram a Petrobrás e sua cadeia de refino para reduzir a dependência internacional, permitiram a Petrobrás a administrar o preço para o custo do barril e do câmbio não impactarem na população. Mas não só isso, a Petrobrás também fortaleceu outras cadeias, como a indústria naval. A Lava Jato, o golpista Michel Temer e Paulo Guedes tem grandes contribuição da quebra da petrolífera, entregaram o patrimônio, impossibilitando que o país use essa empresa estratégica para o desenvolvimento econômico. Será um dos grandes enfrentamentos políticos para o próximo presidente. Não é à toa que o ex-juiz parcial Sergio Moro está na campanha. Moro será a garantia de continuidade do processo de desmonte do Estado brasileiro. Por isso que a grande imprensa e o mercado estão apostando muito em sua candidatura, joga todo seu poder de manipulação desenformando a população.

Um povo sem memória é um povo sem história, disse a historiadora paulista Emília Viotti da Costa. Muitas vezes, é o passado que ajuda a explicar o presente, e não seria diferente em relação à política brasileira. Da direita neoliberal, que foi socia da Lava Jato, do golpe contra a Presidente Dilma Rousseff (PT) e do governo Michel Temer (MDB), e hoje sustenta o programa econômico, razão de ser do governo Jair Bolsonaro (PL). O momento histórico e a disputa político-eleitoral, exigem unidade das esquerdas e de outras corrente política mais ao centro para derrotar o Jair Bolsonaro e a direita expressa na dupla Doria (PSDB)-Moro (Podemos) que, inclusive, poderá se tornar aliadas por pressão das forças econômicas e midiáticas que se opõem as esquerdas e ao projeto político progressista.

Qualquer país que tente prejudicar os interesses das empresas multinacionais norte-americanas, sobretudo quando está em causa o ‘livre acesso aos recursos naturais dos países aliados’. Qualquer nação que seja democrática ou não democrática, pode ser inimigo político e tratado como inimigo. Foi o que aconteceu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Rousseff ambos do (PT), vítima de infame perseguição judicial no âmbito da Operação Lava Jato conduzida por um magistrado que macula o sistema Judicial brasileiro, Sérgio Moro ex-juiz parcial, e com a colaboração ativa do Department of Justice dos EUA.

A tal narrativa dos operadores da Operação Lava Jato. Tinha como cerne e incumbência do matiz política e seletiva que era preciso destruir a imagem e se possível eliminar do conceito da nação o Partido dos Trabalhadores (PT) e do ex-presidente Lula. Que com a divulgações de gravações destes operadores lavajatistas pelo site Intercept Brasil e pelo editorialista e jornalista Glenn Greenwald, fez com que a sociedade viesse a descreditar e descrebilizar essa nefasta e sinistra operação. Essa ação judicial que diziam que tinha o propósito concreto, que era o combate a corrupção de políticos e empresas, foi posta ao serviço do interesse dos Estados Unidos ao combate político e econômico, aos países que vinham concorrendo no campo político e econômico com empresas estadunidense, configurasse em uma pugna (guerra) jurídica (lawfare), manipulando e cooptando sistema judiciais em diversos países, para atuarem a seu favor.

Usaram o sistema judicial destas nações para neutralização do inimigo político e econômico, lhes causando grandes danos irreparável no curto e médio prazo e até no longo. Essa luta deflagada globalmente contra a corrupção, é a mais recente versão intervencionista do império norte-americano contra os seus reais ou imaginários inimigos. Foram, a guerra contra o comunismo, contra o narcotráfico e as drogas, contra o terrorismo etc. Agora a narrativa imperial a guerra internacional contra a corrupção. Nesse sentido, contém em si a contradição com os princípios, que afirmam em defenderem. Tem o objetivo que é defender os interesses das empresas multinacionais norte-americanas da concorrência crescente por empresas rivais sediadas em outras nações. A guerra contra a corrupção visa a neutralização destas companhias. Esta guerra tenta transmitir a ideia falsa de que as corporações norte-americanas são as menos corruptas, quando na realidade, o que passa é que muitos das atividades consideradas corruptivas praticadas por empresas estrangeiras estão legalizadas nos EUA.

Contradiz os ‘princípios do primado das leis do mercado e do livre comércio’ que presidem à lógica global do capitalismo neoliberal. Não só explica do porque tanto interesse do Senador brasileiro José Serra Chirico, mais conhecido como José Serra (PSDB/SP), a época com o projeto de lei do desmantelamento e da desregulamentação do marco regulatório da partilha do royalty do petróleo e do gás e, os interesses do grande capital internacional. A ligação do Senador Serra e outros políticos em formuladores projetos de lei que abriram o pré-sal. Isso não foi ficção foi o primeiro elemento político de que era dá legalidade à intervenção do capital internacional pudesse apossa-se do pré-sal. Ai veio a segunda etapa a Operação Lava Jato em Curitiba, foi a ingenuidade da maior parte da sociedade brasileira que confiaram em um então juiz de primeira instância, um inconfidente, que desde a época do ‘Escândalo do Banestado em Foz do Iguaçu no Paraná, já vinha demonstrando sua lealdade ao Estados Unidos e de suas multinacionais para barrarem os avanços da Odebrecht e da Petrobrás globalmente.

A política petista nutria o sonho de desenvolvimento da nação, as elites brasileiras fizeram do Partido dos Trabalhadores e do ex-presidente Lula o inimigo número um e, como sendo o principal elo da corrupção no Brasil. Contendo pesadas críticas e perseguição da Operação Lava Jato ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT), a oposição ficou viva e ativou o antipetismo, com os vazamentos seletivos do ex-juiz, ex-ministro da Justiça e Segurança do atual governo do Bolsonaro, passou a investigarem líderes petistas, partindo-se do mote ao combate a corrupção. Porém, o foco era destruir o Partido dos Trabalhadores e suas principais cabeças pensantes, como do ex-presidente Lula e do estrategista e político José Dirceu, tirando de sena no atual momento político brasileiro; amplas campanhas foram deflagadas nos grandes meios de comunicações brasileira.

Derrubaram o governo da Dilma Rousseff (PT) e estenderão um conluio em torno do deputado federal Eduardo Cunha (MDB). e aos poucos foram sufocando e destruindo o plano de governo, politicamente, economicamente; por meio do alinhamento com várias correntes da sociedade civil ideologicamente ligada à ultradireita neoliberal, com projetos Bombas. Como desprendimentos destas denúncias todas as maiores empreiteiras nacionais, petróleo e gás, foram também aos poucos sendo abatidas economicamente, chegando ao estado de falências. A mais rentável empresa brasileira a Petrobrás carcomida por interesse políticos e imperialistas, foi a mas atacada pela Operação Lava Jato e a então intocável Odebrecht, foram atacadas pelo então juiz parcial Sérgio Moro. Por quê? A Lava Jato não passou de uma falsa fábrica de destruição da utopia de muitos brasileiros, que aos poucos vem sendo revelados o ambicioso projeto de poder que foi articulado nos bastidores da Lava Jato. A operação tinha objetivos e mostrou nevrálgica desfecho, visto em duas cadeias produtivas pujantes e interligadas da economia, a de petróleo e gás e a de construção civil. 

Publicado por Sputnik – de Washington/Moscou  “Norte-americano é preso por alegada tentativa de ceder dados classificados à Rússia” – O ex-engenheiro foi preso pelas autoridades dos EUA por alegadamente tentar oferecer informação classificada a um agente do Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) disfarçado de agente da Rússia. Supunha que o Sérgio Moro e Deltan Dallagnol fosse americano, e investigassem as empresas de engenharia e construção civil pesada e petroleiras americanas. Após uma devassa nos arquivos e relatórios ultrassecretos. Repassassem para outro país tais informações que foram repassadas para Departamento de Justiça (JoD), sobre nossas ‘empresas de engenharia e de petróleo e gás’. Fosse o contrário o Moro e Dallagnol seriam declarados de traidores da pátria, por transferirem investigações sigilosas como foi com o engenheiro que tinha trabalhado para empresas contratadas pelo Pentágono. Declaração do órgão de justiça. “De acordo com documentos do tribunal, John Murray Rowe Jr., de 63 anos, natural de Lead, tentou oferecer informação de defesa nacional classificada ao governo russo.” Seriam condenados a prisão perpetua e sem direito a revisão penal por acusações criminais ligados à espionagem.

Aqui no Brasil foi o contrário, onde um juiz e procuradores traíram a nação, repassou informações sigilosas sobre projetos tecnológicos de nossas empresas para o Departamento de Justiça (JoD) dos Estados Unidos. Fica no ar uma pergunta o que a sociedade realmente quer, e que teremos que refletir mais sobre este pleito eleitoral que se avizinha em 2022. Precisa encerrar este momento de tormenta, a violência destes fascistas que gerou e ainda gera clima de medo e incerteza no país. Então com o ex-presidente Lula que tem muito a ver com os valores democrático, com o compromisso democrático. Ou optar no medo, que propõe um Estado policialesco, detenção e prisões ilegais, ao estilo da famigerada Operação Lava Jato, uma retórica a anticomunista que criou o fantasma fascista, o discurso ultrapassado de que o Brasil era comunista. Então esses candidatos surgem com discursos que penetra no imaginário popular. Isso é preocupante e doloroso se fomos derrotados por estes extremistas bolsonarista-moristas, com o discurso do medo, ideias autoritárias como slogans de “caça aos corruptos”, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Candidato a justiceiro de degeneração da classe política, do pretendente a herói”.   

Honestidade intelectual pressupõe a coragem de se indispor com aliados e defender ideias. O quem vem acontecendo para tanta desonestidade intelectual? Pregam o antipolítico e hoje são políticos. Não há nada bizarramente novo nesta concepção; e de fato faremos bem em desconfiar, em qualquer narrativa que se vanglorie de ser novidade. A verdade muda de roupa com frequência, mas sob o novo hábito continuam sempre os mesmos. Em ética e moral não devemos esperar nada do Moro, Dallagnol. Constituem unido devido suas convicções ambiciosas de alcançarem ao poder, brandindo as armas do justiceiros, devotados à suas causas com ardor de aparência angelical, mas que na realidade não passam de lobo vestidos em peles de cordeiros; levando uma existência frugal, enquanto querem alçar ao poder, a qualquer custo, é exequível, e não passam de tecnocratas e guardiões submissos ao Estados Unidos. A Lava Jato ao longo de mais de cinco anos construiu um discurso binário, ou você era a favor da Lava Jato, ou era a favor da corrupção.             

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