O silêncio a arma dos covardes!

Quando esculto ou assisto entrevista do ex-juiz parcial Sérgio Moro nos grandes meios de comunicações brasileira, sobre corrupção, me faz lembrar do jornalista Joaquim de Carvalho quando escreveu no site Brasil 247 – “Moro falar sobre o combate corrupção é tão suspeito quanto o Fernandinho Beira-Mar em falar em acabar com o tráfico de droga”. O jornalista, comparou o ex-juiz Sergio Moro, que foi declarado parcial pelo STF nos processos da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula, com o ex-comandante do Comando Vermelho, o traficante Fernandinho Beira-Mar. Segundo o jornalista Joaquim de Carvalho, que denuncia o enriquecimento de Moro, enquanto os brasileiros ficaram mais pobres por conta da operação de destruição da economia nacional.

Moro foi condenado pelo Superior Tribunal Federal como incapaz de exercer a magistratura, a corte suprema, os guardiões da Constituição. Eles condenaram como um juiz parcial capaz de julgar. Em outras palavras, ele perseguiu uma liderança política”. Que a época era o favorito a presidente da República do Brasil, já no primeiro turno das eleições de 2018. Fatores este que com a afastamento do ex-presidente Lula, foi eleito um presidente negacionista. Fez “alpinismo social com a Lava Jato” e “enriqueceu enquanto os brasileiros ficaram muito mais pobres”. Quando vejo o ex-juiz parcial falar para a mídia amiga e complacente com seus crimes e lesa pátria, sobre corrupção nos enoja com tanta hipocrisia; ele contaminou a justiça brasileira, ele nos enganou, de pronto já sabe que é um covarde, um suspeito condenado pela maior corte de justiça brasileira, em uma mera arguição fria e não apena no campo ideológico. Na verdade, o que segurou nestes vários anos de Lava Jato foi um declínio muito forte na área econômica e social, é “uma coisa inacreditável”. O Brasil nestes anos veio cada vez mais afundando em um pantanal arenoso e movediço.

Diante do atual momento de desgoverno que a nação vive, só há uma solução política, a mudança de rumo com o ex-presidente Lula e de um Congresso eleito de deputados e senadores progressistas comprometidos com a nossa soberania territorial, política, econômica e social. Tem que botar ordem na casa e reconstruir o país, tanto no campo social como econômico. Não se alinhar há qualquer regime e, sim ter autonomia na sua política interna e principalmente na externa. E isso caminha com o Lula e um Congresso comprometido em apoiar projetos desenvolvimentistas. Não basta eleger o Lula como presidente do Brasil, tem que eleger o Lula e modificar a correlação de forças no Congresso. “Não quer dizer que a esquerda tem que ser maioria, mas que as forças democráticas com uma visão de inclusão social – ou seja, as forças que ou são firmes no apoio ao Estado de bem estar social ou estão abertas para discutir isso – elas têm que constituir uma maioria dentro do Legislativo”. Ressalta o jornalista Franklin Martins. O que demonstra não apenas o descompasso, mas sobretudo a distância entre os interesses e a visão do empresariado em relação à sociedade brasileira.

A economia brasileira mudou muito, desde a adesão das elites dominantes ao neoliberalismo, coaram nos governos de Fernando Collor e com o Fernando Henrique Cardoso (FHC). O eixo da economia se deslocou das grandes corporações industriais, comerciais e financeiras para o setor financeiro privado. Um setor que não está diretamente associado à produção e à geração de empregos, mas à especulação financeira, onde ganha muito mais do que no investimento produtivo. Por isso os bancos privados passaram a estar no centro da economia. Quando se fala do mercado e do empresariado, a referência é centralmente a eles. Esse projeto de governo não interessa ao capital financeiro.

Nos governos do Partido dos Trabalhadores de Lula/Dilma Rousseff conviveram a contragosto, e quando houve um descuido do governo eles passaram a sabotarem abertamente até levar a nação há um rompimento as leis e a própria Constituição com o impeachment da Presidenta Dilma em 2016. Após o golpe com o afastamento da Presidente Rousseff (PT) e, dos últimos 5 anos, depois da ruptura democrática, o capital financeiro passou a gozar das melhores condições para ele. Não há mais um modelo econômico que promove o investimento produtivo, nem gera empregos formais e distribuição de renda.

Ulisses Guimarães já em 05 de outubro de 1988, nos alertava que a Constituição seria vítima de conspirações oportunistas visando sua derrocada. “Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério”, completou Ulysses Guimarães. No histórico discurso, ele reconheceu que o texto constitucional não era perfeito, razão pela qual era e ainda é possível a atualização ou revisão por emendas. Hoje, são mais de 100 emendas constitucionais foi quase que desfigurada totalmente. Atualmente a nação vive em uma profunda crise que está conduzindo a sociedade à beira do colapso, conluios políticos patrocinado pela elite dominante e financeira que vislumbram objetivos espúrios, o escancarar das práticas vis que condicionam a cada dia explorar os mais vulneráveis que não tem condições de lutar por seus direitos, expõem em praça pública, à semelhança do feito a Tiradentes, expondo suas vísceras em cada local de grande visibilidade pública, para que servissem de exemplo a quem se opõem ao sistema, puxam o país cada um a seu modo, a seu toque, não restando claro para que rumo apontamos.

Juízes, MP, policiais que aos poucos vem colocando suas vísceras amostras, que trajou-se nas vestes de salvadores da pátria. Até então, a solução é plausível e coerente. Faltou combinar com a Constituição. Como antecipado por Ulisses, oportunistas dissimulados objetivam derrocar toda a Constituição atribuindo-lhe a responsabilidade pela balbúrdia política e institucional. Os argumentos, foi de pronto aceito como verdade absoluta. O mesmo Ulisses, seguidamente a denunciava os traidores da pátria com seus autoritarismos assombrosos de destruição do inimigo político. Devemos manter-nos fiéis à Constituição da República. Ela não se presta, como nunca deveria se prestar, aos usurpadores transitórios, que buscam a perpetuação no poder a todo custo. Inclusive da própria Constituição. Os malfeitores políticos se vão. A Constituição, fica. Como bem disse Ulisses, a Constituição não é perfeita. Mas “quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca.”.

A Lava Jato chegou a seu fim melancolicamente, silenciosa como todos movimentos lesa pátria e covardes, sem pessoas ocupando as ruas ou batendo panelas em protesto. Aquele imenso apoio público, que funcionou como motor da operação, se dispersou batendo biela, como se diz um velho zagrão popular, a Operação estava a cada vez mais desalinhada com os objetivos que era do combate a corrupção. Passaram a fazer política, passaram a combater ideologicamente apena os contrários, os órgãos de instâncias superiores da justiça brasileira que ter como preceito combater os excessos e desvios falharam ou foram omissos no combate, só vieram entender depois de muitos anos. A época tinha uma Procuradoria Geral da República absolutamente alinhada com a Lava Jato. Tudo o que vinha do MP do Paraná era aceito pela PGR de forma acrítica, automática.

Foi um sinal de que a operação tinha objetivos políticos e não do combate a corrupção. Aos poucos os lavajatistas foram compreendendo que sua farsa estava sendo desvendada. Portanto, o legado da Lava Jato e como ela entrará para os livros de história, a maioria da sociedade tem certeza que serão jogados lata do lixo. A ‘Vaza Jato’ tirou estes lacrai-os da zona de conforto, a investigação que obrigou a imprensa brasileira a se olhar no espelho, retratando os bastidores das revelações do ‘The Intercept Brasil’ que mudaram a forma como os veículos de comunicação cobriam a Operação Lava Jato.

Não se pode viver escondido na conveniência do silencio. Situou-se corrompendo as leis vigente e, desmandando e cometendo graves quebra da ordem constitucional e das normas que rege o judiciário brasileiro. Deixaram o país na maior resseção econômica. um rastro perverso de destruição e miséria. Precisamos ficar alertados para propostas de mudanças estruturais da justiça. Não se pode deixar cair no esquecimento coletivo a respeito dos falsos heróis construídos pela grande mídia comercial para combater inimigos de ocasião. O que aos poucos vem ficando mais explicito a falta de caráter, cinismo e desqualificação técnica do ex-juiz parcial, a sua falta de coragem e de espírito público. Quem sabe por estar sempre a serviço da casa grande, como diz Jessé de Souza em seu livro o “Capitão do Mato”. Ainda não tenha se dado conta, mas não poderá mais contar com a proteção da toga. Sem decolar, mas pesquisas, o ex-juiz parcial. A cada pesquisa do seu maior inimigo o ex-presidente Lula fica mais próximo de uma vitória já no primeiro turno das eleições de outubro/2022. Este cara incitou o ódio contra a esquerda brasileira, instigou o ódio de classe, destruiu a nação socialmente e economicamente.

Em 01 de dezembro 2020 o jornalista Reinaldo Azevedo já cobrava da PGR investigue Moro e Justiça quebre seu sigilo bancário, em sua coluna no UOL, que o “procurador-geral da República Augusto Aras, tem o dever funcional e o dever moral de investigar a contratação do ex-juiz parcial Sérgio Moro pela empresa americana Alvarez & Marsal. A menos que queira ser cúmplice de uma imoralidade”. Para o jornalista, “a questão da legalidade há de ser apurada no curso da investigação. E nem peço que Moro seja medido pela régua da Lava Jato. Que lhe seja garantido, por exemplo, o direito de defesa”. No texto, o jornalista Azevedo destaca que “A A&M presta serviços para a OAS — também em recuperação judicial —, a Queiroz Galvão e a Sete Brasil, que tem a Petrobras como uma das sócias”. “E foi na petroleira que tudo começou”.

Continua a o jornalista “É uma vergonha. É um despropósito. Sim, a Lava Jato, de que Moro era, a um só tempo, chefe e juiz, contribuiu para levar essas empresas à lona”, “Então ele homologa os acordos de delação e, na prática, também o de leniência da Odebrecht, deixa a função de juiz e, menos de dois anos depois, vai trabalhar para a empresa que recebe todo mês pagamentos milionários da… Odebrecht? E o mesmo se diga da OAS?”, questiona ele no texto. “Bem, só teremos respostas a essas indagações com uma severa investigação e com a quebra do sigilo bancário de Moro dentro e fora do país. Por muito menos, o então juiz expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão”, finaliza.

O elo da elite com o ex-juiz parcial, entretanto, se acham os donos da nação tem como arma o silencio. Tentam a todo custo criarem uma terceira via, que na realidade ainda não tem força para decolar. Para fazer uma frente contra o principal adversário do presidente Jair Bolsonaro, até o momento, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera as pesquisas de intenção de voto. Há uma reverência da elite ao ex-juiz parcial que se filiou ao Podemos, porém não passa nas últimas pesquisas de um digito. Ele será a bala de prata da elite. E nem começou a eleição e já se cogita que o parcial mude de partido e integre o União Brasil.

Porem no fundo deste grande lamaçal, a elite está preocupada com as atuais pesquisas de intenções divulgadas até o momento, o ex-presidente Lula na liderança e em segundo lugar vem o presidente Jair Bolsonaro. Além disso, fontes da elite dominante brasileira entendem que é preciso que o ex-juiz parcial passe a identificar-se mais com o centro, também evitando esse movimento para a direita. O João Doria tem muitos obstáculos a serem superado até dentro do seu próprio partido, para se lançar como candidato à presidência, criou muito inimigo até o corrupto Aécio. O Ciro Gomes ele não tem meio para se comunicar com os eleitores. Porque os grandes jornais brasileiros só o noticiam quando ele ataca o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, a grande mídia o usa com objetivo de intrigá-lo com os petistas.

O conflito foi lançado contra a nação brasileira desde o ano de 2013, voltados contra aquele que defende os interesses nacionais, criam fake News e espalham notícias falsas. Onde grupos fascistas ou antinacionais como do atual desgoverno do Bolsonaro, o MBL, e sites que se dizem neoliberais, fazem oposição ideológicas do desmonte do Estado brasileiro e agridem de forma implacável, todos aqueles que defendem um país soberano economicamente e politicamente. Comportamento desviante começa pela própria elite empresarial, que prefere não correr risco algum, preferem viver à sombra do Estado. Toda essa desorganização dá numa coisa, a tragédia econômica e social da nação, um país que há pelo menos após o golpe de 2016 não se governa direito e, portanto, não consegue andar para a frente, que coloque na frente um projeto sólido para o futuro, restabelecendo a ordem institucional de maneira pacífica e democrática.

No caso envolvendo o trabalho de Moro que prestou serviço por mais ou menos de dez meses a empresa de consultoria Alvarez & Marsal para recuperação judiciais de empresas que ele mesmo ajudou a quebrarem, os indícios apontam a ocorrência da chamada “porta giratória”, que ocorre quando um indivíduo pratica ações no serviço público que causam consequências em determinados segmentos econômicos e, depois, vai trabalhar na iniciativa privada, beneficiando-se dos efeitos que ajudou a produzir. No dia 18/01, o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, garantiu ao Ministério Público de Contas, representado pelo subprocurador Lucas Furtado, “acesso integral” às informações do contrato do ex-juiz da “lava jato” e atual pré-candidato à presidência da República Sergio Moro com a consultoria Alvarez & Marsal.

O cerco contra o ex-juiz parcial que lucrou com a destruição de 4,4 milhões de empregos no Brasil, que destruiu as maiores empresas de engenharias brasileiras, que foram induzidas a contratar a empresa estadunidense, com 78% da receita da firma que contratou Moro veio de alvos da Lava Jato. Quanto disso foi parar no seu bolso? Antes da decisão, aliados de Moro se revezaram em ataques ao ministro Bruno Dantas e ao subprocurador Lucas Furtado, em clara tentativa de intimidação. Os dados mostram que 75% da receita da filial brasileira da Alvarez & Marsal foram obtidos de empresas envolvidas com a “lava jato”. Que com as revelações da “vaza jato”, ele foi declarado suspeito pelo Superior Tribunal Federal (STF) para julgar casos envolvendo o ex-presidente Lula. A decisão gerou uma verdadeira cascata de nulidades nos processos do ex-juiz parcial.

O ex-juiz parcial Sérgio Moro se acha o mais ilibado, o liberto sem mancha. Tinha plena certeza que poderia contar com a complacência da grande mídia oligarca comercial, foi talvez por ter sido aconselhado pelas elites para ir ao Governo do Bolsonaro para ter o controle e o direcionamento do incontrolável presidente, que o colocaria no bolso do terno, passaria a manipula-lo de acordo com o planejado pelos donos do poder financeiro. Jogou o xadrez da elite brasileira e internacional e com o apoio quase irrestrito da classe média. Só não contou com um cara mais inteligente do que o próprio e sua trupe de procuradores, que foi o hacker de Araraquara. Ele consegue acesso a todas as conversas do grupo da Lava Jato de Curitiba, que faziam conchavo e falcatruas conspiratórias contra o Partido dos Trabalhadores e, do ex-presidente Lula. Em tão pouco tempo passou de herói à traidor da pátria.

Sua imagem covarde e silenciosa o caracteriza de traidor e, que a época que deixou a magistratura para ingressar na política, aceitando o cargo de ministro da Segurança e Justiça do governo do Jair Bolsonaro. Tinha como chavão para se livrar de perguntas de jornalistas, que nada era de sua alçada, portanto, se postou em silêncio que é a arma dos covardes. Você e sua trupe de colaboradores com certeza vão pagar por seus crimes de lesa a pátria. Seu legado vai para a lata do lixo. Já o ex-presidente Lula é o encosto que ameaça os fascistas tal como você Sérgio Moro. Um fantoche dos estadunidenses. Você esqueceu que o Lula é como fênix, um pássaro da mitologia grega que, quando parecia morto, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Senhor Sérgio Moro fique claro o ex-presidente representa a vida, a alegria, a esperança. E você o que representa? Como diz o ex-presidente você é um boneco de barro oco, vive no presente tentando justificar o que fez, com sustentação da grande mídia oligarca e udenista. Faz do silêncio a arma do covarde! Nunca parou para fazer uma reflexão dos males que causaste a nação brasileira.

Sérgio Moro deveria ter como princípio de que juiz não é parte acusatória do processo, não é herói, não combate, magistrado tem obrigação constitucionais bem clara de que é julgar os altos dos acolhimentos da acusação (procuradores) e da defesa (Advogados). A legitimidade democrática do juiz deriva da constituição, e não da vontade da maioria da grande mídia corporativa ou de alguém interessado no fato. O juiz, acima de tudo, deve ser garantidor. Para além do espectro político-ideológico, é necessário fazermos uma análise do que essa decisão significa para o Estado democrático de Direito. À época traiu o código de ética da magistratura, jogou a Constituição no lixo, polarizou o processo do ex-presidente, tornando-se justiceiro, traficou a toga corrompendo o sistema de Justiça criminal brasileiro. Seu objetivo e de seus asseclas era inviabilizar de forma definitiva a participação de Lula no cenário político. O combate à corrupção deve, portanto, ser feito dentro dos ditames legais. Revelou uma cadeia sucessiva de atos lesivos ao compromisso com a imparcialidade. A Lava Jato vai ficar nos anais da história da justiça brasileira como o maior escândalo judicial.

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