Miséria, fome e desemprego aponta o caos do Brasil dos desiguais!

Miséria, fome e desemprego, vem aumentando pós golpe de 2016, foram incapazes de criarem política sociais voltadas para a desigualdade no país, mentiram para o povo brasileiro que depois da retirada da Presidente Dilma Rousseff (PT), tudo iam mudar para melhor. Faz mais de cinco anos e a cada dia a situação dos mais pobres fica desesperadora, os brasileiros sequer tiveram a oportunidade e ainda estão na fila da miséria. A situação é dramática para milhões de brasileiros. Foi para isso que golpearam o governo da Dilma, acabaram com a maioria de programas que beneficiavam os mais carentes e dependentes do Estado. O Brasil da “ponte para o futuro” é o país da miséria, fome e desemprego, da inflação, da violência aos pobres e principalmente se for negro. O economista Marcelo Neri, diretor do Centro de Políticas Sociais FGV Social e ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Dilma vem alertando que a desigualdade vem aumentando mais e mais, pós golpe de 2016.

A extrema pobreza baseada em renda aumentou em todos estes anos, devido ao aumento de desigualdade de renda do trabalho e ao enxugamento de programas sociais. Isto se deve a grande mudança e de direcionamento da política dos atuais governos brasileiro, que voltaram suas políticas para beneficiar a quem já tinham grandes fortunas e não depende do Estado para se manterem. O que vem a cada dia deixando o Brasil mais empobrecido, mais desigual e com uma enorme massa desempregada e sem ter a quem recorrer. A inflação vem subindo, o custo de vida para os mais pobres já passa de dois dígitos, mais de dezenas de milhões passaram a não ter o que comer. As pessoas ficam sem renda devido à falta de emprego/renda, perdem suas casas, novas favelas fundadas por moradores de rua estão crescendo em todo o país.

O cenário para 2023 não será animador, inflação e desemprego devem agravar a cada dia mais a fome. Mais de dezenas de milhões lares brasileiros já enfrenta a insegurança alimentar. O Brasil vive uma explosão da inflação e crise socioeconômica sem precedente. De acordo com pesquisadores em Soberania e Segurança Alimentar será uma calamidade a situação da fome e da insegurança alimentar no Brasil em 2022. O aumento da pobreza e da extrema pobreza em nível nacional, os indicadores têm um percentual muito elevado com graves resultados em todo país. Não precisa ser um especialista, nas ruas, vê-se um grande contingente de pessoas morando em barracos de madeira; nos transportes urbanos das grandes cidades pessoas pedindo dinheiro para terem o que comer e levar para seus familiares, de certa forma, traduzem o que salta aos olhos?

O que se vêm confirmando e que todos nós presenciamos no dia a dia, crescem aceleradamente a pobreza e a extrema pobreza. O que vem ocorrendo no Brasil pós golpe de 2016, do enfrentamento da extrema pobreza se dar pela via do pior récipe e prescrição através da famigerada “Emenda Constitucional 95”, que estabeleceu o congelamento dos gastos públicos por 20 anos, sintetiza o equívoco perpetrado sobre o conjunto de políticas públicas. Suas repercussões mais graves recaíram sobre a população pobre. Combinado com isso, o desemprego alcançou índices que não eram conhecidos no Brasil, tendo direta responsabilidade nesse processo de empobrecimento.

Além desses fatores acima já citados, o desgoverno do golpista Michel Temer e do Jair Bolsonaro, em que se destaca a crise fiscal. Com ela, políticas públicas voltadas à população de baixa renda foram descontinuadas e destruídas em pró do financeiro. A Petrobras que tem um peso muito grande na nossa economia. A partir da operação Lava Jato quase foi destruída seu poder de investimento paralisou atividades do Complexo Petroquímico, tamanha a dimensão do projeto. O investimento em si gerava milhares de empregos na construção civil e em toda uma cadeia subsidiária montada para lhe dar suporte, entre outros serviços, igualmente atingidos. A Lava Jato trouxe também uma queda no setor naval, estaleiros eram equipados para manutenção de navios e plataformas. Com a crise da Petrobras, esse segmento se quedou.

O cenário atual é muito complicado a gente vai tendo notícias não muito animadoras. Nada indica que o quadro que veio à tona nestes dois governos neoliberalista, relacionado à fome, vá melhorar em 2022, há fatores cruciais tal como a inflação e o desemprego que, segundo a maior parte dos prognósticos econômicos, devem permanecer em situação preocupante. Há tendência da alta inflação provocada pela cotação em dólares dos combustíveis, alta dos preços dos alimentos, em média, 43% mais caros para o consumidor final e a pandemia que vem agravando ainda mais o senário econômico. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil só deve retornar ao nível pré-pandemia em 2024.

Pesquisa e mais pesquisa de alcance nacional, analisa o impacto da pandemia no aspecto da segurança alimentar da população brasileira. Que mais da metade dos lares brasileiros, estão em situação de insegurança alimentar e passam fome. As perspectivas que temos são de agravamento da fome e da insegurança alimentar porque tem uma combinação terrível, nefasta, que é um quadro de inflação com a pressão dos preços da alimentação. Estamos falando de uma inflação em cima do que é essencial. Quando você vê a inflação pegando esse setor, vai atingir os segmentos mais vulneráveis da população. E aí você tem uma combinação que é explosiva, que é a inflação combinada com ausência de demanda. É muito comum os analistas econômicos de logo associar a inflação com a pressão de demanda.

O Banco Central de pronto aumenta a taxa de juros. Os economistas do mercado financeiro gostam dessa ideia, ao fazer uma restrição monetária achando que vão segurar a inflação. Só que isso não resolve o problema que estamos olhando, a pobreza, a fome, a falta de renda, o desemprego. Não temos uma economia aquecida, ao contrário, temos uma economia inerte que não cresce, e nada indica que vá ser diferente em 2023. Juntando tudo isso tem o problema da pobreza, do desemprego, a falta de oportunidades de trabalho, mas o emprego informal, que corrói a qualidade do mercado de trabalho. Também há uma perda da qualidade do trabalho em função do deslocamento de uma instabilidade política, econômica e da própria estrutura econômica brasileira.

Somos um país por naturezas históricas assentado na desigualdade social e econômica estrutural. Somos uma nação que se tornou moderna e complexa, mas manteve-se traço egoisticamente enraizado na elite endinheirada, do acumulo de riqueza cada vez mais centralizada em poucas pessoas. O que foi feito no Brasil a partir de 2016, um desmonte das políticas sociais e uma iniciativa de dobrar a aposta na agenda liberal, no sentido de reduzir o Estado. Aí vieram as reformas para se redinamizar a economia, como todos sabem até o momento nada teve de efeito positivo na economia, tudo que foi feito deu em nada, a renda dos trabalhadores despencou, o emprego formal diluiu-se em pró do rentismo. Com isso, várias políticas de cunho social foram precarizadas ou desmontadas. Houve uma destruição das políticas públicas mais voltadas ao social.

Quando analisamos o período dos governos petistas de 2004 a 2013, nós tivemos uma interrupção da insegurança alimentar, o Brasil saiu do Mapa da Fome. Porém do golpe de 2016 pra cá, a coisa desandou como se fosse uma carreta sem breque, em uma descida. A nação não vai resolver essa situação com só com a eleição, essa mudança tem começar recolocando a indústria e os processos de inovação tecnológica e competitividade na agenda da política econômica. Ou seja, desprender a política econômica da mera disciplina monetária. Não adianta falar livre mercado, equilíbrio social, se o terreno social está sendo todo corroído. Vai ter que haver uma recuperação da qualidade do emprego. Ao invés de você ter um engenheiro civil dirigindo um Uber, você vai ter um engenheiro civil trabalhando numa indústria, na construção.

Esse é o grande desafio que nós temos. Outra coisa é recolocar o Estado como protagonista de políticas públicas que sejam políticas de Estado. Temos que colocar o Estado como agente de política pública, porque o mercado não faz política pública. Precisamos de políticas públicas no campo da alimentação, tem gente passando fome e o mercado não atende isso. O mercado por si próprio não tem competência para fazer vista ao social. O Estado precisa fazer políticas de Estado. Este ano vamos ter eleições gerais a nível nacional para governadores e deputados estaduais, para presidente do Brasil e Congresso (Deputados/Senadores), vamos escultar muito sobre políticas públicas, mas aí é que está o nosso nó de que a sociedade vai conseguir decifrar os reais propósitos de quem está se candidatando.

Se nada for feito, voltamos ao Mapa da Fome, no entanto, não vem enfrentando essa mazela social. As consequências das políticas de ajuste fiscal e do desmonte de políticas de proteção social dos últimos anos. Este processo de retorno ao Mapa da Fome já está em curso. Se nada for feito, não existe milagre. Vamos ao caminho de volta ao Mapa da Fome. Tudo é uma questão de política. O nosso agribusiness no Brasil é um dos mais fortes do mundo. Nunca o Estado deixa de colocar dinheiro. Toda hora, por meio de subsídios e dos dinheiros de recursos do Banco do Brasil, toda safra tem muito dinheiro para plantarem e produzirem. Quando não tem, é uma chiadeira. Agora, o pequeno agricultou não tem esse poder de convencimento. Muitas vezes cortamos determinados apoios do Estado que são básicos para ele, são fundamentais.

Tem que fazer o contrário. Dinamizar a produção do pequeno agricultor se o Estado e a própria sociedade querem combater esse câncer que a fome. Não existe combate à fome e a miséria sem ajuda ao pequeno agricultor familiar. Não existe. É por ele que vamos conseguir combater a fome e a desnutrição nesta nação. Não estamos no caminho certo. Nosso caminho está errado. Os números estão indicando. Temos que voltar ao início dos anos 2000. Foi aquele caminho que fez que nos tirassem do mapa da fome. Nosso caminho hoje, vai fazer com que aumentemos e muito o número de pessoas em extrema pobreza no país nos próximos anos. O que temos que entender é que não estamos fazendo o dever de casa certo. Temos que voltar a ajudar e fortalecer os agricultores familiares que são a grande força da produção nacional de frutas, verduras e legumes.

Cerca de 70% dos alimentos que consumimos vêm deles. Sem eles, inevitavelmente vamos entrar nesse processo de novo, quem estar com fome não pode esperar. Eles são afetados e acabam largando suas glebas, suas terras, para ir para as grandes cidades. Em busca de uma esperança. O custo da fome, da miséria, é muito maior do que o investimento na estruturação do pequeno agricultor familiar. Quais fatores levaram esse aumento da fome de forma tão acentuada no Brasil? Será preciso enfrentar essa elite endinheirada que patrocina governo com políticas restritivas aos mais desprovidos, aos invisíveis que vivem na extrema pobreza. Políticas sociais foram colocadas de lado em pró da estabilização fiscal. Menos dinheiro foram destinados para esses projetos sociais, foi seguido a cartilha da burguesia, vemos a volta às políticas conservadoras, de equilíbrio fiscal e de diminuição das políticas sociais.

É inevitável que aumente o número de pessoas passando fome. Esse tipo de política faz com que se aumente a desigualdade. Se há diminuição das políticas sociais, que são a forma de colocar mais recursos nas mãos dos mais pobres, continua concentrando-se renda, desconcentrando e voltar a fomentar políticas sociais, será o caminho para se tirar a nação do mapa da fome. País não foi capaz de reduzir o contingente de pessoas vivendo abaixo da linha da extrema pobreza. Quem já era pobre ficou mais pobre. Mas teve gente que ficou pobre e não o era antes.

A nação brasileira tem de acordar para o estado de pobreza extrema de grande parcela da população para este obscenos, vulcão que volta a soltar suas lavras incandescente e destruidora, um crime de genocídio praticado por uma parcela da sociedade contra estes invisíveis cidadãos que vive a margem do aniquilamento social. É preciso elaborar um grande projeto nacional de desenvolvimento, é uma exigência social explícita, que nos envergonha o que se faz com esta parcela da sociedade. Será preciso cobrar os empresários do sistema fabril, agropecuário, financeiro e político desta nação, que se tomem prioridade absoluta nas cogitações e preocupações do Governo e demais lideranças aptas a influenciarem magnas decisões. 

Não há como explicar que num país tão rico quanto o nosso a pobreza assuma características tão clamorosas e escandalosas! Pobreza um clamor e escândalo, não há maior escândalo do que ver pessoas jogadas nas valas do esgoto produzidos por estes poderosos do campo político e financeiro, um crime tão vergonhoso como ver seres humano comer lixo para sobreviver. O Brasil convive, tempos de tormento, de calamidade social, mais avassalador, a médio e longo prazo. Talvez o que está acontecendo no presente seja mais avassalador dos que os serão deixados pelo flagelo da pandemia do Covid. Milhões de compatriotas estão vivendo na extrema pobreza. Especialista vem a cada dia nos alertando e demonstrando que a mancha da miséria só faz crescer no mapa socioeconômico. O total de riquezas produzidas pela nação ficou com os privilegiados, uma parcela pequena de menos de 10%.

O assim chamado “Índice de Gini”, indicador universalmente adotado para mensurar cenários sociais, estabelece valores que vão de 0 (zero) a 1 (um) para classificar os níveis da desigualdade mundo afora. O “zero” representa a “perfeita igualdade”, o ideal em matéria de desempenho. O “um” designa a desigualdade em seu ponto extremo. Este índice vem sendo aplicado na nação e vem acusando piora acentuada, cada ano. É hoje, no contexto global, de 0,543. No confronto com o resto do mundo, estamos colocados em incômodo 156º lugar. Na América do Sul, para citar apenas dois exemplos, abaixo do México e Colômbia. Atrás, também, para pinçar um só exemplo na África, de Botsuana.

Este é o nosso retrato da situação brasileira, sem disfarces, sem retoques, é este aqui. Milhões não contam com recursos que lhes garantam possibilidades mínimas de sobreviverem. Ainda existe seres que argumenta de que a extrema pobreza não é só dos brasileiros, ela está espalhada por todos os recantos deste planeta chamado ‘terra’. Não se pode conviver com este círculo perverso e genocida, desumano, é preciso ser enfrentado e ser desfeito do nosso panorama social como sociedade desenvolvida e governos preocupados com o bem estar dos invisíveis cidadãos desta nação. Mais do que forçada submissão diante da aberrante injustiça, para a criatura alvejada assim de forma tão impiedosa pelo destino, sobra cortante e infindável de desespero.

Não se pode viver com uma dramaticidade e crueldade dos excluídos sociais, é apavorante ver pessoas catando lixo para comerem e outros esbanjando fartura tanto alimentar, financeira. A sociedade tem que colocar a consciência para trabalhar e achar uma saída para este caos. Não se pode esquecer que com apenas 11 anos de governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do Partidos dos Trabalhadores reduziram a pobreza. O Brasil viveu uma fase de avanço econômico e social, com cerca de 25 milhões de pessoas deixando a pobreza e um aumento significativo da renda dos mais pobres. Com isso, a desigualdade, que tinha chegado ao menor patamar da história em 2015, também voltou a subir.

Hoje vemos mais de 40% dos mais pobres tiveram perdas contínuas na renda nos últimos governos do golpista Michel Temer e do desgoverno do Jair Bolsonaro. A insegurança alimentar sobe após impeachment da presidente Dilma e atinge atualmente mais 85 milhões de pessoas, estes dois últimos governos e o sistema financeiro nacional/internacional cobra um preço muito alto para a população mais pobre e vulneráveis. Essa situação de calamidade social em sua grande maioria está relacionada à mudança na política econômica do país nos últimos anos e o aumento da informalidade entre os trabalhadores mais pobres com menos proteção com a destruição da “CLT”.

Não se pode esquecer que o golpe contra Dilma serviu para aprisionar o povo na miséria e na ignorância. Com o Impeachment sem crime de responsabilidade imposta contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Serviu para só para deixar cada vez mais o povo reféns da miséria, foi um golpe pelo sistema financeiro, em conluio com setores oligárquicos liderados pelo então vice-presidente Michel Temer (MDB), para “entregar” a soberania brasileira. Para que o golpe fosse legitimado, entrou a Lava Jato que contribuiu para o avanço da antipolítica no Brasil, o que serviu de esteio para surgimento de uma candidatura da extrema direita e negacionista, como a de Jair Bolsonaro.

A sociedade brasileira não esqueça que o ex-presidente Lula ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome, quando se tornou presidente da República do Brasil, em 2003, assumiu o compromisso que todos os brasileiros e brasileiras fizessem ao menos três refeições diárias. A consequência disso foi que o Brasil saiu do Mapa da Fome da ‘ONU’ pela primeira vez em 2014, graças a um conjunto de ações e políticas afirmativas e de distribuição de renda, como o Bolsa Família, que permitiram que os brasileiros pudessem se alimentar e viver com dignidade. Ante da eleição de Lula, a fome parecia um fenômeno natural e inevitável, contra o qual nada podia ser feito. Milhões de crianças dormiam e acordava sem ter o que comer. O impossível aconteceu e, com Lula e Dilma Rousseff, o Brasil deixou o mapa da fome, pela primeira vez na história.

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