Porque as trombetas golpistas voltam a tocarem?

Porque as trombetas voltam a tocarem pelos autos oficialatos das Forças Armadas brasileira; ela é descrita e transfigurada em inúmeros artigos na mídia corporativa ou independente, cada um tem sua versão, uns contra e outros a favores. Porque voltar a ser um sorvedouro de fervências ideológica e de alinhamento serviente e canino aos EUA. A sociedade jamais quer voltar a reviver o período do golpe de 1964. O que anda ocorrendo nos porões das casernas da Armada “Exército, Marinha e Aeronáutica (FAB)”; ou são apenas míopes de não observarem, do que estão mergulhando a nação brasileira em um despenhadeiro sem fim, sem se dar conta de que estão levando o Brasil há um caminho sem volta, que desesperadamente não irá encontrar o final do buraco, que os possam acomodarem, vão continuar levando a nação há se autodestruir-se? Estão fazendo o jogo do império estadunidense, eles não são confiáveis; só basta estudar os acontecimentos passados e, logo se chega à conclusão, eles nos boicotam, eles não querem uma potência no seu quintal.

É a teia que querem nos meter outra vez, olhem para o futuro, perguntem como pode ser! Porque os nossos militares de altas patentes não quere entender isso. Porque esses resquícios da ditadura ainda prevalecem nos altos oficializados das nossas Forças Armadas, precisa ser corrigindo os ensinos das academias militares, essa forma de pensamento ditatorial, esse legado autoritário que ainda ameaça a sociedade civil e constrangem, o melhor caminho a esses ataques será a mudança curricular de nossas Forças Armadas. Os Generais de quatro estrelas voltam a tocarem suas trombetas golpistas, mais uma vez em tempo de eleições, porquê? As Forças Armadas voltaram a tocarem suas trombetas golpistas, mais uma vez em tempo de eleição, revivendo o golpe de 1964.

Atuam como tutores da sociedade, fica determinante seu patagoníssimos político. Nos faz crê novamente que essa castra de oficialidade, são elementos fundamentais para entender o papel exercido pelas Forças Armadas na atual conjuntura política da nação. Eles se auto intitular-se como controladores dos rumos que a sociedade civil deve seguir. A mensagem que eles querem passar para a sociedade, de que não é coisa que surgiu do acaso, que tem uma história por trás desse movimento. Isso mostra o tamanho do problema, será preciso encontrar saída e solução alternativa para a formação de oficiais que tenha como objetivo a nação brasileira e sua segurança aos riscos externos que a de vir, principalmente em relação a Amazonia.

Vamos ficar em estado de alerta máxima senhores generais com relação a essa organização militar do Atlântico Norte ‘NATO/OTAN’, uma organização militar derivada do tratado assinado entre países ocidentais capitalistas em 1949, dentro da conjuntura política da Guerra Fria. Mais que nos últimos anos vem se tornando o ‘Xerife’ mundial, além de incorporar mais países, a OTAN redefiniu as mudanças de cenário para as novas formas de ameaça para a segurança dos países membros. Com a concepção de meio ambiente adotada por esta organização militar, no que pode em um futuro a médio prazo nos causar muitas tensões e até mesmo um conflito, por mais ambíguo que seja, em um colapso de conflito armado. Deixe de apena nos controlar, voltem suas atenções para esse fato extremamente perigoso para nossa segurança territorial. Senhores da guerra não se esqueça que aqui na América, eles têm territórios vizinho a nossa nação e na Argentina com o domínio pelos ingleses das ilhas Malvinas (Falklands), é um arquipélago ultramarino, localizado no sul do oceano Atlântico, na plataforma continental da Patagônia. Além da Colômbia satélite dos estadunidenses.     

A Otan é, antes de tudo, uma aliança militar feita entre países da América do Norte e Europa. Liderada pelos Estados Unidos, o objetivo principal da aliança na época de sua criação era proteger os países da Europa Ocidental da expansão da União Soviética e combater a disseminação do comunismo após a Segunda Guerra Mundial. Entretanto após a dissolução da URSS (Cortina de ferro) foi desfeita, mas o Tratado do Atlântico Norte foi assinado em 4 de abril de 1949 por 12 países fundadores, que incluíam EUA, Canadá, Reino Unido, França e outras oito nações europeias. Logo de início, os membros concordaram em ajudar uns aos outros no caso de um ataque armado contra qualquer Estado que fizesse parte da aliança.

Nos dias atuais, a NATO/OTAN vem incorporando países do leste europeu e hoje conta com 30 membros e praticamente cercando a nação russa e com esse domínio estratégico sobre o seu maior inimigo no campo militar, tenta enfraquecê-la. Que são: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia do Norte, Montenegro, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Turquia. E posteriormente o novo alvo seja a China Continental para evitar que ela se torne a maior economia global e com isso passar a ditar o jogo estratégico do campo econômico.

Brasil e países do contente da América do Sul, não esqueça que estamos também no radar desta organização militar que está se expandindo a todo vapor no campo militar e da comunicação ditando qual será a regra do jogo a ser imposta; que queiram ou não queiram seus inimigos do campo militar/econômico mundial e ambiental. Podemos até já relatar que estão atuados nos Falklands, um arquipélago que se encontra sobre o domínio britânico, localizado no sul do oceano Atlântico, na plataforma continental da Patagônia. O império Romano após invadirem outras nações suas tropas, Essa Nação passavam a ser parte do império Romano. De pronto eles logo destinavam um governo que fossem servientes aos seus comandos que vinha direto de Roma para estes vassalos do império, essas nações passavam a ser os satélites do império.

Os russos, por já terem em sua história de ataque a sua insistência como nação soberana, agora passou a se defende do novo império que vem expandindo para o leste europeu, inclusive, pediram garantias ao Ocidente de que a aliança não iria expandir mais para o Oriente, principalmente para a Ucrânia. O pedido, no entanto, não foi atendido, o que frustrou o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Desde então, mais de doze países do bloco oriental, inclusive três ex-repúblicas soviéticas, entraram na Otan. Como os EUA são o maior e mais poderoso membro da Otan, qualquer outro Estado da aliança está efetivamente sob proteção dos americanos e suas regras.

Em primeiro lugar, fazer um resgate e uma contextualização histórica dos militares brasileiro e suas organizações, tanto no plano interno, como no plano externo. No plano interno, foram formados para neutralizar as forças sociais que se opunham a essa ideologia conservadora e liberal que predomina historicamente no (Exército, Marinha e Aeronáutica), como também da sua subserviência e submissa aos estadunidenses. É preciso discutir no Congresso Nacional uma nova formação e estrutura das Forças Armadas e das Polícias Militares e, seus impactos que traz na vida pública, no ponto de vista da militarização do conceito “olha, a gente que parar de ter política dentro do Exército”.

A “Ordem do dia” que o Ministro da Defesa publicou no dia 30/03/2022 em referência ao golpe militar de 31 de março de 1964. O então ministro General Braga Neto classificou o golpe de 64 como “marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época”. As Forças Armadas celebraram o golpe de 64 como um “Legado de paz, de liberdade e de democracia”, a Ordem do dia foi comunicado conforme texto assinado pelo então Ministro da Defesa General Braga Netto e pelos comandantes militares: Almir Garnier Santos, almirante de Esquadra e comandante da Marinha, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira comandante do Exército e tenente Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior comandante da Aeronáutica. Enaltecendo o golpe militar de 1964, que inaugurou 21 anos de perseguição política, assassinatos e suspensão das liberdades democráticas no Brasil.

Não foi adotada a expressão “Revolução de 1964”, usada por décadas pelas Forças Armadas para definir o golpe militar e o consequente regime autoritário que vigorou no país até 1985. Há 58 anos, a maioria dos meios de comunicação e uma parcela da população deram apoio à iniciativa dos militares que derrubaram o então presidente da República, João Goulart (1919-1976). Divulgada na véspera do aniversário de 58 anos da data, o comunicado diz que a deposição do presidente João Goulart pelos militares, em 1964, impediu a implantação de “um regime totalitário” e resultou no “fortalecimento da democracia”. Para os militares que assinam o texto, o golpe foi um “marco histórico” que “refletiu os anseios e as aspirações da população da época”. O texto busca, ainda, diluir a responsabilidade das Forças Armadas ao citar outros atores políticos que defenderam a intervenção inconstitucional.

Leia a ordem do dia na íntegra:

“ORDEM DO DIA alusiva ao dia 31 de março Brasília (DF), 30/03/2022 – O Movimento de 31 de março de 1964 é um marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época.

Analisar e compreender um fato ocorrido há mais de meio século, com isenção e honestidade de propósito, requer o aprofundamento sobre o que a sociedade vivenciava naquele momento. A história não pode ser reescrita, em mero ato de revisionismo, sem a devida contextualização.

Neste ano, em que celebramos o Bicentenário da Independência, com o lema “Soberania é liberdade!”, somos convidados a recordar feitos e eventos importantes do processo de formação e de emancipação política do Brasil, que levou à afirmação da nossa soberania e à conformação das nossas fronteiras, assim como à posterior adoção do modelo republicano, que consolidou a nacionalidade brasileira.

O século XX foi marcado pelo avanço de ideologias totalitárias que passaram a constituir ameaças à democracia e à liberdade. A população brasileira rechaçou os ideais antidemocráticos da intentona comunista, em 1935, e as forças nazifascistas foram vencidas na Segunda Guerra Mundial, em 1945, com a relevante participação e o sacrifício de vidas de marinheiros, de soldados e de aviadores brasileiros nos campos de batalha do Atlântico e na Europa.

Ao final da guerra, a bipolarização global, que fez emergir a Guerra Fria, afetou todas as regiões do globo, o que trouxe ao Brasil um cenário de incertezas com grave instabilidade política, econômica e social, comprometendo a paz nacional.

Em março de 1964, as famílias, as igrejas, os empresários, os políticos, a imprensa, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as Forças Armadas e a sociedade em geral aliaram-se, reagiram e mobilizaram-se nas ruas, para restabelecer a ordem e para impedir que um regime totalitário fosse implantado no Brasil, por grupos que propagavam promessas falaciosas, que, depois, fracassou em várias partes do mundo. Tudo isso pode ser comprovado pelos registros dos principais veículos de comunicação do período.

Nos anos seguintes ao dia 31 de março de 1964, a sociedade brasileira conduziu um período de estabilização, de segurança, de crescimento econômico e de amadurecimento político, que resultou no restabelecimento da paz no País, no fortalecimento da democracia, na ascensão do Brasil no concerto das nações e na aprovação da anistia ampla, geral e irrestrita pelo Congresso Nacional.

As instituições também se fortaleceram e as Forças Armadas acompanharam essa evolução, mantendo-se à altura da estatura geopolítica do País e observando, estritamente, o regramento constitucional, na defesa da Nação e no serviço ao seu verdadeiro soberano – o Povo brasileiro.

Cinquenta e oito anos passados, cabe-nos reconhecer o papel desempenhado por civis e por militares, que nos deixaram um legado de paz, de liberdade e de democracia, valores estes inegociáveis, cuja preservação demanda de todos os brasileiros o eterno compromisso com a lei, com a estabilidade institucional e com a vontade popular.

Walter Souza Braga Netto – Ministro de Estado da Defesa”

“Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, Comandante da Marinha

“General Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, Comandante do Exército

“Tenente Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, Comandante da Aeronáutica”.

Para o especialista e pesquisador do Instituto Tricontinental, o cientista político Rodrigo Lentz em uma entrevista ao Brasil de Fato – que o golpe é elemento de coesão para os militares, que a questão do golpe não é apenas uma efeméride para os militares. “Ela é um elemento estruturante de uma coesão ideológica dentro das Forças Armadas. O anticomunismo, que é histórico, não só nas Forças Armadas, mas como no Brasil, funciona também como uma forma de coesão entre a diversidade das Forças, hierarquias e gerações”. Como fica evidente que para o pesquisador, comemorar esse marco antidemocrático simboliza o reengajamento dos militares de a partir do golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff. E complementa de que – “As nossas Forças Armadas não passaram por nenhuma reforma democratizante, com exceção de questões pontuais. Elas continuaram o golpe de 64 como esse elemento de coesão ideológica”.

É muito difícil permanecer sem julgamento, a sociedade precisa conhecer o que foi a ditadura civil-militar de 1964-1985, suas ideias, seus prós e contra, como se comportavam. A sociedade civil precisa conhecer seu passado para que no presente balizem seu futuro. As Forças Armadas precisam reconhecer que não são tutores da sociedade civil e, aceitarem as mudanças, crenças, mesmo que seja diferente dos seus conceitos, ou mesmo que discorde que a sociedade pretende para a nação. Não tentem interromper o fluxo ideológico de esquerda ou direita. Reconhecer as deferências culturais. Ante de quererem reposicionar que caminho a sociedade civil quer seguir e sobreviver, em um mundo incerto e em rápidas mudanças para o nosso amado país.

É simples dá um retrato do que o país necessita, é de mais pensar e conduzir coletivamente e não dividir ideologicamente a sociedade, não se pode dá um retrato individual e uniforme há mais de 220 milhões de brasileiros dessa maravilhosa nação chamada Brasil. Que já se encontra divididas em dois polos antagônicos. Estamos deslizando e preso a conceitos conservadores que já não atende nossas necessidades. No fundo as Forças Armadas estão jogando o jogo do Estados Unidos, mas nem eles como superpotência sabe para onde vão. O mundo está mudando onde uns ditam a regra do jogo e todos jogam, conforme seus ideais ideológicos.

Não se pode bater tambor, porque a fatura vai ser cobrada, alguém terá que pagar, não podemos viver eternamente jogando sobre a regra do golpismo e das trombetas que voltam a tocarem em tempo de eleições. Depois de muitos e muitos anos ainda vivemos deslizando sobre o fio cortante da navalha, após vários desvios e de becos sem saídas. Essa é a nosso pátria amada, vamos junto construir nossa história de agonias e esperanças, de uma nação que todos juntos sintam orgulho de dizer somos brasileiros com muito orgulho.

Não se pode ser balizado na intuição desses generais e de seus teoremas conspiratórios, onde tudo parece ser fragmentado e o que aconteceu e continua ainda nos porões ditatórias das Forças Armadas. Não sei quanto tempo a sociedade civil vai ficar apreciando essas juras de amor ao fatídico dia 31 de março. Pertence somente a sociedade ter o direito de escolher qual será o regime que irá governar e comandarem o destino da nação. Há 58 anos foi golpeado um governo que tinha objetivos de igualdade socioeconômico e, que fosse diminuído a diferencia entre classes na pirâmide social desta nação dos desiguais, que com o golpe de 64 ainda mais foi alimentando cada vez mais a distancias nas classes baixas, médias e altas. Mas isso está além de qualquer perspectiva. De como vamos nos livrar ou melhor cicatrizar as feridas abertas do regime civil-militar de 1964 à 1985.

Quem sabe as marcas deixadas pelo forte traço autoritário experimentado pelos povos nativos desde a invasão pelos portugueses e espanhóis no continente a até então desconhecido, não respeitaram a culturas dos povos nativos ou mostrou-se relevante para analisar, de uma ótica desses povos que já habitavam essas terras. Não nos surpreende que as mesmas vozes, não sei se vem do além, mas continuam a fustigar esses estímulos golpistas, não temos plena certeza, se ainda são réplica desse passado tenebroso que foi o Estado de exceção vivido por mais de vinte e um anos, passado sobre o manto lúgubres e assustador que os cidadãos viviam no Brasil. Diversa da clássica, o problema da efetividade dos direitos fundamentais no país. O principal escopo é demonstrar como o aspecto cultural, no Brasil, é decisivo para explicar a grande dificuldade de ter como regra o respeito aos direitos. Talvez o que mais retrata sãos esses elementos culturais, econômicos e políticos que os altos oficialato nos deixa transparecer em suas atitudes autoritárias, como foram sendo formados cognitivamente nas academias de viés conservadores e neoliberais. Ou Será uma causa que continua ainda muito vislumbrada no cociente de nossos militares como se fosse uma causa perpetua intocável deste sinistro dia 31 de março de 1964.

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