Os bastidores que levou um Dia durar 21 anos, com a atuação e logística da “FIESP” e do “EUA” no golpe de 64!

Podemos perceber em todas estas discussões, são utilizados para qualificar ou desqualificar uma ideia, a respeito de um posicionamento o qual uma sociedade queira defender. Tem suscitado inúmeros problemas e demasiadas polêmicas, sobretudo porque, a partir da redemocratização do país com a nova Carta Magna promulgada em 1988, houve uma radicalização ideológica tanto de um lado quanto do outro. Como cidadãos democráticos temos de estar consciente, que em 31 de março de 1964 deu-se o golpe civil-militar com a ajuda explicita dos estadunidenses, que deu início a uma longa e tenebrosa noite de 21 anos. Foram anos de graves violações de direitos humanos, mortes, torturas, desaparecimentos, execuções, exílio, censura e humilhações contra os brasileiros. No momento em que completamos 57 anos deste vergonhoso episódio da nossa história forças retrógradas buscam negar os fatos passados através de um revisionismo histórico. Temos um governante que explicitamente defende a tortura e celebra figuras de torturadores, além de estimular a comemoração de data tão terrível para qualquer ser civilizado.

Ditadura Nunca Mais, Tortura Nunca Mais. “O Dia Que Durou 21 Anos”, de Camilo Tavares. O documentário tem como ponto de partida a crise provocada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961, que se estende até o ano de 1969, com o sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, por grupos armados. O principal destaque deste documentário é o grande acervo documental apresentado além do enfoque à participação ativa dos EUA durante todo o complexo processo político que levou à deposição de João Goulart. Desde a posse de Goulart, em 1962, os dólares de Washington financiavam políticos e jornais de oposição no Brasil, entre os quais o grupo Diários Associados, de Assis Chateaubriand, quase tão poderoso, na época, quanto a Rede Globo na atualidade. Para o presidente John Kennedy, o reformista Goulart era mais perigoso que Fidel Castro.

Este documentário tem o objetivo de resgatar mostrando a real e verdade sobre os fatos, de que ouve uma ingerência criminosa dos EUA, para que a sociedade brasileira tenha a verdadeira noção do que esse país viveu e vive até os dias de hoje. Muitos dizem que nunca houve ditadura e sim intervenção civil militar, negam a história que não conhecem de fato, apenas o que contaram a eles com o objetivo de alienação! De como o poder econômico pode construir e destruir uma nação e seus projetos nacionalistas. Sob o argumento de liberdade e democracia, retiraram Jango e a chance do Brasil ser um país mais equalitário e independente. Passados tantos anos é lamentável, ainda, a influência exercida pelos EUA para destruir a soberania nacional através de grupos econômicos, parlamentares, de um governo negacionista e da própria imprensa tradicional. Não passa de projeto totalitário de poder, viabilizado com alianças corruptas ao grande capital nacional e internacional, travestido de boas intenções com a população mais pobre. Age na destruição da democracia por dentro e na manipulação do comportamento da sociedade, sempre tirando o chapéu e varrendo o chão pra se dobrar ao poder do império do norte e, de que estamos vivendo atualmente a repetição da história.

Este momento que vivemos atualmente nos remetem ao período da ditadura civil militar e, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, estão sendo expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte desse conjunto de ilustrações, vamos aos poucos entendo o motivo intervencionista do império do norte “O Dia Que Durou 21 Anos”, de Camilo Tavares. O mundo vivia a Guerra Fria quando os Estados Unidos começaram a arquitetar o golpe para derrubar o governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia de remover Jango, apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.

No Brasil, cada vez mais temos um déficit muito grave de leitura e interpretação da atual conjuntura sócio-política da nação, e quem não lê não consegue acionar o instinto critico, pois não tem, dentro da sua estrutura mental, as informações necessárias para criar esses filtros críticos. A sociedade a ser influenciada dentro de um modelo de pensar hegemônico vem se massificando e não disseminando sobre o mundo em que vivem passam a tratarem como verdade, não consegue estabelecer relações e equivalências. Por que a midiatização da política e do poder dos meios de comunicações formaram uma grande oligarquia para moldar a mentalidade da sociedade passivamente e, até o rumo de uma nação socioeconômica, fazem mentes padronizadas a pensarem uniforme sobre a mesma ótica. Para os analistas chegam a afirmar que é devido o déficit de leitura. Que de repente, essas pessoas começaram a receber um mundo de informações facilmente digeríveis com filmes, memes, coisas engraçadinhas, uma violência disfarçada por arte gráfica e audiovisual. Elas começaram a absorver isso como quem nunca tinha absorvido nada.

Com a mobilização e cooptação do nosso parlamento, executivo e judiciário, conforme fica bem explicito de que houve e há o apoio dos EUA no direcionamento e rumo que as entidades empresariais, políticas, midiáticas e religiosas, se articulam ativamente, com mobilizações populares, a favor do sistema neoliberal. Muitos fatores ajudam a explicar a ânsia golpista destes grupos empresarias nacionais e internacionais, seduziram os militares a entrarem em apoio ao golpe de 1964, ação e ato que cominou com a derrubada do presidente João Goulart e resultou em mais de duas décadas de ditadura. Atualmente estes mesmos grupos desesperados, em face do desgaste das elites políticas tradicionais conservadoras que não há a ganhar dialogando. Encontra no “anti-Getulismo”, no “anti-Brizolismo” e agora no “anti-Lulismo ou anti-Petismo”, são fenômenos sociais conservadores que mobilizam segmentos sociais que sentem perda relativa de status pela ascensão dos debaixo. Isto é, o candidato capaz de derrotar a ameaça esquerdista, representada quer pelo Leonel Brizola no passado, quer pelo ex-presidente Lula no presente.

Mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março de 1964. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril do mesmo ano. Castelo era chefe do Estado Maior do Exército de Jango. O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan Cavalcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”. Entretanto duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as ações de Goulart e apoiar Castelo Branco, o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e o adido militar general Vernon Walters, que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostos. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk secretário de Estado, Robert McNamara da Defesa. Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.

Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz, que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, conclui: “A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar uma Casa”. Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As consequências deste período da ditadura, seus meandros políticos e ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos, violação de direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período dramático da história. O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tavares, ele explora suas vivências e lembranças. E mais, abre uma nova oportunidade de reflexão sobre o passado sobre o dia que durou 21 anos.

Nem todos os militares foram a favor do golpe, ao se falar da ditadura no Brasil, imputa-se aos militares a autoria do golpe e a manutenção do estado autoritário. É frequente, por um lado, caracterizar a repressão como se ela fosse unicamente de responsabilidade da categoria militar, esquecendo a participação importante dos civis. Por outro, é comum ignorar que não foram todos os militares que apoiaram o golpe e a instalação da ditadura. Pouco se fala sobre a “resistência dos quartéis” ao golpe de 1964 e sobre a crítica interna aos rumos adotados pelos governos militares. Fato é que os militares ficaram marcados pelo histórico repressivo e pela interpretação que se tornou hegemônica nos relatos históricos e nas memórias dos civis que resistiram. Mas os militares que não apoiaram as investidas de tomada do poder em 1964 formaram um grupo distinto que sofreu perseguições, punições e torturas.

Militares que não aderiram ao golpe, foram expurgados da Forças Armadas e do Corpos de Bombeiros foram presos e torturados ou expulsos de suas corporações por oposição ao que se denominava nos quartéis de revolução de 1964. Assim como estudantes, sindicalistas e intelectuais, esses militares em grande maioria de baixa patente, ou seja, subtenentes, cabos e sargentos também tiveram um papel importante e necessário na resistência democrática e, proporcionalmente, foram penalizados em maior número que em outras categorias sociais. Como não se pode afirmar que todos estes militares perseguidos eram de esquerda. Eram nacionalistas, lutavam por questões que historicamente estavam relacionadas à preservação da soberania nacional e dos direitos humanos. Havia também, muitos oficiais de alta patente que eram contra o golpe, os chamados legalistas, mas que acabaram aderindo na última hora, pelo medo da quebra da hierarquia militar.

RBA – Por Rodrigo Gomes em 19/02/2014: “Coronel afirma que Fiesp subornou general para apoiar golpe contra Jango em 1964” – General Amaury Kruel, amigo e apoiador do presidente deposto, teria recebido US$ 1,2 milhão para apoiar o golpe. Após derrubada, então major foi cassado.

O coronel reformado do Exército Erimá Pinheiro Moreira, de 89 anos, afirmou ontem (18) que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) subornou o general Amaury Kruel para que ele se voltasse contra o presidente João Goulart, apoiando o golpe de Estado de 1964. Em depoimento à Comissão da Verdade da Câmara Municipal de São Paulo, o coronel afirmou ter presenciado o ex-presidente da Fiesp Raphael de Souza Noschese, na companhia de três homens, chegar a uma reunião com o general portando malas com US$ 1,2 milhão.

O general Amaury Kruel foi ministro da Guerra do ex-presidente João Goulart (1961-1964). Considerado fiel, foi designado ao comando do 2º Exército, em São Paulo. Goulart foi deposto, com apoio de Kruel, que no dia anterior ao golpe havia declarado publicamente que se o presidente não expurgasse “os comunistas de seu governo” ele não mais o apoiaria.

Porém, a história contada pelo coronel reformado revela que a mudança repentina de atitude do general Kruel pode não ter sido por questões ideológicas, mas econômicas. Em 1964, Moreira era major-farmacêutico do Exército em São Paulo. No dia 31 de março, o coronel Tito de Oliva Maia, diretor do Hospital Geral Militar, procurou por ele e solicitou que emprestasse a sede do laboratório de análises clínicas, do qual Moreira era proprietário, para realizar uma reunião. Ali, Amaury Kruel receberia pessoas que não poderiam ser recebidas na sede do grupamento, nem no Hospital Militar.

Sem entender, o então major levou coronel Tito até o local, no bairro da Aclimação, centro da capital. Pouco depois Kruel chegou, acompanhado de cinco batedores. Mais alguns minutos e chegou ao local o então presidente da Fiesp, Raphael de Souza Noschese, acompanhado de três homens, cada um com duas malas. Moreira estranhou as malas e, temendo um atentado, exigiu que fossem abertas. “Eram seis maletas. Eu estava com o general lá, com a vida garantida em meu laboratório. Podia ter ali uma bomba, um revólver, ou qualquer coisa que atacasse a gente e matasse o general”, explicou. “Eu mandei abrir as malas. Foi quando começou uma briga e eu vi que era só dólar, dólar, dólar, todas elas cheias de dólar. Amarradinho do banco.”

Segundo o relato, todos foram para o andar de cima. Menos Moreira e os batedores. Algum tempo depois Kruel chamou por ele e disse: – Põe estas maletas no porta malas do meu carro e traz a chave para mim. “Não tive dúvidas. Fui lá, coloquei no carro, fechei e entreguei a chave para ele”, comentou. Segundo Moreira, coronel Tito lhe disse que havia US$ 1,2 milhão e que o dinheiro fora enviado pelo governo americano.

O hoje coronel reformado acreditava que se tratasse de dinheiro para ações contra o golpe. “O general Amaury Kruel esteve com a gente de manhã e disse uma coisa muito simples: O Goulart não cai. Eu morro, mas ele não cai. É meu compadre, nós somos amigos de infância. Fui posto aqui para garanti-lo.” – Ao voltar ao hospital, mais à noite, Moreira ouviu no rádio o pronunciamento de Kruel, colocando-se contra Goulart. Logo depois foi chamado pelo coronel Tito para uma reunião. “Ele disse assim: ‘Senhores, o general Amaury Kruel, mandou o coronel (de infantaria) aqui para saber se estão ao lado dele ou se estão contra ele. Porque ele acabou de aderir à revolução’”.

Para o presidente da Comissão da Verdade da Câmara, vereador Gilberto Natalini (PV), o depoimento de Moreira é “bombástico”. “Agora vamos sentar, analisar e levantar nomes possíveis para depor”, disse, em entrevista publicada na página da Câmara. “O que ele contou vai contribuir muito para a nossa linha de investigação – que é o financiamento civil da ditadura militar.” – Moreira relatou ainda que contestou o recebimento do dinheiro pelo general Kruel e acabou cassado. “De manhã, quando fui voltar ao trabalho, o general Tito me disse: ‘Major, você está em férias a partir de hoje. Vai para casa, pega família, vai viajar um pouco para melhorar essa cabeça sua’. Enquanto eu estive fora encenaram uma documentação falsa de que eu era subversivo e me cassaram.” – Os problemas não pararam aí. Moreira afirmou que o Departamento de Ordem Pública e Social (Dops) colocou uma banca de jornal na frente do laboratório dele para vigiá-lo. Depois disso, ainda teve de se mudar por conta das constantes difamações que sofria. “Eu tive de mudar de casa, ali do Cambuci, porque a minha mulher saia na rua e os vizinhos ficavam na janela da sala dizendo: ‘olha a mulher do comunista’.”

O coronel reformado afirmou durante o depoimento que nunca se envolveu com questões políticas. “Eu nunca fui comunista. Sou brasileiro nato, adoro meu país, nunca tive problema com político nenhum, nunca me envolvi em política”, disse. Moreira foi anistiado em 1979, devido à Lei de Anistia, e conseguiu na Justiça o direito de ser promovido a ponto máximo da carreira, aposentando-se como coronel-farmacêutico.

Raphael de Souza Noschese, ex-presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), morreu em 2000, aos 90 anos. Em nota publicada em reportagem de O Globo, a federação afirmou que “é importante lembrar que a atuação da entidade tem se pautado pela defesa da democracia, do Estado de Direito e pelo desenvolvimento do Brasil”. Segundo a entidade empresarial, “eventos do passado que contrariem esses princípios podem e devem ser apurados”. Brasil, 1964. Parece que foi legal. Mas foi golpe!

Outras Palavras – “Fator Fiesp: golpismo de Skaf e empresários reedita 1964” – por Alceu Castilho/Publicado 14/12/2015

Em entrevista ao Estadão, Paulo Skaf defendeu abertamente o impeachment; e ainda há quem acredite em um movimento decorrente do “clamor popular”. Candidato derrotado pelo PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf deu entrevista ao Estadão como presidente da Fiesp, neste domingo, em defesa explícita do impeachment de Dilma Rousseff. As duas faces desse senhor – política e empresarial – caminham juntas. E representam o mesmo golpismo, tema historicamente muito caro à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, apoiadora do golpe de 1964. A diferença está apenas na usurpação, por oportunistas, de uma sigla partidária – o PMDB – que já representou a luta pela redemocratização. Nem o porta-voz mudou: o Estadão, que depois resistiria ao endurecimento da ditadura, foi um dos fiadores da derrubada de João Goulart e da chegada ao poder do general Humberto de Castelo Branco. Hoje abre suas páginas para as investidas contra Dilma Rousseff.

São 50 anos de golpismo em cinco letras: F, i, e, s, p. O repórter do Estadão perguntava, ontem, dócil: “O empresariado quer o impeachment?” Skaf responde: “Maciçamente, o empresariado e os setores produtivos querem mudança”. (Na mentalidade dessas pessoas são eles os “produtivos”, e não os trabalhadores que colocam a mão na massa.) As perguntas pouco críticas continuam: “Por mudança eu posso entender um novo governo sem a presidente Dilma?” Skaf agradece: “Creio que sim. É maciço em São Paulo. O sentimento no País é de mudança”. (São Paulo? País? Para ele, tanto faz.)

Na última pergunta, em vez de falar diretamente em golpe, o repórter quase pede desculpas pela pergunta, diz que aliados do governo acusam Michel Temer de estar se articulando, “ou mesmo conspirando”. Bom, não era bem uma pergunta. Skaf aproveita a deixa: Quem fale em conspiração tem interesse em falar nisso. São os mesmos que falam em golpe e falam em golpe na Nação. O Estadão e apoio ao golpe de 1964: uso cínico da palavra “democratas”. Ou seja: o empresariado golpista e o partido financiado por esse mesmo empresariado (como mostram as doações de campanha da Vale, do BTG Pactual e do grupo Queiroz Galvão, por exemplo) não só tentam evitar a palavra golpe como ainda acusam os que usam essa palavra de ser os golpistas. É um discurso profissional – e é histórico. Lembremos que, em 1964, ninguém falava em golpe. E sim em “revolução”. Até hoje defensores daquele regime de terror ainda falam em “revolução”. Nenhum golpista vai falar diretamente em golpe – o que se torna uma condição para o próprio golpe.

Logo no início da entrevista Skaf diz que falar em golpe é “apelação”. “O que posso dizer é que as coisas não podem continuar como estão”. (As coisas = o país. E quem decide que não pode?) Qualquer semelhança com um dos editoriais famosos do Correio da manhã, em 1964, não será coincidência. “Não é possível continuar neste caos em todos os sentidos e em todos os setores”, dizia o jornal, no dia 31 de março de 1964. Título: “Basta!” Em 1963, como detalhou a Folha no ano passado, os empresários ligados à Fiesp começaram a atuar de forma mais organizada contra o governo Jango para “prestar um trabalho visando a defesa de nossos ideais democráticos e cristãos”. (Não os nossos – os deles.)

Conta a reportagem que os empresários trabalharam para desestabilizar Jango desde sua posse. Eles financiaram campanhas de seus adversários no Congresso e organizaram entidades como o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, que fazia propaganda contra o governo. (Campanhas eleitorais? Propaganda contra o governo? Não esqueçam que estamos falando de 1964.) Consumado o regime de exceção, alguns empresários ajudaram a financiar a Operação Bandeirante (Oban), uma organização paramilitar – ao arrepio da lei – coordenada pelo próprio Exército, em São Paulo, que prendia, torturava e matava. Ali morreu Virgílio Gomes da Silva, o Jonas, que ficaria conhecido como o primeiro “desaparecido”.

Entre 1964 quem comandava a Federação das Indústrias era um empresário chamado Raphael de Souza Noschese. Naquela época Paulo Skaf – filho de um empresário do ramo têxtil – tinha 19 anos e era apenas um estudante de Administração de Empresas no Mackenzie. Em 2010, quando Skaf se lançava ao governo paulista pelo PSB, a Fiesp inaugurou um busto para Noschese, em seu salão nobre. Está ao lado do busto de Theobaldo de Nigris, que comandou a instituição durante boa parte dos anos de chumbo (1968-1974), o período mais sangrento da ditadura que a Fiesp apoiava.

Busto de Noschese na Fiesp; ele foi acusado de subornar general Amaury Kruel. No ano passado, um coronel reformado do Exército contou que viu Raphael Noschese subornar o general Amaury Kruel, ministro da Guerra de João Goulart, para que ele se voltasse contra Jango. Valor do suborno: US$ 1,2 milhão. Erimá Pinheiro Moreira contou que a reunião ocorreu no dia 31 de março de 1964. Diante da denúncia, a Fiesp afirmou ao jornal O Globo que “eventos do passado” que contrariem seus princípios podem e devem ser apurados. E que a atuação da entidade “tem se pautado pela defesa da democracia, do Estado de Direito e pelo desenvolvimento do Brasil”.

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Documentos descobertos em arquivos da Escola Superior de Guerra (ESG), foram divulgados por vários órgãos da imprensa corporativa e progressista que vários empresários afiliados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) se engajaram de forma intensa nos preparativos do golpe de 1964, ação que derrubaram o presidente João Goulart e resultou em 21 anos de ditadura no Brasil. Conforme transcrições de palestras do início da década de 70, pelos próprios industriais ligados à entidade patronal paulista. Numa dessas ocasiões, empresários afirmaram que a FIESP colaborou com logística “com vistas ao preparativo da Revolução de 64”.

A própria Escola Superior de Guerra (ESG) falara que empresários se uniram “num movimento de defesa grupal dos princípios democráticos” desde 1962. Que após a renúncia do presidente Jânio Quadros, o presidente João Goulart foi sabotado por políticos e de empresários. A FIESP contribuiu com veículos, pneumáticos, baterias, remédios, caminhões e uma infinidade de materiais e equipamentos. Empresários trabalharam para desestabilizar o governo de João Goulart desde sua posse, financiavam campanhas de adversários no Congresso e fazia propaganda contra o governo. Após o golpe de 1964 e com a ditadura implantada os EUA reconheceram em tempo recorde (1 dia), FIESP financiaram a famigerada Operação Bandeirante (OBAN), organização criada pelos militares para a repressão aos opositores do regime.

Memorias da Ditadura – Quando se discute o golpe de 1964, muitos    cidadãos ainda atribui o protagonismo e a responsabilidade às Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), definindo a ditadura instaurada como estritamente militar.

Mas, recentemente, jornalistas e historiadores têm descrito um quadro muito mais complexo de organização do golpe, que coloca em relevo uma extensa participação de setores da sociedade civil no processo de construção e legitimação da tomada de poder pelos militares. Foi realizado por uma coligação de forças e interesses, composta pelo grande empresariado brasileiro, por latifundiários – proprietários de grandes parcelas de terras, e por empresas estrangeiras instaladas no país, sobretudo aquelas ligadas ao setor automobilístico. A conspiração contou com a participação de setores das Forças Armadas, aos quais a maioria da oficialidade acabou aderindo, diante da passividade da liderança militar legalista, ou seja, aquela que era contra um golpe de força contra o presidente eleito.

Acenando com o espantalho do comunismo, visto como sinônimo de regimes violentos e totalitários, a Igreja Católica contribuiu para disseminar o medo do governo de Jango entre a população e arrastou multidões às ruas, clamando por liberdade. Manifestações que também serviram de justificativa para o golpe militar contra as liberdades democráticas. A situação tornou-se insustentável, principalmente no encorajamento do governo dos Estados Unidos talvez tenha sido fator decisivo para que ocorresse de fato o golpe. Na preparação da tomada de poder, a diplomacia norte-americana, comandada pelo embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, praticamente coordenou a conspiração entre empresários e militares, dando garantia de apoio material e militar.

Em 31 de março, as tropas golpistas começam a se deslocar de Minas Gerais para o Rio de Janeiro. Na mesma data, teve início a Operação Brother Sam, da Marinha dos EUA, para apoiar o golpe que iria derrubar o governo constitucional. Mas nem foi preciso, pois a situação militar se resolveu internamente, pois não houve resistência organizada aos golpistas. Houve alguma resistência no meio sindical e no movimento estudantil, entretanto, essa resistência foi desorganizada e desestimulada pela própria atitude de João Goulart, que por saber da ameaça de intervenção estadunidense no país teria desistido de resistir quando foi do Rio de Janeiro, local estratégico para a resistência, para Brasília e, dali, para o Rio Grande do Sul. Ainda houve alguma discussão entre Jango e Leonel Brizola se era possível resistir a partir do RS, mas o presidente não assumiu esta opção. Como muitos outros, Jango achava que seria um “golpe passageiro”, e dali a alguns anos, novas eleições seriam convocadas. Afinal, fora assim em 1945 e em 1954, por ocasião das intervenções militares para depois Getúlio Vargas.

A ditadura civil-militar buscou ter um aparato legal, como forma de se institucionalizar e de se legitimar perante a opinião pública, sobretudo a liberal, que tinha apoiado a destituição de Jango. Nesse sentido, o golpe contou com apoio de setores ancorados no Congresso Nacional e de juristas conservadores. Foi formalizado na madrugada do dia 2 de abril, no Congresso Nacional, mas sem amparo na Constituição, pois o cargo foi declarado vago enquanto o presidente continuava no território nacional e sem ter renunciado nem sofrido impeachment. Somente numa dessas três circunstâncias, além da morte, isso poderia acontecer.

O presidente da Câmara, deputado Ranieri Mazilli, foi empossado como presidente interino. Os políticos golpistas tentaram assumir o controle do movimento, mas foram surpreendidos: os militares não devolveram o poder aos civis, sinalizaram que tinham chegado para ficar. Imediatamente criaram um Comando Revolucionário formado pelo general Costa e Silva (autonomeado ministro da Guerra), o almirante Rademaker, e o brigadeiro Correia de Melo. Chamar a deposição de João Goulart de “golpe” ou de “revolução” revelava, e ainda revela, a linha ideológica da pessoa. Para a direita, sobretudo militar, o que estava em curso era uma revolução que iria modernizar economicamente o país, dentro da ordem. Para a esquerda e para os setores democráticos em geral, não havia dúvidas: tratava-se de um golpe de Estado, um movimento de uma elite, apoiada pelo Exército, contra um presidente eleito. A historiografia convencionou chamar o acontecimento de golpe, pelo caráter antirrevolucionário e antirreformista do movimento civil-militar que derrubou Jango.

No dia 9 de abril de 1964, declarando que “a revolução vitoriosa se investe no exercício do Poder Constituinte”, esse comando baixou o primeiro Ato Institucional, que convocou o Congresso a eleger um novo presidente com poderes muito ampliados. No mesmo dia, o Congresso, já amputado em 41 mandatos cassados, submeteu-se ao poder das armas, elegendo o general Humberto Castelo Branco à presidência. Entre os deputados federais cassados nessa ocasião, estavam Leonel Brizola, Rubens Paiva, Plínio Arruda Sampaio e Francisco Julião.

O movimento militar dava, assim, seu primeiro passo. Um movimento que se impôs com a justificativa de deixar o Brasil livre da “ameaça comunista” e da corrupção, e que desde o início procurou se institucionalizar. Dessa forma, pretendia criar uma nova “legalidade”, que evitasse as pressões da sociedade e do sistema político-partidário sobre o Estado, considerado como um espaço de decisão política acima dos interesses sociais, pretensamente técnico e administrativo, comandado pelos militares e pelos civis “tecnocratas”.

Entretanto, o primeiro Ato Institucional já configurava o novo regime como uma ditadura. Explicitamente afastava o princípio da soberania popular, ao declarar que “a revolução vitoriosa como Poder Constituinte se legitima por si mesma”. Dessa forma, concedeu amplos poderes ao Executivo para decretar Estado de sítio e suspender os direitos políticos dos cidadãos por até dez anos; cassar mandatos políticos sem a necessária apreciação judicial; também suspendeu as garantias constitucionais ou legais de estabilidade no cargo, ficando assim o governo livre para demitir, dispensar, reformar ou transferir servidores públicos.

Como consequência imediata, houve uma onda de cassações de mandatos de opositores, de demissão de servidores militares e civis, e numerosas prisões. Nos primeiros 90 dias, milhares de pessoas foram presas, ocorreram as primeiras torturas e assassinatos. Até junho, tinham sido cassados os direitos políticos de 441 pessoas, entre elas os dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, e João Goulart, de seis governadores, 55 congressistas, diplomatas, militares, sindicalistas, intelectuais. Além disso, 2.985 funcionários públicos civis e 2.757 militares foram demitidos ou forçados à aposentadoria nesses dois primeiros meses. Também foi elaborada uma lista de 5 mil “inimigos” do regime. A ditadura já começou implacável!  

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Nos tornamos um Estado Vassalo do império estadunidense – palavras proferida pelo General Golbery do Couto e Silva “os países fortes tornam-se cada vez mais fortes, e os fracos, dia a dia, mais fracos; as pequenas nações se veem, da noite para o dia, reduzidas à condição humilde de estados pigmeus […] e a equação de poder do mundo simplifica-se a um reduzido número de termos, e nela se chega a perceber desde já apenas raras constelações feudais de estados-barões rodeados de satélites e vassalos”. Está bem claro do como somos vistos aos olhos do império que não passamos de um país satélite e vassalo, envolve acordos e encobre decisões que dizem respeito ao futuro de todos os brasileiros, uma história longa de servidão que vem de longa datas com acordo militar de alinhamento ao lado dos Estado Unidos. Com a anuência do Barão do Rio Branco no Itamaraty “1902-1912”, e do presidente Hermes da Fonseca entre “1910-1914” com os EUA.

A negociação deste acordo militar que foram conduzida pelo embaixador dos EUA e pelo ministro de Relações Exteriores brasileiro, o mesmo João Neves da Fontoura que depois traiu seu amigo Getúlio Dornelles Vargas ao denunciar, em abril de 1954, um acordo que foi inventado e atribuído a Vargas e Peron visando criar um bloco geopolítico junto com o Chile, que foi chamado de ABC. Ideia que nunca foi tolerada pelos Estados Unidos e, portanto, uma denúncia que contribuiu decisivamente para a derrubada de Vargas em agosto de 1954. Além da troca de equipamento bélico por minerais estratégicos, o Acordo Militar de 1952 garantiu, nas décadas seguintes, o adestramento dos oficiais brasileiros nas escolas militares nos EUA e da Zona do Canal do Panamá, junto com a presença de oficiais norte-americanos nos cursos do Estado-Maior das Forças Armadas brasileiras.

A criação da Escola Superior de Guerra (ESG), foi criada segundo o modelo das War Colleges dos EUA, e contou desde o início com a assessoria direta dos militares americanos que passaram a ter um oficial de ligação permanente dentro das dependências da própria escola. Foi na ESG que se formulou, na década de 1950, a nova Doutrina de Segurança Nacional dos militares brasileiros que acabou sendo transformada em Lei da República, em 1968, pelo Decreto-Lei da Ditadura Militar, no 314/68. E foi no corpo dessa nova “doutrina” que apareceu pela primeira vez o conceito de “inimigo interno” do Estado brasileiro, que incluía, desde logo, todos aqueles que se opusessem à nova subserviência internacional do Brasil.

Portanto, passaram pela ESG quase todos os militares que participaram do “ultimato militar” a Vargas, em 1954; da frustrada tentativa de impedir a posse de JK, em 1955; e finalmente, do golpe militar de 1964, que derrubou o governo Goulart e entregou o poder do Estado brasileiro, durante 20 anos, a essa mesma geração de soldados que se formou a partir da década de 1940 e viveu ao lado dos Estados Unidos sob a égide da Guerra Fria. Militares brasileiros participaram da Operação Condor, montada em 1968 para perseguir e matar “inimigos internos” no Cone Sul da América Latina. Esta intervenção foi a tal ponto que o embaixador brasileiro no Chile chegou a ser chamado informalmente de “quinto membro” da Junta Militar que comandou o sangrento golpe de estado do General Pinochet, em setembro de 1973.

Depois do golpe “cívico-militar- toga” de 2016, o Brasil assinou um acordo para o uso norte-americano da Base de Alcântara, e foi declarado “aliado preferencial extra-OTAN”. E, finalmente, o atual governo indicou um general das FFAA brasileiras para ocupar diretamente, o posto de “subcomandante de interoperacionalidade” diretamente dentro do Comando Sul das FFAA norte-americanas, onde foi assinado o recente Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação (RDT&E, na sigla em inglês), que agora se encontra em discussão no Congresso Nacional.

Assim, é a relação carnal com os Estados Unidos. Os militares sempre protagonistas em participação de todos os golpes de Estado da história brasileira em 24 de outubro 1930; em 19 de novembro de 1937; em 29 de outubro de 1945; em 24 de agosto 1954; em 31 março de 1964; e ainda que de forma menos direta, também no golpe de estado de 31 de agosto de 2016, é que todos esses acordos e golpes militares tiveram muito mais a ver com os interesses estratégicos dos EUA do que com as disputas políticas internas dos próprios brasileiros. Brasil transformado em um Estado vassalo sempre a serviço do império estadunidense, finalmente utilizando uma ideia e expressão do General Golbery do Couto e Silva. A nação brasileira irá viver eternamente como vassalos do império?

Após todos estes fatos relatados a elite capitalista sabe que estão fazendo tudo errado e que estão pouco se importando com a nação, devidos suas crenças irracionais ao favorecimento do controle ao pertencimento e apoio há esta ala centrista liberal. Cometem os mesmos erros do passado em que um dia durou vinte e um anos, retirou das eleições de 2018 aqueles que o ‘centro liberal’ não podia vencer no voto e preferirão eleger um negacionista limítrofe da ultradireita. Esta tônica continuam no afã de tirarem o ex-presidente Lula novamente com manobras jurídicas, não respeitam a Constituição e as leis que regem a nação. Para estes venais centristas liberais estão afinal é retroalimentando suas próprias ambições políticas e econômicas. Rechaçam qualquer coisa que estevam em desacordos com seus ideais pelo acumulo de riquezas. O que este grupo está alimentando são falsas promessas conspiratória, pois essas teorias apresenta uma narrativa perigosa de vassalagem, em que traz questões que interferem de forma negativa ao coletivo, como foi o golpe de 1964 executado pelos militares apoiados pelo governo dos EUA, e com o apoio dos grandes empresários nacional e internacional e o de 2016 executando pela toga.

A sociedade precisa se politizar, é preciso aprender a realizar a contra-revolução no imaginarão da população, a criar e disseminar o valor ao Estado de Direito, que este mesmo Estado está negando ou prevendo excluir. Para estes venais centristas liberais é importante tirar em primeiro lugar o ex-presidente Lula e depois inviabilizar o presidente Bolsonaro devido seu baixo poder de agregar a nação em torno das ideias ultraliberais que os grandes capitalistas querem que ele execute. Há uma grande parcela da população quer que o jogo siga dentro da regra estabelecida e não mude aos 89 minutos do segundo tempo, como querem alguns seguimentos da sociedade que tem apena o olhar para o próprio umbigo, pensa que a outra parte são incapazes, imbecis! A maioria da sociedade não quer se deixar ser cooptado por estes espertalhões da alta burguesia que se dizem patriotas e, que vivem a sugar estrategicamente em falsas promessas e discursos falaciosos, que nos tenta alienarmos, tenta nos levar a uma cidadania inconclusa e mutilada cada vez mais pelos senhores do poder rentistas.           

O país viveu momentos dramáticos, os que viveram a ditadura, os que passaram por elas em brancas nuvens e os que nasceram depois. Todos pode refletir sobre esse período dos bastidores que levou um Dia durar 21 anos, com a atuação e logística da “FIESP” e do “EUA” no golpe de 64! Foi um momento crucial, quando o país desejava se democratizar e realizar o mais que urgente reforma agrária. Era uma das pautas do governo João Goulart. Aí entrou a paranoia do embaixador ‘Abraham Lincoln Gordon, exercendo papel decisivo no apoio às articulações da oposição ao presidente João Goulart que resultou no golpe civil-militar. O presidente estadunidense Kennedy e o embaixador Lincoln Gordon, discutiram até gasto de US$ 8 milhões para interferir nas eleições e preparar o terreno para um golpe militar contra Goulart para expulsa-lo, se necessário. “Deu luz verde para que os militares dessem o golpe de 1964. Ele deixou claro que (…) os Estados Unidos iam reconhecer imediatamente os militares no poder”. Ele escreveu um telegrama ultra-secreto para o governo dos Estados Unidos pedindo apoio ao golpe do general Humberto de Alencar Castello Branco através do “envio clandestino de armas” e remessas de gás e combustível, a serem posteriormente complementadas por operações secretas da CIA.

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